domingo, 21 de junho de 2026

Chaves (1989)


Lançado em 1989, o álbum Chaves representa uma curiosa e importante produção fonográfica brasileira inspirada no fenômeno televisivo criado por Roberto Gómez Bolaños. O projeto foi desenvolvido pelo SBT, através de sua divisão de Novos Negócios, em parceria com a produtora Diana Backstage, responsável pelos direitos e coordenação do lançamento.

A produção musical foi realizada pela Marsh Mallow, em São Paulo, durante o mês de outubro de 1989. A direção de produção ficou a cargo do músico e arranjador Mário Lúcio de Freitas, profissional que também assinou parte significativa dos arranjos do álbum e participou diretamente da concepção musical do projeto.

Os arranjos foram divididos entre três músicos: Mário Lúcio de Freitas, Ricardo Melchior e Fernando Netto. Cada um ficou responsável por diferentes faixas, contribuindo para a variedade sonora do disco, que mistura canções infantis, números humorísticos e adaptações inspiradas no universo da Vila do Chaves.

A gravação contou com as vozes de Marcelo Gastaldi (Chaves), Carlos Seidl (Seu Madruga), Nelson Machado (Kiko), Cecília Lemes (Chiquinha), Helena Samara (Dona Clotilde), Marta Volpiani (Dona Florinda/ Popis), Osmiro Campos (Professor Girafales), Mario Vilela (Seu Barriga), além de Sarah Regina, Suely Gondin, Rita Kfoury, Nadimy, Meireane, Valeriane, Samir e Gilberto Santamaria nos vocais. A parte instrumental contou com os músicos Fernando Netto (Guitarra), Pedro Ivo (Baixo), Luiz Guilherme (Bateria), Ricardo Melchior (Guitarra), Mario Lúcio de Freitas (Teclados).

A engenharia de som ficou sob responsabilidade de Serginho Jovine, encarregado da captação e finalização das gravações em estúdio.

Na parte visual, a capa foi criada por Iastake Fassimoto, com arte-final desenvolvida por Marcos Andrade e Vanderlei Rodrigues. A produção gráfica foi coordenada por Nelson E. dos Santos, conhecido como "Pincel", enquanto a coordenação geral ficou sob responsabilidade de Everalvio de Jesus.

A distribuição nacional foi realizada pela Fonobrás Distribuidora Fonográfica Brasileira Ltda., sob licença da PolyGram do Brasil Ltda., uma das principais gravadoras do país naquele período. O lançamento foi disponibilizado tanto em disco de vinil quanto em musicassete, ampliando sua presença no mercado brasileiro de entretenimento infantil.

O repertório reúne composições originais e adaptações assinadas por Roberto Gómez Bolaños, criador do seriado, em parceria com Tati e músicos brasileiros envolvidos na produção. Algumas faixas foram interpretadas pela chamada "Turminha do Chaves", enquanto outras destacam personagens específicos, como Kiko, Chiquinha, Professor Girafales, Dona Florinda, Seu Barriga e o próprio Chaves.

Mais do que um simples produto derivado da série, o álbum tornou-se um registro histórico do enorme sucesso de Chaves no Brasil durante o final dos anos 1980, reunindo em um mesmo projeto os principais profissionais responsáveis por levar os personagens da Vila para milhões de espectadores brasileiros.

Faixas:
01. Aí Vem o Chaves - Turminha do Chaves
02. Tchuim Tchuim Tchum Claim - Chaves e a Turminha
03. Kiko - Kiko
04. Conto de Fadas - Chaves e a Turminha
05. Chiquinha - Turminha do Chaves
06. Chaves, o Rei da Palhaçada - Chaves e a Turminha
07. Barulhos da Cidade - Chaves
08. Madruga - Turminha do Chaves
09. Quero Viver Dançando - Professor Girafales e Florinda
10. Amigos Palhaços - Chaves e Barriga

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

Chaves - Trilha Sonora Instrumental (2026)


Por muitos anos, antes de toda apuração da pesquisa de portais especializados, o que se presumia era que temas instrumentais do universo Chaves pertenciam ao conteúdo das fitas originais da Televisa. 

Por esta razão, muito se buscou incansavelmente o material em sites gringos utilizando o título "Chavo Del Ocho" na esperança de aparecer algumas músicas que fizeram parte do consciente coletivo e adquirir o material oficial. 

A grande descoberta foi que a trilha sonora das versões brasileiras de Chaves – bem como a de Chapolin Colorado –, que vinha sendo utilizada pela MAGA nos anos 1980, é de autoria predominantemente dos músicos Tony Hymas, Alan Hawkshaw e John Fiddy, além de algumas composições de Brian Bennett, John Cameron, Brian Wade, Dave Richmond, David Snell e Stephen Gray, produzidas principalmente durante a década de 1970.

As gravações utilizadas nas dublagens brasileiras foram identificadas em álbuns pertencentes a diferentes bibliotecas musicais. Entre os títulos localizados estão:

Bruton Vaults

  • BRF1: Comedy Situations

  • BRD7: Soft Illusion

  • BRB2: Jingles, Vol. 2

  • BVA09: Kids Album

  • BRE03: Kids & Cartoons

  • BRF2: Comedy Cornball

KPM Music

  • Classic Television and Radio Themes (KPM Main Series)

  • Loony Tunes (KPM 1000 LP Series)

UPPM Records

  • Children

  • Quirky Retro Tech

A descoberta mais fascinante desse garimpo, porém, foi compreender como essas músicas passaram a fazer parte da identidade brasileira dos seriados. Quando a MAGA recebeu as fitas para realizar a dublagem, restavam sob os diálogos apenas ruídos, chiados e resíduos sonoros inservíveis do material original. Para preencher esses espaços e conferir maior naturalidade na edição brasileira, a produtora recorreu às chamadas "trilhas brancas" e a efeitos sonoros adicionais, criando uma paisagem sonora própria que acabaria se tornando tão familiar ao público brasileiro quanto os próprios personagens.

Inclusive porque os temas tristes "Mum" de John Fiddy (quando Chaves é acusado de roubo, pega as trouxas e decide ir embora da Vila) e "Farewell My Lovely" de Alan Hawkshaw (quando Chaves foi esquecido na Vila na viagem de Acapulco) ficaram fortes na lembrança do público.

Não é possível afirmar, com base nas informações disponíveis, se houve uso sem permissão ou disputa judicial envolvendo a MAGA. Isso se torna ainda mais difícil de estabelecer com precisão quando se trata de obras oriundas de sistemas de library music, nos quais o licenciamento ocorre por meio de uso padronizado de catálogos musicais.

A Televisa se viu no meio de um embargo jurídico relacionado ao uso de “The Elephant Never Forgets”, de Jean-Jacques Perrey e Gershon Kingsley, como abertura de El Chavo del 8, conforme reportado pela imprensa internacional. Segundo as reportagens, os compositores tomaram conhecimento do uso da obra apenas em 2009, o que levou à formalização de reclamações por direitos autorais e à posterior negociação de compensação financeira.

No contexto das exibições televisivas do SBT, essa faixa não era comumente utilizada como parte recorrente das versões exibidas. No Brasil, o SBT utilizou a música “Skip with Me”, de John Fiddy, como abertura de alguns episódios, antes da criação de uma abertura nacional composta por Marcelo Gastaldi sob supervisão de Roberto Gómez Bolaños, posteriormente lançada em LP e K7 pela Polydor em 1989.

Décadas depois, muitos entusiastas pelo universo Chaves puderam perceber que esta trilha instrumental na verdade sempre pertenceu exclusivamente à memória afetiva do brasileiro que assistia ao seriado pelo canal SBT e, com isso, localizar de vez aqueles temas que por décadas embalaram as ternas trapalhadas do travesso Chaves e sua turma da Vila.

Faixas:
01. The Elephant Never Forgets - Jean Jacques Perrey
02. Hello Dolly - Jean Jacques Perrey
03. Gossipo Perpetuo - Jean Jacques Perrey
04. 18th Century Puppet - Jean Jacques Perrey
05. Fallout - Jean Jacques Perrey & Gershon Kingsley
06. Pussyfoot - Brian Bennett
07. Daydream - Brian Bennett
08. Rugby Special - Brian Bennett
09. Braces and Boots - Alan Hawkshaw
10. Electro Rag - Alan Hawkshaw
11. Big Dipper - Alan Hawkshaw
12. Farewell My Lovely - Alan Hawkshaw
13. Laugh a Minute - Alan Hawkshaw
14. Boogie Moogie - John Cameron
15. By the Pool - Brian Wade
16. Jack in a Box - Dave Richmond
17. Slapping It On - Dave Richmond
18. Skip with Me - John Fiddy
19. In a Hurry - John Fiddy
20. Running Away - John Fiddy
21. Acting Older - John Fiddy
22. Street Wise - John Fiddy
23. Boys - John Fiddy
24. Busybodies - John Fiddy
25. Mechanical Toys - John Fiddy
26. Tucked Up - John Fiddy
27. The Sun's Out - John Fiddy
28. Dreamworld - John Fiddy
29. Mum - John Fiddy
30. By the River - John Fiddy
31. Story Time - John Fiddy
32. Frightened - John Fiddy
33. Time for Bed - John Fiddy
34. Happy Whistler - John Fiddy
35. Copper on the Beat - Tony Hiller
36. Silly Song - Stephen Gray
37. Olympic Horses - Keith Mansfield
38. Coloured Candles - Tony Hymas
39. Soft Illusion - Tony Hymas
40. Puff Along - Tony Hymas
41. Dreamland - Tony Hymas
42. Ragdoll - Duncan Lamont
43. Tomfoolery - David Snell
44. Tivoli Melodie - Ricardo Santos

Para baixar esta trilha sonora em FLAC, clique AQUI.

sábado, 20 de junho de 2026

Clássicos da Sessão da Tarde Vol. 3 - 2 CDs (2026)





 

Poderíamos passar o ano inteiro montando novos volumes para a série Clássicos da Sessão da Tarde. Afinal, basta abrir o vasto universo de filmes exibidos — e ainda exibidos — pelo tradicional programa vespertino da TV Globo para que uma infinidade de músicas venha imediatamente à memória. São canções que marcaram diferentes gerações, da nossa infância até os dias atuais.

Em Clássicos da Sessão da Tarde Vol. 3, apresentamos mais uma seleção de 36 clássicos que fizeram parte da trilha sonora de produções exibidas ao longo das décadas pela Sessão da Tarde. O repertório é resultado de uma parceria entre mim e Igor Santana (São Paulo/SP), que compartilha de um gosto musical bastante semelhante ao meu. Como nos volumes anteriores, a escolha das faixas foi construída em conjunto, em um processo de constante revisão: músicas entram, saem, são reservadas para futuras edições e retornam à discussão à medida que novas lembranças surgem, sempre com o objetivo de manter a coletânea coesa e agradável do início ao fim.

A arte gráfica continua sob a responsabilidade do Igor — e, mais uma vez, o resultado ficou sensacional. Já a remasterização das faixas e a edição final ficaram por minha conta.

Entre os destaques desta coletânea está "No Way Out", interpretada por Paul Anka e Julia Migenes para o filme Sem Saída (1987). A canção não foi adicionada à trilha sonora oficial do filme junto das instrumentais de Michel Jarre, ganhando apenas um lançamento complementar em compacto simples de 45 rotações pela Columbia Records.

Um dado curioso: a música teve origem em uma versão anteriormente gravada por Paul Anka para seu álbum Walk A Fine Line (1983), recebendo posteriormente novas letras e arranjos exclusivos para sua utilização em Sem Saída.

Outra curiosidade envolve o lançamento do compacto. Embora o filme também trouxesse "Say It", composição de Paul Anka e Richard Marx interpretada pelo próprio Anka, a canção nunca recebeu lançamento oficial. Já "No Way Out" foi escolhida para promover um álbum que Julia Migenes gravava na época, projeto que acabou não chegando às lojas. Dessa forma, o compacto tornou-se um dos poucos registros remanescentes dessa produção jamais concluída.

Para esta coletânea, a faixa passou por um cuidadoso processo de remasterização e restauração, incluindo a remoção de pré-ecos presentes na gravação original — os chamados "vocais fantasmas", decorrentes de problemas na master analógica.

Agora é só aumentar o volume e conferir mais esta viagem musical pelos clássicos que fizeram parte das tardes de milhões de brasileiros.

Faixas do CD 1:
01 - I'm Coming Out - Diana Ross (Encontro de Amor)
02 - Walk Like a Man - The Four Seasons (Uma Babá Quase Perfeita)
03 - Holiday Road - Lindsey Buckingham (Férias Frustradas)
04 - It's Not Unusual - Tom Jones (Marte Ataca)
05 - Twins - Little Richard & Philip Bailey (Irmão Gêmeos)
06 - Here Comes The Sun - Colbie Caillat (Imagine Só)
07 - Brick House - The Commodores (Hóspede Por Acaso)
08 - Up Where We Belong - Joe Cocker & Jennifer Warnes (A Força do Destino)
09 - Don't Worry Baby - The Beach Boys (Nunca Fui Beijada)
10 - A Thousand Miles - Vanessa Carlton (As Branquelas)
11 - Sentimental Lady - Bob Welch (Gente Grande 2)
12 - Do You Really Want To Hurt Me - Culture Club (O Dia Depois de Amanhã)
13 - I'm Into Something Good - Peter Noone (Corra Que A Polícia Vem Aí)
14 - Don't Get Stopped In Beverly Hills - Shalamar (Um Tira da Pesada)
15 - Slave To Love - Bryan Ferry (Nove Semanas e Meia de Amor)
16 - All For Love - Bryan Adams, Sting & Rod Stewart (Os Três Mosqueteiros)
17 - Running On Empty - Jackson Browne (Forrest Gump)
18 - Can't Help Falling In Love - Lick The Tins (Alguém Muito Especial)

Para baixar o CD 1 em FLAC, clique AQUI.

Faixas do CD 2:
01 - Way Back Into Love - Hugh Grant & Haley Bennett (Letra e Música)
02 - Tied Up - Yello (Ela é o Diabo)
03 - No Way Out - Paul Anka & Julia Migenes (Sem Saída)
04 - Batdance - Prince (Batman)
05 - Seven Days In Sunny June - Jamiroquai (O Diabo Veste Prada)
06 - Hypnotize Me - Wang Chung (Viagem Insólita)
07 - All Of The Stars - Ed Sheeran (A Culpa é das Estrelas)
08 - Ain't No Sunshine - Lighthouse Family (Um Lugar Chamado Notting Hill)
09 - You've Got To Hide Your Love Away - Eddie Vedder (Uma Lição de Amor)
10 - Sweet Child O' Mine - Sheryl Crow (O Paizão)
11 - Faith Of The Heart - Rod Stewart (Patch Adams - O Amor é Contagioso)
12 - Pretty Little Rebel - John Eddie (Ninguém Segura Essa Garota)
13 - Jingle Bells Rock - Bobby Helms (Um Herói de Brinquedo)
14 - Happy - Danny Elfman (Curso de Verão)
15 - Wrong Impression - Natalie Imbruglia (A Herança de Mr. Deeds)
16 - People Alone - Randy Crawford (A Competição)
17 - September - Earth, Wind & Fire (Uma Noite No Museu)
18 - Over You - Lane Brody (A Força do Carinho)

Para baixar o CD 2 em FLAC, clique AQUI.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Remasters em em fase de produção!

Grandes clássicos que logo estarão no blog Gazeta do Som:

Os Melhores (1985)

MPB4 - Tempo Tempo (1982)

MPB4 - Coringas (1984)

Os Trapalhões (1984)

Aguardem!!!

Coisas boas estão por vir!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Via Negromonte - Via Negromonte (1986)

Wilma Fernandes Negromonte – conhecida como Via Negromonte – nasceu em Belo Horizonte em 12 de abril de 1959. É cantora, compositora, atriz, dançarina e diretora musical brasileira. Dona de uma trajetória artística multifacetada, destacou-se na música, no teatro, no cinema e na televisão, construindo uma carreira marcada pela versatilidade e pela constante busca por novas formas de expressão.

Descendente de árabes e italianos, iniciou sua formação artística ainda na infância, estudando balé clássico, música, canto e piano. Aos 16 anos, começou sua carreira profissional como bailarina na montagem de Romeu e Julieta, em Belo Horizonte. Pouco tempo depois, mudou-se para Nova York, onde aprofundou seus estudos de dança, interpretação e canto, frequentando instituições como o American Ballet Theatre.

Durante os 12 anos em que viveu nos Estados Unidos, participou de produções teatrais e musicais, atuou em campanhas publicitárias e integrou a sequência de abertura do filme Cotton Club (1984), dirigido por Francis Ford Coppola, aparecendo nos créditos sob o nome Viewma Negromonte. Nesse período, também desenvolveu uma forte ligação com a música popular, formando uma banda de pop-rock e chegando a abrir apresentações para artistas de projeção internacional, como Billy Idol.

De volta ao Brasil, assinou contrato com a CBS Records, pela qual gravou dois álbuns: o homônimo, lançado em 1986, e Noites Sem Dormir, lançado em 1988. Foi este último que lhe proporcionou maior projeção nacional, impulsionado pela inclusão da canção "Preconceito" na trilha sonora da novela Mandala (Rede Globo). O sucesso da faixa contribuiu para que a artista conquistasse o Prêmio Sharp de Música na categoria Pop-Rock.

Paralelamente à atividade musical, consolidou uma respeitada carreira como atriz, participando de produções como Lambada – O Filme, Lua Cambará – Nas Escadarias do Palácio, Chico Xavier e As Mães de Chico Xavier. Na televisão, atuou em novelas como Kananga do Japão e A História de Ana Raio e Zé Trovão, na TV Manchete, além de Irmãos Coragem, Sítio do Picapau Amarelo e Belíssima, na TV Globo. Também desenvolveu trabalhos como diretora musical, preparadora corporal e coreógrafa em diversos espetáculos.

Ao longo de sua trajetória, Via Negromonte manteve-se ativa em diferentes linguagens artísticas, reunindo experiências que vão da música popular ao teatro musical, do cinema à dança, tornando-se uma das artistas mais versáteis de sua geração. Na fase inicial de sua carreira, realizou um mergulho intenso no pop mainstream; em trabalhos mais recentes, aproximou-se da música étnica, incorporando referências da cultura indiana e de matrizes africanas.

Seu álbum de estreia — um dos trabalhos mais curiosos de sua discografia — jamais recebeu edição oficial em CD ou distribuição em plataformas digitais. Alinhado às tendências da época, o disco apresenta uma sonoridade fortemente influenciada pela new wave e pelo synth-pop, combinando sintetizadores, programações eletrônicas e elementos dançantes característicos da produção pop dos anos 1980.

A produção ficou a cargo de Lauro Salazar, responsável também pela maior parte dos arranjos, dividindo os créditos com Thomas Regis nas faixas "Quero Agitar" e "Sede".

Gravado entre 11 de agosto e 27 de setembro de 1986 no Estúdio Sigla, no Rio de Janeiro, o álbum utilizou gravação em 24 canais e contou com engenharia de som de Luiz Guilherme D'Orey, que também assinou a mixagem ao lado de Lauro Salazar. A produção reuniu ainda Ronaldo Monteiro na montagem e Élio Gomes no corte do disco.

O projeto visual recebeu atenção especial. A concepção da capa e a fotografia ficaram a cargo de Flávio Colker, com figurino de Monica Schmidt, maquiagem e cabelo assinados por Clare Mount, além de projeto gráfico desenvolvido por Geraldo Alves Pinto e arte final de Suely Queiroz.

É com satisfação que o Gazeta do Som publica nesta página uma edição remasterizada deste raro registro, que permaneceu por décadas restrito ao formato original em vinil e permitindo que uma nova geração de ouvintes tenha acesso a um interessante capítulo da produção pop brasileira dos anos 1980.

Faixas:
01. Jura
02. Sede
03. Hello Baby
04. Eu Não Sei Lê
05. Meu Mundo e Nada Mais
06. Sem Teu Amor
07. Quero Agitar
08. Fúria
09. Only a Dancer
10. Vibração

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Wander Taffo - Wander Taffo (1991)

Wanderley "Wander" Taffo Júnior (São Paulo, 17 de maio de 1954 – São Paulo, 14 de maio de 2008) foi um guitarrista, compositor, produtor musical e educador brasileiro, reconhecido como um dos músicos mais influentes da história do rock nacional.

Ao longo de sua carreira, colaborou com artistas como Rita Lee, Cássia Eller, Marina Lima e Guilherme Arantes, além de integrar grupos importantes da música brasileira, entre eles Memphis, Made in Brazil, Secos & Molhados, Gang 90 e as Absurdettes, Joelho de Porco e Rádio Táxi.

Iniciou sua trajetória profissional nos anos 1970, passando por bandas como Memphis e Secos & Molhados. Na década seguinte, alcançou projeção nacional como integrante do Rádio Táxi, participando de uma das formações mais bem-sucedidas do grupo, responsável por sucessos como "Garota Dourada" e "Um Amor de Verão".

Na segunda metade dos anos 1980, deixou o Rádio Táxi para investir em sua carreira própria. Ao lado dos irmãos Andria e Ivan Busic — músicos que mais tarde integrariam a banda Dr. Sin — gravou o álbum Wander Taffo, lançado em 1989 pela Warner Music Brasil. Produzido por Liminha, o disco contou com participações especiais de artistas como Herbert Vianna, Lulu Santos e Lobão, além do cantor norte-americano Toddy Griffin na faixa "Nightchild". Gravado no estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, e mixado em Los Angeles, o trabalho recebeu excelente acolhida da crítica e rendeu a Wander o Prêmio Sharp de Música na categoria "Revelação Pop Rock Masculino". A faixa "Pra Dizer Adeus" integrou a trilha sonora da novela O Salvador da Pátria (TV Globo).

Em 1990, foi eleito o melhor guitarrista do Brasil pela crítica especializada. Na mesma época, consolidou a Banda Taffo, que contava com Marcelo Souss nos teclados e alcançou destaque com o álbum Rosa Branca.

Como músico de estúdio e instrumentista requisitado, Wander participou de inúmeros projetos fonográficos, incluindo os álbuns Marina Lima (1991), de Marina Lima, Clássicos (1994), de Guilherme Arantes, e o álbum de estreia de Cássia Eller (1994), entre muitos outros.

Paralelamente à carreira artística, tornou-se uma das figuras mais importantes do ensino de guitarra no Brasil. Em São Paulo, fundou a EM&T – Escola de Música e Tecnologia, instituição pioneira no ensino formal de música popular e considerada uma das maiores escolas especializadas da América Latina. Por suas salas passaram milhares de alunos, incluindo diversos músicos que posteriormente alcançariam projeção nacional.

Wander Taffo faleceu em São Paulo, no dia 14 de maio de 2008, vítima de uma parada cardíaca, apenas três dias antes de completar 54 anos. Segundo sua assessoria, ele não possuía histórico de problemas de saúde e havia trabalhado normalmente no dia anterior ao falecimento.

Em 2012, seu legado foi reconhecido pela revista Rolling Stone Brasil, que o incluiu na lista dos 30 maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão, na categoria "Heróis Virtuosos".

Vale registrar que o próprio Wander Taffo lançou, em vida, uma edição remasterizada em CD deste álbum que consagrou sua fase solo, que foi distribuída em embalagem digisleeve durante seus shows. No entanto, essa versão apresenta um tratamento sonoro baseado em forte maximização de nível, característica que acaba acentuando a saturação já presente nas gravações originais. Por esse motivo, a presente edição foi remasterizada a partir do LP original, buscando preservar com maior fidelidade as características da mixagem e do material fonográfico disponível.

Faixas:
01. Meu Punhal (part. esp. Lobão)
02. Luna Caliente
03. Nossos Erros
04. Não Esquece de Mim
05. Nightchild (part. esp. Todd Griffin)
06. Balões de Gás
07. Pra Dizer Adeus

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

Stryx - Stryx (1991)

A Stryx foi uma banda de rock catarinense, formada em Florianópolis em 1986, originalmente sob o nome Kromo.

A formação inicial era composta por Marco Audino (vocais), Rodrigo Audino (baixo), Andrey Rosa (guitarra), Moacir Lisboa (teclados) e Emerson Sperandio (bateria).

Em 1991, a banda mudou-se para o Rio de Janeiro e assinou contrato com a produtora de Renato Aragão e com a Sony Music. Como parte desse processo, algumas mudanças foram implementadas, incluindo a adoção do nome Stryx.

Ainda naquele ano, o grupo lançou seu primeiro álbum e conquistou espaço na televisão nacional. Entre os destaques estão as faixas "Estou de Volta", incluída na trilha sonora da novela Araponga (TV Globo), e "Nu de Corpo e Alma", presente na trilha brasileira de Rosa Selvagem (SBT).

A banda também participou dos principais programas de televisão da época, como Xou da Xuxa (TV Globo), Os Trapalhões (TV Globo), Show Maravilha (SBT), Viva a Noite (SBT), Clube da Criança (TV Manchete) e Clube do Bolinha (TV Bandeirantes).

As atividades foram encerradas no ano seguinte, mas o grupo retornou em 1996 para gravar seu primeiro CD. Nessa fase, voltou a utilizar o nome original, Kromo, em um lançamento de distribuição independente.

Em 2018, a banda reuniu-se novamente para uma apresentação especial no Teatro Álvaro de Carvalho, em Florianópolis (SC), em homenagem ao amigo e baterista Emerson Sperandio, falecido no início daquele ano em decorrência de um câncer. Os fundadores Marco Audino, Rodrigo Audino e Moacir Lisboa contaram com a participação de Lucca Diniz — filho de Marco e sobrinho de Rodrigo — na guitarra, e Maurício Albatroz na bateria.

Além dos sucessos lançados nos anos 1990, o repertório incluiu composições inéditas. O show foi registrado em vídeo e permanece disponível no canal oficial da banda no YouTube, ao lado de outras gravações mais recentes realizadas em estúdio.

A compilação deste histórico foi possível graças às informações presentes no Instagram Oficial da banda Stryx.

Mais de três décadas após seu lançamento original, o álbum de estreia da Stryx permanece como um registro importante da música pop brasileira do início dos anos 1990. É com satisfação que o Gazeta do Som publica nesta página uma edição remasterizada definitiva do disco lançado pela Sony Music em 1991, preservando e valorizando um trabalho que marcou a trajetória de uma das pioneiras do gênero em Santa Catarina.

Faixas:
01. Inimiga
02. Nu de Corpo e Alma
03. Quero Você
04. Estou de Volta
05. Só Você
06. O Silêncio e Nós Dois
07. Amar Tambem É Dizer Adeus
08. Vamos Ser Felizes

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.