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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Planet Love (1996)

Lançada pela BMG Music em 1996, Planet Love é uma coletânea de dezoito gravações internacionais que atravessa quase três décadas de música, reunindo sucessos dos anos 1960 aos anos 1990. Apesar da amplitude cronológica, o repertório mantém uma identidade bastante definida, concentrada no pop romântico, nas baladas e no soft rock — canções de forte apelo melódico que tiveram presença marcante na programação das rádios brasileiras.

Planet Love funciona, assim, como um panorama de diferentes gerações do pop internacional reunidas por uma característica comum: o caráter essencialmente melódico e romântico de seu repertório. O projeto gráfico foi assinado por Fernando Alvarus, com fotografia de J. Clarke/Stock Fotos, em lançamento da BMG Music Group de 1996.

Faixas:
01. Lost In Love - Air Supply
02. Don't Answer Me - The Alan Parsons Project
03. Coming Around Again - Carly Simon
04. Lunatic - Gazebo
05. Baby I Love Your Way - Big Mountain
06. Transfer Affection - A Flock Of Seagulls
07. Don't Close Your Eyes Tonight - John Denver
08. One On One - Daryl Hall & John Oates
09. I'm Gonna Miss You - Milli Vanilli
10. He's So Shy - Pointer Sisters
11. Everybody's Talking - Nilsson
12. Brother Louie - Stories
13. California Dreamin - Jose Feliciano
14. Count On Me - Starship
15. (Last Night) I Didn't Get To Sleep At All - 5th Dimension
16. All Around The World - Lisa Stansfield & Barry White
17. Cry For Help - Rick Astley
18. Here Comes The Rain Again - Eurythmics

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

domingo, 9 de agosto de 2026

Ronca Ronca (1996)

"Ronca Ronca" é, à primeira vista, uma verdadeira salada mista de canções que você certamente classificaria como uma seleção de músicas aleatórias para tocar em uma festa estranha, com gente esquisita. Porém, isso não só não é verdade, como existiu uma festa batizada de Ronca Ronca, surgida em maio de 1993 no espaço Torre de Babel, em Ipanema, e que, em dezembro de 1994, mudou-se para o Esporte Clube, no Horto.

O evento era comandado pelo jornalista, fotógrafo, radialista e DJ brasileiro Maurício Valladares, com o propósito de afastar qualquer preconceito e abarcar todas as idades, gostos e gêneros musicais, tendo a diversão como único compromisso. O resultado era um encontro improvável de canções que, colocadas lado a lado, produziam um combo divertido e uma verdadeira oscilação de emoções. Nas palavras do próprio Valladares, tratava-se de "um acasalamento de canções".

É justamente essa proposta que ajuda a compreender o repertório da coletânea. Em vez de seguir uma linha musical definida, as faixas transitam livremente entre rock, pop, soul, música brasileira, dance music e clássicos de diferentes épocas, criando combinações que, isoladamente, poderiam parecer improváveis, mas que fazem sentido dentro da lógica do Ronca Ronca.

A seleção reúne desde o remix de "Boys Don't Cry", do Professor Antena, e o R&B de R. Kelly e C.J. Lewis, passando pelo funk brasileiro da Banda Black Rio, a reinvenção pop de Lulu Santos, o blues de B.B. King e The Commitments, e Annie Lennox, relendo um sucesso do The Clash sob o remix de Todd Terry, até o rock brasileiro não óbvio de Picassos Falsos, o classic rock de Steppenwolf, o indie rock do Elastica, o rockabilly de Bill Haley & His Comets, a Jovem Guarda de Celly Campello e o pop italiano inusitado de Rita Pavone. É justamente esse trânsito sem cerimônia entre estilos, épocas e referências que transforma a aparente desordem em identidade.

E por que eu postei na Gazeta do Som? Justamente para quem quiser adicionar este material fora de catálogo ao seu pendrive e ouvir uma programação sonora descontraída, capaz de fugir do óbvio. Afinal, em tempos de playlists repletas de canções batidas do streaming, vale lembrar o que a indústria fonográfica sabia fazer de melhor: apostar em discos que, com o passar do tempo, ganhassem relevância e proporcionassem uma experiência musical pensada de ponta a ponta — algo cada vez mais raro nos dias de hoje.

Faixas:
01. Boys Don't Cry (Dudu Marote Remix) - Professor Antena
02. I Like the Crotch on You - R. Kelly
03. R to the A - C.J. Lewis
04. Saci Pererê - Banda Black Rio
05. Assim Caminha a Humanidade - Lulu Santos
06. In The Midnight Hour - B.B. King
07. Mustang Sally - The Commitments
08. Train in Vain (T's Mix) - Annie Lennox
09. Carne e Osso - Picassos Falsos
10. Born to Be Wild - Steppenwolf
11. Connection - Elastica
12. (We're Gonna) Rock Around the Clock - Bill Haley & His Comets
13. Estúpido Cupido (Stupid Cupid) / Banho de Lua (Tintarella Di Luna) - Celly Campello
14. Datemi un Martello - Rita Pavone

“AAAAH, ACABOU? QUERIA MAIS"... rs...

Para baixar esta coletânea da festa em FLAC, clique AQUI.

domingo, 2 de agosto de 2026

Endless Love 2 (1996)

 

Endless Love 2 é uma coletânea lançada em 1996 pelo selo PolyGram no formato CD, contendo sucessos da música romântica dos anos 70 e 80. 

Em 1995, a PolyGram lançou uma coletânea paralela à Amor Sem Fim, do programa homônimo, líder de audiência da rádio 105 FM (Rio de Janeiro/RJ), com o título "Endless Love". O sucesso dela rendeu este segundo volume, com  uma seleção de repertório tão boa quanto a primeira.

A capa tem foto de Tomek Simora (banco de imagens), design gráfico de Carolina Monza e direção de arte de Gê Alves Pinto. A seleção de repertório é da equipe da PolyGram do Brasil Ltda.

Faixas
01. You Are Everything - Diana Ross & Marvin Gaye
02. How Can You Mend A Broken Heart - Bee Gees
03. Advice For The Young At Heart - Tears For Fears
04. You Are So Beautiful - Joe Cocker
05. Just Once - Quincy Jones Feat. James Ingram
06. Do That To Me One More Time - Captain & Tennille
07. Cherish - Kool & The Gang
08. Father And Son - Cat Stevens
09. I'm In You - Peter Frampton
10. Sad Songs - Alessi
11. Betcha By Golly Wow - The Stylistics
12. He Ain't Heavy, He's My Brother - Bill Medley
13. Flying (Turn Around) - Chris De Burgh
14. You And I - Eddie Rabbit Feat. Crystal Gayle

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Planet Hits 3 (1996)

 

💿 Planet Hits 3: O Ano da Consolidação (2º Semestre de 1996)

E quando todos pensavam que a série Planet Hits acabaria, o 2º semestre de 1996 nos brinda com o 3º volume, vindo em uma capa com borda preta e nomes dos artistas preenchendo a borda em bege, com o meio em laranja e um holofote com um Globo terrestre na frente. Totalmente diferente da sugestão de capas escuras das edições anteriores.

A joint-venture PolyGram-EMI se mantinha firme, trazendo para o 2º semestre uma grande seleção, mas com 14 músicas que, mais do que nunca, mostravam as escolhas peculiares da curadoria.

🎧 A Jornada Auditiva do Volume 3

01. The Cranberries — "Free to Decide": Abertura certeira, que finalmente colocava o The Cranberries em um timing de divulgação mais ajustado ao mercado global, contrastando com o caos cronológico visto nos volumes anteriores. A coletânea acerta ao iniciar com a faixa do álbum "To The Faithful Departed" (1996), embora este fosse um trabalho mais obscuro e menos aclamado que seus antecessores. Após o longo atraso de "Ode to My Family" (Volume 1) e o surpreendente choque apocalíptico de "Zombie" (Volume 2), esta inclusão pontual marca, de certa forma, a normalização da presença da banda nas coletâneas nacionais.

02. George Michael — "Fastlove" (Remix): O carro-chefe do álbum "Older", lançado em 1996 – três anos após o EP Five Live com o Queen – aparece aqui em uma versão remix assinada pelo projeto Fortright, marcando uma decisão claramente equivocada. A coletânea trouxe um remix acelerado que nunca deu as caras em FM alguma, a não ser em programas voltados para música eletrônica especializada. Seria muito mais coerente se tivessem selecionado a versão classuda "Summer Mix" que, posterior ao lançamento do single, foi adotada pela Rádio Antena 1 e apresentava um arranjo idêntico ao do MTV Unplugged do cantor. Na época tinha ranço da música, hoje a ouço como se fosse uma parte 2 da original.

03. Everything But the Girl — "Wrong" (Todd Terry Remix): Inclusão certeira. A coletânea trouxe a versão remix assinada por Todd Terry (do álbum "Walking Wounded" de 1996), repetindo o sucesso da parceria em "Missing".

04. Bon Jovi — "These Days": O quarto single do álbum homônimo foi um hit poderoso do grupo. Inclusão certeira. Só teria optado pela versão Radio Edit, para diferenciar a versão do album.

05. Gianluca Grignani — "La Mia Storia Tra Le Dita": A canção chegou ao Brasil no frio de junho de 1996, sendo marcada pelas rádios como a "canção do outono". Lançada como single em 1994, e no álbum "Destinazione Paradisio" em 1995, sua inclusão, puxada pela novela Vira Lata, demonstra o timing perfeito da PolyGram em capitalizar o sucesso de um hit que explodia no mercado nacional.

[Nota Analítica] Essa cronologia de sucesso tardio reflete uma questão estrutural do mercado brasileiro na época, que só reconheceu e priorizou o pop/rock italiano (como ele e Laura Pausini) após sua consolidação na Itália e no mercado hispânico.

06. Pet Shop Boys — "Se a Vida É (That´s the Way Life Is)": Lançada no álbum "Bilingual", é uma grata fusão do pop eletrônico britânico com os tambores do Olodum, uma das canções mais solares do PSB.

07. Sheryl Crow — "If It Makes You Happy": A gravadora PolyGram demonstrou timing perfeito, liberando essa balada poderosíssima junto com o lançamento do álbum homônimo (1996). Essa inclusão pontual representa, finalmente, um acerto editorial na caótica cronologia da artista no Brasil. Após os atrasos do Volume 1 (com B-sides virando hits por novela) e a divulgação estendida no Volume 2, a PolyGram atinge o auge da sincronia. A faixa provou sua força, sendo resgatada dois anos depois como tema da minissérie Labirinto.

08. Lenny Kravitz — "Can't Get You Off My Mind": Com a EMI/Virgin também no timing, a faixa do álbum "Circus" (1995) foi single em 1996. A inclusão dessa balada expõe a rica, mas indefinida, sonoridade de Lenny Kravitz e a confusão do público brasileiro. Seu cartão de visitas no país foi a balada R&B "It Ain't Over 'Til It's Over" (tema da novela Vamp), um som que logo foi confrontado pelo Hard Rock de "Are You Gonna Go My Way". Com essa trajetória de extremos, a canção "Can't Get You Off My Mind" — mais suave e Soul — reforça a dificuldade da indústria em classificá-lo. No entanto, essa oscilação de gêneros nunca diminuiu o profundo respeito que o público e a crítica mantiveram por sua integridade artística.

09. Bryan Adams — "The Only Thing that Looks Good on Me Is You": Faixa do álbum "18 Til I Die" (1995). Essa e a próxima faixa entram na categoria de sugestão de curadoria. Na época, eram músicas que eu pulava, mas hoje, por identidade musical adquirida, eu ouço sem pular e ainda subo o volume de tão boas que são.

10. Roxette — "June Afternoon": Faixa da coletânea "Don't Bore Us! Get To The Chorus!" (1995) do Roxette, é considerada uma escolha de curadoria notável. A inclusão dessa faixa, porém, sugere uma estratégia editorial: se a gravadora tivesse selecionado o grande sucesso "You Don't Understand Me" (que despontou em 1996), o público com coleções como a Planet Hits teria menos incentivo para adquirir o CD completo do Roxette.

11. Shania Twain — "The Woman in Me (Needs The Man in You)": A faixa é simplesmente arrebatadora. Lançada em agosto de 1995 como o terceiro single do álbum homônimo, ela só ganhou destaque no Brasil em 1996, puxada pela novela O Rei do Gado (tema de Lia Mezenga). O pleno vigor vocal da cantora, unido ao trabalho do produtor Robert John "Mutt" Lange, reflete o ápice do casal, entregando uma balada de ambição e força inigualáveis. Essa faixa merecia um posto de maior destaque na coletânea, mas, principalmente, não ser seguida pelo desastre que viria a seguir.

12. Maxi Priest — "That Girl (Club Edit)": Este é, de fato, outro equívoco, e francamente brochante. Mais do que a escolha de uma faixa que não era um hit avassalador, a coletânea insistiu na inclusão de uma versão eletrônica acelerada que sequer captura a essência sofisticada do artista, que funde o R&B com o reggae. A canção original, que abria o álbum "Man With The Fun" (1996) e que dominava as rádios, era superior. Além disso, sua inserção logo após a faixa avassaladora de Shania Twain quebra a fluidez e a experiência crescente de deleite etéreo. A coletânea falhou ao apresentar uma versão inferior e deslocada do hit de rádio, o que me faz, até hoje, suspirar com um sonoro "affffffff" mental e um leve sorriso de canto de boca.

13. Soraya — "Suddenly": Quase encerrando, a colombiana Soraya (In Memoriam) traz a faixa do álbum "On Nights Like This". A canção foi lançada simultaneamente como bonus track na edição hispânica "En Esta Noche", sendo a versão em inglês para "De Repente", marcando com afinco sua estreia no mercado global. Embora a cantora não tenha chegado à indicação ao Grammy por esta faixa, seu trabalho de estreia demonstrou que ela alcançou um patamar de respeito na indústria. A canção é, de fato, muito linda! A inclusão na trilha da novela Anjo de Mim é, nesse contexto, mero detalhe.

14. Elbosco — "Nirvana": Fechando o ciclo de grandes hits, o projeto misturava canto gregoriano com batida tecno new age. A canção, tema da novela Quem É Você, encerrou a coletânea com um toque de espiritualidade eletrônica.

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.