Nota de remasterização: O LP "Olhos Diamante" foi remasterizado em Maio de 2025, com uso de agulha Shure M44G. Entretanto em 21/02/2026 o áudio passou por tratamento e redução de ruídos residuais com MVSep DeNoise.A publicação contou com apoio cultural do amigo Charles Portilho, da loja 019 Discos de Nova Odessa/SP. Para comprar seu LP na loja pela internet, clique AQUI.
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sábado, 21 de fevereiro de 2026
Marcelo - Olhos Diamante (1987)
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Franco De Vita - Isto É América (1992)
Franco de Vita: O Arquiteto do Sentimento
Franco Atilio De Vita De Vito (Caracas, 1954) é um dos pilares da música latina. Filho de imigrantes italianos, ele fundiu o romantismo europeu com a força das baladas pop rock latinas, tornando-se um dos compositores da Venezuela mais respeitados pela indústria e gravados pelo mercado fonográfico hispânico.
De Vita começou a carreira no trio Ícaro, ao lado de Javier Exposito e José Flores, gravando um único álbum em 1982 pelo selo local Top Hits. Seu primeiro registro fonográfico solo foi em 1984, com o lançamento do raríssimo álbum homônimo pela gravadora Philips (atualmente Universal Music), até assinar contrato com a Sonográfica, braço venezuelano da Sony Music.
A Caneta por Trás dos Grandes Ícones
Franco de Vita é o nome por trás de canções que definiram carreiras. Sua capacidade de transitar entre o pop comercial, o romântico clássico e a música de prestígio é o que o diferencia:
Ricky Martin: Franco foi o mentor da fase mais madura de Ricky, escrevendo sucessos monumentais como "Vuelve", "A Medio Vivir" e a profunda "Tal Vez" — uma composição de sensibilidade ímpar que se tornou um dos maiores orgulhos de sua carreira como autor.
Luis Fonsi: No ano 2000, o então jovem Fonsi gravou "No Te Cambio Por Ninguna", comprovando que a nova geração de baladistas via em Franco a referência máxima de composição.
Mijares: O astro mexicano é um dos grandes intérpretes da obra de De Vita, tendo gravado versões poderosas de "Un Buen Perdedor" e "Vuelve".
Sin Bandera: O duo também rendeu homenagens ao mestre, trazendo suas harmonias vocais modernas para uma leitura marcante de "Un Buen Perdedor".
Ana Belén: Para a estrela espanhola, Franco compôs a elegante "Lía", uma canção que se tornou um marco na música popular da Espanha.
Mercedes Sosa: Em um encontro histórico, a "Voz da América Latina" legitimou a importância cultural de Franco ao dividir com ele a canção "Cántame", unindo o pop romântico às raízes do folclore continental.
O Elo com o Brasil: O único álbum em Português de De Vita
A relação de Franco com o Brasil foi construída por grandes adaptadores como Biafra, Aloysio Reis e Claudio Rabello. Antes de seu disco oficial em português, o Brasil já o conhecia:
"Te Amo": Na voz de Biafra, foi tema da novela Salomé (1991).
"Não Basta": Adaptação de "No Basta", gravada por Xuxa no Xou da Xuxa Seis (1991).
Em 1992, Franco lançou o álbum "Isto É América", com 10 versões em português, preservando um momento em que a equipe de talentos da composição brasileira emoldurou o talento de Franco para o nosso idioma, tornando este álbum um presente singular para os brasileiros. Anos mais tarde, Luiz Carlos Maluly, um grande produtor do rock, em busca de uma modernização para o sertanejo, acabou resgatando melodias de De Vita que fizeram sentido para o repertório de Bruno & Marrone transformando através das adaptações de Cláudio Rabello as canções "Será" e "Um Bom Perdedor" em hits obrigatórios da dupla.
Nota do Colecionador: Esta captura do LP original de 1992 preserva o calor dos arranjos e toda execução técnica com a precisão da agulha Ortofon Concorde Club. E mesmo que o álbum tenha sido lançado em CD, como documentado no LP – item considerado 'mosca branca', nunca encontrado em qualquer sebo que seja –, o uso do MVSep DeNoise garante a devolução do áudio cristalino das canções, garantido por um LP em excelente estado de conservação.
Inclusive, há tempos que eu queria conhecer as versões em português interpretadas pelo próprio De Vita; me emocionei demais com a qualidade indiscutível dos arranjos e a interpretação visceral do músico. A canção 'Te Amo' na voz dele tem algumas partes da letra alteradas para adaptação à realidade do cantor. No entanto, a canção 'Não Basta' tem a mesma letra interpretada por Xuxa, que todos poderão finalmente conhecer!
01. Luís (Louis)
02. Te Amo (En Portugues)
03. Sexo (En Portugues)
04. Será (En Portugues)
05. Entre A Sua Vida E A Minha (Entre Tu Vida Y La Mia)
06. Isto É América (Esto Es América)
07. Não Basta (No Basta)
08. Desta Vez (Esta Vez)
10. Nisso Eu Não Havia Pensado (No Lo Habia Pensado)
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Rosa Púrpura - Rosa Púrpura (1988)
Rosa Púrpura: A Sofisticação do Pop-Rock Oitenta em um Registro Único
No efervescente cenário musical de 1988, surgiu um projeto que se propunha a entregar algo além do óbvio: o Rosa Púrpura. Gravado e mixado nos lendários estúdios Sigla, no Rio de Janeiro, durante o verão daquele ano, o álbum homônimo de estreia do duo formado por Fred Nascimento e João Paulo Mendonça tornou-se, com o passar das décadas, um verdadeiro item de colecionador e um marco de bom gosto no pop rock progressivo brasileiro.
A proposta do Rosa Púrpura era fazer um pop ascendente para o rock progressivo com pretensão comercial, primando pela qualidade técnica e criatividade. O duo equilibrava letras românticas com arranjos modernos para a época. A faixa "Chuva de Mel", produzida por Alexandre Agra (então diretor musical da série Armação Ilimitada), ganhou uma versão alternativa para o programa, mas é neste LP que a canção atinge sua plenitude. O arranjo completo e sofisticado conta com as guitarras de Ari Mendes — que também toca o tema de abertura da série — e a cítara de Sérgio Dias (Os Mutantes).
A arquitetura sonora do disco foi construída por um time técnico e artístico minucioso. Fred Nascimento foi o responsável pela voz, violão e guitarra, enquanto João Paulo Mendonça assumiu os teclados, sax, voz e o controlador de sopro WX7. A instrumentação contou com as guitarras de Sérgio Dias, Ari Mendes e Cesar Mansueto; o baixo de Bruno Araújo e André Gomez; e a precisão de Kadu Menezes nos contratempos, pratos e timbales. O preenchimento harmônico foi elevado pelas chamadas "Vozes Púrpuras", compostas por Nina Pancevsky, Marisa Fossa, Pedrão, Ana Leuzinger e Márcio Lott.
O álbum também é atravessado por referências literárias e laços familiares. Na faixa "O Amor nos Tempos da Cólera", o renomado ator Mauro Mendonça, pai de João Paulo, participa declamando poesia, conferindo uma carga dramática singular à obra. No encarte, o duo ainda dedica um agradecimento especial às suas mães, Jandyra L. do Nascimento e Rosamaria Murtinho.
O álbum reserva seu momento mais impactante para o final. A faixa "Geração Popular" é uma poderosa homenagem à ancestralidade negra, lançada justamente no centenário da abolição da escravatura. Musicalmente, a faixa é uma "coisa fina": promove uma fusão audaciosa entre o AOR/Heavy Metal e o samba, unindo o peso das guitarras à rítmica brasileira em versos que evocam o "manto da África" e figuras como Clementina de Jesus.
Este LP foi remasterzado com agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica), garantindo a máxima precisão na leitura dos sulcos e a recuperação de frequências originais. Após as etapas de equalização, remoção manual de estalos e o ajuste de volume entre as faixas, o áudio passou pelo processamento do MVSep DeNoise, que eliminou ruídos residuais presentes no disco.
01. No Final
02. Chuva de Mel
03. O Rosto do Anjo
04. Brim e Quepe
05. O Amor nos Tempos da Cólera
06. Rosa dos Ventos
07. A Menina e a Chuva
08. Mais Gás
09. Poucos Querem Mais
10. Geração Popular
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Indústria do Rock (1985)
A coletânea "Indústria do Rock", lançada em LP pelo selo Top Tape em 1985, funciona como uma cápsula do tempo de um momento em que o rock brasileiro deixava de ser um movimento marginal para se tornar uma engrenagem profissional. O álbum reúne bandas iniciantes que, naquele ano emblemático do primeiro Rock in Rio, lutavam por um "lugar ao sol" em um mercado cada vez mais competitivo. O conceito visual reforça essa ideia de profissionalismo: como sugere a contracapa, o disco apresenta um relógio de ponto onde cada banda assume o papel de um "funcionário" da indústria, com seu respectivo cartão para picar.
Apesar de o grande público identificar hoje apenas o hit "Pronta Pra Estudar", da banda Cheque Especial, o álbum é uma vitrine de pérolas perdidas. O restante do repertório, embora composto por bandas que não alcançaram o mainstream, entrega composições de altíssimo nível, amparadas pela produção de verdadeiros mestres do gênero. Estão lá as digitais de Gastão Lamounier (nas faixas "Me Aliar a Você" e "Shut Up"), Renato Ladeira ("Garota Ciumenta"), Ruban ("Só Um Sonho"), Alexandre Agra ("Eu Queria Ser Feliz"), Paulo Coelho ("Verônica"), Billy Bond ("Vivendo de Amor"), Carlos César ("Pronta Pra Estudar"), Gregório ("Vítima Civil") e Serginho Trombone ("Vê Se Entende").
Esta edição digital foi possível graças ao LP cedido pelo amigo Charles Portilho, da loja 019 Discos, que serviu de fonte para uma remasterização minuciosa. O processo de captura utilizou a agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica), escolha técnica que garantiu a máxima precisão na leitura dos sulcos e a recuperação de frequências originais. Após as etapas de equalização, remoção manual de estalos e o ajuste de volume entre as faixas, o áudio passou pelo processamento do MVSep DeNoise, que eliminou ruídos residuais e o hiss característico do vinil, preservando a dinâmica e o brilho que essas gravações de 1985 exigem.
01. Pronta Pra Estudar - Cheque Especial
02. Vítima Civil - Última Tropa
03. Garota Ciumenta - Anarchia
04. Me Aliar a Você - Danielle part. esp. Evo
05. Vivendo de Amor - Impressão Digital
06. Shut Up - Evo
07. Só um Sonho - Hi-Fi
08. Vê Se Entende - Rock Dog
09. Eu Queria Ser Feliz - Metrópole
10. Verônica - Espírito da Coisa
Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.
Década Romântica - Década Romântica Vol. 1 (1984)
Soberania Nacional e a Arte dos Músicos de Cessão: O Resgate da "Década Romântica"
Finalizei recentemente a remasterização do projeto Década Romântica e, ao mergulhar nessas fitas, é impossível não refletir sobre a genialidade da nossa indústria fonográfica entre as décadas de 70 e 80. Mais do que simples regravações, esses discos faziam parte de uma estratégia ousada: tornar o produto nacional soberano sobre o original estrangeiro.
O "Cover" como Protagonista
A proposta de gravadoras como a EMI-Odeon, CID e Continental era clara: entregar uma versão tão bem produzida — as famosas "cópias fiéis" — que o público brasileiro passasse a preferir o cover à versão gringa. Para isso, recrutavam a elite dos músicos de estúdio.
The Fevers (sob nomes como The Supersonics ou Hot Machine), integrantes do Roupa Nova (como Os Famks ou Os Motokas) e Os Carbonos eram os motores dessa máquina. Eles não eram apenas músicos; eram "músicos de cessão por obra".
As Pistas e o Ouvido Clínico
Embora Luiz Cláudio (The Fevers) fosse o vocalista principal, a audição atenta revela as digitais de outros gigantes que a burocracia tentou esconder. A presença de Rosana, por exemplo, é inconfundível em clássicos como "To Sir With Love" e "(They Long To Be) Close To You". Curiosamente, essas faixas foram lançadas originalmente no LP "Década Explosiva Mulher" (1978), pelo selo Imperial (braço da EMI-Odeon), e reapareceram na série romântica, seja por repescagem ou em novos arranjos.
Outras pistas aguçam o ouvido do fã:
No medley "F... Comme Femme / Je T'Aime Moi Non Plus", percebe-se o vocal masculino de Dudu França.
Há indícios fortes de que André Barbosa Filho (Brian Anderson) tenha gravado os vocais de "Tell Me Once Again".
E embora a voz em "She Made Me Cry" levante suspeitas sobre Hélio Santisteban (Os Pholhas), a interpretação de "Imagine" casa perfeitamente com o registro de Luiz Cláudio em sua célebre homenagem a John Lennon.
O Contrato do Silêncio e Legado Digital
O fato é que décadas depois, o acesso a esse material ainda é um quebra-cabeça. O material deste álbum aparece em forma fatiada em digital. As faixas "Tell Me Once Again", "If You Leave Me Now" e "I Started a Joke" foram içadas para o CD "Década Explosiva Romântica Vol. 1" (1997, EMI Music), enquanto "Love Hurts" e "(They Long to Be) Close to You" apareceram no "Década Explosiva Romântica Vol. 2" (1998, EMI Music), o resto das canções permanece inédita no meio digital até hoje, o que torna sua remasterização um verdadeiro tesouro digital e inédito.
Nota sobre a remasterização
O LP foi digitalizado a partir de uma cópia "near mint" adquirida pelo meu amigo Francineüdo Souza (Altamira/PA) pela internet, que contou com uso da agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica) para melhor extração dos sulcos do disco. Após equalização, ajuste de volume e retirada de sibilâncias, o material contou com acabamento final do MVSep DeNoise, para retirada de ruidos residuais, preservando ao máximo a gravação da master original.
01. Haver You Ever Seen The Rain
02. Do You Wanna Dance?
03. Canzone Per Te / L'Amore Se Ne Va
04. She Made Me Cry
05. Tell Me Once Again
06. If You Leave Me Now
07. Everybody's Talkin'
08. Imagine
09. I Started A Joke
10. To Sir, With Love
11. F... Comme Femme / Je T'aime Moi Non Plus
12. Close To You
13. Love Hurts
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Aníbal - Carência (1989)
Do Rock Brasil 80 ao Zouk: A Trajetória Completa de Aníbal Rosas
Aníbal Rosas é cantor, compositor, produtor musical e DJ, cuja história é um capítulo fascinante da música brasileira, marcada por transições estéticas que vão do pop rock oitentista à vanguarda da música eletrônica carioca.
O Início e as Experiências em Compacto (1984)
Antes de consolidar sua imagem com bandas e álbuns solo, Aníbal já movimentava a cena em 1984. Ao lado de Hugo Belardi, lançou dois compactos fundamentais:
"Domingo de Sol": Trazendo como Lado B a curiosa "Gata-Avião", uma faixa que se destaca pela interpolação com o clássico "Eye Of The Tiger", da banda Survivor.
"Video Baby": Consolidando seu nome no início da década de ouro do rock nacional, que posteriormente seria repescada para o album Debora da banda Cheque Especial.
A Era Cheque Especial e o Sucesso nas Telas (1985-1986)
Em 1985, Aníbal formou a banda Cheque Especial, onde atuava como guitarrista e vocalista. O grupo era um quinteto de peso, contando com: Paulinho Meira (Guitarra e Vocal), Dudu Castro (Baixo e Vocal), Lory Cesar (Teclados e Vocal) e Eduardo Helborn (Bateria, Percussão e Vocal).
Com produção do lendário Mariozinho Rocha e mixagem de Gastão Lamounier, lançaram o álbum "Debora". O trabalho rendeu três grandes hits nas paradas: "Pronta Pra Estudar", "Búzios Armação" e a balada "Náufragos do Amor", que ganhou projeção nacional como tema da novela Selva de Pedra (Rede Globo, 1986).
A Carreira Solo e o LP "Carência" (1989)
Após o fim da banda, Aníbal seguiu em voo solo. Em 1989, lançou pela RCA o álbum solo "Carência", um projeto autoral com composições de sua autoria e também de parceiros como Edu Carval (nas faixas "Alguém" e "Guerra Santa" – grandes sucessos do disco) e Neto Júnior (em "Marginais").
Gravado no Estúdio 464, o disco teve direção artística de Miguel Plopschi e produção assinada pelo próprio Aníbal em parceria com Eros Mário. O álbum é notável pelos arranjos e mixagens do próprio artista e credita a participação da Banda Osaka, formada por: Uzeda (Mindinho): nas guitarras e violões, Edson Ferreira: no baixo, além de Lory César e Eduardo Helbourn: ex-membros da banda Cheque Especial, que retornaram para gravar teclados e bateria, respectivamente.
A Transformação: DJ Lord Feifer e o Reinado no Zouk
Com mais de 35 anos dedicados à música eletrônica, Aníbal Rosas hoje utiliza o pseudônimo DJ Lord Feifer e é DJ e produtor musical brasileiro com vasta experiência especializado em Zouk e com influências da Lambada. Reconhecido por seus sets intensos, de qualidade e energia, ele é uma presença constante na cena do Zouk no Rio de Janeiro, incluindo eventos como o Neo Festival além de tocar em locais badalados como: Quiosque Estrela da Luz e Quiosque Rayz Beach Point (Leme), Bar Guacamole e Espaço Art Barra (Barra da Tijuca).e Templo do Zouk (Copacabana).
Notas sobre a remasterização do LP "Carência"
Este LP foi comprado pelo meu amigo Israel Castro para remasterização, que contou com uso da agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica), mas extrair o um áudio do álbum com o mínimo de distorção possível. O resultado ficou surpreendente. Para finalizar, apliquei uma camada final de MVSep DeNoise sobre as faixas, para retirada de ruído residual. A postagem faz jus aos 37 anos de existência do album, acompanhando encarte com letras e ficha técnica de produção.
01. Alguém
02. Carência
03. Erros
04. Cruel com Você Mesma
05. No Centro da Cidade
06. Marginais
07. Guerra Santa
08. Um Mundo Melhor
09. Brasileiro
Sylvinho - Topete (1988)
Sylvio Luiz do Rego Junior (Rio de Janeiro, 23 de agosto de 1959), conhecido artisticamente como Sylvinho Blau-Blau, é um cantor, músico e compositor brasileiro que se tornou um dos ícones do pop rock nacional na década de 1980.
Sylvinho ganhou projeção como vocalista da banda Absyntho. O grupo estourou em 1983 com o compacto "Ursinho Blau-Blau", que vendeu 350 mil cópias e deu ao cantor seu apelido definitivo. Em 1984, consolidaram o sucesso com "Palavra Mágica" e, em 1985, lançaram seu único álbum completo, que trouxe os hits "Só a Lua" e "Lobo" (tema da novela Ti-Ti-Ti, da Rede Globo). Durante esse período, a banda foi presença constante nos principais programas de auditório da época, como o Cassino do Chacrinha e Globo de Ouro.
Após deixar o Absyntho em 1987, Sylvinho iniciou sua carreira solo na RCA com o álbum "Topete" (1988), contando com uma banda de apoio de peso (Os Topetes Revoltados), que falaremos sobre ele mais adiante.
Em 1989, lançou um segundo trabalho solo pela RGE (selo Xuxa Discos), mantendo a parceria com a equipe de produção de Sullivan e Marlene Mattos.
Nos anos 90, Sylvinho explorou novas sonoridades: em 1995: Lançou Trampolim (Cedro Music), com uma primeira experiência na música eletrônica ao lado de Victor Chicri. Em 1999: Após uma temporada na Europa, gravou Animal Faminto (Indie Records), revisitando antigos sucessos e regravando composições de nomes como Fernanda Abreu e Cassiano.
Televisão e Realities e controvérsias
Em 2000, mesmo após se tornar evangélico, posou nu para a revista Íntima. Em 2001, participou do Rock In Rio ao lado de Serguei e, embora tendo rasgado no palco o Ursinho Blau Blau, objeto de vínculo com seu primeiro sucesso de carreira, não só não conseguiu o desvínculo como passou Blau Blau passou a compor seu nome, usado em festas que participou da Ploc 80's, a maior festa de música trash do Rio de Janeiro.
Nos últimos anos, Sylvinho manteve sua popularidade através de participações em reality shows de grande audiência, incluindo a 5ª edição de A Fazenda, o Power Couple Brasil (ao lado de sua esposa Ana Paula) e o The Masked Singer Brasil (Rede Globo).
Topete, o album de 1988 com padrão ouro de produção
Este álbum lançado pela gravadora BMG-Ariola e representou a transição definitiva de Sylvinho para a carreira solo, distanciando-se da estética adolescente do Absyntho para um som mais encorpado e sofisticado. O projeto contou com a direção artística de Miguel Plopschi e a produção executiva de Michael Sullivan, o maior "hitmaker" da época. A sonoridade foi lapidada para equilibrar o apelo comercial com a qualidade instrumental exigida pelo mercado de rock nacional em ascensão.
Para as gravações, foi formada a banda de apoio "Os Topetes Revoltados", composta por músicos renomados: Marcelo Sussekind (Guitarras), Fred Maciel (Bateria). Paulo Henrique e Iuri Cunha (Teclados e Sintetizadores). O álbum ainda traz participações instrumentais de luxo que justificam ele ser considerado uma jóia rara da produção pop/rock do final dos anos 80, como as guitarras de Lulu Santos e Serginho Bastos, a percussão de Lobão, o saxofone de Zé Luiz e as programações de sintetizadores do mestre Lincoln Olivetti, o "mago" dos arranjos brasileiros.
O álbum ainda conta com um arranjos vocais de Junior Mendes, que dirige um coro formado por: ele próprio, Nina Pancevski (aquela do Uh Uh Ah do Fantástico), Serginho Bastos, (ex-vocalista da banda Grafitti), Solange Ferreira (aquela do Fera Radical) e Ronaldo Corrêa (Golden Boys).
Além das canções autorais, o disco contou com parceiros do rock brasileiro nas composições: Lobão, Bernardo Vilhena, Lulu Santos, Arnaldo Brandão, Vinícius Cantuária e Evandro Mesquita. O destaque comercial do disco fica para "Medo Feroz" comoposta por Elias Abosssamra (vcocalista e lider da banda Syndicatho) e Cacá Moraes e "Topete", composição de Lulu Santos e Bernardo Vilhena.
Nota sobre a remasterização
Insatisfeito com a qualidade de uma remasterização comprada em mercado de desapego da Internet, o meu amigo paraibano Israel Castro custeou o envio de um LP padrão "near mint" para remasterização, que contou com a captura pela agulha Ortofon Concorde Club (elíptica). Melhor impossível? Sim, é possível, com uma camada de MVSep DeNoise sobre cada faixa remasterizada, que retirando o ruído residual, dá aquele padrão de CD no áudio. Tá maravilhoso!
01. Medo Feroz
02. Topete (part. esp. Lulu Santos)
03. Ibope
04. Um Dia Desses
05. Eu Sou Mais Eu
06. Cilada
07. Amar É Preciso
08. Coração de Plástico
09. Madrugada
10. Garota Programada
11. Aconteceu






