terça-feira, 21 de abril de 2026

Paulo Ricardo - A Um Passo da Eternidade (Remix) (1989)



A virada da década de 1980 para 1990 foi um período de experimentação e sofisticação na música pop brasileira. Um dos episódios mais fascinantes dessa transição envolve o cantor Paulo Ricardo e a dupla de produtores Two Junkies, cujos créditos muitas vezes apareceram envoltos em mistério e erros de impressão.

A Mistura Perfeita: Paulo Ricardo e o Synthpop

Em 1989, logo após o fenómeno RPM, Paulo Ricardo lançou o seu primeiro álbum a solo pela Epic/CBS. Entre as pérolas desse trabalho, destaca-se a canção "A um passo da eternidade", composta em parceria com Fernando Deluqui e produzida e arranjada originalmente com Guilherme Canaes.

Se a versão original já carrega a força do pop rock nacional, o remix promocional de 12 polegadas consegue elevar a canção ao estatuto de Synthpop de nível internacional. Se estivéssemos em Londres ou Berlim, essa melodia estaria ao lado de gigantes do género. A produção eletrónica, centrada em teclados e sintetizadores, trouxe uma atmosfera remetente a ícones como Pet Shop Boys, Human League e Bryan Ferry.

O Mistério do Nome: Two Junkies ou Two Junks?

Onde se lê "Two Junks", o DJ Silvio Müller (atualmente DJ Dumato) esclareceu ao blog Brasil Remixes que factualmente o nome é Two Junkies — a dupla formada pelo próprio Sylvio e por Ippocratis Bournellis (conhecido como Grego), que infelizmente nos deixou em 2010. Este nome está presente inclusive na série de três volumes "Dance Mix" (CBS), "Remixou? Dançou!" (CBS), "Lambada In House" (Continental) e "House & Remix" (WEA).

Assinatura Sonora e Referências Europeias

Sob meu ponto de vista, a versão remixada por Dumato e Grego carrega a atmosfera de "Suburbia" que os Pet Shop Boys lançaram em 1986, bem como a base eletrônica pulsante mantém uma elegância que preenche o espaço da canção sem sobrecarregar a melodia.

E claro, impossível ouvir sem lembrar o remix hipnótico que os dois fizeram em "Loucas Horas" de Guilherme Arantes – faixa presente na icônica coletânea "Remixou? Dançou!" – realizando colagens de sintetizadores, criando batidas melódicas e criando melodias com um segundo de voz do artista para criar as melodias na mudança de tons do mesmo trecho. Chique, extremamente chique e exige uma habilidade de ouvido e conhecimento da parafernalha de produção.

O Promo LP possui 4 versões: "Radio Version" (versão curta da Junk Club Version), "Instrumental" (quase uma versão Dub Mix), "Junk Club Version" – versão remixada com vocais integral – e "Eternapella", que tem elementos da base melódica com os vocais. Material raríssimo em toda internet que compartilho em primeira mão.

Nota de remasterização: O resgate deste material contou com o apoio cultural de Charles Portilho, proprietário da 019 Discos de Nova Odessa–SP. A remasterização, iniciada em 20/04/2026, utilizou uma agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica), seguindo a cadeia de processamento: Sound Forge 14 (Ripagem), Pinnacle Clean (Declick), iZotope RX (Declick e De-Esser), u-he Satin e MVSep DeNoise.

Faixas:
01. A Um Passo Da Eternidade (Radio Version)
02. A Um Passo Da Eternidade (Instrumental)
03. A Um Passo Da Eternidade (Junk Club Version)
04. A Um Passo Da Eternidade (Eternapella)

Para baixar o Promo LP em FLAC, clique AQUI.

sábado, 18 de abril de 2026

Ronan Keating - Destination / Brazilian Edition (2002)

O álbum Destination, em sua edição nacional de 2002, é muito mais do que um disco de música pop. Lançado pela Polydor (via Universal Music) esta edição brasileira destaca-se por uma estratégia de marketing muito comum na época: a inclusão de uma colaboração com um artista local para impulsionar as vendas e garantir espaço nas rádios e trilhas sonoras. 

Também, o álbum traz o resultado do encontro entre Ronan Keating e uma das duplas de compositores mais influentes da indústria: Gregg Alexander (New Radicals) e Rick Nowels (responsável por hits de Madonna a Lana Del Rey). .Essa parceria já havia definido o sucesso do álbum de estreia de Ronan, com o single "Life Is A Rollercoaster". Nesta edição de Destination, a dupla entrega 6 faixas novas, sendo elas: "I Love It When We Do", "Love Won't Work (If We Don't Try)", "Come Be My Baby", "Lovin' Each Day", "My One Thing That's Real" e "You're Picking Me Up" (esta com co-autoria de Ronan Keating).

Um dos fatos mais curiosos desta edição é a onipresença de "When You Say Nothing At All". A canção de autoria de Don Schlitz e Paul Overstreet havia sido gravada originalmente por Keith Whitley para seu álbum "Don't Close Your Eyes" lançado em 1988, retornou em 1995 na regravação de Alison Krauss para sua coletânea "Now That I've Found You: A Collection" e quatro anos depois, Ronan Keating gravou sua releitura para ser um dos temas centrais do filme Um Lugar Chamado Notting Hill, dando a música projeção mundial. A canção foi tão avassaladora na sua carreira solo que, após figurar no álbum Ronan (2000), foi trazida de volta para esta edição brasileira de Destination em três versões distintas: a versão original e duas versões  em dueto com a cantora Deborah Blando.

Enquanto o público assimilava a versão bilíngue "When You Say Nothing At All (O Amor Fala Por Nós)" tocada nas rádios e canais de videoclipes, a versão em inglês tocava  nas cenas da novela O Beijo do Vampiro (Rede Globo, 2002), deixando os fãs da cantora ensandecidos. Em 2000, o cantor irlandês já havia marcado presença na trilha sonora da novela Vila Madalena (Rede Globo)  com a versão original da canção, comprovando que a escolha Deborah Blando para o dueto de uma canção já conhecida pelos brasileiros era fruto de estudo de marketing.

Mas uma sucessão de curiosidades paira sobre a escolha dos duetos para o álbum Destination: na edição mestre, a canção de trabalho foi "We've Got Tonight", em dueto de Keating com a cantora inglesa Lulu. A canção chegou a ter gravações locais com novos vocais de Giorgia (Itália) e Jeanette Biedermann (Alemanha). Já "When You Say Nothing At All" também teve uma nova gravação em dueto bilíngue com Paulina Rubio (mercado hispânico), chamada "When You Say Nothing At All (Nada Mas Que Hablar)".. Mais curioso ainda é "I Love It When We Do", para a qual a gravadora escolheu Cecília Cara (França) para gravar a versão bilíngue "I Love It When We Do (Je T'Aime Plus Que Tout)" – com direito a clipe no canal musical MCM (Ma Chaîne Musicale). 

Ainda, na edição tupiniquim do Destination, foram suprimidas as faixas "Time For Love", "Blown Away" e "As Much As I Can Give You Girl" – todas compostas por Alexander & Nowels –, além de "We've Got Tonight", – composição de Bob Seger –, dando lugar às três versões de "When You Say Nothing At All" e duas repescagens do álbum Ronan, "Life Is A Rollercoaster" e "The Way You Make Me Feel" – esta composta pelo canadense Bryan Adams e pelo britânico Phil Thornalley.

Enfim, são dados que nunca haviam sido documentados, pelo menos não até agora, hahaha... Bora ouvir o disco?

Faixas:
01. I Love It When We Do
02. Love Won't Work (If We Don't Try)
03. When You Say Nothing At All (O Amor Fala Por Nós) (In Portuguese) - featuring Deborah Blando
04. If Tomorrow Never Comes
05. Come Be My Baby
06. Lovin' Each Day
07. My One Thing That's Real
08. Joy & Pain
09. You're Picking Me Up
10. When You Say Nothing At All
11. Life Is A Rollercoaster
12. The Way You Make Me Feel
13. The Long Goodbye
14. When You Say Nothing At All (In English) - featuring Deborah Blando

Este é um CD Rip exclusivo da Gazeta do Som.

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Recesso para mudança!

Pessoal, por motivo de mudança residencial, os equipamentos que utilizo para remasterizar meus discos estão desligados e encaixotados para mudança. Como vou ficar um período em organização após a mudança e sem internet fibra ótica, as postagens vão ficar suspensas até as coisas estarem em ordem.

Vou continuar fazendo as interações por meio do pacote de dados do celular e respondendo-as na medida do possível. 

Agradeço cada um de vocês pelo prestígio, pelo respeito e pela amizade.

EBENÉZER – Até aqui nos ajudou o Senhor (1 Samuel 7:12)

terça-feira, 14 de abril de 2026

Ciclone - Delícia (1985)

O Ciclone foi um grupo vocal masculino que surgiu no cenário pop brasileiro de 1985. Formado por Marcelo, Ricardo, Arthur Coimbra, Sérgio e Eduardo, o quinteto foi fruto de uma estratégia da gravadora Polygram, que em 1984 iniciou testes para selecionar jovens que pudessem competir com o fenômeno internacional do Menudo (Porto Rico) e do Tremendo (Argentina), além de rivalizar com as apostas da CBS, o Dominó e o Bombom.

Lançado oficialmente no programa do Chacrinha em março de 1985, o grupo rapidamente alcançou o topo das paradas de rádio em todo o país. O sucesso foi consolidado com a presença na trilha sonora da novela A Gata Comeu e a participação no álbum Xuxa e Seus Amigos.

A Engenharia do Som: Arranjos e Ficha Técnica 

O grande diferencial do Ciclone era o suporte de músicos e arranjadores de alto escalão. O trabalho de arranjo e regência foi distribuído de forma minuciosa entre vários profissionais, conforme os créditos oficiais:

  • Reginaldo Francisco: Assinou os arranjos e teclados de "Vem que a hora é boa", além de dividir a regência com Fernando A. Souza em "Pede Mais" e "Só o Amor Constrói".

  • Fernando A. Souza: Foi o responsável pelos arranjos de "Honolulu" e dividiu a regência com Reginaldo Francisco em "Dança Comigo".

  • Joe (Ex-Euthanasia): Além de tocar guitarras, assinou os arranjos, regência e solos de "Delícia", "Gatinha Carente" e "Secretária Eletrônica".

  • Ricardo Cristaldi: Assinou os arranjos e teclados de "Tipo One-Way" (junto com Joe e Ribeiro José Francisco).

  • Jaime Além: Ficou responsável pelo arranjo vocal da faixa "A Todo Vapor".

  • Sobre "Inflamável" (Easy Lover): A versão da letra é de Ribeiro José Francisco, enquanto a adaptação musical e as guitarras ficaram a cargo de Claudio Stevenson.

O suporte instrumental foi garantido por:

  • Teclados: Jota Moraes (inclusive no DX7), Reginaldo Francisco, Fernando A. Souza, Ricardo Cristaldi e Danielle.

  • Guitarras: Joe e Claudio Stevenson.

  • Baixo: Ricardo Villas Boas, Fernando A. Souza e Otávio Coelho Fialho.

  • Bateria: Fernando Moraes, Paulo C. Ferreira e Marcelo Castro da Costa.

  • Sax: José Carlos.

A engenharia de som foi realizada nos estúdios Transamérica e Polygram (RJ) por técnicos como Ary Carvalhaes, Jairo Gualberto e João Moreira. O encarte ainda registra um tributo especial: os solos de sax são dedicados a Oberdan Magalhães, da Banda Black Rio.

O Grupo Hoje Com o fim das atividades, os integrantes seguiram carreiras fora da música. Eduardo, Ricardo e Sérgio moram no Rio de Janeiro, enquanto Marcelo e Coimbra residem nos Estados Unidos há mais de 30 anos. Apesar da curta trajetória, o Ciclone permanece como um registro importante da produção pop brasileira da década de 80.

Nota de remasterização: O resgate deste álbum contou com o apoio cultural do meu amigo Israel Castro de Campina Grande/PA, que fez a aquisição do LP para a remasterização, que foi feita em 15/04/2026, utilizando-se de agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica) e seguindo a cadeia de processamento: Sound Forge 14 (Ripagem e edição), Pinnacle Clean (Declick), iZotope RX (Declick), u-he Satin e MVSep DeNoise (Modo Standard).

Faixas:
01. Vem Que A Hora É Boa (Pi / Ronaldo Barcellos)
02. Delícia (Joe / Tavinho Paes)
03. Gatinha Carente (Paulinho de Tarso)
04. Pede Mais (Tavinho Paes / Michel)
05. Secretária Eletrônica (Joe / Ronaldo Santos)
06. A Todo Vapor (Michel / J. Ribamar)
07. Só O Amor Constrói (Michel / Ronaldo Malta)
08. Honolulu (Ronaldo Barcellos)
09. Dança Comigo (André Monteiro)
10. Tipo One-Way (Joe / Tavinho Paes)
11. Inflamável (Phil Collins / Phil Bailey / Nathan East (Versão: Ribeiro José Francisco)

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

A Instrumentalização e a Fachada Moral da Inversão de Culpa

Nota: Este texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico médico, consulte um profissional qualificado.

O esquema de saturação que venho enfrentando atingiu um nível de cinismo técnico preocupante. O anônimo diz ser "genuinamente triste" a forma como lido com a insistência de um perfil específico, alegando que o comportamento repetitivo seria fruto de uma deficiência intelectual. Ele afirma ainda que minha reação é desproporcional, tentando me pintar como o agressor de um "coitado" que nunca foi grosseiro.

No entanto, é preciso expor a fachada moral que sustenta essa narrativa. Tudo o que esse defensor me acusa está apenas no plano das ideias e da retórica. A própria condição que ele usa para "blindar" o visitante Tharso Moreira Gomes é uma conveniência: não existe diagnóstico clínico e ninguém conhece pessoalmente o indivíduo defendido. Sem um rosto ou um laudo, a suposta deficiência é usada apenas como uma ferramenta de inversão de culpa, onde o saturador pedante vira vítima para que um editor do blog como eu seja silenciado.

Para provar a fragilidade desse argumento, utilizei ferramentas de IA para emular exatamente o padrão de escrita e os pedidos em série que recebo. O resultado é irrefutável: o comportamento é facilmente simulável e pode ser instrumentalizado por terceiros para gerar desgaste, drenar energia e desestabilizar quem produz conteúdo.

Talvez porque certos espaços estão insatisfeitos com o crescimento rápido e encaram blogs vizinhos como concorrência. Afinal, alguns que começaram há quinze anos acumulando 3,7 milhões de acessos não suportam quem chegue a superar 250 mil acessos em apenas 2 anos. Estas pessoas que se diziam amigas e no início disseram ser uma boa criar um blog, na verdade não achavam que eu chegaria longe com tanta publicação.

Tudo o que sobra na falta de assunto são resquícios de ataque pessoal no blog deste cidadão — que por sinal é bem poluído porque o texto azul com fundo branco em cima do logo do blog atravessa a escrita e dificulta muito quem quer ler — que foge bastante à intenção da escrita do que se pretende publicar para dirigir entrelinhas aos desafetos pessoais. Ele então mescla os devaneios sobre seus desafetos com a vinda como anônimo em blogs como o meu para proferir ataques. Se eu disser o único conteúdo ao qual ele dedica tempo para falar de cronômetro de música e tipos de fontes usadas, vocês descobrem na hora quem é

Sigo acreditando na conexão entre o alto fluxo de pedidos e a sustentação de um comércio de produtos piratas de luxo, além da prática de 'lavanderia de áudio'. Agora, firmo minhas convicções de que este sujeito tem sido instrumentalizado por terceiros para a saturação de blogs que o 'defensor' julga concorrentes, visto que o mesmo veio como anônimo para protegê-lo. Sinceramente, não vi sentido nesta defesa anônima, mas o fato de ele ter vindo até aqui para fazê-la só confirma, de forma definitiva, a instrumentalização e o jogo de interesses por trás desses pedidos.


       

domingo, 12 de abril de 2026

Robby Draco Rosa - Robby (1989)

Lançado em 1989 pelo selo RCA Victor, o segundo álbum solo de Robby no Brasil consolida sua parceria com a BMG Ariola. Com direção artística de Miguel Plopschi e produção executiva de Michael Sullivan, o disco reflete um momento de maior liberdade criativa, evidenciado tanto em sua mensagem pessoal no encarte quanto na projeção de suas composições para além do mercado nacional.

Destaques de Repertório e Conexão Cinematográfica:

O álbum é marcado por excelentes colaborações da música nacional. A faixa "Raiou" tem composição e participação vocal de Lulu Santos, enquanto "Paraíso" (composta por Michael Sullivan e Paulo Massadas) conta com a voz de Patrícia Marx (ex-Trem da Alegria). Embora não tenha sido a música de trabalho principal, a canção teve execução considerável em diversas rádios pelo Brasil e permanece como uma das favoritas entre os admiradores da cantora.

O núcleo de compositores permanece forte com a dupla Michael Sullivan e Paulo Massadas ("Ser Feliz", "Deixe o Tempo Passar", "Everywhere, Everything", "Paraíso" e "Vou Te Conquistar"), além de nomes como Marcos Valle e Carlos Colla ("Coração nas Nuvens"), Chico Roque e Paulo Sérgio Valle ("A Primeira Vez" e "Não Fale Assim"), Ed Wilson e Paulo Sérgio Valle ("Dance Mais") e Ed Wilson ("Primeira Vez o Amor"). Robby reafirma sua faceta de compositor nas faixas "Ilha da Ilusão" (parceria com Chico Roque e Carlos Colla) e "Angela" (em colaboração com David Resnik).

Aliás, "Angela" foi escrita por Robby como uma declaração de amor para sua então namorada, a atriz porto-riquenha Angela Alvarado, que o músico conheceu nas gravações do filme Salsa - O Filme Quente. A relevância da canção ultrapassou o álbum: o músico registrou a canção sob novos arranjos, resultando em uma gravação distinta da brasileira, que integrou a trilha sonora da comédia franco-alemã Homens de Verdade Não Mascam Chicletes (título original: Gummibärchen küßt man nicht, 1989), na qual Robby e Angela também contracenam juntos, no idioma alemão.

Ficha Técnica e Operação de Estúdio:

Sob coordenação e produção de Chico Roque, com arranjos de Ary Sperling e Julinho Teixeira, o álbum mobilizou uma estrutura técnica robusta:

  • Engenharia de Gravação: Flávio Sena, Dalton Rieffel, Franklin Garrido e Mário Jorge Bruno.

  • Mixagem: Marcelo Sussekind e Chico Roque.

  • Montagem e Estúdio: Esveraldo Ferreira (montagem) e supervisão de Edeltrudes Marques.

  • Visual: Fotos de Claudia Jaguaribe, projeto gráfico de Marta Ramos e capa de André Teixeira.

Nota de remasterização: O resgate deste álbum contou com o apoio cultural de Charles Portilho, proprietário da 019 Discos de Nova Odessa–SP. A remasterização, iniciada em 12/04/2026, utilizou uma agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica), seguindo a cadeia de processamento: Sound Forge 14 (Ripagem), Pinnacle Clean (Declick), iZotope RX (Declick e De-Esser), u-he Satin e MVSep DeNoise.

Faixas:
01. Ser Feliz
02. Coração nas Nuvens
03. Deixe o Tempo Passar
04. Raiou (part. esp. Lulu Santos)
05. A Primeira Vez
06. Everywhere, Everything
07. Paraíso (part. esp. Patrícia)
08. Não Fale Assim
09. Dance Mais
10. Ilha da Ilusão
11. Vou Te Conquistar
12. Angela

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Robby Draco Rosa - Robby (1988)

A trajetória de Robby no Brasil ganhou um capítulo decisivo após sua saída do Menudo em 25 de maio de 1987. Motivado pela busca de liberdade criativa e pela insatisfação com a impossibilidade de incluir suas próprias composições no repertório do grupo, o artista optou por fixar residência no Brasil para investir em sua carreira solo, cantando canções em português e inglês. O álbum homônimo, lançado em 1988 pelo selo RCA Victor, é o registro desse movimento, trazendo Robby sob a direção artística de Miguel Plopschi e a produção executiva de Michael Sullivan.

O disco, fabricado pela BMG Ariola Discos Ltda. com coordenação musical de Junior Mendes, reflete o domínio da dupla Michael Sullivan e Paulo Massadas no pop nacional da época. No Lado A, eles assinam faixas como "Agora ou Nunca", "Coração" e "Notícias de Você", dividindo espaço com "Michael" (Row The Boat Ashore), creditada a Dave Fisher, "Hello", de Chico Roque e Carlos Colla, e "Dizer Adeus", parceria entre Marcos Valle e Carlos Colla.

No Lado B, a influência de Sullivan e Massadas continua com "Como De Costume", "Chuva Fina" e a versão para o clássico de Paul Anka, "Com Você Nos Meus Sonhos" (Put Your Head On My Shoulder). O disco ainda registra a faceta compositora do próprio artista em "Te Amei Mesmo Assim", feita com Carlos Colla, além de "Ela Vai Ser Minha", parceria entre Gastão Lamounier, Junior Mendes e Solange Ferreira. O fechamento fica por conta de "Primeira Vez o Amor", de Ed Wilson.

A carreira de Robby no Brasil alcançou um êxito expressivo, marcado por uma presença maciça em programas de televisão como o Cassino do Chacrinha, Clube do Bolinha, Show Maravilha, Xou da Xuxa e Clube da Criança. Embora os números exatos de vendagem não tenham sido registrados, a alta rotação nas rádios garantiu a inclusão de diversas faixas em coletâneas de peso da época: "Notícias de Você" figurou em Sucesso Maior (Som Livre, 1988), "Com Você Nos Meus Sonhos" esteve em Total Sucesso (Som Livre, 1988), enquanto "Chuva Fina" foi selecionada para a compilação Amor É Sempre Amor (RCA, 1989).

Ficha Técnica e Músicos Participantes:

O álbum mobilizou um time de elite dos estúdios brasileiros. Os arranjos e regências foram divididos entre Lincoln Olivetti (nas faixas "Coração" e "Com Você Nos Meus Sonhos") e o time da Marajazz Produções, composto por Marcelo Sussekind, Paulo Henrique, Yuri e Fred Maciel.

A base instrumental contou com:

  • Teclados: Lincoln Olivetti, Julinho Teixeira e Rodrigo;

  • Guitarras: Ricardo Afonso, Marcelo Sussekind e Paulo Henrique;

  • Baixo: Pedro Carlos (Periquito) e Fernando Alves;

  • Bateria: Mario Monteiro (Picolé);

  • Violão: Junior Mendes e Paulinho Soledade;

  • Coro: Um time de peso incluindo Ronaldo Corrêa, Roberto Corrêa, Paulo Massadas, Renata Moraes, Regina Ferreira, Jussara Lourenço, Junior Mendes, Nina Pancevski, Luiz Claudio, Gastão Lamounier e Solange Rosa.

A parte visual e técnica na contracapa indica a produção de Nina, com supervisão gráfica de Tadeu Valério e Stella Nascimento. As fotografias são de Claudia Jaguaribe e a concepção de capa é assinada por Jo Oliveira. As editoras que administram a obra incluem BMG ArabellaIntersongMundo/DiretoElam e Ed. Wilson.

Nota de remasterização: A remasterização, iniciada em março de 2026, contou com uso da agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica), seguindo a cadeia de processamento: Sound Forge 14 (Ripagem), Pinnacle Clean (Declick), iZotope RX (Declick e De-Esser), u-he Satin e MVSep DeNoise.

Faixas:
01. Michael (Raw the Boat Ashore)
02. Hello
03. Agora ou Nunca
04. Dizer Adeus
05. Coração
06. Notícias de Você
07. Com Você Nos Meus Sonhos (Put Your Head on My Shoulder)
08. Como de Costume
09. Chuva Fina
10. Te Amei Mesmo Assim
11. Ela Vai Ser Minha
12. Primeira Vez o Amor

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.