segunda-feira, 14 de setembro de 2026

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domingo, 13 de setembro de 2026

Terra Molhada - Out-Door (1985)

 

A Terra Molhada é uma tradicional banda brasileira do Rio de Janeiro, conhecida especialmente por interpretar sucessos dos The Beatles. Em 1985, porém, o grupo registrou também seu próprio trabalho autoral, lançando pela PolyGram seu único álbum, Out-door, com produção musical de Mariozinho Rocha e direção musical dos próprios integrantes da banda.

Formada entre o final dos anos 1970 e o início dos anos 1980, a Terra Molhada tinha em sua formação Cecelo Frony (guitarra, violão de 12 cordas e voz), Carlos Márcio (baixo e voz), Ricardo Aguiar (DX7, Poly 61, piano Yamaha, piano acústico, Fender Rhodes e voz) e Marcelo Castilho (Pinduca) (bateria e bateria eletrônica Simmons).

Em Outdoor, os arranjos de base são assinados por Cecelo Frony e Marcelo Castilho, enquanto os arranjos vocais ficaram a cargo de Cecelo Frony, Mariozinho Rocha e Marcelo Castilho.

Todas as músicas de Outdoor foram compostas por Cecelo Frony, com exceção de “Não Força Odete”, uma adaptação de “You Can't Do That”, de Lennon & McCartney, feita por Carlos Márcio, Cecelo Frony e Ricardo Aguiar, reforçando a influência dos Beatles no trabalho da banda.

Entretanto, ao questionar o músico Cecelo Frony a respeito de uma das minhas faixas preferidas do álbum, “Noites Ácidas”, que traz Ricardo Aguiar no vocal principal, ele contou que a grande inspiração para a composição, especialmente para o acorde contínuo de guitarra e os teclados, foi “Everybody Wants to Rule the World”, do Tears for Fears.

Outros pontos altos, para mim, são “Bom Demais”, também com vocais de Ricardo Aguiar, e “Out-door”, com vocal de Cecelo. É interessante perceber como o álbum combina a influência do rockabilly com elementos da new wave dos anos 80, uma fusão que ajuda a definir a sonoridade particular do disco.

Em 2023, eu já havia feito a captura de áudio e a primeira remasterização do disco utilizando a agulha Ortofon Concorde Mix. Pouco tempo depois, busquei conhecer melhor os recursos disponíveis no iZotope Ozone, como Clarity (Bright Drums) e Master Rebalance (Vocal e Bateria), além do U-he Satin para ganho de brilho e MVSep DeNoise para reduzir ruído resudual das faixas. 

O próprio Cecelo Frony se mostrou bastante emocionado com meu interesse pela obra dele e com a dedicação em apresentar uma masterização satisfatória deste disco.

Faixas:
01. Noites Ácidas
02. Bom Demais
03. Out-Door
04. Não Força Odete (You Can't Do That)
05. Lúcia
06. Reprise
07. Que Se Dane o Mundo
08. Velho Sedan
09. Rush
10. Estranho Poder

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

Os Fantasmas - Os Fantasmas (1992)


“Os Fantasmas” é o único e homônimo álbum da banda Os Fantasmas, lançado apenas em LP pela BMG, antes do sucesso de “Ovelha Negra” na trilha sonora da novela Mulheres de Areia. A vocalista do grupo era Karina Hofter, que anos mais tarde seguiria carreira solo no segmento dance music, com gravações como “Vidas Nuevas” e “In The Name Of Love”.

A banda era formada por Gito Sales (guitarra e violão), André Gatti (guitarra solo), Karina Hofter (vocal), Emerson Mardine (baixo e synth bass), Vinicius Ottoni (teclados) e Marcus Rey (bateria e percussão), com todos os integrantes participando também dos backing vocals.

A proposta inicial era lançar Os Fantasmas no mercado pop-rock brasileiro dos anos 1990, tendo o Kid Abelha como uma das referências de concorrência naquele segmento. Quase todo o repertório do LP é composto pelos próprios integrantes, com exceção de “Bye Bye”, de Leoni; “Deixa Estar”, de Milton Guedes; “Ovelha Negra”, de Rita Lee; e “Seu Jeito”, de Augusto César.

Embora o primeiro LP não tenha projetado a banda comercialmente, a indicação ao Prêmio Sharp, na categoria banda revelação, acabou chamando a atenção de executivos ligados à Globo. Foi nesse contexto que Mariozinho Rocha encontrou em “Ovelha Negra” uma música adequada para Malu, personagem de Vivianne Pasmanter em Mulheres de Areia. Em vez de utilizar a gravação original de Rita Lee, a opção foi convidar Os Fantasmas para fazer uma nova versão da canção.

A regravação trouxe uma interpretação diferente daquela registrada no primeiro LP da banda, com Karina adotando vocais mais quentes e utilizando drives em diversas frases. A música entrou na trilha da novela e acabou se tornando a gravação mais conhecida do grupo.

Naquele momento, Os Fantasmas já tinham novas músicas prontas e estavam em processo de gravação de um segundo álbum, agora em contrato com a PolyGram. O projeto, porém, acabou engavetado por decisão do executivo Marcos Maynard, e desse novo trabalho somente o fonograma de “Ovelha Negra”, aproveitado em Mulheres de Areia, chegou efetivamente ao público.

André Gatti, guitarrista da banda e músico bastante conhecido das noites cariocas, conta que o contrato firmado com a PolyGram tinha duração de cinco anos. Durante esse período, o grupo ficou impedido contratualmente de lançar o novo álbum por outra gravadora. Assim, quando o projeto foi engavetado, Os Fantasmas não tiveram a possibilidade de procurar outra companhia para colocar o trabalho no mercado.

Assim, o primeiro LP permaneceu como o único álbum lançado por Os Fantasmas, enquanto o trabalho seguinte ficou inédito. Uma pena, especialmente porque o sucesso de “Ovelha Negra” mostrava que a banda havia encontrado justamente naquele momento sua maior exposição.

O LP foi remasterizado originalmente em 2021, a partir de uma cópia em vinil reproduzida com agulha Ortofon Concorde Mix. Em outubro de 2025, o trabalho foi retomado com a aplicação do MVSep DeNoise sobre as faixas, concluindo uma nova etapa de limpeza do áudio. 

Quase um ano depois, em setembro de 2026, fiz uma última revisão do material, trabalhando pontualmente na remoção de alguns estalos que ainda permaneciam nas faixas.

Foi uma remasterização particularmente trabalhosa. Além de o LP utilizado como fonte não estar nas melhores condições, a própria masterização original do álbum apresenta limitações. Depois dessas diferentes etapas de restauração, considero o trabalho finalmente concluído, com um resultado bastante satisfatório diante da fonte disponível.

Como complemento, criei versões coloridas da capa e da contracapa com o uso do ChatGPT, celebrando os quase 34 anos de existência do álbum.

Faixas: 
01. Bye Bye
02. Molhada
03. Deixa Estar
04. Seu Jeito
05. Até o Dia Amanhecer
06. Noites Urbanas
07. Ovelha Negra
08. Paixão e Ódio
09. Perdida Numa Noite
10. Tempo ao Tempo
11. Foi Assim 

Para baixar o album em FLAC, clique AQUI.

Rádio Taxi - Matriz (1986)

“Matriz”, lançado em 1986, é o quarto álbum da carreira do Rádio Táxi e representa um ponto de virada na trajetória do grupo. Foi também o segundo álbum com Maurício Gasperini nos vocais principais, após substituir Willie de Oliveira ainda durante a divulgação do segundo LP da banda, justamente no período do lançamento de “Eva”.

Produzido por Luiz Carlos Maluly, o álbum traz a formação com Gel Fernandes na bateria, percussão e vocal, Lee Marcucci no baixo, teclados e vocal, Wander Taffo na guitarra, teclados e vocal e Maurício Gasperini no vocal.

Matriz traz dez composições do grupo e uma sonoridade mais voltada ao rock. Do álbum saíram dois grandes hits: “Você Se Esconde”, tema da novela Roda de Fogo, da TV Globo, e “Passos no Porão”, incluída na trilha de Corpo Santo, da TV Manchete.

O disco também recupera uma música dos primeiros tempos do Rádio Táxi: “Matriz”, que havia sido gravada originalmente em 1981, no lado B do compacto de “Garota Dourada”. Cinco anos depois, a composição foi retomada e acabou dando nome ao quarto LP da banda.

A produção ainda conta com Vicente Salvia, responsável pelo arranjo de orquestra em “Nova Geração”, enquanto Jota participa com Emulator II em “Longe” e “Intocáveis”, além dos teclados em todas as faixas. Mauro Gasperini e Victor (Pavarotti das Selvas) aparecem nos vocais de “Você Enlouqueceu” e “Longe”, e Luiz Carlos Maluly também participa dos vocais de “Longe”, “Você Enlouqueceu”, “Passos no Porão” e “Sem Explicação”.

Gravado nos Estúdios Sigla, com mixagem realizada nos Estúdios Transamérica, o disco teve engenharia de gravação de Jorge “Gordo” Guimarães, Roberto Marques e Beto Silva, montagem de Ronaldo Monteiro e corte de Elio Gomes.

A história desta remasterização começa em 2018, quando fiz a captura do LP utilizando uma agulha Ortofon OM5E. Anos depois, resolvi revisitar o trabalho utilizando novas ferramentas de masterização e equalização, além de aplicar o MVSep DeNoise para reduzir os ruídos residuais. O resultado, sem falsa modéstia, ficou superior ao áudio atualmente utilizado pela Sony Music nas plataformas digitais.

Faixas:
01. Longe
02. Você Se Esconde
03. Passos No Porão
04. Sem Explicação
05. Zumbi
06. Você Enlouqueceu
07. Nenhuma Censura 
08. Nova Geração
09. Intocáveis
10. Matriz

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

Cliff Richard - She's So Beautiful - Promo 12'' (1986)

“She’s So Beautiful” é uma composição de Dave Clark para o musical Time, gravada por Cliff Richard, com produção, arranjos e backing vocals de Stevie Wonder.

A canção foi lançada nesta rara edição em LP, da série "Remix: A Música Viva", reunindo as versões estendida, original e dub estendida.

Para esta postagem, remasterizei o disco utilizando a agulha Ortofon Concorde Club. Compartilho esta raridade com vocês.

Faixas:
01. She's So Beautiful (Extended Mix)
02. She's So Beautiful (7' Version)
03. She's So Beautiful (Special Extended Mix)

Para baixar este Promocional 12 polegadas em FLAC, clique AQUI.

João Penca e Seus Miquinhos Amestrados - Sucesso do Inconsciente (1989)

Lançado em 1989 pela gravadora independente Esfinge, Sucesso do Inconsciente é o quarto álbum de estúdio do João Penca e Seus Miquinhos Amestrados. Misturando rock and roll clássico, surf music, new wave, humor e paródias, o disco sintetiza a identidade que a banda vinha construindo ao longo de uma década, transformando referências musicais das décadas de 1950 e 1960 em uma linguagem própria para uma geração que cresceu ouvindo rock nacional nos anos 1980.

A banda surgiu em meados de 1983 com a promessa da PolyGram de transformá-la em um grande sucesso, mas havia uma condição: Ney Matogrosso precisava gravar "Calúnias (Telma Eu Não Sou Gay)", versão da banda Light Reflections adaptada pelos integrantes do João Penca. O fato é que "...Pois É", álbum de Ney Matogrosso, foi impulsionado pelo sucesso da faixa. Na época, o grupo era formado por Avellar Love (baixo), Bob Gallo (tenor) e Selvagem Big Abreu (barítono), além de Léo Jaime, Del Rosa, Cláudio Killer e Leandro Verdeal. A promessa culminou no lançamento de Os Sucessos de João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, que, no entanto, praticamente não recebeu divulgação.

Após se firmar como trio com Avellar, Gallo e Abreu, o João Penca assinou contrato com a RCA, preservando harmonias inspiradas nos grupos vocais norte-americanos e reforçando essa identidade por meio das apresentações ao vivo. O espetáculo incluía microfones de pedestal, coreografias cuidadosamente ensaiadas, figurinos elegantes e uma presença de palco que remetia aos primeiros anos do rock and roll.

Vista sob a perspectiva atual, essa proposta lembra o conceito que décadas depois seria associado às chamadas boy bands: um grupo em que imagem, performance e vozes formavam uma unidade. A diferença é que o João Penca buscava inspiração diretamente na estética do rock clássico. A influência de Elvis Presley, dos conjuntos vocais do doo-wop, da surf music e da Jovem Guarda nunca foi abandonada; ao contrário, tornou-se a base sobre a qual a banda construiu uma linguagem própria.

Essa identidade também dialoga com a trajetória de Léo Jaime, idealizador do projeto ao lado dos integrantes em seus primeiros anos e colaborador frequente do grupo. Sua participação em "SOS Miquinhos" simboliza a permanência desse vínculo criativo e ajuda a compreender a coerência estética que acompanhou o João Penca desde seus primeiros discos.

Nos álbuns lançados pela RCA, essas referências conviviam com sintetizadores, guitarras mais processadas e a sonoridade típica da new wave que dominava o rock brasileiro da época. Em Sucesso do Inconsciente, entretanto, essa equação parece se inverter. Sem abandonar completamente os elementos contemporâneos, o trio aproxima seu repertório de um rock mais orgânico, em que o peso das harmonias vocais, das guitarras e das influências sessentistas ganha maior destaque. O resultado é um álbum que, mais do que acompanhar as tendências de 1989, apresenta ao ouvinte as raízes musicais que sempre estiveram no centro da identidade do João Penca e Seus Miquinhos Amestrados.

Em Sucesso do Inconsciente, essa fórmula aparece amadurecida. Produzido por Júnior Mendes, é o penúltimo álbum de estúdio da banda e preserva todas as características que fizeram do João Penca um dos fenômenos mais singulares do rock nacional: irreverência, criatividade e um profundo carinho pela história do rock and roll.

O álbum reúne composições inéditas, releituras bem-humoradas e paródias que dialogam diretamente com a história do rock, mantendo o estilo descontraído que consagrou o grupo. Entre os destaques está "Matinê no Rian", faixa que contou com a participação especial de Paula Toller e ganhou grande projeção ao ser escolhida como tema de abertura da novela O Sexo dos Anjos, da TV Globo.

A canção presta homenagem ao antigo Cinema Rian, tradicional sala de exibição localizada em Copacabana, no Rio de Janeiro. Inaugurado em 1932 por iniciativa de Nair de Tefé, esposa do presidente Hermes da Fonseca, o cinema tornou-se um dos símbolos culturais da cidade antes de ser demolido em 1983. A lembrança desse espaço reforça o caráter nostálgico presente em boa parte da obra do João Penca.

Outro momento marcante do disco é "SOS Miquinhos (Merdley)", como a própria banda definiu, em tom de brincadeira, um "merdley": uma sequência de músicas costuradas em formato de medley, reunindo trechos de clássicos da música brasileira e internacional, entre eles "Namoradinha de um Amigo Meu", "Rua Augusta", "Vem Quente que Eu Estou Fervendo" e "Yellow River", da banda britânica Christie.

A trajetória da canção, no entanto, ilustra as tensões que cercavam o humor irreverente do João Penca. Embora reunisse citações a clássicos da Jovem Guarda e do rock em tom de paródia, a faixa enfrentou resistência na televisão. Segundo Selvagem Big Abreu, a banda sofreu diversos boicotes, apesar da intensa execução nas rádios, situação revertida apenas quando Hebe Camargo abriu espaço para o grupo em seu programa. O episódio revela que o humor satírico da banda nem sempre era bem recebido por parte da indústria do entretenimento da época.

Nas rádios circulou uma versão promocional de "SOS Miquinhos", gravada especialmente para divulgação, com as participações de Lulu Santos, Léo Jaime, Erasmo Carlos, Evandro Mesquita e dos vocalistas do Afrodite Se Quiser. Embora essa tenha sido a versão executada maciçamente pelas emissoras, não foi a que entrou para o LP Sucesso do Inconsciente, ocasionando certa frustração entre os fãs, já que os motivos para essa regravação nunca foram esclarecidos publicamente.

Outra canção que enfrentou resistência foi "Cozinho de Noite", composição de Arnaldo Batista com adaptação de Léo Jaime. A música começa com os versos "Cozinho de noite / Pra quando você chegar / Cozinho gostoso / Pra quando você voltar do trabalho...", mas a interpretação explora deliberadamente uma entonação ambígua da palavra "cozinho", criando um duplo sentido que torna fácil compreender por que a faixa jamais encontrou espaço na programação normal das rádios FM e da televisão.

Mas não foi apenas esse repertório mais ousado que marcou o álbum. Lançado em meio às dificuldades enfrentadas pela Esfinge, Sucesso do Inconsciente chegou ao mercado justamente quando a gravadora atravessava sua fase mais delicada. O encerramento das atividades do selo no ano seguinte comprometeu a continuidade de sua divulgação e contribuiu para que parte de seu catálogo permanecesse, por muitos anos, restrita ao lançamento original.

Diferentemente de outros títulos da discografia do João Penca, Sucesso do Inconsciente acabou acumulando um desgaste editorial que dificultou sua circulação nas décadas seguintes. Na coletânea Festa dos Micos, lançada pela Eldorado em 1993 nos formatos LP, K7 e CD, apenas "Matinê no Rian" e "SOS Miquinhos" foram incluídas. Já em 2000, quando a BMG lançou Hot 20, somente "Matinê no Rian" voltou a aparecer. A versão promocional de "SOS Miquinhos" permaneceu esquecida, tornando-se uma verdadeira raridade. Em outras palavras: quem possui o promo da Esfinge — uma autêntica mosca branca — guarda uma verdadeira pepita de ouro.

O álbum ainda reserva versões engraçadas — e com compostura! (risos) — inspiradas em clássicos do rock internacional. "Johnny Pirou" faz uma divertida releitura de "Johnny B. Goode", de Chuck Berry, enquanto "O Monstro Macho" brinca com "Monster Mash", sucesso de Boris Pickett and the Crypt-Kickers. Não são simples versões, mas adaptações bem-humoradas ao universo brasileiro, incorporando trocadilhos, novas situações e o humor característico do grupo. Também merecem destaque as inéditas "Menino Justiceiro" e "O Par", marcantes pela qualidade de suas melodias e letras.

Revisitar hoje este LP é também revisitar uma parte da história do rock brasileiro que acabou ficando à margem das grandes retrospectivas. Embora boa parte do público retorne com frequência aos discos da fase RCA e PolyGram, Sucesso do Inconsciente oferece uma oportunidade diferente: conhecer a banda por meio de um trabalho menos lembrado, mas que sintetiza com clareza muitas das referências musicais e estéticas que definiram sua identidade.

Como complemento à remasterização apresentada pela Gazeta do Som, a versão promocional original de "SOS Miquinhos" foi reconstruída a partir de uma gravação preservada no YouTube, utilizando trechos da versão oficialmente lançada em LP para recompor os segmentos ausentes e preservar a faixa em uma forma o mais próxima possível daquela distribuída originalmente às emissoras de rádio.

Agora, o material de 02 de Julho de 2026 ganha em setembro capa e contracapa alternativas na versão colorizada por ChatGPT.

Faixas:
01. Menino Justiceiro
02. Larga Meu Pé
03. Vinheta 1
04. A Surra
05. O Par
06. Matinê no Rian
07. O Velho Tubarão
08. Vinheta 2
09. Johny Pirou (Johny B. Good)
10. Cozinho de Noite
11. O Monstro Macho (The Monster Mach)
12. S.O.S Miquinhos (Merdley)
13. S.O.S Miquinhos (Sem Censura)

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

Ricardo Rangell - Ricardo Rangell (1991)

Antes de lançar seu álbum como intérprete em 1991, Ricardo Rangell já acumulava cerca de doze anos de atividade profissional, com trabalhos ligados à produção musical e à composição de trilhas sonoras para o cinema. Entre eles, estão projetos de grande alcance popular, incluindo filmes de Os Trapalhões e Xuxa, numa trajetória construída principalmente nos bastidores da música.

Para seu LP, Rangell reuniu uma equipe de peso. A produção foi dividida entre Ricardo Feghali e Renato Corrêa, com arranjos de Lincoln Olivetti e Julinho Teixeira, além da participação do Roupa Nova ao longo do disco. O repertório também reúne compositores bastante presentes na música brasileira daquele período, entre eles Ed Wilson, Carlos Colla, Prêntice, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle.

O material promocional do álbum destacava “Verão Vermelho”, composição de Paulo Henrique e Carlos Colla, como uma das apostas do trabalho. Foi, porém, “Eu Não Sabia Que Me Apaixonava”, de Serginho Herval e Nando, que acabou dando maior projeção ao disco ao integrar a trilha sonora da novela Felicidade. Anos depois, a gravação também apareceu no CD Novelas Super Sucessos – Vol. 9, lançado pela Sony Music em 1998.

Para quem conheceu Ricardo Rangell justamente através da novela, ficava uma curiosidade inevitável: o que mais ele havia gravado? O LP ajuda a responder essa pergunta ao apresentar um repertório que transita entre baladas e faixas de andamento mais marcado, sustentado por uma produção característica do início dos anos 1990. Entre as canções que merecem atenção está também “Doce Ilusão”, outra composição de Serginho Herval e Nando, que poderia perfeitamente ter encontrado espaço na programação romântica das FMs daquele período.

Apesar da estrutura de produção e do cuidado dedicado ao projeto, o álbum permaneceu restrito ao LP, sem edições conhecidas em CD ou K7. Com o passar dos anos, tornou-se um registro pouco conhecido e difícil de encontrar, além de uma oportunidade de conhecer Ricardo Rangell também como intérprete, para além dos trabalhos que realizou na produção musical e nas trilhas sonoras.

O LP utilizado nesta remasterização foi enviado em 2017 pelo meu amigo Robson Oliveira, do canal Roupa Nova Participações, no YouTube. Apesar de raro, o exemplar apresentava sérios problemas de conservação, exigindo um longo trabalho de recuperação até que fosse possível chegar a uma versão satisfatória em 2024.

Em 28/01/2026, o material recebeu uma nova limpeza de ruídos residuais com o MVSep DeNoise, concluindo o processo de restauração. Agora, em 13/09/2026, estou repostando o álbum com o material gráfico renovado, a partir de imagens restauradas – várias colorizadas, inclusive – com o ChatGPT.

Faixas: 
01. Doce Ilusão
02. Lugar Secreto
03. Venha
04. Fim de Semana
05. Camelô´dos Meus Sonhos
06. Mal de Amor
07. Verão Vermelho
08. Glória do Amor
09. Eu Não Sabia Que Me Apaixonava
10. Pode Me Dar
11. Bateu e Valeu
12. Vivendo o Momento

Para baixar este album em FLAC, clique AQUI.