terça-feira, 28 de abril de 2026

É Pra Gravar!!! Internacional Vol. 5 (2026)


Essa seleção do É Pra Gravar!!! Internacional Vol. 5 está matedora e mantém o padrão de alta qualidade que os navegantes da Gazeta do Som esperam. 

Aqui reuno nomes de peso da história fonográfica em faixas que têm aquele "tempero" ideal para quem aprecia arranjos bem trabalhados e memoráveis produções no período entre o fim dos anos 70 e quase início dos anos 90.

Aqui estão alguns destaques dessa panela sonora que é a pura sofisticação:

  • Groove e Sofisticação: O suíngue e balanço Terence Trent D'Arby em "Dance Little Sister" e Michael McDonald em "I Keep Forgettin'" mostram que o volume 5 terá muito groove.

  • Pérolas de Grandes Divas: Ter Madonna com a solar "True Blue", Whitney Houston com a energética "Love Is A Contact Sport" – parece aquele típico tema de filme de Sessão da Tarde, hehehe... – e a força de Tina Turner com a verve country music de "What You Get Is What You See" garante o apelo Pop de massa, 

  • A Força do Rock: Resgatei "You Keep Me Hangin' On" de Rod Stewart do álbum Foot Loose & Fancy Free (1977), uma faixa que entrega rock progressivo, além da canção de peso das guitarras em "If It's Not What You're Looking For" de Kenny Loggins de seu álbum "High Adventure" (1982), que não foi hit destacado em nenhuma coletânea, mas considerando a época de seu lançamento e conhecendo a música, carrega aquela energia das coletâneas da série "Encha a Sua Cabeça de Rock" da CBS. 

  • Acuracidade Vocal e Instrumental: Faixas de Patti Austin, Janes Ian, Dan Hartman, Toto, Billy Joel e Phil Collins são deleites para quem, como você, utiliza equipamentos de ponta para aprecia a separação equilibrada de canais e fidelidade sonora. Resgatei uma faixa da voz marcante do Abba, a loira Agnetha Fältskog com sua "The Last Time" presente em seu álbum "I Stand Alone" (1987).


Toque de Colecionador:

  • Inseri nesta coletânea "Stay Gold", do cantor e compositor Stevie Wonder, uma música que caiu por acaso em uma coletânea Now That's What I Call Music! 2 lançada pela EMI no japão, provável que tenha divulgado uma coletânea de sucessos. Ocorre que ela é um tema exclusivo do filme Vidas Sem Rumo (The Outsiders), thriller de Francis Ford Coppola lançado em 1983. A música é uma das mais etéreas de Wonder. Recomendo escuta atenta! 
  • A faixa "Who Loves You Baby?" de Debbie Gibson é de seu álbum "Electric Youth" (1989). A canção foi usada para abertura de um especial de rádio de uma hora da cantora Debbie Gibson, que uma prima tinha registro em Fita K7 e eu jamais esqueci dela.

  • A canção "In A Little While" foi extraída da fase solo do cantor Art Garfunkel de seu álbum "Fate For Breakfast" (1979), que reflete um achado de 2002, em um tempo que eu visitava muitos sebos de discos. Nunca mais me esqueci desta música marcante!
Agradecimento especial: Ao Charles Portilho da 019 Discos, por me inspirar com várias das músicas incluídas aqui. Sempre quando vou à sua loja, ele está testando discos dos lotes que chegam toda semana, por acaso ele me apresentou "Stilleto" do Billy Joel – presente no álbum "52nd Street" (1978), "Shy Hearts" de Dan Hartman – presente em seu álbum "I Can Dream About You" (1984) – e "You Keep Me Hangin' On" do Rod Stewart. É por o disco pra tocar e apertar o REC do gravador, hahahaha...

Faixas:
01. Dance Little Sister - Terence Trent D'Arby
02. Hang In Long Enough - Phil Collins
03. True Blue - Madonna
04. Fly Too High - Janis Ian
05. In A Little While (I'll Be On My Way) - Art Garfunkel
06. Stiletto - Billy Joel *
07. You Keep Me Hangin' On - Rod Stewart *
08. Love Is A Contact Sport - Whitney Houston
09. I Keep Forgettin' (Every Time You're Near) - Michael McDonald
10. Every Home Should Have One - Patti Austin
11. Stay Gold - Stevie Wonder *
12. Shy Hearts - Dan Hartman *
13. Who Loves You Baby! - Debbie Gibson
14. If It's Not What You're Looking For - Kenny Loggins
15. The Last Time - Agnetha Fältskog
16. What You Get Is What You See - Tina Turner
17. Stop Loving You - Toto
18. City Streets - Carole King

[ * ] - Faixas com ruído residual reduzido com MVSep DeNoise.

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

sábado, 25 de abril de 2026

Ana Hits: Os Temas da Campeã do BBB26 (2026)

BBB26: A "Novela" de Ana Paula Renault e a Análise Técnica da Vitória

A vitória de Ana Paula Renault no BBB26, embora estatisticamente esmagadora, é alvo de debates intensos entre analistas de mídia. Com formação em Jornalismo e Gestão de Finanças, a mineira utilizou sua experiência prévia em bastidores e realities para operar um jogo cerebral, compensando a ausência de força física com uma visão estratégica considerada "cirúrgica" por especialistas.

Consciência Desperta e Uma Estratégia Poderosa

Diferente de suas participações anteriores, Ana Paula entrou no confinamento com uma consciência desperta e um plano de ação comportamental rigoroso. Ela adotou lemas de autoproteção e controle como "Eu só irrito quem me irrita" e "Permita-se ser mal visto", além de ter postura de não falar mais do que o indispensável e necessário. 

Em vários momentos, ela foi tida como contraditória, como quem adotasse o "dois pesos e duas medidas", mas isso foi sobreposto pela estratégia de guerra da comunicação que ela escolheu desde o início do jogo quando conseguiu fazer Pedro (1º participante) sentir-se culpado por avançar em Jordana na dispensa da casa logo no início do programa e apertar o botão de saída.

Essa manutenção de alianças inabaláveis até o fim e a economia de palavras foram interpretadas por parte do público e da crítica como uma manipulação de narrativa. Enquanto analistas de reality como Chico Barney (UOL/Splash), Dri Paz e Tati Martins (Web TV Brasileira) classificaram a temporada como "morna" e "gabaritada" por Renault, especialistas em retórica viram ali um caso de estudo.

O Fenômeno da Comunicação Assertiva

O comportamento de Ana Paula serviu de recorte para analistas de padrão comportamental e comunicação visual e não visual. Observou-se a aplicação prática de técnicas de Comunicação Assertiva, Rapport e Comunicação Não-Violenta, além de ferramentas ensinadas por mestres como Richard Greene. O uso da inflexão descendente (que transmite autoridade e segurança) e o controle emocional demonstraram uma mudança que, segundo especialistas, só se adquire com terapia profunda e o desejo real de transformação da própria imagem pública.

O Efeito "Novela" e o Apoio dos Replicadores

Para muitos observadores, o público consumiu o BBB26 como uma narrativa de ficção. Esse fenômeno deve-se à atuação de programas como o Fofocalizando (SBT) — onde ela já era reconhecida pelo bom trânsito com a equipe técnica — e o A Tarde É Sua (RedeTV!). Esses veículos focaram a cobertura em cortes favoráveis, criando uma rede de proteção que blindou sua imagem perante o grande público.

O Fator 19 de Abril e a Estatística Final

O ápice dramático ocorreu em 19 de abril de 2026, com o falecimento de seu pai, Gerardo Renault. O luto compartilhado com o apresentador Tadeu Schmidt (que perdera o irmão, Oscar Schmidt) selou a narrativa de redenção. O resultado nas urnas foi incontestável:

  • Ana Paula Renault: 75,94%

  • Milena Moreira: 17,29%

  • Juliano Floss: 6,77%

Ela encerrou sua participação com o prêmio de R$ 5,7 milhões, consolidando uma estratégia de comunicação de poder que jogou a seu favor do início ao fim.

Exclusivo: Coletânea Ana Hits – Os Temas da Campeã do BBB26

Seguindo a brincadeira "Ana Eletrohits" que o Globoplay fez no Instagram (entenda clicando AQUI) e atendendo a sugestão dos seguidores aqui do blog, preparei uma curadoria especial com a trilha sonora que embalou a jornada da campeã. A coletânea não-oficial "Ana Hits: Os Temas da Campeã do BBB26" reúne desde os clássicos das pistas que a marcaram nas festas da edição 26 até os hinos que tocaram na casa seguindo o perfil da participante. 

A coletânea traz na abertura a canção que fez Bob Sinclar voltar ao Top 10 Brasileiro de Streaming só pela forma que Ana Paula curtiu a faixa ao dançar sozinha na pista ao som de "World Hold On". Também temos "Macarena", música que a sister utilizou para acordar a casa em alto volume. Tem "Rio 40 Graus" e "You're Still the One", cantaroladas por ela, e "Me Usa", momento em que a loira caiu no rebolado e fez até as adversárias baixarem a guarda.

Destaque para as duas faixas do MC Theus, que contêm recortes das falas de Renault: "Olha Ela", referente ao seu memorável bordão "olha eeeeeeelaaaaaa" ao voltar do Paredão Falso no BBB16, e "A Feiticeira", que usa a fala irônica da sister para devolver os ataques de Pedro (o desistente), quando este a acusou de "influência espiritual" por ter se engasgado. Quem ouvir vai lembrar da personalidade de Renault que se firmou como um ícone da última edição do BBB.

Já pegou seu discman? rs...

Faixas:
01. World Hold On - Bob Sinclar feat. Steve Edwards
02. Erva Venenosa (Poison Ivy) - Rita Lee
03. Macarena - Los Del Rio
04. Olha Ela - MC Theus feat. Ana Paula Renault
05. Toxic - Britney Spears
06. Lança Perfume (Filhos do Rock Remix) - Rita Lee
07. Rio 40 Graus - Fernanda Abreu feat. Fausto Fawcett
08. The Look - Roxette
09. A Cera - O Surto
10. À Francesa - Marina Lima
11. Vou Festejar - Beth Carvalho
12. Perigosa - Frenéticas
13. A Feiticeira - MC Theus feat. Ana Paula Renault
14. Glamurosa - MC Marcinho
15. Tô Nem Aí - Luka
16. I Don't Know Why (Viale & Dj Ross Radio Cut) - Moony
17. Can't Get Over - Kasino
18. Cheguei - Ludmilla
19. Vou Desafiar Você - MC Sapão feat. DJ Detonna
20. If You... (Radio Mix) - Magic Box
21. You're Still The One (Radio Edit) - Shania Twain
22. Me Usa - Banda Magníficos

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

É Pra Gravar!!! Internacional Vol. 4 (2023)



Eu resolvi depois de um hiato de 8 anos desaposentar a série "É Pra Gravar!!!". De lá pra cá tanta coisa aconteceu, mudei de endereço, mudei de serviços, namorei, fiquei solteiro de novo, fui pra academia... Sim, esse é o ponto! Focar numa coletânea com as versões que ouvia no rádio e gravava nas fitinhas quando adolescente, a maioria com pegada dançante. "Cês" acreditam que eu acabei passando essa coletânea para o celular e fui malhar ao som dela? rs...

Como esta coletânea explora tão somente a primeira metade da década de 1990, com músicas que passei a pré-adolescência ouvindo no rádio, eu tomei a liberdade de fazer uma edição comentada faixa-a-faixa! Duvido você não viajar comigo na edição comentada faixa-a-faixa!

Vamos a playlist! Aperta o REC!

01. In the Closet (Club Edit) - Michael Jackson
Inauguro a seleção com ele, o Rei do Pop, Michael Jackson e o semi-hit "In The Closet" do álbum Dangerous, que tive o prazer de ouvir na versão remixada pelo DJ Tommy Musto tocada às 7h da manhã de um sábado no ano de 1995, na Rádio FM Cultura de Campinas. Desespero é pegar um K7 e achar o ponto estratégico pra apertar o rec e gravar. Gravei o que deu dela... do meio pro fim, rs.... Anos depois, recuperei a música por meio de download em lossless. 

02. Set Me Free (Dance Mix) - Richy
O cantor suíço de origem espanhola Ricardo Sanz Fontan compôs a canção "Set Me Free" com seu empresário Andreas Nager. A faixa é produzida pelos DJs suíços Gutze Gautschi e Mark Wyss, que são responsáveis pela composição e produção de faixas do álbum "Dance With Me", primeiro do romeno DJ Bobo. Uma música emblemática que chegou no Brasil através da Paradoxx Music, integrando as coletâneas Resumo da Ópera e Dance Patrol. A consagração por aqui foi sacramentada quando a música entrou para a trilha da novela Cara & Coroa. Mais curiosidades sobre a canção estão no blog Rikardo Music do paulistano Ricardo Rocha, dedicado à incansável pesquisa da Eurodance.

03. Queen of the Night (CJ's Master Mix) [Edit] - Whitney Houston
Tenho que falar da rainha da voz Whitney Houston, que já vinha estourada do Guarda-Costas e apresentava já seu 5º single "Queen of the Night" no final de 1993, com produção original assinada por L.A. Reid e Babyface e co-produção de Daryl Simmons (compositor) e Whitney Houston (que fez arranjos vocais da original e remix). O remix foi feito por DJ Christopher John Mackintosh e é a versão que a Rádio Transamérica mais tocou! Inclusive a Whitney usou a base desse remix foi remontada pela banda de Whitney e executada com bateria, teclado, saxofone. Isso é notado no Show que a Whitney apresentou no Hollywood Rock em janeiro de 1994 no Brasil. Fiz um edit da versão 12'' remix, porque se pensa que as rádios tocavam a versão Single curta, na-na-ni-na-não.... a versão passava de 5 minutos.  mas sintetizei a 4:24, redondíssima!

04. Turn the Beat Around (Def Radio Mix) - Gloria Estefan
A canção composta por Gerald Jackson e Peter Jackson foi originalmente gravada por Vicki Sue Robinson em 1976. A cantora cubana Gloria Estefan gravou a canção para seu álbum de releituras "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me", lançado em 1994, com produção de seu  marido Emilio Estefan Jr. A faixa original teve arranjo e produção de Lawrence P. Dermer com arranjo e programação adicional de Nathaniel Seidman e foi tema do filme "O Especialista" estrelado por Sylvester Stallone e Sharon Stone. O remix ganhou a programação, percussões e base de piano do DJ David Morales e se comporta como se fosse uma nova canção. Importante notar a voz feminina que acompanha a diva cubana, é ninguém menos que Donna Allen. Chique demais!

05. Don't Stop - Madonna
No ano de 1995, Madonna seguia o cronograma de divulgação do álbum "Bedtime Stories" (1994) e lançava seu terceiro single "Human Nature", que algumas rádios preferiram não tocar, por soar como muito próxima do álbum Erotica. As rádios de segmentação mais popular adotaram "Don't Stop" como alternativa, por sugestão da própria gravadora mesmo, por ser mais descolada  solar, com levada downtempo que abre pistas de dança. A faixa é composta por Colin Wolfe, Dallas Austin, Madonna e produzida por Dallas Austin com remix adicional de Daniel Abraham – que já tinha trabalhado com Madonna no remix single de "Rain" no ano anterior.

06. You Gotta Be (Love Will Save the Day Mix) - Des'ree
A cantora inglesa Des'ree lançava em março de 1994 o que seria o maior hit de sua carreira, "You Gotta Be". A canção, composta e escrita por ela em parceria com Ashley Ingram, é carro-chefe do álbum "I Ain't Movin'", lançado em maio daquele ano. O remix em questão é assinado pelos DJs Louie "Phat Cat" Vega e Maurice "Moe" Gallegos. A faixa integra duas coletâneas importantes brasileiras: 100% Charme (1994) – do programa Seis e Dance da extinta Rádio RPC do Rio de Janeiro – e DJ Sound Club Tracks # 3 (1995) – da série de coletâneas da revista DJ Sound.

07. Living on My Own (No More Brothers Mix) - Freddie Mercury
Freddie Mercury, falecido em novembro de 1991, tinha deixado como legado registros vocais de trabalhos anteriores que sua gravadora Parlophone resolveu lançar no ano de 1992 em "The Album", que pode ser encarado como compilação mas também como album, já que aos registros inéditos foram somados registros do "Mr. Bad Guy" (1985) e do musical "Time" (1986), que passaram por troca de roupagem. Em "The Album" também foi incluída "Living On My Own", que ganhou remix de Carl Ward, Colin Peter e Serge Ramaekers, o trio No More Brothers. Em 1993, a gravadora liberou para o mercado fonográfico o EP Remixes, apresentando várias faixas do disco de 1992 em outras versões. A versão de No More Brothers de "Living on My Own" estava lá. O remix tocou em tudo que é FM, ganhou videoclipe, quiçá o mundo!

08. Don't Go Breaking My Heart '94 - Elton John & Rupaul
Em 1994 o Elton John colocava nas prateleiras o Duets, album de gravações inéditas com convidados. Dele saiu a regravação de "Don't Go Breaking My Heart" que Elton gravou com a drag queen mais estourada da época RuPaul e com arranjos do lendário Giorgio Moroder. Lembro dessa música ter ganho um fôlego novo nas pistas sem precedentes. A música viralizou! E meus pais diziam pra mim que a música era velha, eu incrédulo achava que eles estavam enganados. Isso até um especial de rádio me apresentar a original que Elton gravou com Kiki Dee. Meus pais gostam das duas versões, porque Elton John é Elton John!!!

09. Every Shade of Blue (Euro Radio Version) - Bananarama
O trio que as amigas Keren Woodward e Sarah Dallin – que se conhecem desde o tempo de infância – foi formado na maioridade com a amiga Siobhan Fahey em 1981. Apesar de elas nunca terem parado de cantar, não vinha um sucesso significativo desde "Cruel Summer". Eis que em 1995, o trio lançou "Every Shade Of Blue", presente no álbum Ultra Violet (conhecido em alguns países asiáticos como I Found Love). A canção é composta por Gary Miller – também produtor original da música –, Keren Woodward, Paul Barry, Sarah Dallin e Steve Torch. A versão remix em questão, também conhecida como "Mix 1 Vox Hi", é assinada por Theo Spagna e não está presente em coletânea alguma no Brasil, embora tenha sido a versão executada nas rádios!

10. Keep on Moving (Extended Mix) - Bob Marley & The Wailers
O jamaicano Bob Marley registrou com The Wailers pela primeira vez a canção de autoria de Curtis Mayfield em seu álbum "Soul Revolution Part II" lançado 1971. A faixa tinha produção original de Bob Marley, Errol Brown e Lee Perry. Mas a canção foi rebobinada em 1995 e ganhou produção adicional de Ingmar Kiang e Trevor Wyatt com mixagem nova de Paul "Groucho" Smykle, trazendo uma modernização nos vocais e instrumentos, como se Bob Marley estivesse gravando a música naquele ano.

11. Hey Now (Girls Just Want To Have Fun) (Sly & Robbie's 'Home Grown' Version) - Cyndi Lauper featuring Snow
Em 1994, Cyndi Lauper lançava sua coletânea "Twelve Deadly Cyns... And Then Some", que é um trocadilho que Cyndi fez entre Pecados Mortais (Sin) seu próprio nome (Cyn), que traduzido quer dizer "As 12 Matadoras da Cyn... e um pouco mais" que consistiam em 12 hits e duas inéditas. Nessa brincadeira surgiu o single "inédito" Hey Now, que nada mais é a troca de refrão de Girls Just Want to Have Fun com uma levada downtempo. Lauper empreitou um single com remixes assinados por Sly & The Family Stone e Junior Vasquez, na pegada dancehall (reggae pra discoteca), que foi a moda do momento. E só nessa brincadeira Cyndi Lauper puxou a original pras rádios. Foi um auê!

12. Runaway (G-Man's Hip Hop Mix) - Janet Jackson featuring Coolio
Janet Jackson lançava no ano de 1995 a coletânea "A Design Of A Decade 1986-1996", incluindo "Runaway" como uma das inéditas e single daquele ano. A faixa é composta por Janet Jackson, James Harris III e Terry Lewis, com produção de Jimmy Jam com Janet e Harris III. O remix é assinado por Jorge "G-Man" Corante, com vocais adicionais de Ivan Matias e rap do saudoso Coolio.

13. Living in Danger (D-House Mix) [Edit] - Ace Of Base
O quarteto sueco Ace Of Base começou em 1992 lançando o álbum Happy Nation, com aproveitamento de faixas desse álbum lançou em 1993 o "The Sign". A faixa "Living in Danger" foi produzida e composta por Ulf "Buddha" EkbergJonas "Joker" Berggren, membros do grupo. O remix em questão é do grande David Morales, que incluiu programação, percussão e piano. A versão foi lançada em versão editada na coletânea Hit Remix (1994, Fieldzz Discos), mas a versão longa que tem 10:00 de duração foi torada nos 5:00. A versão curta termina nos 4:05 com trecho acapella e foi tocada bastante, mas ainda algumas rádios  tocavam propositalmente a versão original pra fazer um pit stop... Fiz uma edição a partir da versão longa, resultando em um edit de 5:10. Confira o resultado... Tá chique! 

14. Love of My Life - Fun Factory
Em 1994, o grupo Fun Factory estreava na Alemanha com o álbum "Non-Stop!", que literalmente era um disco sem pausas entre as faixas. O grupo em sua formação original tinha Toni Cottura (rapper Smooth T), Rodney Hardison (rapper Rod D.), Stephan Browarczyk (rapper Steve), Balca "Balja" Tözün (vocalista) e Marie-Anett Me (modelo da vocalista que dublava). Balca não ocultamente, pois tinha contrato com outros projetos como 2 Raff, Darkness e Chak. A faixa teve melodia e produção assinada por Rainer Kesselbauer e Toni Cottura e letra de todos os rappers do projeto. A música foi lançada como single em 1995 após a efervescência de "Take Your Chance" e "Close To You". Leia mais detalhes sobre o blog Rikardo Music. O motivo da minha escolha foi que nunca esqueci dessa música emblemática, que é uma típica música romântica com rap para dançar no passinho.

15. Fat Boy (JJ's Club Mix) [Edit] - Max-A-Million
O trio Max-A-Million formado em 1994 por Willie May Baker (codinome A'Lisa B), Duran Estevez e Tommye Miller é uma cria dos produtores Byron Walton, Charlie Rosario, JJ Flores, Manny Mohr, Marcus Mitchell, Onofrio Lollino, Spero Pagos, que juntos formam o 20 Fingers. A faixa em questão, embora lançada como single em 1994, foi conhecida através das coletâneas "RPC Dance" e "Pool F.M. - The Essential Selection" lançadas em 1995 via Top Tape. A música tocou para um caramba entre 1994 e 1995.

16. I Can't Stop Loving You (Radio Version) - Papa Winnie
O cantor oriundo de Bequia – província das Ilhas de São Vicente e Granadinas (território do Caribe) –, é conhecido por seu repertório todo reggae. Porém em 1994, gravou na Alemanha um single da canção "I Can't Stop Loving You" composta por Don Gibson. A faixa foi produzida por Axel Selitsch, Martin Petersman e Teddy Delight juntamente com Joe M. e Ollie Stan, que fizeram a programação eletrônica e mixagens, trazendo Papa Winnie para um contexto eurodance, com uma puxada para o Classic House. Ainda, contou com vocais adicionais de Andrea Barker e Lori Glori, deixando a canção ainda mais solar. A faixa foi lançada no Brasil na coletânea "Dance It Again, Sam! 2" (BMG, 1994). Quem viveu esta época ouviu bastante esta versão nas rádios, que com o passar dos anos parou de ser tocada, infelizmente.

17. Right Here (Human Nature Duet) (Demolition 12'' Mix) - SWV featuring Michael Jackson
O grupo SWV – acrônimo de Sisters With Voices – foi formado em 1988 pelas colegas de colégio e frequentadoras de comunidade cristã (daí o termo "sisters") Cheryl Gamble, Leanne Lyons e Tamara Johnson. A canção "Right Here" produzida por Brian Alexander Morgan, ganhou remix de Tedd Rilley com sample de "Human Nature". A canção teve uma segunda versão desse remix, com mashup the partes cantadas da música, tornando a versão um dueto. A versão que o mundo conheceu foi a remix, pela qual o trio é lembrado até hoje.

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

É Pra Gravar!!! Vol. 3 Internacional (2015)




Após um recesso de alguns meses, em 2015 criei o 3º Volume da série Internacional de "É Pra Gravar!!!". Já abri o set list com a pulsante "The Obvious Child" que gravei em K7 em 1992, no Gradiente que ficava no quarto do meu primo Paulo Piton, fuçando tudo quanto é CD do seu acervo particular com a permissão dele. Até então nunca tinha visto CD Player na vida. Me apaixonei pela aparelhagem. Então essa música tem valor sentimental e pra lembrar o bom gosto que meu primo de 2º grau – a quem estimo muito até hoje – sempre teve com música! Essa música faz parte do album "Rhythm of the Saints" e no disco ao vivo "Live in the Park" foi produzida pelo brasileiro Marco Mazzola, que inclusive foi o que apresentou Olodum a Paul Simon.

Mas fiz esta coletânea garimpo promos de gravadoras para rádios, coletâneas da Rádio Manchete e discografias dos artistas que eu gosto e charts norte-americanos de época.  A seleção ficou diferentona!

Um dos destaques é 'Unconditional Love', que a Cyndi Lauper compôs para o álbum A Night to Remember. Eu só conhecia a regravada pela Susanna Hoffs (Bangles) que foi tema da novela O Dono do Mundo em 1991. Foi então que descobri que em 1989 a canção foi um semi-hit recorrente nas rádios na voz da Cyndi. Simplesmente linda!

Aqui também imprimi a lembrança do "comeback" de Nikka Costa já com 18 anos apresentando "Renegade (Take My Breath Away), cujo videoclipe passou no Fantástico e eu gravei na minha VHS Basf.

E o que dizer do single de Kenny Loggins? 'I'll Be There' sequer foi cogitada para coletâneas de êxitos do artista, mas marcou presença em um promo brasileiro da CBS da época. Imaginem a variedade que os programadores tinham em mãos! Muito material pra tocar nas FMs que vinham se consolidando desde sua popularização nos anos 70.

E pra fechar, antes de apresentar o repertório, tem a faixa "See The Lights" presente no album "Real Life" que o Simple Minds lançou em 1991 mas só vim a saber dela através de coletânea Glittering Prize 81/92 que degustei locadora Laser Express de Americana/SP e levei pra casa pra gravar (bons tempos!). Quando ouvi essa música, foi amor à primeira ouvida. Rádios chegaram a tocar a versão estendida, cuja introdução fez da música um hino definitivo.

Ô época boa das melodias marcantes! 

Vem curtir comigo!

Faixas:
01. The Obvious Child - Paul Simon with Olodum *
02. Nothing's Gonna Take You Away - Chaka Khan *
03. No Reply At All - Genesis
04. Unconditional Love - Cyndi Lauper *
05. See The Lights (12'' Version) - Simple Minds
06. Forget Me Nots - Patrice Rushen *
07. Two Hearts - Cliff Richard
08. Renegade (Take My Breath Away) - Nikka Costa
09. To Know You Is To Love You - Syreeta & Stevie Wonder *
10. I'll Be There - Kenny Loggins
11. You're My One And Only - Jennifer Rush
12. The Man - Paul McCartney & Michael Jackson
13. Holding Me Tonight - Carly Simon
14. Tender Is The Night - Jackson Browne *
15. Walk Away - Dionne Warwick *
16. Similar Features - Melissa Etheridge *
17. Faith - George Michael
18. Playin' On My Guitar - David Gates *

[ * ] - Faixas com ruído residual reduzido com MVSep DeNoise.

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI

É Pra Gravar!!! Internacional Vol. 2 (2014)


Àquela altura, eu já tinha separado tanta música boa que o repertório acabou transbordando para novos volumes. Foi assim que surgiu, logo em seguida, o Volume 2 da série 'É Pra Gravar!!! – Internacional'.

Afinal, quem nunca ligou para a rádio e cantarolou um 'na-na-na' ao telefone para um programador, tentando descobrir aquela música perdida? E o cara, num lance de mestre, te dava o nome, o dia e a hora exata em que ela tocaria de novo para você deixar o REC preparado. Era uma outra era do rádio, onde todos, de classe A a D, compartilhavam o ritual de gravar canções diretamente da radiodifusão. Que saudade desse tempo!

Além dos garimpos, cabe destacar "Breakaway" que Donna Summer lançou em seu álbum "Another Place and Time" (1989), produzida e composta por Matt Aitken, Mike Stock e Pete Waterman, com remix de Phil Harding e Ian Curnow. A canção ganhou sobrevida em 1992 ao entrar para a trilha sonora de Despedida de Solteiro. A Rádio Transamérica era a que mais tocava esse remix. Eu tomei a liberdade e fiz uma versão que mistura a versão longa com a versão, tal como a versão que tocava nas FMs. 

Descaco também Madonna queem 1993 lançou o single da canção "Rain", composta e produzida por ela junto com Shep Pettibone, que está presente em seu aclamado álbum Erotica. A versão do single apresenta uma gravação de vocal nova no Prime Cuts Studio (Nova York), com produção adicional de Daniel Abraham. Lembro-me que esta versão foi "A Música do Dia" na Rádio Vox 90 FM e eu gravei em fita K7.

O restante das músicas segue um desfile de grandes astros em uma sequência de hits e semi-hits interessantíssimos!

Preparado? Aperta o REC!

Faixas:
01. Upside Down - Diana Ross *
02. Heart Is On The Line - Rod Stewart
03. All Through The Night - Cyndi Lauper
04. Tearing Us Apart - Eric Clapton & Tina Turner *
05. Modern Love - David Bowie
06. Save Me - Bonnie Tyler *
07. Shame - The Motels
08. We Don't Talk Anymore - Cliff Richard
09. Big Love - Fleetwood Mac *
10. Now And Forever - Carole King
11. Steal Away - Robbie Dupree
12. The Promise - When In Rome *
13. Breakaway [PWL Remix Edit] - Donna Summer
14. Rain [Remix Edit] - Madonna
15. When Tomorrow Comes [Dance Remix Edit] - Eurythmics
16. Radio Song - R.E.M. feat. KRS-One
17. Anticipation - Carly Simon *
18. Conviction Of The Heart [Radio Edit] - Kenny Loggins

[ * ] - Faixas com ruído residual reduzido com MVSep DeNoise.

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI

É Pra Gravar!!! Internacional Vol. 1 (2014)



Para quem já acompanha os resgates de música de qualidade aqui no blog, apresento uma coleção iniciada em 2014. A série reúne pérolas internacionais que dominaram as FMs entre as décadas de 70 e 2000, naqueles tempos em que as fitas K7 estavam sempre à mão para registrar faixas 'lado B' ou versões alternativas.

Esta é, sem dúvida, uma das melhores séries que já criei. O repertório é fruto de uma busca minuciosa por discos promocionais em marketplaces como o Discogs e Mercado Livre, além de pesquisas em arquivos de áudio para resgatar raridades. O objetivo foi entrar na mente do programador daquela era áurea do rádio, que montava suas planilhas com base em LPs e CDs promo exclusivos.

Ouça, aumente o som e deixe sua opinião!

Faixas:
01. Morning Train - Sheena Easton *
02. Took The Last Train - David Gates *
03. No Tell Lover - Chicago *
04. Slow Hand - Pointer Sisters *
05. I Cannot Believe It's True - Phil Collins
06. All You Get From Love Is A Love Song - Carpenters *
07. Here Comes The Rain Again - Eurythmics
08. Josephine - Chris Rea *
09. You Belong To Me - Carly Simon
10. If I Could Turn Back Time [Rock Guitar Version] - Cher
11. You're The Only Woman - Ambrosia *
12. Never Knew Love Like This [Extended Mix] - Cherelle & Alexander O'Neal
13. Some Guys Have All The Luck - Rod Stewart
14. Forever Your Girl - Paula Abdul
15. Look Me In The Heart - Tina Turner
16. Don't Stop The Dance - Bryan Ferry
17. Together [Original Remix Version] - Mike Francis & Amii Stewart
18. Secret Combination - Randy Crawford *

[ * ] - Faixas com ruído residual reduzido com MVSep DeNoise.

Para baixar a coletânea em FLAC, clique AQUI

terça-feira, 21 de abril de 2026

Paulo Ricardo - A Um Passo da Eternidade (Remix) (1989)


A virada da década de 1980 para 1990 foi um período de experimentação e sofisticação na música pop brasileira. Um dos episódios mais fascinantes dessa transição envolve o cantor Paulo Ricardo e a dupla de produtores Two Junkies, cujos créditos muitas vezes apareceram envoltos em mistério e erros de impressão.

A Mistura Perfeita: Paulo Ricardo e o Synthpop

Em 1989, logo após o fenómeno RPM, Paulo Ricardo lançou o seu primeiro álbum a solo pela Epic/CBS. Entre as pérolas desse trabalho, destaca-se a canção "A um passo da eternidade", composta em parceria com Fernando Deluqui e produzida e arranjada originalmente com Guilherme Canaes.

Se a versão original já carrega a força do pop rock nacional, o remix promocional de 12 polegadas consegue elevar a canção ao estatuto de Synthpop de nível internacional. Se estivéssemos em Londres ou Berlim, essa melodia estaria ao lado de gigantes do género. A produção eletrónica, centrada em teclados e sintetizadores, trouxe uma atmosfera remetente a ícones como Pet Shop Boys, Human League e Bryan Ferry.

O Mistério do Nome: Two Junkies ou Two Junks?

Onde se lê "Two Junks", o DJ Silvio Müller (atualmente DJ Dumato) esclareceu ao blog Brasil Remixes que factualmente o nome é Two Junkies — a dupla formada pelo próprio Sylvio e por Ippocratis Bournellis (conhecido como Grego), que infelizmente nos deixou em 2010. A dupla marcou presença na série de três volumes "Dance Mix" (CBS), "Remixou? Dançou!" (CBS), "Lambada In House" (Continental) e "House & Remix" (WEA).

Assinatura Sonora e Referências Europeias

Sob meu ponto de vista, a versão remixada por Dumato e Grego carrega a atmosfera de "Suburbia" que os Pet Shop Boys lançaram em 1986, bem como a base eletrônica pulsante mantém uma elegância que preenche o espaço da canção sem sobrecarregar a melodia.

E claro, impossível ouvir sem lembrar o remix hipnótico que os dois fizeram em "Loucas Horas" de Guilherme Arantes – faixa presente na icônica coletânea "Remixou? Dançou!" – realizando colagens de sintetizadores, criando batidas melódicas e criando melodias com um segundo de voz do artista para criar as melodias na mudança de tons do mesmo trecho. Chique, extremamente chique e exige uma habilidade de ouvido e conhecimento da parafernalha de produção.

O Promo LP possui 4 versões: "Radio Version" (versão curta da Junk Club Version), "Instrumental" (quase uma versão Dub Mix), "Junk Club Version" – versão remixada com vocais integral – e "Eternapella", que tem elementos da base melódica com os vocais. Material raríssimo em toda internet que compartilho em primeira mão..

Faixas:
01. A Um Passo Da Eternidade (Radio Version)
02. A Um Passo Da Eternidade (Instrumental)
03. A Um Passo Da Eternidade (Junk Club Version)
04. A Um Passo Da Eternidade (Eternapella)

Para baixar o Promo LP em FLAC, clique AQUI.

sábado, 18 de abril de 2026

Ronan Keating - Destination / Brazilian Edition (2002)

O álbum Destination, em sua edição nacional de 2002, é muito mais do que um disco de música pop. Lançado pela Polydor (via Universal Music) esta edição brasileira destaca-se por uma estratégia de marketing muito comum na época: a inclusão de uma colaboração com um artista local para impulsionar as vendas e garantir espaço nas rádios e trilhas sonoras. 

Também, o álbum traz o resultado do encontro entre Ronan Keating e uma das duplas de compositores mais influentes da indústria: Gregg Alexander (New Radicals) e Rick Nowels (responsável por hits de Madonna a Lana Del Rey). .Essa parceria já havia definido o sucesso do álbum de estreia de Ronan, com o single "Life Is A Rollercoaster". Nesta edição de Destination, a dupla entrega 6 faixas novas, sendo elas: "I Love It When We Do", "Love Won't Work (If We Don't Try)", "Come Be My Baby", "Lovin' Each Day", "My One Thing That's Real" e "You're Picking Me Up" (esta com co-autoria de Ronan Keating).

Um dos fatos mais curiosos desta edição é a onipresença de "When You Say Nothing At All". A canção de autoria de Don Schlitz e Paul Overstreet havia sido gravada originalmente por Keith Whitley para seu álbum "Don't Close Your Eyes" lançado em 1988, retornou em 1995 na regravação de Alison Krauss para sua coletânea "Now That I've Found You: A Collection" e quatro anos depois, Ronan Keating gravou sua releitura para ser um dos temas centrais do filme Um Lugar Chamado Notting Hill, dando a música projeção mundial. A canção foi tão avassaladora na sua carreira solo que, após figurar no álbum Ronan (2000), foi trazida de volta para esta edição brasileira de Destination em três versões distintas: a versão original e duas versões  em dueto com a cantora Deborah Blando.

Enquanto o público assimilava a versão bilíngue "When You Say Nothing At All (O Amor Fala Por Nós)" tocada nas rádios e canais de videoclipes, a versão em inglês tocava  nas cenas da novela O Beijo do Vampiro (Rede Globo, 2002), deixando os fãs da cantora ensandecidos. Em 2000, o cantor irlandês já havia marcado presença na trilha sonora da novela Vila Madalena (Rede Globo)  com a versão original da canção, comprovando que a escolha Deborah Blando para o dueto de uma canção já conhecida pelos brasileiros era fruto de estudo de marketing.

Mas uma sucessão de curiosidades paira sobre a escolha dos duetos para o álbum Destination: na edição mestre, a canção de trabalho foi "We've Got Tonight", em dueto de Keating com a cantora inglesa Lulu. A canção chegou a ter gravações locais com novos vocais de Giorgia (Itália) e Jeanette Biedermann (Alemanha). Já "When You Say Nothing At All" também teve uma nova gravação em dueto bilíngue com Paulina Rubio (mercado hispânico), chamada "When You Say Nothing At All (Nada Mas Que Hablar)".. Mais curioso ainda é "I Love It When We Do", para a qual a gravadora escolheu Cecília Cara (França) para gravar a versão bilíngue "I Love It When We Do (Je T'Aime Plus Que Tout)" – com direito a clipe no canal musical MCM (Ma Chaîne Musicale). 

Ainda, na edição tupiniquim do Destination, foram suprimidas as faixas "Time For Love", "Blown Away" e "As Much As I Can Give You Girl" – todas compostas por Alexander & Nowels –, além de "We've Got Tonight", – composição de Bob Seger –, dando lugar às três versões de "When You Say Nothing At All" e duas repescagens do álbum Ronan, "Life Is A Rollercoaster" e "The Way You Make Me Feel" – esta composta pelo canadense Bryan Adams e pelo britânico Phil Thornalley.

Enfim, são dados que nunca haviam sido documentados, pelo menos não até agora, hahaha... Bora ouvir o disco?

Faixas:
01. I Love It When We Do
02. Love Won't Work (If We Don't Try)
03. When You Say Nothing At All (O Amor Fala Por Nós) (In Portuguese) - featuring Deborah Blando
04. If Tomorrow Never Comes
05. Come Be My Baby
06. Lovin' Each Day
07. My One Thing That's Real
08. Joy & Pain
09. You're Picking Me Up
10. When You Say Nothing At All
11. Life Is A Rollercoaster
12. The Way You Make Me Feel
13. The Long Goodbye
14. When You Say Nothing At All (In English) - featuring Deborah Blando

Este é um CD Rip exclusivo da Gazeta do Som.

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Recesso para mudança!

Pessoal, por motivo de mudança residencial, os equipamentos que utilizo para remasterizar meus discos estão desligados e encaixotados para mudança. Como vou ficar um período em organização após a mudança e sem internet fibra ótica, as postagens vão ficar suspensas até as coisas estarem em ordem.

Vou continuar fazendo as interações por meio do pacote de dados do celular e respondendo-as na medida do possível. 

Agradeço cada um de vocês pelo prestígio, pelo respeito e pela amizade.

EBENÉZER – Até aqui nos ajudou o Senhor (1 Samuel 7:12)

terça-feira, 14 de abril de 2026

Ciclone - Delícia (1985)

O Ciclone foi um grupo vocal masculino que surgiu no cenário pop brasileiro de 1985. Formado por Marcelo, Ricardo, Arthur Coimbra, Sérgio e Eduardo, o quinteto foi fruto de uma estratégia da gravadora Polygram, que em 1984 iniciou testes para selecionar jovens que pudessem competir com o fenômeno internacional do Menudo (Porto Rico) e do Tremendo (Argentina), além de rivalizar com as apostas da CBS, o Dominó e o Bombom.

Lançado oficialmente no programa do Chacrinha em março de 1985, o grupo rapidamente alcançou o topo das paradas de rádio em todo o país. O sucesso foi consolidado com a presença na trilha sonora da novela A Gata Comeu e a participação no álbum Xuxa e Seus Amigos.

A Engenharia do Som: Arranjos e Ficha Técnica 

O grande diferencial do Ciclone era o suporte de músicos e arranjadores de alto escalão. O trabalho de arranjo e regência foi distribuído de forma minuciosa entre vários profissionais, conforme os créditos oficiais:

  • Reginaldo Francisco: Assinou os arranjos e teclados de "Vem que a hora é boa", além de dividir a regência com Fernando A. Souza em "Pede Mais" e "Só o Amor Constrói".

  • Fernando A. Souza: Foi o responsável pelos arranjos de "Honolulu" e dividiu a regência com Reginaldo Francisco em "Dança Comigo".

  • Joe (Ex-Euthanasia): Além de tocar guitarras, assinou os arranjos, regência e solos de "Delícia", "Gatinha Carente" e "Secretária Eletrônica".

  • Ricardo Cristaldi: Assinou os arranjos e teclados de "Tipo One-Way" (junto com Joe e Ribeiro José Francisco).

  • Jaime Além: Ficou responsável pelo arranjo vocal da faixa "A Todo Vapor".

  • Sobre "Inflamável" (Easy Lover): A versão da letra é de Ribeiro José Francisco, enquanto a adaptação musical e as guitarras ficaram a cargo de Claudio Stevenson.

O suporte instrumental foi garantido por:

  • Teclados: Jota Moraes (inclusive no DX7), Reginaldo Francisco, Fernando A. Souza, Ricardo Cristaldi e Danielle.

  • Guitarras: Joe e Claudio Stevenson.

  • Baixo: Ricardo Villas Boas, Fernando A. Souza e Otávio Coelho Fialho.

  • Bateria: Fernando Moraes, Paulo C. Ferreira e Marcelo Castro da Costa.

  • Sax: José Carlos.

A engenharia de som foi realizada nos estúdios Transamérica e Polygram (RJ) por técnicos como Ary Carvalhaes, Jairo Gualberto e João Moreira. O encarte ainda registra um tributo especial: os solos de sax são dedicados a Oberdan Magalhães, da Banda Black Rio.

O Grupo Hoje Com o fim das atividades, os integrantes seguiram carreiras fora da música. Eduardo, Ricardo e Sérgio moram no Rio de Janeiro, enquanto Marcelo e Coimbra residem nos Estados Unidos há mais de 30 anos. Apesar da curta trajetória, o Ciclone permanece como um registro importante da produção pop brasileira da década de 80.

Nota de remasterização: O resgate deste álbum contou com o apoio cultural do meu amigo Israel Castro de Campina Grande/PA, que fez a aquisição do LP para a remasterização.

Faixas:
01. Vem Que A Hora É Boa (Pi / Ronaldo Barcellos)
02. Delícia (Joe / Tavinho Paes)
03. Gatinha Carente (Paulinho de Tarso)
04. Pede Mais (Tavinho Paes / Michel)
05. Secretária Eletrônica (Joe / Ronaldo Santos)
06. A Todo Vapor (Michel / J. Ribamar)
07. Só O Amor Constrói (Michel / Ronaldo Malta)
08. Honolulu (Ronaldo Barcellos)
09. Dança Comigo (André Monteiro)
10. Tipo One-Way (Joe / Tavinho Paes)
11. Inflamável (Phil Collins / Phil Bailey / Nathan East (Versão: Ribeiro José Francisco)

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

A Instrumentalização e a Fachada Moral da Inversão de Culpa

Nota: Este texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico médico, consulte um profissional qualificado.

O esquema de saturação que venho enfrentando atingiu um nível de cinismo técnico preocupante. O anônimo diz ser "genuinamente triste" a forma como lido com a insistência de um perfil específico, alegando que o comportamento repetitivo seria fruto de uma deficiência intelectual. Ele afirma ainda que minha reação é desproporcional, tentando me pintar como o agressor de um "coitado" que nunca foi grosseiro.

No entanto, é preciso expor a fachada moral que sustenta essa narrativa. Tudo o que esse defensor me acusa está apenas no plano das ideias e da retórica. A própria condição que ele usa para "blindar" o visitante Tharso Moreira Gomes é uma conveniência: não existe diagnóstico clínico e ninguém conhece pessoalmente o indivíduo defendido. Sem um rosto ou um laudo, a suposta deficiência é usada apenas como uma ferramenta de inversão de culpa, onde o saturador pedante vira vítima para que um editor do blog como eu seja silenciado.

Para provar a fragilidade desse argumento, utilizei ferramentas de IA para emular exatamente o padrão de escrita e os pedidos em série que recebo. O resultado é irrefutável: o comportamento é facilmente simulável e pode ser instrumentalizado por terceiros para gerar desgaste, drenar energia e desestabilizar quem produz conteúdo.

Talvez porque certos espaços estão insatisfeitos com o crescimento rápido e encaram blogs vizinhos como concorrência. Afinal, alguns que começaram há quinze anos acumulando 3,7 milhões de acessos não suportam quem chegue a superar 250 mil acessos em apenas 2 anos. Estas pessoas que se diziam amigas e no início disseram ser uma boa criar um blog, na verdade não achavam que eu chegaria longe com tanta publicação.

Tudo o que sobra na falta de assunto são resquícios de ataque pessoal no blog deste cidadão — que por sinal é bem poluído porque o texto azul com fundo branco em cima do logo do blog atravessa a escrita e dificulta muito quem quer ler — que foge bastante à intenção da escrita do que se pretende publicar para dirigir entrelinhas aos desafetos pessoais. Ele então mescla os devaneios sobre seus desafetos com a vinda como anônimo em blogs como o meu para proferir ataques. Se eu disser o único conteúdo ao qual ele dedica tempo para falar de cronômetro de música e tipos de fontes usadas, vocês descobrem na hora quem é

Sigo acreditando na conexão entre o alto fluxo de pedidos e a sustentação de um comércio de produtos piratas de luxo, além da prática de 'lavanderia de áudio'. Agora, firmo minhas convicções de que este sujeito tem sido instrumentalizado por terceiros para a saturação de blogs que o 'defensor' julga concorrentes, visto que o mesmo veio como anônimo para protegê-lo. Sinceramente, não vi sentido nesta defesa anônima, mas o fato de ele ter vindo até aqui para fazê-la só confirma, de forma definitiva, a instrumentalização e o jogo de interesses por trás desses pedidos.