Como diria Cazuza: "um museu de grandes novidades": um espaço para redescobrir e resgatar álbuns que marcaram gerações e reencontrar canções que envelheceram tão bem quanto o vinho.
domingo, 30 de novembro de 2025
Planet Hits - 30 Anos (1995 - 2025))
Andréa - Me Leva Pra Casa (1991)
O Início com as Paquitas
Após realizar diversos trabalhos em comerciais e publicidade, Andréa iniciou sua trajetória na televisão em 1986 como assistente de palco de Xuxa, tornando-se a quarta Paquita. Ela seguiu os passos de Andréa Veiga (Paquita Paca), Heloísa Morgado (Paquita 2) e Andréa Rosa (Xiquita). Seu apelido no grupo — Xiquita Sorvetão — consolidou-se como seu nome artístico até hoje. Nessa função, participou dos programas Xou da Xuxa e Bobeou Dançou. Com o crescimento da popularidade do grupo, gravou o álbum homônimo Paquitas, lançado em 1989.
Carreira Musical, Apresentadora e Atriz
A incursão de Andréa no mundo da música ganhou destaque em 1990, quando gravou um dueto com o cantor Conrado, a canção "A Tarde", incluída no álbum dele, Vou Te Conquistar. Nessa época, Andréa ainda era namorada do cantor, com quem se casaria em dezembro de 1994. Atualmente o casal tem duas filhas: Giovanna e Maria Eduarda.
Andréa tem três registros fonográficos, sendo um no universo pop teen "Me Leva Pra Casa" (1991) e os infantis "Casa da Sorvetão" (2004) e "Vamos Festejar (2010), sendo o último voltado para o universo gospel.
Andréa também se destacou como apresentadora na televisão, comandando o infantil "Galera na TV" (1999) na RedeTV!, o "Clube da Sorvetão" (2003–2004) na TV Universo, e o "Vida Animal" (2005–2006) na RecordTV ao lado do marido. Em 2014, atuou na TV Globo, participando do seriado "Pé na Cova" no episódio "A Honra Perdida de Gedivan Pereira".
Andrea também é destaque na Internet desde 2011 com seu canal no YouTube e sua página no Instagram, nunca perdendo a interação com o público fiel.
🎉 Primeiro e único álbum pop teen
Impulsionada pela carreira de Paquita e pelo dueto realizado com Conrado, em 1991 gravou seu primeiro álbum solo, "Me Leva Pra Casa". Com produção assinada por Ricardo Feghali (do Roupa Nova) e direção artística de Mayrton Bahia, o disco apresentou uma sonoridade pop jovem com influências de house music.
Destaques Pop/House: Canções como "Aconteceu", "Desejo de Voar" e a faixa-título, "Me Leva Pra Casa" — esta uma releitura dançante do clássico dos anos 80 de Joe Euthanázia (in memoriam).
Baladas e Romantismo: O álbum também trouxe faixas pop como "Baby Boy", "Caixa de Néon" e "A Vez do Amanhã", além de momentos românticos em "A Garota Mais Feliz do Mundo", "Mais Uma Vez" e "Dor de Coração".
Versão Notável: Incluiu "Deixe o Sol Guiar", uma elogiada versão da disco music "Zodiacs", da diva Roberta Kelly.
Resgate Exclusivo: Para celebrar essa fase artística, graças ao resgate sonoro de Caio César Pinhata Golfeto em 2024 – inclusive ele quem criou o material gráfico adaptado para CD –, fiz aprimoramento de áudio em 30/11/2025 — com realce de graves, brilho de bateria e melhoramento de agudos — a sonoridade do disco deixo para avaliação de vocês, visitantes.
01. Aconteceu
02. Baby Boy
03. A Garota Mais Feliz do Mundo
04. Desejo de Voar
05. Caixa de Néon (Sans Contrefaçon)
06. Pára Pra Pensar
07. Deixe o Sol Guiar (Zodiac)
08. Me Leva pra Casa
09. Mais Uma Vez
10. A Vez do Amanhã
11. Dor de Coração
Skin Games - The Blood Rush (1989)
Skin Games: A Banda que a Crítica Amou, mas o Mercado Esqueceu
Conheça a história dos Skin Games, uma joia rara do pop/rock britânico que brilhou brevemente entre o final dos anos 80 e o início dos 90. Contratada pela Epic Records e com um nome emprestado de um conto do poeta Dylan Thomas, a banda era composta por:
Wendy Page (vocal)
Jim Marr (baixo)
Jonny Willett (guitarra solo)
Dave Innes (bateria)
Adam Lee (teclados)
O Álbum e a Voz Única
Apesar de ser aclamada pela crítica especializada, a banda nunca conseguiu converter o prestígio em sucesso comercial. Infelizmente, eles se separaram após lançar apenas um único álbum em 1989, o subestimado The Blood Rush.
O estilo musical dos Skin Games é notoriamente difícil de categorizar – é, sem dúvida, único. Mas o que realmente arrebata é a performance vocal de Wendy Page. Embora a crítica da época comparasse seu timbre ao de Kate Bush ou da vocalista do Cocteau Twins, a verdade é que o trabalho da banda se aproxima mais daquele pop/rock poderoso e marcante que Patty Smyth fazia junto ao Scandal.
O Fenômeno Hollywood no Brasil
Apesar de terem lançado vários singles do álbum, foi apenas "Brilliant Shining" que conseguiu alguma execução significativa nas rádios internacionais.
No entanto, aqui no Brasil, a história foi diferente: a canção atingiu a consagração ao ser incluída na trilha do comercial dos cigarros Hollywood. O sucesso foi tanto que a CBS chegou a criar o selo Hollywood Records para lançar The Blood Rush no país, tamanha a demanda pela faixa! (Curiosamente, o primeiro single oficial do disco foi "Cowboy Joe", com produção de Steve Hillage).
O Legado Silencioso
Embora o nome Skin Games tenha passado relativamente despercebido pelo grande público, o talento de Wendy Page e Jim Marr continuou a compor sucessos gigantescos nos bastidores. A dupla é responsável por hits como "Perfect Moment" (para Martine McCutcheon) e "Honey to the Bee" e "Because We Want To" (para Billie Piper). Eles também escreveram e produziram "Dangerous to Know" para o terceiro álbum de Hilary Duff, provando sua versatilidade no pop. Page ainda seguiu carreira solo e, em 1999, coescreveu e cantou a maioria das faixas no álbum Eleven to Fly da dupla Tin Tin Out.
A Arqueologia Sonora de um LP Raro
Este álbum jamais chegou a ter master retrabalhada para publicação nas plataformas digitais (devia!), tornando-se uma verdadeira raridade. Felizmente, encontrei-o por puro acaso no Sebo Casarão de Campinas e não hesitei: o LP foi imediatamente digitalizado em 30 de maio de 2025 usando minha agulha Shure M44G.
Embora eu já tivesse encontrado uma cópia lossless em um programa peer-to-peer, ao escutar, percebi que aquele áudio parecia anêmico e sem brilho, mesmo com um dynamic range decente. A edição em CD, lançada unicamente no Reino Unido e no Brasil em tiragem limitadíssima, simplesmente não entregava o que eu buscava.
No LP, a situação se inverteu: o áudio finalmente timbrava com vibração e vida!
O material digital, no entanto, não foi totalmente descartado. Depois de gravar e remover estalos do LP, usei o algoritmo generativo MVSep DeNoise para eliminar os persistentes hisses (ruído de fita) e rumbles (baixas frequências indesejadas) do material já remasterizado. Como havia trechos realmente problemáticos no vinil, realizei uma verdadeira arqueologia sonora, combinando pequenas porções da cópia digital para complementar o áudio principal. O resultado final? O áudio está um puro deleite para os ouvidos!
01. Brilliant Shining
02. Your Luck's Changed
03. Heaven Blassed
04. Where The Wild Things Are
05. Tirade
06. No Criminal Mind
07. Cowboy Joe
08. Money Talks
09. Big Me
10. Dancing On
Vovó Mafalda - Vovó Mafalda (1985)
O que realmente define o legado sonoro da Vovó Mafalda é a forma como suas músicas resistiram ao esquecimento por longos períodos. Esse feito deve-se à tática de não retirar as faixas dos discos da programação musical recorrente das atrações, permitindo que o leitor (ou o ouvinte) se identifique de imediato com canções como:
"Tchau Tchau" – a canção de despedida diária dos programas;
"Sou Criança" – frequentemente usada nas aberturas;
"1, 2, 3 (Cante Comigo)" – tocada ao anunciar ou retornar de um desenho animado;
"Domingo no Parque" – que integrou a trilha sonora do programa apresentado por Silvio Santos.
Ainda se destaca "O Charme da Vovó", faixa selecionada por Toninho Paladinho para o LP Tevelândia, lançado pela Som Livre em 1986 e que alcançou alta vendagem.
sábado, 29 de novembro de 2025
Biafra - Biafra (1989)
O Álbum Biafra (1989): Pop Romântico e Resiliência na Discografia
Maurício Pinheiro Reis – conhecido artisticamente como Biafra – é um cantor, compositor e escritor brasileiro, nascido em 16 de outubro de 1957 em Niterói, Rio de Janeiro.
Biafra iniciou sua carreira em 1979 participando do 1º Festival Universitário da Música Popular Brasileira, cantando ao lado da banda Premeditando o Breque a canção "Brigando na Lua". Seu primeiro trabalho fonográfico foi na Epic/CBS, com o álbum Primeira Nuvem, de onde saiu seu primeiro sucesso, "Helena", tema da novela Cabocla. Com 46 anos de carreira e registros de idas e voltas pelas companhias fonográficas (CBS, Barclay, 3M, Esfinge, RGE, Continental, Indie Records e Green Songs), o cantor Biafra acumula 16 álbuns lançados, sendo 14 de estúdio e 2 ao vivo.
O álbum Biafra, lançado em 1989 pela extinta Esfinge, é seu 10º álbum de carreira. O disco teve direção geral de Tony Bizarro e produção de Piska — que, aliás, assinou o arranjo e toda a instrumentação (baixo, guitarra, bateria). Foi gravado e mixado no Estúdio Concorde, em São Paulo, com técnica de gravação e mixagem de Gilson e Waltinho, com auxílio de Utu, Denis e Zeca.
Destaques Musicais e Ascensão Nacional
Este trabalho consolidou o artista na cena pop romântica da época, apresentando uma sonoridade coesa e comercialmente atraente, fortemente influenciada pela produção técnica de Piska. O grande carro-chefe do álbum foi a canção "Só Você". A faixa se tornou um imenso sucesso de execução nas rádios, com forte apelo nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, rapidamente se estabelecendo como um clássico do repertório do cantor.
A projeção de outra faixa notável do disco, "Na Hora H", foi amplificada pela sua inclusão em uma das principais vitrines musicais da época: a coletânea Sucesso Nacional, lançada pela gravadora Som Livre ainda em 1989. Fazer parte desta coletânea garantiu à música um alcance nacional significativo, expondo o trabalho de Biafra a um público muito mais amplo, para além do circuito original de divulgação da Esfinge.
Arte Visual e Resgate do Repertório
Biafra sempre se preocupou com a elegância, apresentando material gráfico cuidadosamente orientado para acompanhar a sofisticação pop e romântica já trazida dos álbuns anteriores. A fotografia e capa do LP foram assinadas por Lívio Campos, enquanto a criação e arte ficaram a cargo de Cláudia Azevedo, mantendo o foco na garbosidade e discrição do cantor.
Com a falência da Esfinge, o cantor migrou para a CBS e lançou "Minha Vida de Artista", partindo para uma revisão de uma década de sucesso, regravando músicas e lançando algumas inéditas. Porém, com desejo de continuidade da divulgação de algumas canções do album que lançou pela extinta Esfinge, lançou em 1992 pela RGE o álbum "Anjo da Guarda" (seu 12º álbum de estúdio). Este funcionou, de maneira não oficial, como uma coletânea.
Para reintroduzir os fonogramas no mercado, o cantor optou por remixagens em vez de regravações completas. Faixas como "Foi Demais", "Fugir Não Dá", "Água Marinha" e "Só Você" foram retrabalhadas com a adição de reverbs e outros efeitos, mantendo o arranjo original de Piska, mas atualizando a sonoridade para o contexto musical do início dos anos 90. Tal decisão sublinha a qualidade intrínseca do material de 1989 e demonstra a resiliência do artista diante das dificuldades do mercado fonográfico.
Conclusão
O álbum Biafra de 1989 representa um momento crucial na trajetória do cantor. Apesar dos desafios impostos pela gravadora, a força de suas composições e a qualidade da produção garantiram que o repertório se perpetuasse. O sucesso de "Só Você" e a presença de "Na Hora H" em uma coletânea nacional provam que este disco não foi apenas mais um em sua discografia, mas um marco que consolidou Biafra como um nome essencial no panorama do pop romântico brasileiro do final da década de 80.
Remasterização
Este material de análise baseia-se na qualidade sonora obtida através de um processo de remasterização digital conduzido por este autor. O trabalho foi iniciado em 31/05/2024, com a captação do LP utilizando a agulha Ortofon Concorde Mix MKII. O refinamento final foi concluído em 28/11/2025, com a aplicação de uma camada de limpeza no software MVSep DeNoise, atingindo o padrão de qualidade de master de CD.
01. Na Hora H
02. Eu Te Amo
03. Deixar de Ser Brinquedo
04. Meu Erro
05. Charme
06. Foi Demais
07. Fugir Não Dá
08. Água Marinha
09. Eternamente Amor
10. Só Você
16 Super Sucessos Brasileiros (1975)
Lançada em 1975 pela PolyStar (PolyGram) nos formatos LP e K7, "16 Super Sucessos Brasileiros" é uma coletânea histórica que reúne alguns dos maiores clássicos da Música Popular Brasileira daquele ano.
Este disco não é apenas um registro de grandes sucessos, mas também uma peça de design e engenharia de áudio:
Produção Visual: A capa e a direção de arte ficaram a cargo de Aldo Luiz, com layout criado por Aldo Luiz em parceria com Lobianco, e arte final assinada por Jorge Vianna.
Remasterização: O áudio foi cuidadosamente remasterizado com o uso da agulha Shure M44G e processamento de áudio pelo sistema MVSep DeNoise, garantindo uma qualidade sonora otimizada.
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
Marco André - Olhar e Segredo (1990)
Marco André Siso de Oliveira nasceu em Belém do Pará em 22 de abril de 1963. Em 1985, mudou-se para o Rio de Janeiro.
Como instrumentista, ele atuou em gravações de CDs de Beth Carvalho, Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Claudio Nucci, Celso Viáfora, Jane Duboc, Sebastião Tapajós e de vários artistas independentes. Como compositor, tem músicas gravadas por diversos intérpretes, como Jane Duboc, Leila Pinheiro, Paulo César Feital, Fátima Guedes, Grupo Exaltasamba, MPB4, Dominguinhos do Estácio e Vital Lima.
Cantor, compositor, arranjador, instrumentista e produtor cultural, Marco André teve seu primeiro álbum, “Olhar e Segredo”, lançado em 1990, pela gravadora Continental. Este álbum, que contou com as participações de artistas respeitáveis como Leila Pinheiro e Flávio Venturini, continha a canção “Meu Bem, Meu Mal” de Caetano Veloso, tema de abertura da novela de mesmo nome da Rede Globo. Em razão disso, o artista teve sua primeira projeção nacional. Entretanto, ao promover o artista, a gravadora Som Livre grafou o nome incorretamente como "Marcos André" na trilha sonora da novela. Tal erro não apenas prejudicou a arrecadação de direitos autorais da canção, mas também o link correto do artista com o álbum Olhar e Segredo.
Musicalmente, o álbum Olhar e Segredo apresenta influências que, em certos momentos, remetem à sonoridade do Clube da Esquina e, em outros, lembram a vertente do Centro-Oeste brasileiro, como os goianos Marcelo Barra, Maria Eugênia e Orlando Morais e até mato-grossense Almir Sater. Sua linha de MPB se assemelha bastante àquela seguida pelo amazonense Vinicius Cantuária na década de 1990. Em outra ocasião, ao ser procurado por mim, que demonstrei interesse em remasterizar o LP, o músico chegou a questionar o motivo do interesse pelo disco, demonstrando certo afastamento, um desejo de renegar seu trabalho de estreia no mercado fonográfico.
De fato, é como se Marco quisesse afirmar que não precisava da lembrança da música que contém o tema de novela para provar que chegou longe. Aos fatos:
Em 2000, participou do Festival da Música Brasileira (Rede Globo), com sua composição “Terra à vista” (em parceria com Alfredo Oliveira e Paulo César Feital).
Em 2002, lançou a coletânea “Marco André 20 anos”.
Em 2004, o músico lançou o álbum "Amazônia Groove", pelo qual recebeu, no ano seguinte, o Prêmio da Música Brasileira e o Prêmio Cultura da Música como melhor cantor regional. Além disso, o álbum foi destaque da revista do Reino Unido "fRoots Magazine" (1979-2019), um guia europeu completo de World Music, que o considerou um dos 10 melhores álbuns do ano de 2005.
Marco também possui músicas em importantes coletâneas internacionais de países como Inglaterra, Japão, Portugal e Itália, além de ter faixas do CD Amazônia Groove numa coletânea chamada "Tom da Amazônia", em homenagem a Tom Jobim, distribuída no mundo inteiro.
O artista possui 6 trabalhos autorais, entre eles o DVD "Beat Iú", dirigido por Roberto Talma. Em 2019, ele fez a direção musical do filme "Amazônia Groove", inspirado em seu álbum de 2004, pelo qual o filme recebeu o prêmio de melhor fotografia do SXSW, em Austin, EUA.
A remasterização deste disco busca não só a reparação de uma grafia que manteve a crença de que aquele Marcos não seguiu carreira, mas também mostrar o quão bom o trabalho de estreia foi e trazê-lo à luz para o público. Uma gestão de carreira acertada teria feito com que mais canções ganhassem destaques em folhetins com temática regional. Próximo a Meu Bem Meu Mal, por exemplo, havia a concorrente Pantanal na TV Manchete, onde suas canções se encaixariam perfeitamente como trilha sonora de qualquer personagem ou locação, e, mais adiante, a novela Ana Raio e Zé Trovão. Este erro da indústria, contudo, foi a mola propulsora para que Marco André provasse, com seus anos de trajetória na música, que é muito mais do que uma boa canção para tema de novela.
Para a remasterização ocorrida em 23/11/2023, usei a agulha Ortofon MKII Concorde Mix. Dois anos depois, reprocessei o áudio no MVSep DeNoise, garantindo melhor resultado sonoro.
01. Meu Bem Meu Mal
02. Olhar Cigano (part. esp. Flávio Venturini)
03. Presságio
04. Esfinge
05. Batom
06. Olhar e Segredo
07. Tudo o que É Meu
08. Aritmética Fria (part. esp. Leila Pinheiro)
09. Coisas de Urano e Juventude
10. Carnal
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Conrado - Vou Te Conquistar (1990)
Aqui tem como destaques "A Tarde" que Conrado canta com sua eterna namorada Andrea Sorvetão, "Meu Pensamento É Você" – originalmente gravada por Serginho Herval (Roupa Nova) e "Encontro Casual" de Gilson e Joran. Aliás esta última, o cantor Gilson gravou para seu album de 1987 que levou o título da canção, mas ela fez mais sucesso na voz do Conrado. Que honra!
Conrado - Conrado (1988)
Este é o segundo álbum da carreira solo do cantor Conrado, lançado pela PolyGram em 1988. Com direção artística de Mariozinho Rocha e produção de Paulo Debétio, o disco contou com arranjos e regências de Júlio Teixeira, além da programação assinada por Renato Ladeira, Roberto Lly e o próprio Júlio Teixeira.
O trabalho traz dois singles de destaque: "Beijo de Aranha" — tema do filme Os Trapalhões na Terra dos Monstros — e a regravação de "Paixão Proibida (A Pobreza)", composição de Renato Barros (do grupo Renato e Seus Blue Caps), originalmente lançada por Leno em 1968 — exatamente vinte anos antes.
O LP foi remasterizado com agulha Shure M44G em 28/06/2025. Na presente data, o áudio passa por reprocessamento de áudio no MVSep DeNoise, em 25/11/2025, garantindo som mais cristalino.
01. Tudo Que Sonhei
02. Brincar de Amar
03. Beijo de Aranha
04. Com Ela
05. Paixão Proibida (A Pobreza)
06. Bom Demais pra Não Lembrar
07. Telefona
08. Para-raio
09. Eu e Você
10. Bom Demais pra Não Lembrar (Instrumental)
Conrado - Conrado (1987)
Morris Albert - Solitude (1981)
Morris Albert, nome artístico de Maurício Alberto Kaisermann, é um cantor e compositor brasileiro cujo nome é mundialmente ligado ao sucesso "Feelings" (1974). Sua discografia inclui trabalhos como "Solitude", seu sexto álbum de estúdio, lançado em 1981. Composto por baladas e canções pop com arranjos orquestrais, foi lançado no Brasil pela Charger Records (Copacabana).
Ainda, o album contou com distribuição simultânea em países como Itália (Baby Records), Japão (Warner Music), Espanha (Carnaby) e, no ano seguinte, no México (Gamma).
Os arranjos e orquestração ficaram a cargo de Waldemiro Lemke e Sérgio Lemke. O álbum foi gravado e mixado nos Estúdios Dó-Re-Mi, com a mixagem de Paulo Roberto Jurazo.
Para a presente postagem, o áudio foi tratado para garantir a melhor experiência de audição. A remasterização, feita em 2018 com uso de agulha Ortofon Om5e, ganhou o acréscimo de uma camada de tratamento de áudio pelo MVSep DeNoise em 25/11/2025, garantindo uma limpeza final, o que torna a audição um momento inédito e de puro deleite.
É curioso que, mesmo Morris Albert residindo fora do Brasil e contando com escritórios internacionais que gerenciam seu catálogo, sua música permaneça no anonimato digital. Bom, pelo menos permanecia até agora, quarenta e quatro anos após o seu lançamento original em 1981... UAU!
01. Do You Miss Me
02. Heaven (feat. Clarisse)
03. Someday
04. The One
05. Same Old You
06. Laura
07. Without You
08. Little Girl
09. Dreamin'
10. Flashback
domingo, 23 de novembro de 2025
Conexão 105 FM com Gleides Xavier (1996)
Essa programação não é apenas uma seleção de gêneros. Ela reflete um protocolo rigoroso de valor e exaltação à cultura negra e afro-brasileira, transformando a 105 FM em uma referência inigualável. O fascínio despertado por essa programação segmentada alcança, inclusive, diversos públicos, provando que o compromisso com a identidade e a curadoria musical de nicho pode ser um grande sucesso de audiência.
Roda de Samba e Arquivo do Samba: O berço do Pagode e do Samba no rádio, onde brilhou a saudosa Gleides Xavier (1968-2018). Ela era a "rainha do samba" da rádio, um pilar de carisma que ajudou a lançar e consagrar inúmeros artistas do gênero.
Espaço Rap e Balanço Rap: Programas dedicados a difundir o universo do Hip-Hop e do Rap nacional e internacional, promovendo a música e as questões sociais do movimento.
Black da 105 e Charme da 105: Focados na Black Music, abrangendo desde as raízes do R&B e Soul até o Charme romântico.
A força da rádio no cenário fonográfico foi tamanha que, em 1996, o programa Conexão 105 ganhou uma edição única em CD, lançado pela EMI Music. O álbum trouxe músicas de diversos gêneros da grade, como Pagode, Charme, R&B e Rap, e incluía o marcante "Tema de Gleides Xavier", cantado pelo grupo Negritude Jr., cuja letra dizia: "Sorria, 105 é alegria, nosso encontro todo dia, juntinhos vamos brincar". Esse tema evidencia a descontração e a força da radialista, que já havia tido passagem pela Band FM e pela Transcontinental, sendo a 105 FM sua última e duradoura residência de locução. Gleides, infelizmente, faleceu em 2018, aos 50 anos de idade, em decorrência de forte pneumonia.
01. Absoluta - Negritude Jr
02. Sempre Será - Ara Ketu
03. Valeu Demais - Art Popular
04. Pelo Menos Uma Vez - Simonny part. esp. Alexandre Pires
05. Luz do Desejo - Exaltasamba
06. É Tanta - Só Preto Sem Preconceito
07. Pensando em Você - Banda Positive
08. Preciso Dizer Que Te Amo - Léo Jaime
09. É Hoje - Fernanda Abreu
10. Boombasstic (Sting Remix) - Shaggy
11. Tema de Gleides Xavier - Negritude Jr.
Varig Collection - Christmas Songs (1993)
A Varig, ou Viação Aérea Rio-Grandense, é um nome que evoca a era de ouro da aviação brasileira. Fundada em 1927 em Porto Alegre pelo alemão Otto Ernst Meyer, ela não foi apenas uma das primeiras companhias aéreas do Brasil, mas também um ícone de luxo e excelência, conectando o país ao mundo.
Em seu auge, a Varig ia além do transporte, buscando proporcionar uma experiência de viagem completa, o que incluía a curadoria musical. A série "Varig Collection" de CDs é um reflexo desse cuidado, trazendo coletâneas temáticas de bom gosto para acompanhar o passageiro, seja nos lounges, a bordo ou como uma lembrança de viagem.
E nada mais apropriado para a época de festas do que esta seleção: "Christmas Songs". Uma trilha sonora clássica que resgata a elegância e o toque internacional da Varig, transformando o seu Natal em um voo de primeira classe pela memória afetiva.
Curiosidade: Devido à qualidade e à elegância de sua curadoria musical, os álbuns da Varig Collection se tornaram verdadeiros itens de colecionador. Para os entusiastas da aviação e da música, encontrar um exemplar hoje – em plataformas como Mercado Livre ou Shopee – é como descobrir uma cápsula do tempo, celebrando o legado cultural e o alto padrão da companhia.
01. O' Little Town of Bethlehem - José Feliciano
02. What Child Is This - Mark Egan
03. Silent Night, Holy Night - BeBe & CeCe Winans
04. Rudolph, The Red-Nosed Reindeer - Don McLean
05. Have Yourself a Merry Little Christmas - Tom Scott
06. The Christmas Song - Diane Schurr
07. Away in a Manger - Willie Nelson & The Country Choir
08. Angels, We Have Heard on High - The Commodores
09. Let It Snow - Stephen Bishop
10. Little Drummer Boy - Daryl Stuermer
segunda-feira, 17 de novembro de 2025
Domingo no Parque (1985)
Entre 1977 e 1988, as manhãs de domingo do Programa Silvio Santos — exibidas sucessivamente na Tupi, na Record e, finalmente, no SBT — eram dedicadas ao público infantil através do "Domingo no Parque". Com Direção de Wanderley Villa Nova, assistência de direção de Jefferson Matheus e Georgina Correa Elvas, e a "Direção de Programa Silvio Santos" de Renato Amorim de Oliveira, a atração se destacava.
O grande legado do "Domingo no Parque" reside no seu caráter de vanguarda no entretenimento nacional. O SBT demonstrou pioneirismo ao criar e popularizar um formato de gincanas recreativas infantojuvenis que viria a ser copiado pelos programas infantis da segunda metade dos anos 80. O programa iniciava com as crianças cantando "Silvio Santos Vem Aí" e apresentava as duas escolas concorrentes, que disputavam o troféu. As disputas eram um mix de brincadeiras simples e desafios elaborados: "Corrida de Saco", "Corrida com Colher na Boca", "Estátua", "Cabo de Guerra" e o "Concurso de Dança" conviviam com provas como a "Calça do Palhaço com Bexigas", a disputa entre bebês ("Corrida de Bebês"), o "Jogo do Pim", o "Flor ou Cobra", o "Jogo do É, Não e Porquê" e o famoso "Foguete". Havia também a Discoteca do Domingo no Parque, onde Silvio selecionava cinco dançarinos das escolas para marcarem pontos e ganharem prêmios.
Em 1985, a popularidade do programa levou o SBT a encomendar uma trilha sonora para o programa, resultando no lançamento do LP Domingo no Parque (SBT) pela gravadora RGE, com o objetivo de deixar o registro para a posteridade. O disco, que comercializava covers de sucessos pop e rock nacionais da época sob a marca do programa, possui uma ficha técnica complexa:
Os Medleys (por Chispitas) foram produzidos e arranjados por Hélio Costa Manso (do Harmony Cats), gravados no Estúdio Intersom 24 Canais com execução d'Os Carbonos. O coro Chispitas contava com Vivian Costa Manso, Tânia Lemke, Maria Aparecida de Souza (Cidinha) e Rita Kfouri (do Harmony Cats), além de Silvinha Araujo e as irmãs Ângela Reis e Sarah Regina.
As faixas "Hei! Você" (As Namoradas), "Tá Pegando Fogo" (Chispitas) e "Viva a Mamãe" (Rodrigo e Juliana) tiveram produção de Marco Antonio Galvão, com arranjos e regências de Elias Almeida e Pedro Ivo Lunardi, e foram gravadas no Estúdio Sigla (do grupo Globo).
A faixa "A Canção do Cometa Halley" (Grupo Chocolate) teve arranjos e direção musical de José Paulo Soares, direção de produção de Manoel Pinto "Embi" e produção executiva de Cláudio Fontana, sendo foi gravada no Estúdio Abertura. Foi composta justamente um ano antes da aparição do Cometa Halley em 1986.
domingo, 16 de novembro de 2025
Bozo - Bozo (1982)
O palhaço Bozo não nasceu no Brasil, mas aqui encontrou um lar duradouro. Criado nos Estados Unidos em 1946 por Alan Livingston para uma série de discos infantis, o personagem estreou na televisão em 1949. O empresário Larry Harmon, ao adquirir os direitos da marca em 1957, transformou-o em uma franquia global.
A presença de Bozo no Brasil é, na verdade, anterior à TV: em janeiro de 1954, ele chegou ao país em quadrinhos pela revista Batuta. No mesmo ano, os discos começaram a ser lançados, e o ator e humorista José Vasconcellos foi o primeiro brasileiro a interpretar o palhaço, gravando o disco de 78 rotações A Canção das Boas Maneiras. Outros álbuns seguiram em 1956 (Bozo nas Selvas, Vamos Rir Com Bozo), mesclando canções e histórias infantis, estabelecendo a figura do palhaço no imaginário nacional muito antes de sua estreia televisiva.
A versão brasileira do programa de TV, exibida pelo SBT (na época, TVS), foi ao ar de 1980 a 1991. A responsabilidade de ser o primeiro Bozo televisivo coube ao ator e palhaço Wanderley Tribeck, conhecido como Wandeko Pipoca. Sua versão rapidamente conquistou o público infantil, transformando as manhãs da emissora em um sucesso estrondoso com brincadeiras e a famosa "cidade da alegria", pavimentando o caminho para um dos maiores fenômenos comerciais da televisão na década de 80.
A mágica do programa, no entanto, não residia apenas no palhaço principal, mas em um elenco de apoio inesquecível, criado especialmente para a versão brasileira. Figuras como o sempre divertido Papai Papudo (Gibe), a meiga e temperamental Vovó Mafalda (Valentino Guzzo), o hilário Kuki (Rony Cócegas), o irreverente Salci Fufu (Pedro de Lara), Bozolinda (Flor Fernandez) e o gorila King Bozo compunham a "cidade da alegria". Entre as brincadeiras e os famosos telefonemas, a atração exibia uma programação de desenhos e séries clássicas, incluindo Pica-Pau, Popeye, Chaves, Chapolin e o tokusatsu Spectreman.
O sucesso na tela se solidificou nas prateleiras em 1982 com o lançamento do seu primeiro álbum em LP (vinil), que vendeu mais de 100 mil cópias. Intitulado simplesmente "Bozo", o disco é um marco de produção sob a direção de Marco Antonio Galvão e arranjos de Osmar Zan. A nostalgia visual da obra é igualmente poderosa, com a capa fotografada por Erasmo de Souza no lendário Playcenter em São Paulo. A força desse elenco é evidenciada no próprio álbum, onde Wandeko Pipoca, como Bozo, evoca os nomes dos personagens de apoio em suas falas e músicas, confirmando a solidez e a importância deles para o universo da "cidade da alegria" já em 1982.
Curiosamente, este álbum de 1982 foi lançado em um período de transição: apesar de Wandeko Pipoca ser a voz das canções, a popularidade do personagem fez com que o SBT escalasse novos talentos naquele mesmo ano para revezar o papel. Nomes como Luís Ricardo — que se tornaria o intérprete mais longevo — e Arlindo Barreto — cuja história de vida inspirou um filme — garantiram a continuidade do sucesso, solidificando o legado do Bozo na música infantil e na memória afetiva brasileira até o encerramento da fase clássica do programa, em 1991.
O LP foi remasterizado com agulha Ortofon Concorde Club, garantindo a máxima fidelidade e sendo aplicado ao áudio final o MVSep DeNoise, garantindo minimização de hiss e rumble e máxima fidelidade sonora do material bruto.
01. Alô Criançada (Braga M, Tribeck
02. Narizinho (Emanuel Rodrigues, Silvio Santos, Wanderley Tribeck)
03. A Dança dos Gatinhos (La Danse Des Petits Chats) (Eliane Wargnier Mathies, Evelyne Coutois e Jean Darcelle, versão Marcelo Duran)
04. A Festa do Bolinha (Erasmo Carlos e Roberto Carlos)
05. Brincadeiras De Criança (Ob-La-Di Ob-La-Da) (Lennon e McCartney, versão Marco Antonio Galvão)
06. Bolinha De Sabão (Adilson Azevedo, Orlann Divo)
07. Nariz de Pipoca (Emanuel Rodrigues e Wanderley Tribeck)
08. Pega na Mentira (Roberto Carlos-Erasmo Carlos)
09. Rock do Ratinho (Cyro de Souza)
10. O Calhambeque (Road Hog) – (Gwen e John D. Loudermilk, versão Erasmo Carlos
11. Mistérios da Natureza (Sérgio Sá)
12. Cantando na Chuva (Singin' in the Rain) (A. Freed e N. H. Brown, versão Verta)
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
1º Festival Internacional da Criança (1983)
As doze composições finalistas foram reunidas e lançadas em um álbum de estúdio pela gravadora RCA Victor em parceria com o SBT. O disco, intitulado 1º Festival Internacional da Criança, contava com 16 faixas (incluindo grupos convidados como Play Ground e Algodão Doce. O album foi editado em LP e K7.
Para a remasterização do LP, foi utilizada a agulha Concorde Club da Ortofon e todos os procedimentos para aperfeiçoamento de áudio, incluindo a parte final de limpeza das faixas pelo MVSep DeNoise. A qualidade deixo para avaliação de você, leitor!
01. Abertura - José Paulo Soares
02. Amor Canção - Jefferson
03. Mãe Natureza - Patrícia Marques
04. O Incrível Hulk - Juninho Bill
05. Lula Lelé - As Dengosas
06. Quem Foi que Disse que o Sonho Acabou? - Marcelo Souza
07. Canção do Tralalá - Bem-Me-Quer
08. Sonho de Criança - Grupo Play Ground
09. Sonho de Gente Pequena - Daniele
10. Deixe Eu Cantar - Francieli
11. Fruta do Mato - Marquinhos
12. Rock da Lanchonete - Luciano Di Franco
13. Pega-Pega - Janaína
14. Cheiro de Flor - Pétalas
15. Salabilibom - Algodão Doce
16. O Natal Está Para Chegar - A Turma do FIC part. esp. Algodão Doce e Grupo Play Ground
Para baixar o album em FLAC, clique AQUI.















