domingo, 6 de setembro de 2026

Grupo Cantamor - Amor Canto Primeiro Vol. 2 (1981)

"Amor Canto Primeiro Vol. 2" poderia ser uma coletânea com repertório de vários artistas, tal como foi o primeiro volume, de 1978. Mas a Som Livre foi mais além e o transformou em um álbum de vinte canções de bossa nova, todas interpretadas em 10 pot-pourris com duas canções cada, celebrando alguns dos maiores compositores da bossa nova de todos os tempos.

A formação do Cantamor neste LP inclui Jane Duboc, Jayme, Edgardo e Raymundo Bittencourt. Os arranjos vocais ficam por conta de Raymundo Bittencourt, que também cuida dos arranjos instrumentais de "Andaluzia / Avarandado" e "A Volta / De Onde Vens", enquanto o restante do disco é arranjado por Alberto Arantes e Marcos de Castro.

Raymundo Bittencourt também cuida da produção executiva do disco, enquanto a direção de produção fica por conta de Max Pierre. A seleção de repertório é assinada por Ramalho Neto.

A capa tem fotografia da Agência Fotomagia, com direção de arte de Vera Roesler e arte final de Tuninho de Paula. Mas, para esta publicação, recorri à ferramenta de restauração de foco, nitidez, brilho e cor do ChatGPT.

O áudio deste álbum foi capturado de LP por meio de agulha Ortofon Concorde Club, garantindo nitidez e brilho ao som. Para finalizar, foi utilizado MVSep DeNoise para retirar o ruído residual. Para a retirada de estalinhos, usei o Pinnacle Clean e iZotope RX 7 De-click. O resultado permitiu maior nitidez dos arranjos de teclado e confirmou o que eu já suspeitava: a modernização da bossa nova por meio de elementos de sintetizadores bem acentuados, instrumentos de metais, bateria e violão bem suaves. Ficou um luxo!

Faixas:
01. Se Todos Fossem Iguais a Você / Por Causa de Você
02. Até Quem Sabe / Ilusão à Toa
03. Moça Flor / Lígia
04. Foi à Noite / Fim de Noite
05. Andaluzia / Avarandado
06. Eu e a Brisa / Eu Preciso Aprender a Ser Só
07. Você e Eu / Fotografia
08. Minha Namorada / O Nosso Olhar
09. A Volta / De Onde Vens
10. Marina / Não Tem Solução

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Grupo Cantamor - Roberto Carlos Com Amor (1980)

O Grupo Cantamor foi um quinteto vocal brasileiro formado na década de 1980, criado exclusivamente para gravar projetos da gravadora Som Livre. O conjunto era formado por Jane Duboc, Sonia Burnier (também conhecida como Sonia Bonfá), Edgardo, Jaime Luiz e Raymundo Bittencourt.

Seu repertório privilegiava releituras de grandes sucessos românticos da MPB, conduzidas por harmonias vocais elaboradas e arranjos refinados, características que fizeram dos álbuns uma opção voltada ao público apaixonado da época.

Apesar de sua breve trajetória, o Cantamor esteve longe de ser um grupo formado ao acaso. Três de seus integrantes já haviam compartilhado experiências profissionais antes mesmo da criação do projeto, enquanto os demais também possuíam carreiras consolidadas na música brasileira, reunindo diferentes vivências em estúdio e nos palcos.

Jane Duboc iniciou sua carreira em 1971 no duo Fein, ao lado de Gay Vaquer, seu primeiro marido. Em 1974, passou a integrar a banda de rock progressivo Bacamarte. Após sua participação no Cantamor, consolidou uma bem-sucedida carreira solo, gravando discos pela Continental que emplacou canções nas rádios e em trilhas de novelas da TV Globo.

Sonia Burnier integrou, nos anos 1970, a banda Aquarius, que teve uma canção incluída na trilha sonora internacional da novela O Casarão. Também fez parte de Ronnie e a Central do Brasil, grupo liderado por Ronald Mesquita, atuando como vocalista de apoio. Como cantora solo, interpretou os temas de abertura das novelas Te Contei? e Duas Vidas. Na década de 1980, passou a integrar a banda Sempre Livre sob o nome artístico de Sonia Bonfá.

Raymundo Bittencourt desenvolveu carreira como cantor, compositor, produtor, maestro e arranjador, assinando trabalhos para Antonio Carlos & Jocafi, Maria Creuza, Agepê, Silvio César, João Bosco, Quarteto em Cy e Burnier & Cartier. Também foi responsável por produções e arranjos da banda Aquarius e de Ronnie e a Central do Brasil, grupos dos quais Sonia Burnier fez parte, estabelecendo uma parceria profissional entre ambos antes da criação do Cantamor.

Jaime Luiz também possuía ampla experiência como músico de estúdio, realizando trabalhos de vocal de apoio e instrumentação para artistas como Jorge Ben Jor, Luiz Gonzaga e Ruy Maurity. Assim como Sonia Burnier, integrou Ronnie e a Central do Brasil, reforçando outra ligação profissional que antecedia a formação do Cantamor.

Quanto a Edgardo, as fontes consultadas foram escassas, não sendo possível identificar com segurança sua atuação artística fora do Cantamor. Ainda assim, sua participação no quinteto integra um projeto que reuniu músicos experientes e com reconhecida atuação no mercado fonográfico brasileiro.

Ao todo, o Cantamor realizou dois lançamentos: Roberto Carlos Com Amor e Amor Canto Primeiro Vol. 2. Ambos tiveram produção executiva, direção e arranjos vocais de Raymundo Bittencourt que, além de integrar o quinteto, foi o principal responsável pela concepção musical dos discos. A breve discografia do grupo evidencia o cuidado da Som Livre em reunir intérpretes tecnicamente preparados e profissionalmente conectados para um projeto que privilegiava a qualidade dos arranjos vocais e das interpretações.

O projeto Roberto Carlos Com Amor foi gravado em 24 canais nos Estúdios Sigla, no Rio de Janeiro, com direção de produção de Guto Graça Melo, criação da produção de Ramalho Neto, direção de estúdio, arranjos e regência de Marcos de Castro, arranjos de metais de Alberto Arantes e engenharia de gravação e mixagem de Carlos Eduardo de Andrade.

Faixas:
01. Um Jeito Estúpido de Te Amar / Vou Ficar Nú pra Chamar Sua Atenção
02. Café da Manhã / Falando Sério
03. Detalhes / Outra Vez
04. Pra Você / De Tanto Amor
05. Eu Disse Adeus / Se Você Pensa
06. Seu Corpo / Tente Esquecer
07. Olha / Como Vai Você
08. O Portão / Existe Algo Errado
09. Debaixo Dos Caracóis Dos Seus Cabelos / Abandono
10. O Show Já Terminou / Proposta

Capa original adaptada para atender às diretrizes de publicação, preservando os demais elementos gráficos.

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sábado, 5 de setembro de 2026

Hot Session (1998)

Hot Session é uma coletânea de rock no estilo surf music produzida pela Sony Music em 1998, em parceria com a marca Arrebentação Surf Shop.

A Arrebentação iniciou suas atividades em 1985, na cidade do Rio de Janeiro, sendo uma influente grife brasileira de surfwear que viveu seu auge entre as décadas de 1980 e 1990. Fez parte de uma era de ouro do mercado nacional de surfe, dividindo espaço e a preferência dos jovens com outras marcas icônicas da época, como Pier, K&K, Cantão, Company, OP, Redley e Hang Loose.

O próprio nome “Arrebentação” — que remete à zona do mar onde as ondas quebram e que os surfistas precisam superar para chegar ao outside — trazia forte conexão com o esporte, gerando grande identificação entre praticantes e admiradores da cultura de praia.

Ao consolidar sua marca, a Arrebentação abriu diversas lojas em vários estados do Brasil, instalando-se em grandes centros comerciais e shopping centers. No entanto, a empresa infelizmente acabou encerrando suas atividades durante os anos 2000.

Musicalmente, Hot Session não se prende ao surf rock tradicional, utilizando o universo do surfe como ponto de encontro para diferentes vertentes do rock. A seleção passa pelo instrumental de Joe Satriani, pelo rock australiano de Midnight Oil e Silverchair, pelo peso do Korn, pelo punk rock do Bad Religion e pelo funk metal do Living Colour. A diversidade se amplia com o The Hooters, banda norte-americana que incorpora elementos de folk, ska e reggae, o rock alternativo de The Presidents of the United States of America e Toad the Wet Sprocket, além do britânico Finley Quaye, cuja música transita pelo reggae, soul, jazz e funk.

O repertório ainda recupera sucessos de diferentes períodos, como “Your Love”, do The Outfield, “Down Under”, do Men at Work, e “Train in Vain”, do The Clash. Dessa forma, Hot Session se aproxima menos de uma coletânea dedicada a um gênero específico e mais de uma seleção de rock associada à cultura do surfe e ao universo jovem representado pela Arrebentação naquele período.

Faixas:
01. Summer Song - Joe Satriani
02. Blue Sky Mine - Midnight Oil
03. Pure Massacre - Silverchair
04. A.D.I.D.A.S. - Korn
05. Mach 5 - The President Of The United States Of America
06. Funk Rock Song - Bad Religion
07. Cult Of Personality - Living Colour
08. 500 Miles - Hooters
09. Your Love - The Outfield
10. Down Under - Men At Work
11. Train In Vain - The Clash
12. Sunday Shining - Finley Quaye
13. Come Down - Toad The Wet Sprocket

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Surf Music (1998)

Surf Music é uma coletânea lançada pela Som Livre em 1998, exclusivamente no formato CD. O projeto seria retomado como franquia somente em 2000, sem continuidade por volume. A seleção de repertório deste disco é assinada por André Werneck e Claudio Menezes, com masterização de César Barboza. A capa tem criação e direção de arte de Marciso “Pena” Carvalho e projeto gráfico de André Rola.

Apesar do título, a seleção não se restringe à surf music propriamente dita. O repertório parte de “Misirlou”, com Dick Dale & His Del-Tones, uma referência direta ao gênero, mas rapidamente amplia seu campo para diferentes vertentes do rock. Men At Work, Hoodoo Gurus, GANGgajang e Silverchair reforçam a presença australiana na coletânea, enquanto nomes como The Smiths, The Mission, Concrete Blonde e The Silencers levam a seleção para outros caminhos do rock alternativo.

Há ainda espaço para faixas instrumentais, com Joe Satriani em “Summer Song” e Steve Vai em “For the Love of God”, além de músicas bastante identificadas com seus respectivos intérpretes, como “Tom Sawyer”, do Rush, e “Pet Sematary”, dos Ramones. Dessa forma, o conceito de Surf Music funciona menos como uma definição rígida de gênero e mais como o elemento que reúne um repertório de rock associado à energia e ao imaginário do surfe.

A própria concepção gráfica reforça essa proposta: tubarão, ondas, surfista e referências visuais ao mar atravessam capa, encarte e contracapa, dando unidade a uma seleção musical bastante diversa.

Faixas:
01. Misirlou - Dick Dale & His Del-Tones
02. Down Under - Men At Work
03. Never Should Have Bothered You - Shock Poets
04. Bulletproof Heart - The Silencers
05. Come Anytime - Hoodoo Gurus
06. Summer Song - Joe Satriani
07. Girl Afraid - The Smiths
08. Hundreds Of Languages - GANGgajang
09. Severina - The Mission
10. Heal It Up - Concrete Blonde
11. Tom Sawyer - Rush
12. Pet Sematary - The Ramones
13. Pure Massacre - Silverchair
14. For The Love Of God - Steve Vai

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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Too Much Love (1998)

Too Much Love é uma coletânea de baladas românticas internacionais lançada em 1998 pela EMI Music, no formato CD. O projeto tem coordenação de Sonia Antunes, com assistência de Bernardo Bronstein e seleção de repertório de Carlos Savalla. A capa traz fotografia de J. P. Fruchet, da Agência Keystone, além de foto de nuvens e direção de arte de Jo Oliveira & Rosanna Naccarato.

Com uma seleção de repertório particularmente refinada, Too Much Love foge das escolhas mais previsíveis das coletâneas românticas, reunindo grandes sucessos a faixas menos recorrentes e releituras de clássicos.

Um detalhe interessante é que Brian May aparece logo após a faixa de sua banda, Queen, com “Too Much Love Will Kill You”, canção que inspira o título da coletânea.

O repertório aproxima artistas de diferentes períodos e vertentes, trazendo ainda nomes como Wings, Kate Bush, Deep Purple, Duran Duran, Roxette, Robert Palmer, Natalie Cole e Minnie Riperton.

Faixas:
01. Who Wants to Live Forever - Queen
02. Too Much Love Will Kill You - Brian May
03. Tomorrow - Wings
04. Stay Away - Kim Carnes
05. Lalena - Deep Purple
06. The Man with the Child in His Eyes - Kate Bush
07. Lay Lady Lay - Duran Duran
08. Suddenly - Cliff Richard
09. Listen to Your Heart - Roxette
10. Mercy Mercy Me / I Want You - Robert Palmer
11. I Can See Clearly Now - Holly Cole Trio
12. You Won't See Me Cry - Wilson Phillips
13. Inseparable - Natalie Cole
14. Light My Fire - Minnie Riperton

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Surf Music (2000)

 

Surf Music é a segunda coletânea de uma franquia começada pela Som Livre em 1998, que foi retomada somente em 2000, sem continuidade por volume e lançada apenas no formato CD. A seleção de repertório é assinada por Toninho “Multisom” – apelido de Toninho Paladino – e Claudio Menezes. A capa tem criação e direção de arte de Marciso “Pena” Carvalho, projeto gráfico de André Rola e fotografias de Richard Romero e Keystock.

As músicas desta temática coletânea trazem uma sonoridade que remete ao esporte náutico, combinando rock australiano (Hoodoo Gurus, Colin Hay – vocalista do Men At Work, Shock Poets, James Reyne, Ganggajang e Ghostwriters), britânico (The Outfield e Manic Street Preachers), escocês (Big Country), norte-americano californiano (Concrete Blonde) e alguns elementos de rock progressivo instrumental (Joe Satriani e Steve Vai).

O disco reúne fonogramas dos catálogos de Spotlight Records, Sony Music, Universal Music e EMI Music. É um projeto de nicho que, embora inclua algumas músicas conhecidas do grande público, como “Your Love”, do The Outfield, e “In a Big Country”, do Big Country, apresenta um repertório mais curatorial que aposta na construção de uma trilha sonora de clima praiano com faixas menos óbvias. Na época das lojas de discos, era o tipo de coletânea que poderia ser facilmente indicada a quem chegasse procurando uma seleção musical com essa temática.

Faixas:
01. Out that Door - Hoodoo Gurus 
02. Kevin Carter - Manic Street Preachers
03. In a Big Country - Big Country
04. The Blood & Tears - Steve Vai
05. Gimme Some Lovin' - Ganggajang
06. Your Love - The Outfield
07. I Haven't Seen You in a Long Time - Colin Hay
08. Still in Hollywood - Concrete Blonde
09. Errol - James Reyne
10. Love & Live a Lie - Shock Poets
11. Talk to Me - Ganggajang
12. Night Must Fall - Hoodoo Gurus
13. Empire Building - Ghostwriters
14. Until We Say Goodbye - Joe Satriani

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Patrícia Marx - Incertezas (1990)

 

Por essa nem a senhora Patrícia Marx esperava! Uma edição finalizada de Incertezas, álbum cuja master original nunca chegou integralmente ao formato digital. Das doze faixas do disco, apenas seis foram posteriormente disponibilizadas na coletânea As Melhores de Patrícia: “Sonho de Amor”, “Destino”, “Incertezas”, “Romance de Verão”, “Onde Menos Se Espera” e “Um Ano Eu Sei”. O trabalho completa a trilogia de álbuns de sucesso lançados pela cantora na RCA, gravadora pela qual iniciou sua carreira solo.

Lançado em 1990 nos formatos LP e K7, Incertezas conta com direção artística de Miguel Plopschi e produção executiva de Michael Sullivan. Sullivan também aparece com destaque entre os compositores: ao lado de Paulo Massadas, assina cinco das doze canções do álbum — “Sonho de Amor”, “Meus Ídolos”, “Meu Anjo”, “Mágica” e “Trocando Figurinhas”.

Serginho Bastos assina a faixa-título e, ao lado de Chico Roque, “Romance de Verão”. Os irmãos Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle são os autores de “Destino”, que ganharia maior projeção em 1991 ao integrar a trilha sonora da novela Salomé. Já Lincoln Olivetti e Cláudia Olivetti entregam “Estrela Minha”, com uma levada de bossa nova que acrescenta outra sonoridade ao repertório.

O álbum também aproxima Patrícia de outros universos musicais. Humberto Gessinger compõe “Onde Menos Se Espera”, participa da produção e do arranjo e ainda divide os vocais com a cantora, levando para o disco uma aproximação com o rock. Em “Um Ano Eu Sei”, entram em cena Ed Motta e Bombom, da Conexão Japeri, com um rhythm and blues que se diferencia bastante das demais faixas. Ed também participa da gravação, naquele que seria seu primeiro dueto com Patrícia. Os dois voltariam a gravar juntos em 2016, em “Tudo Que Eu Quero”, registrada no álbum Trinta, lançado quando a cantora celebrava 30 anos de carreira solo.

O disco termina com “Olhos Azuis”, composição de Sérgio Sá, que já havia participado do álbum de Patrícia de 1988 com “Labirinto de Sonhos”. As duas canções têm em comum uma abordagem amorosa que vai além da declaração romântica, trazendo às letras um caráter mais reflexivo. E há ainda uma curiosa continuidade entre os dois trabalhos: assim como em 1988, é novamente uma composição de Sérgio Sá que encerra o repertório do álbum.

Com apenas metade de Incertezas tendo chegado oficialmente ao formato digital, permaneciam ausentes “Meus Ídolos”, “Mágica”, “Estrela Minha”, “Trocando Figurinhas”, “Meu Anjo” e “Olhos Azuis”. A recuperação a partir do LP permite, portanto, revisitar o trabalho em sua sequência completa, reunindo novamente as doze faixas que formaram o álbum lançado em 1990.

Sobre esta remasterização

Este LP estava comigo desde o final de 2017, mas sua remasterização levou muito mais tempo do que eu imaginava. Incertezas era também uma publicação bastante requisitada, especialmente porque eu já havia remasterizado os dois álbuns anteriores de Patrícia, deixando este trabalho como a peça que faltava para completar essa sequência da cantora na RCA.

Embora o álbum tenha chegado às plataformas digitais na segunda quinzena de janeiro de 2025, em uma edição disponibilizada pela própria cantora e que não é proveniente da master oficial da RCA, mantive a intenção de realizar uma nova remasterização integralmente a partir do LP original de 1990.

Além de minha cópia não estar em um estado de conservação tão bom quanto eu gostaria, o que exigiu um trabalho acima do normal na remoção de estalos, durante muito tempo senti que ainda faltava um recurso capaz de tratar adequadamente o ruído residual sem comprometer a gravação. Foi com o MVSep DeNoise que encontrei uma solução mais satisfatória para essa etapa, permitindo reduzir o ruído remanescente da fonte analógica com maior controle.

A nova captura também se beneficiou do uso da agulha Ortofon Concorde Club, que proporcionou uma leitura mais definida e detalhada dos sulcos. Como a master integral de Incertezas nunca havia chegado oficialmente ao formato digital, meu objetivo foi extrair do LP a melhor reprodução possível da gravação ali preservada, evitando que a limpeza do áudio sacrificasse justamente as características que eu pretendia recuperar.

Depois de tantos anos com este disco e de sucessivas tentativas de encontrar uma forma satisfatória de trabalhar essa fonte, finalmente consegui concluir Incertezas e, com ele, completar a recuperação dos três álbuns dessa fase de Patrícia na RCA.

O material gráfico também recebeu um cuidadoso aprimoramento das imagens de capa, contracapa, selos e encarte interno, além de algumas surpresas reservadas para esta publicação. Entre elas, tomei a liberdade de imaginar Patrícia como modelo da capa do single “The Way You Make Me Feel”, de Michael Jackson. A brincadeira surgiu da semelhança visual entre as duas fotografias, especialmente pela iluminação em contraluz e pelo efeito de fumaça, propositalmente muito próximos.

Bom, vamos ao que interessa, o álbum!

Faixas:
01. Sonho de Amor
02. Meus Ídolos
03. Incertezas
04. Romance de Verão
05. Meu Anjo
06. Onde Menos Se Espera (part. esp. Humberto Gessinger)
07. Destino
08. Mágica
09. Estrela Minha
10. Trocando Figurinhas
11. Um Ano Eu Sei (part. esp. Ed Motta)
12. Olhos Azuis

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.