segunda-feira, 1 de junho de 2026

Promocional Clube FM - Tá Na Clube, Tá Legal (1998)

Em meados dos anos 1990, o dial brasileiro passava por uma transformação silenciosa, mas irreversível. Desde 1981, a Clube FM havia se consolidado como uma das principais emissoras voltadas ao público jovem e ao pop internacional. Porém, o enorme impacto da trilha sonora da novela O Rei do Gado, em 1996, ajudou a abrir espaço para a música sertaneja em sua programação. Nos anos seguintes, a mudança se aprofundaria: samba, pagode e canções românticas passaram a dividir espaço com os sucessos internacionais, refletindo a nova preferência do público brasileiro.

É justamente esse momento de transição que o CD promocional Clube FM – Tá Na Clube, Tá Legal (PP 0316 2) registra. Produzido pela Virgin Records e fabricado pela Sonopress sob encomenda da EMI Music, o disco funciona como uma fotografia bastante fiel do mercado fonográfico da época.

Para quem aprecia os bastidores da indústria musical, o lançamento também ajuda a entender a reorganização dos catálogos ocorrida nos anos 1990. Após ser adquirida pela EMI em 1992, a Virgin passou a administrar no Brasil um repertório bastante diversificado. Entre os acordos de distribuição estava o catálogo da Jive Records, selo pertencente ao grupo Zomba Music, responsável por revelar fenômenos globais como os Backstreet Boys. Dessa forma, artistas da Jive passaram a circular no mercado brasileiro ao lado de nomes contratados diretamente pela Virgin, criando uma convivência curiosa entre diferentes vertentes do pop internacional.

O resultado aparece claramente na seleção do promocional. De um lado estão os Backstreet Boys e as Spice Girls, símbolos da explosão mundial das boy bands e girl bands. De outro, artistas já consolidados no mercado nacional, como Deborah Blando e Vanessa Rangel. 

Na época, Deborah Blando vivia um de seus momentos mais populares graças a “Somente o Sol (I'm Not in Love)”, tema de abertura da novela Corpo Dourado. Vanessa Rangel seguia caminho semelhante com “Palpite”, canção fortemente associada à novela Por Amor, utilizada tanto nas chamadas da trama quanto como tema da personagem Milena, interpretada por Carolina Ferraz. 

Enquanto as artistas colhiam os frutos da exposição nas trilhas de novelas, a Virgin também investia em novos projetos nacionais. Sob uma fase marcada pela atuação de Rick Bonadio na gravadora, a banda mineira Muamba surgiu como uma das apostas da companhia para o segmento pop-rock. O catálogo ainda reunia nomes internacionais como Shaggy, ainda surfando o êxito mundial de "Boombastic", e The Verve, impulsionado pela hipnótica "Bitter Sweet Symphony".

O disco também registra a força de artistas já estabelecidos. Em 1998, os Paralamas do Sucesso lançavam Hey Na Na, seu nono álbum de estúdio, impulsionado pelo sucesso de “Ela Disse Adeus”. Ao lado deles aparecem representantes do auge comercial do pagode romântico, como Art Popular, Exaltasamba, Negritude Jr. e Soweto, gêneros que naquele momento ganhavam cada vez mais espaço na programação das FMs brasileiras.

O encerramento da coletânea reserva uma curiosidade para os colecionadores. A faixa escolhida é “It Must Have Been Love (Christmas for the Broken Hearted)”, gravação original lançada pelo Roxette em 1987, anos antes de a canção ganhar fama mundial na trilha sonora do filme Uma Linda Mulher. Com letra e arranjo diferentes da versão que se tornou um clássico internacional, a gravação foi incluída como faixa bônus na primeira edição em CD do álbum Pearls of Passion, lançada em 1997, tornando sua presença neste promocional um registro particularmente interessante.

Faixas:
01. Palpite - Vanessa Rangel
02. As Long As You Love Me - Backstreet Boys
03. Pétalas de Rosas - Art Popular
04. Somente o Sol (I'm Not in Love) - Deborah Blando
05. Too Much - Spice Girls
06. Amor e Amizade - Exaltasamba
07. Blá Blá Blá - Muamba
08. Ela Disse Adeus - Os Paralamas do Sucesso
09. Saudade e Solidão - Negritude Junior
10. Paint My Love - Michael Learns To Rock
11. Mundo de Oz - Soweto
12. Angel of Mine - Eternal
13. Bittersweet Symphony - The Verve
14. Boombastic - Shaggy
15. It Must Have Been Love (Christmas For The Broken Hearted) - Roxette

Para baixar este promo em FLAC, clique AQUI.

sábado, 30 de maio de 2026

One Moment In Time - European Edition (1988)

O álbum 1988 Summer Olympics Album / One Moment in Time, lançado pela Arista Records sob a liderança do lendário produtor Clive Davis, é um marco na história das trilhas sonoras esportivas. Lançado simultaneamente ao disco Hand in Hand, do grupo sul-coreano Koreana, ele serviu de pano de fundo musical para os Jogos Olímpicos de Verão em Seul, na Coreia do Sul. No entanto, o que muitos colecionadores e entusiastas da música não sabem é que o exame detalhado de suas diferentes edições físicas revela variações geográficas intrigantes e colaborações de bastidores dignas de nota.

O Mistério das Faixas: Edição Europeia vs. Edição Internacional

Ao analisarmos o material gráfico original das prensagens da época, fica claro que o alinhamento de faixas mudava substancialmente dependendo de onde o disco era adquirido:

  1. A Edição Internacional / Norte-Americana (Matriz ARCD-8551): Fabricada nos Estados Unidos, traz na sua seleção o grupo vocal Four Tops com a faixa "Indestructible" e encerra o alinhamento com a canção instrumental "Olympic Joy", interpretada e produzida pelo músico Kashif.

  2. A Edição Europeia (Matriz 259 247): Impressa na Alemanha pela TOPAC (com código de barras 4007192592470), esta versão omitiu as faixas de Kashif e dos Four Tops. Em contrapartida, incluiu a belíssima e rara "Midnight Wind", de Tony Carey (sinalizada com dois asteriscos na contracapa). Outra exclusividade do mercado europeu foi a inclusão de "Rise To The Occasion", de Jermaine Jackson & La La, marcada como faixa bônus (†) apenas para os formatos de CD e Cassete.

Como curiosidade de mercado, devido a essa divisão geográfica, a música "Midnight Wind" de Tony Carey acabou sendo utilizada na Europa como o Lado B do próprio single físico da faixa-título de Whitney Houston no Reino Unido e na Alemanha Ocidental.

O Projeto The Bunburys: Eric Clapton e Bee Gees Sem Créditos Nominais

Além do estrondoso sucesso de Whitney Houston, a coletânea esconde um dos capítulos mais fascinantes do pop-rock oitentista: a faixa "Fight (No Matter How Long)", creditada à misteriosa banda The Bunburys.

O projeto foi uma idealização de David English, ex-empresário dos Bee Gees que trabalhou com o grupo nos anos de ouro da RSO Records. English batizou o projeto inspirado em seu próprio time de críquete beneficente na Inglaterra, o Bunbury Cricket Club. O conceito nasceu originalmente para acompanhar o lançamento de seu livro infantil em quadrinhos, We're The Bunburys, focado em mensagens de boa vontade, união e espírito esportivo.

Para dar vida à trilha sonora da obra e arrecadar fundos para instituições filantrópicas, os irmãos Barry, Robin e Maurice Gibb compuseram e gravaram três músicas. O projeto ganhou proporções históricas quando o virtuoso Eric Clapton aceitou prontamente o convite para participar da faixa principal. Clapton assumiu as guitarras e dividiu os vocais principais com Barry Gibb, criando uma união vigorosa entre o rock clássico e o pop melódico.

Sucesso Oculto e Registro Histórico

Quando a música foi lançada de forma isolada no Reino Unido, nem Eric Clapton nem os Bee Gees receberam créditos nominais explícitos na capa, mantendo o codinome "The Bunburys" para preservar o conceito lúdico do projeto. Devido ao seu tom triunfante e imponente, a Arista Records selecionou a faixa para fazer parte do álbum oficial das Olimpíadas de Seul.

A superexposição global dos Jogos Olímpicos transformou a canção em um sucesso comercial notável: "Fight (No Matter How Long)" alcançou o 8º lugar na parada de Rock da Billboard (Mainstream Rock Tracks). Curiosamente, esta foi a primeira e única vez que o nome dos Bee Gees figurou em uma parada dedicada exclusivamente ao gênero Rock.

Apesar do sucesso de estúdio, os integrantes do projeto dividiram o palco em uma única oportunidade histórica: no concerto beneficente Prince's Trust Gala em Londres, no ano de 1988. Eles nunca mais voltaram a se reunir sob este codinome, transformando o The Bunburys em um item valioso de colecionador e um testemunho de uma época em que gigantes da música uniam forças de forma quase anônima em prol de causas nobres.

Faixas: 
01. Olympic Spirit - John Williams
02. One Moment In Time - Whitney Houston
03. Fight (No Matter How Long) - The Bunburrys
04. Harvest For The World - The Christians
05. Reason To Try - Eric Carmen
06. Shape Of Things To Come - Bee Gees
07. Peace In Our Time - Jennifer Holliday
08. Willpower - Taylor Dayne
09. That's What Dreams Are Made Of - Odds & Ends
10. Rise To The Occasion - Jermaine Jackson & La La
11. Midnight Wind - Tony Carey

Para baixar a coletânea em FLAC (Lossless), clque AQUI.

Eldorado 92,9 FM (1996)

Esta publicação é uma homenagem à trajetória de uma das maiores instituições da radiodifusão brasileira. A tradicional Rádio Eldorado FM, que marcou época operando na frequência dos 92,9 MHz (e que posteriormente ocupou os 107,3 MHz), encerrou suas operações no dial de São Paulo no dia 15 de maio de 2026. Foram quase 70 anos de uma história rica, pautada pelo jornalismo de credibilidade e por uma programação musical que era sinônimo de sofisticação, vanguarda e respeito ao ouvinte.

Como forma de preservar essa memória, resgatei um registro fiel da identidade sonora que consagrou a emissora: o CD Eldorado 92,9 FM, lançado em 1996 através de uma parceria com o selo independente Paradise Records (código de catálogo PR 0013).

A identidade artística e visual da coletânea foi moldada por profissionais de destaque no mercado: a seleção de repertório foi assinada pelo lendário cantor, radialista e jornalista Kid Vinil, enquanto a produção executiva ficou sob a responsabilidade de Maria Creusa Meza, e o conceito visual geométrico do projeto gráfico foi desenvolvido pela Stallmir Publicidade.

O CD foi fabricado por Sonopress (Rimo da Amazônia Indústria e Comércio Fonográfica Ltda.), sob encomenda e distribuição da Estúdio Eldorado Ltda. (sob o selo impresso da Eldorado Distribuidora Fonográfica), devidamente licenciada pela Paradise Records.

Faixas:
01. Chimes of Freedom - Youssou N'Dour
02. The Wind Cries Mary - Seal
03. Circulate - Swing Out Sister
04. Voici Les Clés - Gerry DeVeaux & Vanessa Paradis
05. Rollercoaster - Everything But The Girl
06. Une Ile - Ladja
07. Jazz Is Paris - Malcolm McLaren
08. Don't Let the Teardrops Rust Your Shining Heart - Holly Cole Trio
09. Everything I Do (Leads Me Back To You) - Elliott Murphy & Bruce Springsteen
10. If I Were You - k.d. lang
11. Never My Love - Ajala
12. Cruising For Bruising - Basia
13. Paris Lutece Paname - Malcolm McLaren

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Franco Levine - Por Ti (2008)

Nascido na Bahia em 28 de novembro de 1976, Gian Carlo Franco Vieira Santos, conhecido artisticamente como Franco Levine, mudou-se ainda jovem com a família para Goiânia (GO), onde estudou canto lírico no Centro Cultural Gustav Ritter. Durante sua formação, destacou-se como solista do coro municipal e realizou apresentações acompanhadas por orquestras.

Após cinco anos de estudos, decidiu direcionar sua carreira para a música popular. Passou a se apresentar na noite goianiense e, em 1996, fundou sua primeira banda de rock, Thelema. Com o encerramento das atividades do grupo, seguiu carreira solo e, ao participar de um festival local, conquistou a oportunidade de gravar seu primeiro álbum, Som de Preto (2006), trabalho marcado por influências da black music.

Levine ganhou projeção como compositor ao assinar canções que alcançaram execução radiofônica nacional, entre elas “Por Ti”, gravada por Henrique & Hernane, “Difícil”, por João Neto & Frederico, e “Larga de Bobeira”, composta em parceria com Guilherme Bicalho e registrada pela dupla Rick & Renner.

O artista encontrou no pop romântico sua principal identidade musical, característica evidenciada em seu segundo álbum, Por Ti. Das 14 faixas do disco, oito são de sua autoria, além de uma faixa bônus em versão remix.

Diferentemente do que alguns textos afirmam, Por Ti não representa a estreia fonográfica de Franco Levine. Lançado de forma independente pela editora Peermusic, o álbum teve produção musical de Guilherme Bicalho e Geovani Fernandes. As gravações e mixagens ocorreram no Studio Melody, em Goiânia (GO), com exceção das faixas “Hoje Eu Sei”, “Lembrança de um Beijo” e “Vou Ganhar Você”, produzidas por Manoel Nenenzinho Pinto e registradas no estúdio Gravodisc, em São Paulo (SP). Nenenzinho, que também atuou como empresário do cantor, assina ainda a direção artística do projeto.

O repertório reúne interpretações do próprio autor para composições já conhecidas pelo público, além de canções que integraram a teledramaturgia nacional. “Difícil” foi tema do personagem Lucas na novela Revelação (SBT, 2008–2009), enquanto “Vou Ganhar Você”, composição de Peninha, integrou a trilha do casal Domi e Nícia na novela Poder Paralelo (Record, 2009–2010).

O álbum também apresenta releituras de “Lembrança de um Beijo”, composição de Accioly Neto imortalizada por Fagner no álbum Caboclo Sonhador (1994) e de “Hoje Eu Sei”, sucesso de Rick & Alexandre posteriormente consagrado por João Paulo & Daniel. Nesta última, há participação especial da dupla Rick & Renner.

O repertório inclui ainda “Por Toda Vida”, composição de Jairo Goes, Everton Matos e Rivanil que se tornou uma das canções mais representativas da música goiana contemporânea. Originalmente gravada pela banda Nechiville, a obra ganharia anos mais tarde um vínculo adicional com Franco Levine, que passou a integrar o grupo em 2023, substituindo o vocalista Eduardo Melo.

Franco Levine não me parece um artista romântico por limitação de repertório, mas por escolha estética. Embora sua obra dialogue frequentemente com o pop romântico e com o universo sertanejo, sua formação musical e suas influências revelam uma identidade artística que ultrapassa os limites desses gêneros. 

Ao buscar conhecer melhor sua trajetória por meio de entrevistas e registros de época, tornam-se evidentes referências ligadas ao rock, à MPB e à soul music, elementos que ajudam a explicar a personalidade de seu canto e de suas interpretações. Mesmo quando grava composições de terceiros, Levine preserva características próprias que o distinguem de outros intérpretes do segmento. Para este autor, essa combinação entre identidade vocal, qualidade interpretativa e produção autoral o coloca entre os nomes mais respeitáveis da música goiana contemporânea.

Apesar da relevância de sua produção autoral e de sua atuação como intérprete, a obra de Franco Levine permanece pouco acessível ao público na era digital, com seus álbuns ainda ausentes dos principais serviços de streaming. Enquanto esse catálogo aguarda uma distribuição mais ampla, permanece este registro de Por Ti em sua edição original em CD.

Faixas:
01. Por Ti
02. Larga de Bobeira
03. Eu Tô Aqui
04. Acabou
05. Difícil
06. Por Toda Vida
07. Eternos Namorados
08. Reconquistar Você
09. Hoje Eu Sei - part. esp. Rick & Renner
10. Lambranca de Um Beijo
11. Festa no Meu Coração
12. Sem Você Meu Mundo Vai Ficar Melhor
13. Na Hora da Partida
14. Vou Ganhar Você
15. Larga de Bobeira (Remix)

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.

House & Remix II (1990)

Lançada em 1990 pela WEA Discos (Catálogo 670.9195), a coletânea "House & Remix II" dá continuidade ao mapeamento das versões de pista e reedições estendidas que redefiniram o pop rock e a música pop nacional na virada da década. Mantendo a engenharia de som e a cultura dos remixes em evidência, o álbum traz uma seleção assinada por grandes DJs e produtores do período, registrando o trabalho técnico de estúdios fundamentais da nossa indústria fonográfica.

Assim como o primeiro volume, "House & Remix II" foi lançado em LP e K7 (cromo). Teve fabricação e distribuição por BMG Ariola Discos Ltda. – Divisão Sonopress, sob licença da WEA Discos Ltda. Ao conrário do primeiro House & Remix lançado em 1989, a presente coletânea não credita os estúdios em que as versões remix foram realizadas.

Ainda, o material gráfico conta com coordenação gráfica da Geo Design, capa e fotografia de Mauricio Oliveira, direção de arte de Pedro Yoshizuka.

Faixas:

01. Marvin (Patches) [Versão Remix] - Titãs

  • Ficha Técnica: Remixado por Charles Gavin, Nando Reis, Paulo Miklos, Sérgio Britto, Toni Bellotto, Liminha e Paulo Junqueiro. 
  • Composição: R. Dunbar / G.N. Johnson (Versão: Sérgio Britto / Nando Reis) 

02. Todo Meu Ouro [Versão Remix] - Kid Abelha e os Abóboras Selvagens

  • Ficha Técnica: Remixado pelo DJ Leandro Rezende. 
  • Composição: Bruno Fortunato / George Israel / Paula Toller / Lui Farias

03. Aqui Não Tem Chanel [Original Remix] - Que Fim Levou o Robin?

  • Ficha Técnica: Original Remix por Dudu Marote. 
  • Composição: Mauro Borges / Renato Lopes 

04. Overdose [Bang Remix] - Sylvia James

  • Ficha Técnica: Produzido por Pena Schmidt e Paulo Calasans. Editado por Ricardo Guedes e Grego Bournellis. 
  • Composição: Henri Chofard

05. Um Jantar Pra Dois [Versão Remix] - Ed Motta

  • Ficha Técnica: Remixado por DJ Leandro Rezende. 
  • Divergência de Catalogação: A contracapa indica a faixa grafada simplesmente como "Um jantar pra dois", enquanto o selo do vinil especifica o subtítulo "[Versão Remix]". 
  • Composição: Ed Motta / Bombom

06. De Quem É o Poder [Club Version] - Kid Abelha e os Abóboras Selvagens

  • Ficha Técnica: Remix produzido por Grego Bournellis, Nilo Romero e George Israel. Editado por Grego e Silvio Müller. 
  • Composição: George Israel / Nilo Romero / Cazuza

07. Norma Jean [Extended House Remix] - Benjor

  • Ficha Técnica: Remix produzido por Grego Bournellis, Maestro Paulo Calasans e Pena Schmidt. Remix editado por Sylvio Müller e Ricardo Guedes. 
  • Divergência de Catalogação: Na contracapa, o nome da versão aparece grafado com um erro de digitação ("Extendend House Remix"), sendo corrigido no selo do vinil para "Extended House Remix". Além disso, o nome do artista consta como "Benjor", o que pode indicar o registro daquele curto período de transição de nome artístico adotado pelo cantor (antes Jorge Ben, posteriormente Jorge Ben Jor).
  • Composição: Benjor

Credito a viabilização desta remasterização ao meu grande amigo DJ Paulo Vita de Ribeirão Preto/RJ, que me enviou seu LP via Correios. Por fim, para fechamento e publicação, credito o também amigo Flávio Jorge F Mix (autor do blog 80 90 By F Mix – clique AQUI. pelo envio da capa e contracapa, inclusive a adaptada para CD feita por ele. A estes, minha mais legítima gratidão por mais esta parceria.

Se você deseja saber um pouco mais sobre a importância deste projeto, o blog Brasil Remixes dedicou uma publicação sobre ele. Confira AQUI.

Para baixar esta coletânea remasterizada pelo Gazeta do Som em FLAC: 
Clique AQUI.

House & Remix (1989)


Lançada em 1989 pela WEA Discos (Catálogo 670.8076), a coletânea "House & Remix" é um documento histórico do período em que o pop rock e a música pop brasileira passaram a receber tratamentos estendidos e reedições direcionadas especificamente para as pistas de dança e para as programações de rádio da época. Sob a direção artística do produtor Liminha, o álbum reuniu equipes de DJs, remixadores e engenheiros de som de destaque no cenário nacional, operando em estúdios que centralizavam a tecnologia de áudio do período, como o Nas Nuvens, o Vice-Versa e o Fieldzz.

"House & Remix" é uma franquia de coletâneas lançada pela WEA em K7 e LP, tendo dois volumes tanto nacional como internacional. Foi fabricado e distribuído por BMG Ariola Discos Ltda. – Divisão Sonopress, sob licença da WEA Discos Ltda.

Faixas:

01. Sub (Yellow Submarine) [Versão Atômica] - Os Mulheres Negras

  • Ficha Técnica: Remixado por Pena, Paulo (PC) Calasans e pelo DJ Ippocratis (Grego) Bournellis. Editado por Ippocratis (Grego) Bournellis, Silvio Müller, Marcelo e Alexandre (Dynamic Duo), com scratch por Cuca. Teclado e bateria adicional por Paulo Calasans.
  • Estúdios: Gravação e remixagem no Estúdio Vice-Versa ('89); edição no Estúdio Fieldzz.
  • Composição: John Lennon / Paul McCartney (Versão: Os Mulheres Negras)

02. Manuel [Versão Remix] - Ed Motta & Conexão Japeri

  • Ficha Técnica: Remixado e editado por Vitor Farias, Ed Motta e Bom Bom. Engenharia de som por Vitor Farias.

  • Estúdios: Gravação, remixagem e edição no Estúdio "Nas Nuvens" ('88).
  • Composição: Fábio Fonseca / Marcia Serejo

03. Cicciolina (O Cio Eterno) [Versão Erotic House Radio Mix] - Fausto Fawcett & Os Robôs Efêmeros

  • Ficha Técnica: Remixado e editado pelos DJs Ippocratis (Grego) Bournellis, Marcelo e Alexandre (Dynamic Duo), Silvio Müller e Claudio Bizú. Engenheiros de som: Antoine Midani (no "Nas Nuvens"), Edu (no Vice-Versa) e Emerson Botton (no Fieldzz).
  • Estúdios: Gravação e remixagem nos Estúdios Nas Nuvens e Vice-Versa ('89); edição no Estúdio Fieldzz.

  • Divergência de Catalogação: A contracapa do álbum lista esta faixa como "Versão Radio Edit", porém o selo impresso no vinil registra oficialmente o nome como "Versão Erotic House Mix"
  • Composição: Fausto Fawcett / Carlos Laufer

04. Go Back [Versão Mix] - Titãs

  • Ficha Técnica: Remixado por Charles Gavin, Nando Reis, Sérgio Britto e Paulo Junqueiro. Engenharia de som por Paulo Junqueiro.
  • Estúdios: Gravado e remixado no Estúdio "Nas Nuvens" ('88).

  • Composição: Sérgio Britto / Torquato Neto
05. Mãe É Mãe [Versão Remix] - Casseta & Planeta
  • Ficha Técnica: Remixado e editado pelos DJs Ippocratis (Grego) Bournellis, Marcelo e Alexandre (Dynamic Duo). Engenharia de som por Paulo Junqueiro.

  • Estúdios: Gravação no Estúdio "Nas Nuvens" ('89); edição no Estúdio Fieldzz.
  • Composição: Mú Chebabi / Bussunda

06. Dancing [Versão Dance Mix] - Heróis da Resistência

  • Ficha Técnica: Remixado e editado por Iraí Campos. Técnico de som: Roberto Marques.
  • Estúdios: Edição e mixagem nos Estúdios Fieldzz e Transamérica ('89).

  • Composição: Leoni

Se você deseja saber um pouco mais sobre o que foi este projeto, o blog Brasil Remixes dedicou uma publicação só falando sobre ele, incluindo imagens do LP e K7. Confira AQUI.

Para baixar esta coletânea remasterizada pelo Gazeta do Som em FLAC:
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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Trio Irakitan - Para Crianças de 6 a 60! - Canções Divertidas com Trio Irakitan (1969)

É com grande entusiasmo que trazemos ao público o resgate de uma verdadeira joia oculta da música popular e infantil brasileira: o álbum "Canções para Crianças de 6 a 60!", interpretado pelo lendário Trio Irakitan. Lançado originalmente pelo selo Imperial (sob o número de catálogo IMP - 30.149), este LP de 12 polegadas, prensado em 1969, representa um capítulo fundamental — e por muito tempo esquecido — na rica discografia do grupo.

Quem foi o Trio Irakitan?

Para compreender a importância deste registro, é preciso revisitar a história do conjunto. O Trio Irakitan foi um dos grupos vocais e instrumentais mais refinados do Brasil, criado em 1950 na cidade de Natal (RN) por Edison Reis de França (o Edinho), Paulo Gilvan Duarte Bezerril e João Manoel de Araújo Costa Netto (o Joãozinho).

O nome inicial do conjunto seria "Trio Muirakitan", escolhido pelo renomado historiador e folclorista Luís da Câmara Cascudo, em referência à pedra verde esculpida em formato de sapo, amuleto indígena muito encontrado nos rios da Amazônia. Como já existia um grupo registrado com esse nome, Câmara Cascudo rebatizou o trio com o neologismo Irakitan, que significa "mel verde" ou, em uma acepção poética e afetiva, "doce esperança".

O grupo desfrutou de imensa popularidade nas décadas de 1950 e 1960, mas sofreu uma interrupção dramática em 1965, quando Edinho cometeu suicídio após um episódio trágico envolvendo sua namorada. Diante do trauma, os integrantes suspenderam as atividades musicais. Dois anos depois, em 1967, o trio retomou os trabalhos com o ingresso do maestro Antônio Santos Cunha (o Tony), que estreou no disco A Volta (Odeon) e passou a assinar os arranjos do grupo, inclusive flertando com o movimento tropicalista ao gravarem "Pega a voga cabeludo", de Gilberto Gil, em 1968. Nas décadas seguintes, o trio passou por novas formações (incluindo integrantes como Edil, Edilson Andrade e Josias), mantendo-se na ativa até a década de 2010.

O Álbum: Uma Edição Histórica e Expandida (1969)

O projeto Canções para Crianças de 6 a 60! nasceu originalmente em 1957, lançado pela Odeon no formato de 10 polegadas. Contudo, a prensagem de 1969 pelo selo Imperial (fábrica Odeon S.A., em São Bernardo do Campo) traz modificações cruciais que a tornam um documento histórico único. Além disso, traz alteração de título, que passa receber nos selos o título "Para Crianças de 6 a 60: Canções Divertidas com Trio Irakitan", não recebendo anexação à "Master Release" do original na Discogs pelo critério de separação de título.

A primeira edição de 1957 não continha as faixas "Os Peixinhos do Mar", "O Marinheiro", "Gato Careteiro" e "O Galo". Portanto, este LP de 1969 é o responsável por trazer o registro inédito e expandido dessas interpretações na voz do Trio Irakitan. O selo físico do vinil (matrizes BR-XLD 10.423 e 10.424) traz ainda a curiosa chancela de "Amostra Sem Valor Comercial - Disco Invendável" no Lado 2, indicando tratar-se de uma cópia de divulgação radiofônica da época.

Confira a estrutura completa das faixas do álbum:

Lado 1 (Matriz BR-XLD 10.423)

  1. Companheiros Eu Sei Tocar – Folclore (Arr.: Trio Irakitan, Acompanhamento: Léo Peracchi e sua Orquestra)

  2. Cadafau – Folclore (Arr.: Trio Irakitan, Acompanhamento: Léo Peracchi e sua Orquestra)

  3. Os Peixinhos do Mar – Pixinguinha / Carlos Araújo

  4. Escravos de Jó – Folclore (Arr.: Trio Irakitan)

  5. O Marinheiro – Domínio Público

  6. Na Minha Casa Tem – Folclore (Arr.: Trio Irakitan, Acompanhamento: Léo Peracchi e sua Orquestra)

Lado 2 (Matriz BR-XLD 10.424)

  1. A Velha a Fiar – Folclore (Arr.: Trio Irakitan, Acompanhamento: Léo Peracchi e sua Orquestra)

  2. Napoleon – Folclore (Arr.: Trio Irakitan, Acompanhamento: Léo Peracchi e sua Orquestra)

  3. Gato Careteiro – Tradicional / Domínio Público

  4. São João – Folclore (Arr.: Trio Irakitan)

  5. O Galo – Domínio Público 

  6. Dondin-Dondá – Assis Valente

O Impacto no Cancioneiro Popular e Pedagógico

O repertório selecionado para este álbum baseia-se fortemente em cantigas tradicionais e no folclore brasileiro, muitas das quais foram utilizadas por equipes pedagógicas em escolas de todo o país, atravessando gerações. A força dessas canções provou-se eterna, influenciando diretamente a cultura pop e a MPB contemporânea:

  • A Velha a Fiar: Ganhou um clipe memorável e icônico no programa infantil Rá-Tim-Bum (TV Cultura), onde o ator Arthur Kohl realizava uma performance perfeita de dublagem e mímica, fixando-se no imaginário da infância brasileira.

  • São João: Permaneceu viva e recebeu gravações recentes sob o título de "São João Dararão", tanto na voz da sofisticada cantora de MPB Virgínia Rosa (com arranjo refinado de violões) quanto na interpretação de forró da humorista Milene Pavorô (do Programa do Ratinho).

  • Escravos de Jó e Na Minha Casa Tem: Foram resgatadas pelo universo infantil contemporâneo, ganhando roupagem moderna de imenso sucesso no projeto multimídia A Galinha Pintadinha.

  • O Galo: Entrou para o cancioneiro sertanejo de raiz, gravada como "Moda do Galo" pela tradicional dupla Barreto e Barroso.

Um Resgate Necessário

Apesar do inestimável valor histórico, folclórico e artístico deste álbum, esta joia musical nunca foi relançada em CD pela EMI (posterior detentora do catálogo) e permanece totalmente ausente das plataformas de streaming digital de música. Trata-se de uma obra esquecida pelo mercado fonográfico tradicional, que hoje temos o orgulho de trazer de volta à luz e compartilhar com o público, garantindo a preservação da memória da nossa música popular.

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.