quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Break Your Heart 3 (2004)

Break Your Heart 3 é uma coletânea lançada pela Som Livre em 2004, dando continuidade à série dedicada às canções românticas. Com projeto e seleção de repertório de André Werneck, masterização de Sérgio Seabra e projeto gráfico de Marciso (Pena) Carvalho, o CD reúne grandes nomes da música internacional em uma sequência que passeia pelo soul, R&B, pop romântico e pelas baladas que marcaram gerações.

Entre os destaques estão Barry White, com Just The Way You Are, Roberta Flack e Donny Hathaway, no clássico The Closer I Get To You, além de Commodores, The Stylistics, Michael Bolton e Peter Cetera. O repertório também traz Dionne Warwick, Lou Rawls e Marvin Gaye, além de Love's Theme, da Love Unlimited Orchestra, com aquele toque instrumental característico das produções de Barry White.

O CD também reúne produções brasileiras assinadas por Fábio Almeida e Ian Duarte. Em Cruisin', Mr. Jam apresenta uma versão inspirada na gravação de Gwyneth Paltrow e Huey Lewis para o filme Duets – Vem Cantar Comigo. Já Superwoman, do projeto Happening, é uma releitura do clássico de Stevie Wonder, com vocais de Fábio Almeida. O repertório se completa com composições de Almeida e Duarte, como Never Gonna Say Goodbye, de Steve Thompson – que nada mais e que Ian Duarte cantando –, e Real Love, de Giselle Haller – que é Giselle Abramoff antes de entrar no projeto Dalimas.

Break Your Heart 3 marca o encerramento de uma série da Som Livre, com um repertório que, além de reunir clássicos internacionais, reserva um atrativo especial para quem coleciona coletâneas: a presença de produções brasileiras ligadas à valiosa rede de contatos profissionais de André Werneck, conferindo ao CD um diferencial para os colecionadores mais atentos aos lançamentos da gravadora.

Faixas:
01. Just The Way You Are - Barry White
02. The Closer I Get To You - Roberta Flack & Donny Hathaway
03. Three Times A Lady - Commodores
04. You Make Me Feel Brand New - The Stylistics
05. How Am I Supposed To Live Without You - Michael Bolton
06. Glory Of Love - Peter Cetera
07. I'll Never Fall In Love Agan - Dionne Warwick
08. You'll Never Find Another Love Like Mine - Lou Rawls
09. Love's Theme - Love Unlimited Orchestra
10. I Heard It Through The Grapevine - Marvin Gaye
11. Cruisin' - Mr. Jam
12. Superwoman - Happening
13. Never Gonna Say Goodbye - Steve Thompson
14. Real Love - Giselle Haller

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Break Your Heart 2

Break Your Heart 2 é uma coletânea lançada em CD pela Som Livre em 2001, dando continuidade a um projeto que começou em 1999, ainda pela Globo Columbia. A proposta segue aquela linha romântica que nunca perde a vez: canções para embalar paixões, lembrar de alguém especial ou simplesmente curtir uma boa seleção de músicas mais tranquilas.

A seleção do repertório ficou a cargo de André Werneck, com capa e projeto gráfico de Marciso (Pena) Carvalho, fotografia de Richard Romero e produção de Rosane Amora.

Um detalhe curioso está nas fotos da capa e da contracapa: os modelos Marcelo Cossenza e Barbara Heliodora são os mesmos que aparecem na coletânea Love, também da Som Livre, lançada em 2002. Pelo visto, a dupla já tinha lugar garantido nesse universo de coletâneas românticas!

O repertório passeia por diferentes estilos e gerações, reunindo nomes como Céline Dion, Ricky Martin, Joan Osborne e Robbie Williams. Há espaço tanto para o romantismo explosivo de Phil Collins em Wish It Would Rain Down quanto para a atmosfera sensual e sedutora de Sade em No Ordinary Love, sem esquecer de canções sensíveis como Angel de Sarah McLachlan, tema do filme Cidade dos Anjos. A seleção também reserva algumas escolhas menos óbvias, como Still Hurts, de Giselle Haller, e Find My Way Back, da jamaicana Diana King .

Para fechar o disco, Higher Love, de Steve Winwood, traz uma energia diferente para a sequência, mostrando que uma coletânea romântica não precisa ficar presa à mesma atmosfera do começo ao fim.

Faixas:
01. Immortality - Céline Dion
02. She's All I Ever Had - Ricky Martin
03. No Ordinary Love - Sade
04. Angel - Sarah McLachlan
05. I Wish I Would Rain Down - Phil Collins
06. More Than This - 10,000 Maniacs
07. One Of Us - Joan Osborne
08. Angels - Robbie Williams
09. Everything I Own - 'N Sync
10. I Wanna Love You Forever - Jessica Simpson
11. Still Hurts - Giselle Haller
12. Find My Way Back - Diana King
13. I'd Love You To Want Me - Lord Magoo
14. Higher Love - Stevie Winwood

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terça-feira, 27 de outubro de 2026

Globo FM 92,5 - O Que Toca Você (1999)

Lançada em 1999 pela Som Livre, “O Que Toca Você” é uma coletânea ligada à extinta Globo FM, rádio que operava em 92,5 MHz e tinha uma programação voltada ao público adulto, passeando pelo pop, soft rock e MPB.

Com repertório escolhido pela própria Rádio Globo, o CD reúne nomes internacionais como Lisa Stansfield, Chris De Burgh, Toto, Gloria Estefan, Tears For Fears, Eros Ramazzotti com participação especial de Tina Turner e Billy Joel, ao lado de representantes importantes da música brasileira, como Marina, Caetano Veloso e Rita Lee.

Um detalhe interessante está na própria organização das faixas: o repertório internacional é dividido em dois blocos de cinco músicas, cada um encerrado por uma faixa nacional. Na sexta posição, Marina e Caetano Veloso interpretam “Nosso Estranho Amor”; na décima segunda e última, Rita Lee aparece com uma versão ao vivo do Acústico MTV de 1998 “Agora Só Falta Você”. A disposição cria uma simetria curiosa, dando às duas metades da coletânea um ponto de encerramento brasileiro, sem concentrar as produções nacionais em um único trecho do disco.

Entre os destaques internacionais estão “All Around The World”, de Lisa Stansfield, “The Lady In Red”, de Chris De Burgh, “I'm Not In Love”, do 10cc, e “Woman In Chains”, do Tears For Fears. Já “Cose Della Vita (Can't Stop Thinking Of You)”, com Eros Ramazzotti e Tina Turner, aproxima duas vozes marcantes em uma parceria que combina perfeitamente com a proposta da seleção.

Nos créditos técnicos, a masterização ficou a cargo de Sérgio Seabra e César Barbosa. A direção de arte da capa é de Marciso (Pena) Carvalho, com projeto gráfico assinado por André Rola.

O Que Toca Você registra um recorte da programação adulta da Globo FM no fim dos anos 1990, reunindo sucessos internacionais e música brasileira em uma seleção que, além de passear por diferentes estilos, reserva um pequeno detalhe de organização que vale a pena observar.

Faixas:
01. All Around The World - Lisa Stansfield
02. The Lady In Red - Chris De Burgh
03. I'm Not In Love - 10 CC
04. I'll Be Over You - Toto
05. Reach - Gloria Estefan
06. Nosso Estranho Amor - Marina & Caetano Veloso
07. Woman In Chains - Tears For Fears
08. Cose Della Vita (Can't Stop Thinking Of You) - Eros Ramazzotti & Tina Turner
09. Just The Way You Are - Billy Joel
10. The Captain Of Her Heart - Double
11. This Night Won't Last Forever - Michael Johnson
12. Agora Só Falta Você (Ao Vivo) - Rita Lee

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domingo, 25 de outubro de 2026

Friends Original Soundtrack (1995)

Lançado em 1995 pelo selo Reprise Records, da Warner Music, o álbum Friends (Original Soundtrack) reúne músicas associadas à popular série de televisão Friends. Curiosamente, poucas das faixas do CD foram efetivamente utilizadas na série. O disco também inclui trechos de diálogos de diferentes episódios, intercalados com algumas das músicas, com a participação das vozes dos seis protagonistas: Courteney Cox (Monica), David Schwimmer (Ross), Jennifer Aniston (Rachel), Lisa Kudrow (Phoebe), Matt LeBlanc (Joey) e o saudoso Matthew Perry (Chandler).

Esses trechos não aparecem discriminados na lista de faixas impressa na capa. O mesmo ocorre com a versão estendida do tema de abertura, incluída na faixa 13. Intitulada Long Version, ela apresenta uma transição em crossfade com as risadas ouvidas ao final da faixa 12, conectando os dois momentos do álbum.

A produção executiva ficou a cargo de David Crane, Kevin S. Bright e Marta Kauffman, com co-produção de Gregory Sill. O design do encarte é assinado por Katherine Delaney. Crane e Kauffman também integram a equipe de compositores de “I'll Be There for You”, tema de abertura interpretado pela dupla The Rembrandts, ao lado de Allee Willis, Danny Wilde e Phil Solem.

Faixas:
01. I’ll Be There for You (TV version) - The Rembrandts
02. I Go Blind - Hootie & the Blowfish
03. Good Intentions - Toad the Wet Sprocket
04. You’ll Know You Were Loved - Lou Reed
05. Sexuality - k.d. lang
06. Shoe Box - Barenaked Ladies
07. It’s a Free World, Baby - R.E.M.
08. Sunshine - Paul Westerberg
09. Angel of the Morning - The Pretenders
10. In My Room - Grant Lee Buffalo
11. Big Yellow Taxi (Traffic Jam mix) - Joni Mitchell
12. Stain Yer Blood - Paul Westerberg
13. I’ll Be There for You (long version) - The Rembrandts

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Parada Popular (1983)

O Parada Popular de 1983 foi lançado em LP e K7 pelo selo RGE, em parceria com o SBT, funcionando como um panorama dos sucessos do rádio e da TV daquele ano e do anterior.

Os artistas presentes nesta coletânea batiam cartão nos programas de auditório do canal, e algumas de suas gravações também ganharam espaço como temas de abertura das novelas que o SBT começava a produzir, numa tentativa de dividir a grade de programação com as novelas importadas do México.

Assim como os LPs Música Sempre Presente e Vamos Nessa, lançados pela RCA, este LP também funciona como chamariz das atrações da própria emissora ao incluir temas de suas novelas, como os de abertura de Sombras do Passado, Pecado de Amor e A Justiça de Deus, interpretados, respectivamente, por Luis Ricardo, Mário Lúcio e Sonia Maya, além da música “A Tera do Faz de Conta (The Land of Make Believe)”, um dos temas da novela Conflito. “Pouco a Pouco”, de Gilliard, foi tema complementar de A Justiça de Deus.

Sombras do Passado foi uma novela das 19h, exibida entre 12 de janeiro e 23 de março de 1983. Escrita por Tito di Miglio, era baseada no original de Marisa Garrido, Entre Sombras (1967), com direção de David Grimberg e Renato Petrauskas e direção geral de Waldemar de Moraes.

Pecado de Amor foi uma novela das 19h, exibida entre 25 de maio e 23 de julho de 1983, com roteiro de Henrique Lobo, adaptado do original de Marisa Garrido e Fernanda Villeli, Pecado de Amor (1978), e direção de Antonino Seabra.

Conflito foi uma novela da faixa das 19h, exibida entre 29 de outubro de 1982 e 10 de janeiro de 1983, com 65 capítulos. Foi escrita por Suzana Colonna, baseada no original de Marisa Garrido, Conflicto (1961), com direção de Renato Petrauskas e Waldomiro Barone e direção geral de Waldemar de Moraes. Foi a antecessora de Sombras do Passado na grade do SBT.

A Justiça de Deus foi uma novela exibida entre 19 de maio e 30 de julho de 1983, na faixa das 20h50, com 65 capítulos. Foi escrita por Crayton Sarzy e Amilton Monteiro, baseada no original de Marisa Garrido, El Juicio de Nuestros Hijos (1967), com direção de David Grinberg e Renato Petrauskas e direção geral de Waldemar de Moraes.

Uma gravação interessante que destaco desta coletânea é “Te Voglio Bene”, de Gilberto Lemos, que foi o lado B do compacto “Mil Razões Para Chorar”, uma das músicas-tema da novela Conflito. “Te Voglio Bene” funcionou como segunda música de trabalho do cantor.

“O Que É Que Há”, de Fábio Junior, foi sucesso entre 1982 e 1983, sendo tema da novela Final Feliz.

Quanto a “Solidão de Amigos” (Jessé), “Mintchura” (Neusa Brizola), “Vale Tudo” (Sandra Sá e Tim Maia), “Cachoeira” (Ronnie Von) e “Que Bela a Vida” (Roberto Leal), foram sucessos nos programas de rádio e de auditório. Minha dúvida é se “Imagens” (Carlinhos Borba Gato) e “Sonhar Colorido” (Fruto da Terra) teriam sido apostas da RGE para divulgar os artistas, porque não encontrei evidências de que as duas canções tenham feito sucesso, embora tenham melodias muito bonitas e memoráveis. O grupo Fruto da Terra ao menos foi uma aposta de fazê-los uma opção de renovação da MPB. Também seriam 

Por fim, Parada Popular pode ser considerado um dos grandes sucessos do SBT, que apostou, em 1983, no lançamento de um segundo volume, dando continuidade à coletânea apresentada no ano anterior.

Aqui recorri a vários fonogramas já existentes em formato digital. Agradeço, inclusive, a Luiz Roseira por ceder a faixa de Roberto Leal, extraída do CD Convite Para Ouvir Roberto Leal (1988). A música também está disponível em plataformas digitais, mas, até onde pude verificar, por meio de lançamentos não oficiais da RGE/Som Livre, com qualidade de áudio bastante ruim.

Outra faixa que merece destaque é “A Terra do Faz de Conta (The Land of Make Believe)”, do Harmony Cats, presente no álbum homônimo de 1982. Embora o disco tenha sido relançado em CD pelo selo Discobertas em 2018, não localizei o álbum completo nas plataformas digitais que consultei. Não encontrei informações que esclareçam o motivo dessa ausência, mas é possível que questões relacionadas ao licenciamento das numerosas versões presentes no repertório tenham alguma relação com isso.

A canção “Cachoeira”, de Ronnie Von, foi disponibilizada nas plataformas digitais por meio de lançamentos do álbum homônimo por dois selos distintos: PD Europe, em uma edição não oficial, e Som Livre, em uma edição oficial. Na versão da Som Livre, o título do álbum aparece acompanhado do ano “1984”, enquanto a faixa foi cadastrada como “Cachoeira (De Mar e Luar)”. As duas fontes de áudio, porém, apresentam qualidade bastante insatisfatória, o que me levou a recorrer a uma remasterização que eu já havia feito a partir do LP A Grande Festa do Cassino do Chacrinha (faixa B2).

O que me causa estranheza é que, embora a gravação de Ronnie Von tenha o mesmo título da composição de Thomas Roth e Luiz Guedes, registrada por Rosana em 1981, o complemento “De Mar e Luar” só aparece associado à versão de Ronnie Von na coletânea Sempre Sucesso 2, lançada pela Som Livre em 1988. Você sabia dessa particularidade?

As faixas que fiz a partir do LP foram “Sombras do Passado” (A3), de Luis Ricardo; “Pecado de Amor” (A7), de Mário Lúcio; “Imagens” (B2), de Carlinhos Borba Gato; e “A Justiça de Deus” (B6), de Sonia Maya. São gravações raras que, a meu ver, mereciam um tratamento definitivo.

Mas por que não remasterizei o álbum inteiro? Porque o disco estava problemático, cheio de estalos, numa condição em que o trabalho acabaria consumindo tempo e material — inclusive agulha — sem uma compensação à altura. Há discos que pedem uma restauração completa; outros fazem a gente pensar duas vezes antes de baixar a agulha! Já deixei de remasterizar até material exclusivo do LP por causa do estado precário do disco, preferindo esperar até encontrar outro exemplar em condições satisfatórias.

A intenção aqui, porém, não é auditar minha própria remasterização, muito menos inferiorizar um trabalho feito com bom acabamento por conta de diferenças de abordagem. Há casos e casos, e cada fonte exige uma avaliação própria.

Quando a maior parte do repertório já existe em fontes digitais e o LP não está em bom estado, recorrer a essas fontes também poupa o trabalho de limpar estalo por estalo — que, às vezes, chegam a aparecer em quantidade de dois por segundo! Agora imagine faixas de quatro minutos e o trabalho manual que isso representa: é LER na certa, de tanto clique de mouse, sem falar na fricção mental de alternar entre etapas, abrir o aplicativo, selecionar ferramentas e repetir o processo. CANSA MUITO!

Quando existe a possibilidade de uniformizar o áudio com o do CD usando o MVSep, por exemplo, podemos recorrer a um fluxo de montagem como o que Luiz Alberto “Bugrim” Gomes, do Só Música, já utiliza há anos, com resultados que conquistaram a apreciação de seu público. Cito seu trabalho como uma referência de qualidade a ser observada.

Mas apliquei algumas equalizações com o Satin e fiz a normalização do volume. O resultado ficou bem gostoso de ouvir!

Dito isso, bora conferir?

Faixas:
01. Pouco a Pouco - Gilliard
02. Vale Tudo - Sandra Sá part. esp. Tim Maia
03. Sombras do Passado - Luis Ricardo
04. A Terra do Faz-de-Conta (The Land of Make Believe) - Harmony Cats
05. Te Voglio Bene - Gilberto Lemos
06. Que Bela a Vida - Roberto Leal
07. Pecado de Amor - Mário Lúcio
08. O Que É Que Há - Fábio Jr
09. Imagens - Carlinhos Borba Gato
10. Solidão de Amigos - Jessé
11. Mintchura - Neusa Brizola
12. Cachoeira - Ronnie Von
13. A Justiça de Deus - Sonia Maya
14. Sonhar Colorido - Fruto da Terra

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sábado, 24 de outubro de 2026

Break Your Heart (1999)

Lançada em CD em 1999 pelo selo Globo Columbia, a coletânea Break Your Heart reúne 16 faixas internacionais que percorrem diferentes expressões do romantismo na música pop. O repertório vem da série Kuschelrock, lançada no México em 1998 e que chegou simultaneamente ao Brasil sob o título Love Songs, em parceria com a Rádio Cidade 96,9 de São Paulo.

A coletânea era associada ao programa Love Songs, da Cidade FM, e privilegiava sucessos românticos recentes à época de seu lançamento, com exceção de três faixas mais antigas: “The River”, de Bruce Springsteen, “Woman in Love”, de Barbra Streisand, e “She's Always a Woman”, de Billy Joel.

Entretanto, para Break Your Heart, foi realizada uma nova masterização dos fonogramas cedidos pela Sony Music, sob os cuidados de Sérgio Seabra. A direção de arte e o projeto gráfico ficaram a cargo de Marciso (Pena) Carvalho, com assistência de arte de André Rola e fotografia de Rob Goldman, da agência Keystone.

Com forte apelo melódico e emocional, as canções de Break Your Heart atravessaram gerações e conquistaram status de atemporais. Na virada do milênio, esse repertório encontrava amplo espaço nas lojas de CD e nas trilhas sonoras afetivas de quem cresceu ouvindo música internacional, especialmente o flashback romântico. 

Faixas:
01. My Heart Will Go On (Love Theme From Titanic) - Céline Dion
02. Truly Madly Deeply - Savage Garden
03. Woman In Love - Barbra Streisand
04. The River - Bruce Springsteen
05. I'm Not Giving You Up - Gloria Estefan
06. Corazonado - Ricky Martin
07. I'm Kissing You - Des'ree
08. Earth Song - Michael Jackson Feat. Bill Bottrell
09. My All - Mariah Carey
10. She's Always A Woman - Billy Joel
11. Said I Loved You... But I Lied - Michael Bolton
12. If I Was A River - Tina Arena
13. I Believe In You And Me - Whitney Houston
14. Un-Break My Heart - Toni Braxton
15. Hard To Say I'm Sorry - Az Yet Feat. Peter Cetera
16. All My Life - K-Ci & JoJo

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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Pop (2001)


Lançada em CD pela Som Livre em 2002, a coletânea Pop reúne 16 faixas que retratam diferentes vertentes da música internacional do início do milênio, incluindo gravações que se destacaram nas paradas de sucesso. O título também permite uma brincadeira com o sentido da palavra em inglês: pop, como estouro, aquilo que explode e chama a atenção. Mas será que o repertório corresponde a essa ideia? Vamos decupar o CD e descobrir o que fez parte dessa seleção.

O projeto e a seleção do repertório ficaram a cargo de André Werneck, enquanto a coordenação gráfica foi assinada por Marciso (Pena) Carvalho e o projeto gráfico, por Mário Bag. Em sintonia com a ideia de estouro sugerida pelo título, a capa aposta numa estética pop art à la Andy Warhol, com cores vibrantes, raios e um objeto cilíndrico em perspectiva que parece prestes a provocar uma explosão. Se a intenção era representar uma lata de refrigerante fazendo pop, uma pilha ou até algum artefato explosivo de desenho animado, fica a dúvida — mas o impacto visual está garantido!

Entre os estouros do pop internacional que trazem uma herança noventista renovada estão 'NSync, com a faixa-título “Pop”, e Backstreet Boys, representantes do fenômeno das boy bands que marcaram a virada do milênio. O repertório também contempla duas ex-integrantes das Spice Girls que alcançaram projeção com trabalhos individuais: Geri Halliwell, com “It's Raining Men”, releitura do clássico imortalizado pelas Weather Girls, e Emma Bunton, com o soft rock “What Took You So Long?”.

A versão de Geri Halliwell integrou a trilha sonora de O Diário de Bridget Jones, blockbuster do cinema em 2001. A canção tem aquele perfil de faixa que caberia perfeitamente em coletâneas da linha Cine Hits, mas, na voz da eterna Ginger Spice, soa datada. Falta-lhe a potência vocal das Weather Girls, cuja interpretação original também marcou a publicidade brasileira ao embalar uma campanha dos cigarros Hollywood na década de 1980.

Ao consultar a parada anual Hot 100 Brasil, no site Mais Tocadas, constatei que “Pop” e “More Than That” fecharam 2001, respectivamente, nas posições 87 e 81. Procurei registros de Geri Halliwell e Emma Bunton nessa mesma parada, mas não encontrei. Isso não determina, por si só, a longevidade de uma música: uma posição no ranking retrata seu desempenho em determinado período, mas não sentencia seu potencial de atravessar gerações. Se “It's Raining Men”, na versão de Geri, me soa datada, o mesmo não se aplica a 'NSync, Backstreet Boys e Emma Bunton, artistas que continuam queridíssimos no Brasil.

Bom, vamos relembrar que o pop também marca presença com “I'm Outta Love”, de Anastacia, que foi revelada no ano de 2001, chegando a integrar a trilha sonora de Um Anjo Caiu do Céu, reforçando o sucesso da cantora no Brasil. Aliás, me recordo bem quando Anastacia estreou com essa música, em uma passarela cantando com flashes de luz, óculos escuros, linda e loira portando tipo 55 Unidyne, transportando o soul dos anos 70 pro início do milênio. Como diz Cíntia Chagas: "chique, chiquíssima". 

E se tivemos a saída de cena das Spice Girls no início do milênio, o mesmo foi marcado pela chegada de outra girl band européia que fez um sucesso estrondoso naquele ano: No Angels. O grupo alemão formado no programa Popstars em 2000 estreou no rádio e tv com a solar "Daylight in Your Eyes". Pra se ter idéia, ela ficou na posição nº 12 do ranking das mais tocadas na Parada Hot 100 Brasil em 2001.

“Lady Marmalade”, creditada na Moulin Rouge, não se trata da reunião de Christina Aguilera, P!nk, Mýa e Lil' Kim do tema do filme Moulin Rouge de 2001, mas uma réplica muito bem feita pela Som Livre para integrar essa coletânea. A canção foi sucesso absoluto mundial e fechou o ano de 2001 ocupando a 4ª posição do Hot 100 Brasil. A gravação cover, de tão boa que é, acabou reaproveitada pela Som Livre nos anos seguintes nas coletâneas Nuth (2002), Replay (2002) e Cine Hits (2003).

Quem apareceu na coletânea dentro do pop foi Double You com sua versão pop de "Dance Anymore", que foi tema da novela As Filhas da Mãe. Mas ser tema de uma novela não fez a música ser hit de parada. É aquela típica música que todo fã essencial de Double You deve saber (olha eu recorrendo me apropriando do termo do Dudu Purcena). A canção foi um extra do álbum "Studio Live" do grupo, que já estava sinalizando um flerte com a música pop – mesmo que por um curto período, hahahaha – e registrou essa balada pop que mereceu estar na coletânea e fez uma ponte muito bacana com o r&b do Nelly na seleção. 

Aliás, muito ventilou nas mídias musicais da época sobre o sucesso do álbum Country Grammar que Nelly lançou em 2000. O rapper emergiu nas paradas com "Ride Wit Me", que alcançou a 3ª posição na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos e também entrou no Top 10 de vários países, incluindo o Reino Unido, Austrália e Irlanda.

Preciso do rap do Afroman!  Lançada originalmente em 2000 e indicada ao Grammy, o single "Because I Got High" tocou bastante em rádios brasileiras em 2001, virando um hino cômico sobre procrastinação e os efeitos de "ficar chapado". Anos mais tarde, ela se tornaria um tema do Homem-Berinjela no Pânico na TV! – humorístico da Rede TV! – carregando um fonético a produção do programa usava a música por causa do "sorriso maroto" da língua portuguesa (o famoso mondegreen). O refrão em inglês "because I got high" soava muito parecido com "tentando agarrar" em português. O Homem-Berinjela andava por praias, parques e festas usando apenas uma sunga apertada com uma berinjela gigante dentro, justamente "tentando agarrar" e assustar as pessoas que passavam. Toda vez que ele aparecia correndo atrás de alguém, o refrão de Afroman começava a tocar. 

Voltemos a falar de versão somlivrescas? Bora citar “Another Day in Paradise”, creditada a Paradise. Trata-se de uma réplica muito boa da releitura que Brandy & Ray J gravaram para o projeto Urban Renewal (2001), álbum dedicado a releituras em R&B de canções de Phil Collins – com encomenda e aval do próprio cantor. É uma pena não se ter registros das vozes que estão por trás dessa réplica. O fato é que a Som Livre também aproveitou a gravação na coletânea Replay (2002). 

A vertente dançante ganha espaço com um reload remix assinado por Peter Black em 2001 para “Electric Avenue”, de Eddy Grant, aqui batizado de “Ringbang Mix”. Originalmente lançada em 1982, a canção trazia um reggae eletrônico que agitava as pistas de dança.

O clima eletrônico continua com Gigi D’Agostino, em “La Passion”, numa versão dance pop que caiu muito bem nesta coletânea, e com a alemã Diana Fox, representante do chamado trance NRG, em “Running on Empty”, faixa que também marcou presença em muitas coletâneas de dance music da época.

Próximo do fim da resenha, trago uma investigação de repertório, que revela ainda uma outra correspondência de cover. “Dreams of Me”, creditada a Dreams, é uma réplica de “Dream to Me”, versão dance lançada por Dario G em 2001 a partir do clássico “Dreams”, da banda irlandesa The Cranberries. Nesse caso, a gravação presente em Pop remete a uma releitura já existente, em vez de partir diretamente da versão original da banda. Se você der uma passadinha no YouTube e ver os comentários dos brasileiros na versão do Dario G, tem muitos comentários carinhosos dos simpatizantes pela música eletrônica, recordando com muita memória afetiva a canção.

Mas o caso de “The Land”, creditada a Ibiza, me chocou. A identificação dessa gravação começou nos comentários de um vídeo de Pop publicado no YouTube, quando um ouvinte perguntou se alguém sabia o nome da música no Spotify, pois não estava conseguindo encontrá-la. Na resposta, alguém indicou a faixa “Free Wire (Klubdoctorz Remix)”, do projeto Cosmic Gate. Foi assim que cheguei à correspondência entre os dois fonogramas e pude constatar a semelhança entre as gravações.

Não vamos entrar em discussões jurídico-musicais sobre plágio, um terreno cinzento que exigiria outra abordagem. Prefiro apreciar o resultado: a faixa encerra o disco e, convenhamos, parabéns a quem fez a réplica — mesmo sem ter a autoria devidamente identificada, ficou muito bem-feita!

Ao documentar a coletânea no Discogs, notei duas coisas curiosas. No encarte interno, consta o ano de 2002 como copyright fonográfico: (P) 2002. Já na própria mídia, está impresso (P) 2001. Fui procurar outras pistas no YouTube e encontrei uma propaganda do disco cuja veiculação também está documentada em 2001. E aí fica a curiosidade: o CD já estava sendo produzido para um lançamento em 2002, chegou às lojas antecipadamente ou houve um erro na confecção do material? Não dá para cravar uma resposta, mas qualquer uma dessas possibilidades torna a história interessante. E tá tudo bem! Mas que é curioso, é!

Faixas:
01. Pop - 'NSync
02. Daylight in Your Eyes - No Angels
03. It's Raining Men - Geri Halliwell
04. Electric Avenue (Ringbang Mix) - Eddy Grant
05. Lady Marmalade - Moulin Rouge
06. I'm Outta Love - Anastácia
07. What Took You So Long? - Emma Bunton
08. More Than That - Backstreet Boys
09. Dance Anymore - Double You
10. Ride Wit Me - Nelly feat. City Spud
11. Because I Got High - Afroman
12. Another Day in Paradise - Paradise
13. La Passion - Gigi D'Agostino
14. Running on Empty - Diana Fox
15. Dreams of Me - Dreams
16. The Land - Ibiza

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