sexta-feira, 24 de julho de 2026

Prêntice - Seleção de Sucessos (2015)

Prêntice Maciel Teixeira nasceu em Pelotas (RS), em 31 de maio de 1956, mas foi criado no Rio de Janeiro, cidade onde desenvolveu sua carreira artística. Sua estreia fonográfica aconteceu em 1979, quando lançou, pelo selo Kelo Music, da K-Tel do Brasil, o compacto simples Na Hora de Te Encontrar, fabricado pela Tapecar.

Após alguns anos afastado do mercado fonográfico, retornou em 1984 com o compacto Sou Louco, composição assinada ao lado de Ronaldo Monteiro de Souza e Carlos Colla. No lado B, apresentou Você Ainda Mora em Mim, canção que integrou a trilha sonora da novela Jogo do Amor, da TV Globo.

No ano seguinte, ganhou projeção nacional ao defender "Violão e Voz", parceria com Heitor Valente, no Festival dos Festivais, promovido pela Rede Globo. Embora não tenha figurado entre as doze canções classificadas para a etapa decisiva, a repercussão alcançada fez com que a música fosse escolhida para integrar, com exclusividade, a trilha sonora da novela De Quina Pra Lua. Ainda em 1985, lançou o compacto "Não Diga Nada", composição assinada com Ed Wilson e Ronaldo Bastos, posteriormente incluída na trilha sonora da novela Ti-Ti-Ti em uma edição exclusiva, com final abreviado em fade out.

Em 1986, a BMG promoveu o artista com um compacto promocional de 12 polegadas reunindo "Nós Dois", de Michael Sullivan e Paulo Massadas, e "Só Eu e Você", parceria com Celso Loch. A primeira, posteriormente regravada por Rosana, tornou-se um grande sucesso radiofônico.

Dois anos depois, Prêntice lançou seu único LP, Prêntice, pela BMG Ariola. Produzido executivamente por Michael Sullivan, com direção artística de Miguel Plopschi, coordenação musical de Ed Wilson e Junior Mendes, o álbum contou com arranjos assinados por Prêntice, Lincoln Olivetti, Nilo Pinta e Renato, além da participação especial de Ivan Lins na faixa "Ainda Acredito". Como principal música de divulgação do disco, "Íntima Solidão" recebeu um Promo Mix distribuído às emissoras de rádio.

Embora sua discografia como intérprete tenha sido relativamente curta, Prêntice construiu uma sólida carreira como compositor, assinando canções gravadas por artistas como Alcione, Herva Doce, José Augusto, The Fevers, Sandra Sá, Adriana, Roupa Nova, Trem da Alegria, Cláudia Telles, Tim Maia, Maurício Mattar, Fafá de Belém, Fernando Mendes e Xuxa, entre muitos outros. É um dos autores de "Aguenta Coração", sucesso de José Augusto e tema da novela Barriga de Aluguel, além de "Carinhos", um dos grandes sucessos da carreira de Tim Maia. Para o público infantil, compôs ainda "O Circo" e "Dança da Xuxa", canções que marcaram gerações.

Prêntice Maciel Teixeira faleceu em 25 de junho de 2005, em Petrópolis (RJ), vítima de um infarto fulminante. Esta coletânea reúne, pela primeira vez, toda a sua produção fonográfica oficial como intérprete — abrangendo compactos simples, discos promocionais e seu único LP — preservando a trajetória de um artista que, mesmo tendo construído uma carreira discreta nos palcos, deixou uma contribuição expressiva para a música popular brasileira como cantor, compositor e parceiro de alguns dos maiores nomes da canção nacional.

Por fim, agradeço a Nell Lobo, idealizador desta coletânea, pelo incansável trabalho de pesquisa, pelo garimpo do repertório, pela remasterização, faixa a faixa, dos discos originais e pela criação da primeira identidade visual do projeto. Em 2026, tenho a alegria de apresentar este resgate no Gazeta do Som, com nova restauração de áudio, arte gráfica revisada e ampliação das informações técnicas, na esperança de contribuir para a preservação da memória e da obra de Prêntice.

Faixas:
01. Intima Solidão
02. Você Ainda Mora em Mim (Versão 1988)
03. Nós Dois
04. Não Diga Mada (Versão 1988)
05. São Todas Iguais
06. Ainda Acredito (part. esp. Ivan Lins)
07. Arco-Íris
08. Só Eu e Você
09. A Noite
10. Diz pra Mim
11. Princesa do Lugar
12. Sou Louco
13. Te Dou em Dobro
14. Violão e Voz
15. Não Diga Nada (Bônus Single)
16. Você Ainda Mora em Mim (Bônus Single)

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

Luciano Bahia - Carol (Single 12'') (1985)

Um pouco antes de gravar pela RCA o álbum Amor Reacionário, o cantor fluminense Luciano Bahia assinou contrato com a EMI-Odeon para lançar o compacto simples de "Carol", trazendo "Só Com Você" no lado B.

Antes da carreira solo, Luciano já havia integrado o trio Matinê, do qual era vocalista e tecladista. Estava na formação deste grupo também o guitarrista Sérgio Serra — que mais tarde integraria o Ultraje a Rigor — e pelo baixista Mosquito. Em 1983, o trio lançou um compacto com as faixas "Highway" e "Terra Azul", ambas compostas por Luciano Bahia em parceria com o poeta Carlos Potyguar, sendo esta última também assinada por Sérgio Serra.

Em 1985, em plena efervescência do rock nacional e da influência da new wave e do synth pop na música brasileira, Luciano Bahia compôs "Carol" em parceria com Fernando Garcia, com produção executiva de Mayrton Bahia, que também colaborou com Luciano nos arranjos. A gravação incorporava elementos de underlicks na guitarra e na programação eletrônica — recurso baseado na repetição contínua de pequenas frases instrumentais, criando um efeito hipnótico —, tomando como referência a batida programada de "Legal Tender", dos B-52's.

Após ser lançada em compacto simples, "Carol" recebeu uma versão estendida na série "Remix: A Música Viva", coleção de discos de 12 polegadas lançada pela EMI-Odeon naquele período. Inspirada no modelo já consolidado pelos lançamentos internacionais da gravadora, a série buscava adaptar ao mercado brasileiro o formato das versões remixadas, apostando em artistas e repertórios nacionais que também pudessem ganhar projeção nesse segmento.

Agradeço ao amigo Charles Portilho, da 019 Discos de Nova Odessa/SP, por disponibilizar o Single 12 polegadas e tornar possível sua remasterização e disponibilização no blog.

Faixas:
01. Carol (Versão Curta)
02. Carol (Versão Longa)

Para baixar este single 12 polegadas em FLAC, clique AQUI.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

É, o blog Gazeta do Som completou 2 anos!

O Blog Gazeta do Som nasceu em 10 de julho de 2024 com a publicação da remasterização de Festival dos Festivais.

De lá para cá, fui desenvolvendo minhas pesquisas, meus textos e publicando minhas remasterizações. Por mais incrível que pareça, a intenção inicial era transformar este espaço em uma extensão do meu conhecimento e da minha primeira formação acadêmica. 

Hoje, vendo como a internet se tornou um ambiente amplo para a desinformação, tenho procurado compilar pesquisas cada vez mais completas e fundamentadas sobre determinados álbuns, projetos e artistas que, até então, não tiveram documentações precisas ou à altura de sua importância, com o objetivo de consolidar este espaço como um referencial para pesquisadores e apaixonados por música.

Às vezes, o leitor pode se deparar com a atualização de uma publicação feita há alguns meses ou até anos. Isso acontece porque, além de aprimorar o áudio com redução de ruídos e outros ajustes, também avalio se aquele conteúdo pode ser enriquecido com novas informações, correções ou descobertas que surgiram desde sua publicação. Algo que pretendo fazer daqui para a frente é documentar, em cada publicação, a data em que ela foi originalmente publicada.

O que imagino para os próximos anos é que, se este espaço permanecer ativo na plataforma Blogger, ele possa se tornar uma referência para pesquisa, assim como tantos outros espaços que já utilizei ao longo da vida, como o Portal Teledramaturgia, de Nilson Xavier; o Blog Notas Musicais, de Mauro Ferreira; o Blog Só Música, de Luiz Alberto Gomes Bugrim; o Blog Skywalker Productions, de Leo Brunno; entre tantos outros. 

Também fico feliz em ver amigos criando seus próprios espaços de preservação da música, como Igor Santana, parceiro de projetos no Blog Só Música, hoje responsável pelo Studio Igor Santana.

O que posso dizer é que não é fácil sentar em frente ao computador e preparar uma publicação que, às vezes, leva horas para ficar pronta. Mas também é uma satisfação enorme quando vejo que ela alcança o público certo.

Por trás do Gazeta do Som existe um cara que garimpa, compra disco, limpa-o com cuidado, coloca-o para gravar, restaura o áudio, equaliza, prepara os arquivos com TAGs, pesquisa informações, escreve, revisa textos, faz upload para o servidor e publica. Todo esse trabalho é feito por mim. A única ferramenta de apoio que utilizo é a inteligência artificial, que me auxilia na compilação de informações e na revisão crítica dos textos. No fim das contas, ela apenas contribui para o exercício da minha "hipertrofia" mental.

Mais do que disponibilizar remasterizações, acredito que este trabalho também seja uma forma de preservar a história por trás de cada disco, para que ela continue acessível às próximas gerações.

Agradeço ao Eterno e Bom Deus por trazer leitores e também novos amigos por meio deste espaço que criei, incentivado por pessoas próximas, tanto no meio físico quanto no virtual.

Que venham muitos anos de música, pesquisa e preservação da nossa memória fonográfica.

Então, PARABÉNS AO GAZETA DO SOM!

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Lambadão Hits (1990)

Lançada em 1990 pela FAMA, com distribuição da Companhia Industrial de Discos (CID), Lambadão Hits foi editada nos formatos LP e fita cassete (K7), reunindo gravações de artistas ligados ao circuito da lambada, do axé e do samba-reggae que despontavam no mercado fonográfico brasileiro no início da década de 1990.

Assim como Lambadamania, a coletânea contou com coordenação de Esdras Pereira, produção de Durval Ferreira, arte-final de Almir Nogueira, direção de arte de Suely Rodrigues e corte realizado por Laurimar Lopes, repetindo praticamente a mesma equipe técnica responsável por diversos lançamentos da gravadora naquele período.

Entre os destaques do repertório está a participação do Grupo Terra, presente com três faixas: "Chorando Se Foi", "Mademoiselle (O La Tê Yê)" e "Salvador Pra Você", composição de Evandro Terra que, no ano seguinte, seria gravada por Netinho, então vocalista da Banda Beijo, tornando-se vencedora do Prêmio de Melhor Composição do Carnaval de 1991.

Faixas:
01. Me Chama que Eu Vou - Lambada Transfer
02. Ritmo Louco, Ouro Puro - Anay Claro
03. Chorando se Foi - Grupo Terra
04. Negue;, Ti Ti Ti, Ovelha Desgarrada, Só pra Você - Vitória
05. Mexa Mexa - Daudeth
06. Bamboleo - Lambada Transfer
07. Faraó Divindade do Egito - Banda Explosão
08. Dançando Lambada - Latino
09. Madeimoselle (O La Tê Yê) - Grupo Terra
10. Balanço do Amor - Os Tropicais
11. Haja Amor - Vitória
12. Marley Êh! - Banda Azadelta
13. Salvador pra Você - Grupo Terra
14. La Bamba, Soy Loco por Ti América, Guantanamera - Maracujazz Big Band

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

Grupo Terra - Lambadamania (1990)

Nascido em 30 de março de 1954, no município de Chiador, em Minas Gerais, Evandro Terra construiu sua trajetória artística entre o Rio de Janeiro e a Região dos Lagos, tornando-se um dos nomes mais representativos da música popular cabofriense nas décadas de 1980 e 1990.

Sua carreira teve início na cidade do Rio de Janeiro, onde passou a integrar a cena da música ao vivo. Ao longo da década de 1980, apresentou-se em importantes espaços da capital fluminense, como a Praça da Apoteose, o Teatro Carlos Gomes e as festividades do Réveillon de Copacabana.

Foi também nesse período que surgiu o Grupo Terra. Conforme relatou o próprio Evandro Terra na apresentação do LP Lambadamania, lançado em 1990, o conjunto nasceu no Rio de Janeiro e já acumulava cerca de dez anos de atuação na noite carioca. Em uma época em que muitas bandas privilegiavam o repertório internacional, especialmente o rock cantado em inglês, o Grupo Terra destacou-se por interpretar exclusivamente música brasileira. A escolha do nome refletia justamente essa proposta artística, reunindo em seus shows gêneros como forró, samba-reggae e os ritmos que, posteriormente, dariam sustentação ao fenômeno da lambada.

Enquanto desenvolvia sua carreira musical, Evandro estabeleceu-se em Cabo Frio, onde passou a lecionar Matemática e Filosofia no tradicional Colégio Estadual Miguel Couto, fundado em 1958. Foi nesse ambiente que sua presença artística ganhou grande visibilidade na cidade.

Durante uma gincana promovida pelo colégio, realizou-se um festival de música que reuniu alunos e professores. Violonista, Evandro participou inicialmente acompanhando um grupo de estudantes. No encerramento do evento, apresentou uma composição de sua autoria, chamando a atenção do público presente.

Entre os espectadores estavam Paulo Cesar, proprietário da casa noturna Maison Disco Show, e Ivo Saldanha, que entre 1989 e 1992 foi prefeito de Cabo Frio e passou a convidá-lo para apresentar-se como atração musical em eventos culturais organizados pelo município, conquistando seguidores e admiradores de seu trabalho.

A repercussão das apresentações abriu as portas da Maison Disco Show, onde passou a realizar shows semanais de aproximadamente três horas, interpretando um repertório voltado ao Axé Music e aos ritmos dançantes que dominavam o mercado fonográfico brasileiro no final da década de 1980. O sucesso das apresentações consolidou sua popularidade e fortaleceu a presença do Grupo Terra na cena musical da Região dos Lagos.

Paralelamente aos shows, Evandro também se destacava como compositor. Entre 1989 e 1990, diversas de suas músicas foram gravadas pela Banda Beijo, entre elas "Coração de Tambor", "Fuzuê", "Galope do João", "Vem de Lá" e "Vem Vindo da África". Em 1991, conquistou o Prêmio de Melhor Composição do Carnaval com "Salvador pra Você", interpretada por Netinho, então vocalista da Banda Beijo, tornando-se sua obra de maior repercussão nacional.

O reconhecimento alcançado na cidade levou o poder público a investir em sua produção artística. Com apoio do Governo do Estado e incentivo da Prefeitura de Cabo Frio, foi gravado o LP Lambadamania, lançado em 1990 pelo selo FAMA/Companhia Industrial de Discos (CID). O lançamento ocorreu em um evento realizado sobre o coreto da cidade. Produzido em tiragem limitada, o disco esgotou rapidamente nas lojas, sem que novas prensagens fossem realizadas. Seu repertório reunia interpretações de sucessos da Axé Music adaptados ao estilo da lambada, além de composições de autoria de Evandro Terra.

Ainda durante a administração de Ivo Saldanha, a Prefeitura voltou a apoiar a produção fonográfica do artista, viabilizando a gravação de seu segundo LP, Reggae Mania (Samba Reggae), lançado em 1992. Diferentemente do disco anterior, o novo trabalho apresentava um repertório predominantemente autoral e fortemente inspirado no reggae e no samba-reggae, aproximando-se da sonoridade de artistas como Edson Gomes. A produção musical, os arranjos e a mixagem foram assinados pelo próprio Evandro Terra, com colaboração de Paulo Delgado, Lucimar Farias, Guto Faria e Ricardo Calafate. O álbum reuniu as composições "Bang-Bang", "Funk-se", "Dim Dim Dom Dom", "Terra Magia", "Bruxa", "Louca Demais", "Assumpção", "Morena Linda" e "Cumadre Só", trazendo como única releitura "Prefixo de Verão", de Beto Silva, que rapidamente se transformou em um sucesso regional.

Ao lado do Grupo Terra, Evandro percorreu diversas cidades brasileiras com o espetáculo "Lambada e Samba-Reggae", consolidando sua atuação para além do estado do Rio de Janeiro.

Com a posse de José Bonifácio Ferreira Novellino, em 1993, Evandro Terra permaneceu como uma das principais atrações dos eventos promovidos pela Prefeitura de Cabo Frio, mantendo intensa agenda de apresentações ao longo daquele mandato.

A partir de 1997, com o início da administração de Alair Corrêa, o cenário começou a mudar. As contratações para os eventos municipais passaram gradativamente a privilegiar outros nomes da Axé Music, entre eles Pepinho Meu Rei, cantor baiano radicado em Campos dos Goytacazes, que também recebeu incentivo do município para gravar seu trabalho. A redução das apresentações levou Evandro Terra a retomar sua carreira no magistério, sem abandonar completamente a música.

Nos anos 2000, voltou-se ao reggae, formando o grupo Jah Eh Rasta Band, com o qual realizou diversos tributos a Bob Marley na Região dos Lagos. Mais tarde, lançou o álbum Casa de Minas, reunindo composições próprias e releituras do cancioneiro mineiro.

Em 2015, sua composição "Bang Bang" foi incluída na coletânea Samba Reggae (Axé Music Via Brazil), da gravadora Ascot Music. Na mesma coletânea, interpretou "Prefixo de Verão", reafirmando a importância de sua obra para a história do samba-reggae e da Axé Music. Naquele mesmo ano, voltou a se apresentar no Réveillon de Cabo Frio.

Em seus últimos anos de vida, Evandro Terra converteu-se ao judaísmo e desenvolveu projetos musicais voltados a canções de louvor ligadas à fé que passou a professar. Posteriormente, foi acometido pela doença de Alzheimer, que evoluiu progressivamente até seu falecimento, em 2021.

Embora tenha alcançado reconhecimento nacional como compositor e construído uma trajetória iniciada na noite carioca, foi em Cabo Frio que Evandro Terra viveu sua fase de maior identificação com o público. Sua atuação como cantor, compositor, professor e líder do Grupo Terra fez dele um dos principais representantes da música popular produzida na cidade durante o final do século XX, deixando uma contribuição duradoura para a memória cultural da Região dos Lagos.

Colaborou com o texto:
Agilson dos Santos Garcia Leal 
Pesquisador da história de Cabo Frio

Sobre o Lambadamania

Lançado em 1990 pela Companhia Industrial de Discos (CID), através do selo FAMA, Lambadamania teve produção fonográfica da própria gravadora, sob produção de Durval Ferreira e coordenação de Esdras de Souza Pereira.

Os arranjos musicais foram desenvolvidos pelo próprio Grupo Terra, enquanto os arranjos de metais ficaram a cargo do trompetista Bidinho, que também participou das gravações ao lado de Maurílio, ambos executando os naipes de trompete.

À época da gravação, o Grupo Terra era formado por Evandro Terra (guitarra e voz), Alfredo (bateria), Julinho (teclados), Julio Camarra (percussão) e Afonso (baixo), formação responsável pela interpretação do repertório do álbum.

A identidade visual do disco contou com fotografia de José Geraldo, arte-final de Almir Nogueira de Sousa e direção de arte assinada por Suely Rodrigues. O processo de corte do LP foi realizado por Laurimar, nos estúdios da Companhia Industrial de Discos.

Faixas:
01. Pout Pourri Beijo na Boca, Odé e Adão, Céu da Boca e Auê
02. Vai Ser Demais
03. Dançando Lambada
04. Dança do Índio
05. Pout Pourri Revolta Olodum e Brilho da Beleza
06. Fuzuê
07. Salvador pra Você
08. Pout Pourri Galope do João e Atrás de Mim
09. Gosto de Mar

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Alberto Roberto - Uma Voz ao Pé do Ouvido (1977)


Não, você não viu errado! Chico Anysio vestiu seu personagem Alberto Roberto e gravou um compacto em 1977 com título "Uma Voz ao Pé do Ouvido" em que declama suas declarações de amor de um jeito único sobre temas em versões instrumentais. 

Francisco "Chico" Anysio de Oliveira Paula Filho, nasceu em Maranguape em 12/04/1931 e faleceu no Rio de Janeiro em 23/03/2012. Foi um humorista, ator, radioator, produtor, locutor, roteirista, escritor, dublador, apresentador, cantor, compositor e pintor brasileiro, notório por seus inúmeros quadros e programas humorísticos na Rede Globo, emissora onde trabalhou por mais de quarenta anos. 

Descrevendo o compacto: temos no Lado A a faixa "Tango" de autoria de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle e no Lado B a faixa "El Dia Que Me Quieras" de autoria de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera. Ambas tem sobre a trilha instrumental o texto escrito por Chico Anysio.

A publicação contou com apoio cultural do Charles Portilho da loja 019 Discos de Nova Odessa/SP. Para comprar seu LP virtualmente, clique AQUI.

Por fim, para baixar este material em FLAC, clique AQUI.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Cláudia Olivetti - Gato Encantado (Promo Mix) (1986)

A cantora Cláudia Olivetti construiu sua trajetória musical em estreita ligação com um dos nomes mais importantes da música brasileira: o maestro, arranjador e produtor musical Lincoln Olivetti, com quem foi casada e manteve uma intensa parceria artística.

Além da relação pessoal, Cláudia participou ativamente da cena musical brasileira como vocalista de apoio, contribuindo em gravações de artistas como Zé Ramalho, Patrícia Marx, Tim Maia, Altay Veloso e Xuxa, entre outros. Sua atuação também se estendeu à composição, assinando parcerias ao lado de Lincoln Olivetti e Robson Jorge, com trabalhos destinados a artistas como Claudia Telles, Almir Ricardi, Sandra de Sá, Peninha, Kátia, Fernando Mendes, Patrícia Marx e Angélica.

Em meio a essa trajetória dedicada aos bastidores da música, Cláudia teve a oportunidade de registrar seu próprio trabalho como intérprete através do EP Gato Encantado, lançamento que representa um dos poucos momentos em que sua voz ocupa o primeiro plano.

O projeto contou com produção executiva, programação de bateria e teclados, arranjos, engenharia de som e mixagem de Lincoln Olivetti, além da participação de Robson Jorge na guitarra e teclados. A gravação também reuniu importantes nomes nos vocais: Michael Sullivan, Paulo Massadas e Fernando "Bocanegra" Alves, além da própria Cláudia.

O EP Gato Encantado apresenta duas composições assinadas por Cláudia e Lincoln Olivetti: a faixa-título, apresentada em suas versões longa e curta, e "Três É Demais". Ambas as canções chegaram a obter execução em emissoras de rádio na época de seu lançamento.

Com forte presença de sintetizadores e elementos característicos do synth pop daquele período, o projeto reúne a sofisticação dos arranjos de Lincoln Olivetti, a participação de músicos ligados à sua tradicional equipe de estúdio e revela uma faceta menos conhecida da trajetória artística de Cláudia Olivetti, desta vez ocupando o papel de intérprete.

Faixas:
01. Gato Encantado (Versão Longa)
02. Gato Encantado (Versão Curta)
03. Três É Demais

Para baixar o EP em FLAC, clique AQUI.