♫ ♫ ♫ ♫ Gazeta do Som ♪ ♪ ♪ ♪
O Gazeta do Som é um "museu de grandes novidades", combinando música atual, redescobertas musicais do Brasil e do mundo, além de montagens exclusivas.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Big Hour Antena 1 Vol. 1 (2014 / 2026)
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Biquini Cavadão - Múmias (Remix) (1986)
Relíquia de 1986 na área! Você sabia que a versão remix de "Múmias", do Biquini Cavadão, foi assinada por ninguém menos que o mestre DJ Memê?
Esse LP promocional da PolyGram é um registro histórico do auge do rock brasileiro. Enquanto a versão original (junto com clássicos como Timidez e Inseguro de Vida) brilhava no álbum Cidades em Torrente, esse remix trouxe uma pegada única para as pistas da época.
Diferencial técnico: O single foi remasterizado em julho de 2025 com a icônica agulha Shure M44G, garantindo aquele grave encorpado e a fidelidade que só o vinil proporciona. Em fevereiro de 2026, o áudio foi lapidado como uma joia, passando por um processo de limpeza e redução de ruídos no MVSep DeNoise.
Um material imperdível para colecionadores e fãs da New Wave brazuca!
A publicação contou com apoio cultural do Charles Portilho da loja 019 Discos de Nova Odessa/SP. Para comprar seu LP virtualmente, clique AQUI.
Os Sucessos de "O Povo na TV" (1982)
Lançado em meio ao sucesso do programa televisivo, o LP Os Sucessos de "O Povo na TV" traz a marca da Copacabana Discos ao capturar a popularidade e o impacto do formato criado por Wilton Franco. Exibido entre 1980 e 1984 na TVS (atual SBT), O Povo na TV misturava escândalos, defesa do consumidor, confrontos ao vivo e fofocas do mundo artístico — tudo embalado por uma audiência crescente que chegou a ameaçar a liderança da Rede Globo. O programa foi ao ar em rede nacional a partir de 19 de agosto de 1981, data de fundação do SBT, com um elenco de apresentadores que incluía Wagner Montes, Christina Rocha, Mara Maravilha, Sérgio Mallandro (em sua estreia na TV) e Roberto Jefferson — sim, aquele do Mensalão.
E pensar que tudo isso virou disco… e dos bons! Porque verdade seja dita: esse aqui atropela o Disco do Povo com um Fuscão Preto emprestado Almir Rogério, com Nahim comandando um Tacka-Tacka e sua uma Bonequinha Linda no banco do carona.
O repertório surpreende: Canção da Fraternidade, de Dom & Ravel, encerra o LP como um verdadeiro hino de união e esperança. Antes dela, Luiz Carlos Clay entrega Canção da Paz, uma oração em forma de música. Silvio Brito surge com uma faixa quase inspirada no próprio caos do programa — Do Jeito Que o Diabo Gosta fala sobre violência, desigualdade e os dilemas humanos com sua típica doçura crítica. Ovelha aparece em sua entrega dramática total, declarando em Te Amo que “sem você não viverei!”. Wagner Montes, além de apresentador, mostra que também podia ser cantor romântico — e dos bons, entregando a memorável Me Use, Abuse com seu verso bem cômico:
"Me use, abuse e lambuse,
meu sangue é todo pra dar,
faça de mim o seu gato e sapato,
eu sei que você vai gostar."
Diana, injustamente colocada na prateleira do popular, brilha numa deliciosa balada rock, enquanto Gretchen geme e encanta no frenético Mambo Mambo Mambo. Já Tony Damito entrega a mesma sonoridade que o consagrou, sem sair da zona de conforto. Marcos Roberto é revisitado em clima de guarânia sertaneja em A Partida, e Ângelo Máximo canta uma verdadeira moda rancheira em Bonequinha Linda.
É disco popular, sim — mas com memórias, intenções e detalhes que o tempo só fez valorizar.
O LP remasterizado com agulha Shure M44G em julho de 2025. Mas em fevereiro de 2026, decidi mexer de novo nos arquivos e aplicar uma camada de MVSep DeNoise sobre as faixas e reduzir o ruído do LP característico, sem abrir mão da qualidade do áudio original.
contou com apoio cultural da Loja 019 Discos. Quem quiser fazer sua compra, o site da loja está AQUI. A loja física fica na Rua Rio Branco, Rodoviária de Nova Odessa.
01. Melô do ''Tacka-Tacka'' - Nahim
02. Mambo, Mambo, Mambo - Gretchen
03. A Partida - Marcos Roberto
04. Do Jeito que o Diabo Gosta - Sílvio Brito
05. Bonequinha Linda - Ângelo Máximo
06. Fuscão Preto - Almir Rogério
07. Me Use, Abuse - Wagner Montes
08. Te Amo... Que Mais Posso Dizer - Ovelha
09. Saudade Tão Fora de Hora - Diana
10. Volte pra Mim Meu Bem - Tony Damito
11. Canção da Paz - Luiz Carlos Clay
12. Canção da Fraternidade - Dom & Ravel
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Plebe Rude - Mais Raiva do que Medo (1993)
O álbum Mais Raiva Do Que Medo, quarto registro de estúdio do Plebe Rude, consolida a maturidade técnica e a integridade ideológica da banda brasiliense em um cenário de transição para o rock nacional. Gravado e mixado no emblemático estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, o trabalho apresenta uma sonoridade mais densa e direta, distanciando-se das texturas do pós-punk oitentista em favor de um rock de guitarras robusto e visceral. Sob a produção, gravação e mixagem de Paulo Junqueiro, o disco captura a essência crua do grupo, unindo o discurso social contundente a uma execução técnica de alto nível.
Neste trabalho, o Plebe Rude apresenta-se como um duo, centrado na força criativa de Philippe Seabra (Voz, Guitarras, Violão e Teclados) e André X (Baixo e Backing Vocals). Essa configuração permitiu uma dinâmica de estúdio flexível, contando com a precisão rítmica de dois bateristas convidados: Kadú Menezes, que gravou as faixas 01, 02, 03, 04, 10 e 11, e Marcio Romano, responsável pelas faixas A4, 06, 07, 08 e 09. A viabilização do projeto contou com a produção executiva de Connie Lopes e Felippe Lierena, além da masterização de José São Paulo.
Um dos grandes diferenciais deste registro é a colaboração de músicos fundamentais da cena de Brasília, evidenciando o respeito mútuo entre as bandas da capital. A faixa Pressão Social promove um encontro histórico ao reunir os backing vocals de Renato Russo e as guitarras de Dado Villa-Lobos, da Legião Urbana. Outro momento de destaque é Mundo Real, versão autorizada de London Calling do The Clash, que ganha o reforço da guitarra de Fernando Magalhães, da percussão de Peninha e de um coro formado por músicos e colaboradores próximos à banda.
Lançado originalmente em 1993 pelo selo Natasha Produções, o álbum apresenta variações industriais que marcam sua época: o LP foi prensado pela Fonobrás (distribuição EMI-Odeon) e o CD fabricado pela VAT - Video Audio Tape do Amazonas S.A. Contudo, por entraves de licenciamento, o disco permanece fora das plataformas digitais até hoje, não estando disponível no Spotify, YouTube ou qualquer outro serviço de streaming. Essa ausência digital torna as prensagens originais de época os únicos registros acessíveis desta fase visceral da banda, elevando o álbum ao status de item de colecionador e relíquia histórica do rock brasileiro.
01. Não Nos Diz Nada (P. Seabra)
02. Sem Deus, Sem Lei (André X / P. Seabra)
03. Este Ano (André X / P. Seabra)
04. Se Lembra (André X / P. Seabra)
05. Quando A Música Terminar (André X / J. Dornellas / P. Seabra)
06. Mais Tempo Que Dinheiro (André X / P. Seabra)
07. Aurora (André X / P. Seabra)
08. Mundo Real (J. Strummer / M. Jones – Versão: André X / P. Seabra)
09. Exceção Da Regra (André X / P. Seabra)
10. Ação, Solidão, Adeus (André X / P. Seabra)
11. Pressão Social (André X)
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Funk, Acid & Rap (1990)
Lançada pela Som Livre em 1990 nos formatos LP e K7, a coletânea "Funk, Acid & Rap" destaca-se por uma curadoria notória e refinada. Diferente de outros lançamentos da época, o disco foca na força das pistas e dos bailes, fugindo do óbvio dos sucessos radiofônicos e entregando uma seleção que hoje é raridade absoluta.
O projeto contou com a seleção de repertório de Toninho Paladino, masterização original de Ieddo Gouvea e Sérgio Seabra, e arte de capa assinada por Marciso "Pena" Carvalho. Quase todo o repertório foi cedido pela Fermata (FIF), com exceção das faixas 04A e 04B, de selo Som Livre — o que reforça o caráter de produção nacional dessas faixas específicas.
O Processo de Remasterização
Como este título nunca recebeu um lançamento oficial em CD, este trabalho de preservação digital torna-se ainda mais essencial. O LP foi digitalizado utilizando uma agulha Shure M44G, garantindo o peso e a dinâmica originais. A restauração foi um processo em duas etapas: iniciada com o "De-noising" do site Tape It em maio de 2025 e finalizada com o aprimoramento de ponta do MVSep DeNoise em fevereiro de 2026.
O resultado final é surpreendente: mesmo partindo de um vinil, o áudio atingiu aquele padrão cristalino e encorpado característico dos melhores CDs da Som Livre da época, superando as limitações das masters originais.
Furacão 2000 (1988)
A série 'Furacão 2000' chega em 1988 ao seu quarto volume, lançado pela Som Livre em LP e K7. Com gerência de produção de Toninho Paladino, seleção de repertório de Sérgio Motta e edição de Ieddo Gouvea, a coletânea apresenta 8 faixas no clássico estilo Freestyle, que inspirou a sonoridade do funk carioca atual. Este volume se aproxima de seus dois antecessores, lançados em 1983 e 1986, mas estabelece uma ponte precisa entre a sofisticação de Nova York e a batida pulsante de Miami.
Vale destacar que, quando a primeira coletânea surgiu, em 1982, a proposta sonora era uma mistura de Disco, Funk, Boogie, Soul, Go-Go e Jazz-Funk, seguindo uma linha muito próxima ao início da série Cash Box. Com os novos lançamentos, a Furacão 2000 trouxe uma nova perspectiva sonora para seu público, tornando-se pioneira ao introduzir os gêneros Freestyle, Bass Music e Hip Hop no Brasil.
A ilustração de capa é assinada por Mario Bag, trazendo aquela vibe de cores vivas e estética de grafitagem — um visual que saltava aos olhos nas gôndolas das lojas da época. O projeto conta ainda com a fotografia de José Luis Pederneiras e coordenação gráfica de Marciso 'Pena' Carvalho.
A remasterização deste LP utilizou uma agulha Shure M44G, garantindo a máxima fidelidade na captura original. Infelizmente, algumas faixas do álbum original já provinham de masters de outros LPs, o que acentuou o ruído em certos registros. A situação torna-se ainda mais complexa quando MCs ou DJs utilizam samplers extraídos diretamente do vinil, resultando em uma captura de 'três camadas'.
Ao observarmos atentamente as séries Clássicos dos Bailes (Spotlight Records), Melody Hits (Som Livre) e O Som dos Bailes (Som Livre), notamos diversas gravações com áudio comprometido pelo uso excessivo de filtros na tentativa de driblar esses ruídos. Contudo, com o uso do MVSep DeNoise, o problema foi sanado: o filtro não soa agressivo e os graves permanecem encorpados, sem prejudicar a pegada dos beats.
Esta publicação contou com o apoio cultural de Charles Portilho, da 019 Discos de Nova Odessa/SP — a melhor loja de LPs, CDs e K7s da região, situada na Rodoviária de Nova Odessa.
01. Check It Out (Instrumental) - Big Time Fresh
02. Catch Me (I'm Falling) - Pretty Poison
03. Stay - The Controllers
04. The Fly - World Class Wreckin' Cru
05. It's Automatic - Freestyle
06. Dreamin' - Will To Power
07. I've Got To Be Tough - MC Shy D
08. Rap Will Never Die - MC Shy D
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Mama Africa (1989)
"Mama Africa" é uma coletânea da Som Livre lançada em 1989 nos formatos LP e K7, com seleção de repertório de Dom Pepe e Sérgio Motta, e edição de Ieddo Gouvea. A coordenação gráfica do projeto é de Marciso "Pena" Carvalho, com logo de Jair de Souza, foto de Paulo Rubens e lettering (desenho de letras à mão) de Ana Paula Guinle.
Dom Pepe foi um discotecário lendário, na ativa desde a década de 70 até sua morte em 2014, e mantinha uma sociedade com o jornalista Nelson Motta. Juntos, abriram no Shopping da Gávea o The Frenetic Dancin' Days Discotèque, que importava o estilo da Studio 54 de Nova York para o Rio de Janeiro. Nos anos 80, fundaram na Urca o Noites Cariocas, palco fundamental que pavimentou o caminho do rock brasileiro para as discotecas. No final daquela década, fundaram a boate Mama Africa.
Mas o que era a Mama África? Era uma versão mais acessível às massas do que era o African Bar, fundado em 1987 no Leblon. Em um projeto audacioso, o DJ Dom Pepe misturava o samba-reggae da Bahia (no estilo de Olodum e Banda Reflexu's) a diversos gêneros da música negra de matriz africana, contando com percussionistas que tocavam ao vivo enquanto ele operava os toca-discos. A coletânea é um apanhado fiel da sonoridade que definia essa icônica boate da Urca. Se você prestar atenção nas músicas deste álbum e imaginar a atmosfera que o saudoso Dom Pepe criava, certamente se transportará para o ambiente extasiante de uma época que não volta mais.







