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domingo, 30 de agosto de 2026

You & I (1995)

 

“You & I” é uma coletânea de músicas internacionais lançada em LP, K7 e CD, em 1995, pelo selo Som Livre, com seleção de repertório de Sérgio Motta e masterização realizada pelo estúdio Promaster. A capa traz fotografia de Dario Zalis, projeto gráfico de Geysa Adnet e coordenação gráfica de Marciso “Pena” Carvalho.

A compilação reúne músicas marcadas pela presença de duetos vocais, seja por meio da participação especial de um artista no projeto de outro, seja pela formação de duplas vocais.

Faixas:
01. Don't Go Breaking My Heart - Elton John & Kiki Dee
02. Stop, Look, Listen (To Your Heart) - Marvin Gaye & Diana Ross
03. Reunited - Peaches & Herb
04. Ebony Eyes - Rick James & Smokey Robinson
05. Je T'Aime Moi Non Plus - Serge Gainsbourg & Jane Birkin
06. Where Is The Love - Roberta Flack & Donny Hathaway
07. Too Much, Too Little, Too Late - Johnny Mathis & Deniece Williams
08. The Closer I Get To You - Roberta Flack & Donny Hathaway
09. Kiss On My List - Daryl Hall & John Oates
10. Mockingbird - James Taylor & Carly Simon
11. All I Have To Do Is Dream - Andy Gibb & Victoria Principal
12. With You I'm Born Again - Billy Preston & Syreeta
13. Deep Purple - Nino Tempo & April Stevens
14. Parole, Parole - Alain Delon & Dalida

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

A Rádio 10 da Cidade - Cidade FM (1995)

A Cidade FM surgiu em 1977, no Rio de Janeiro, quando a emissora, então uma concessão do Grupo Fluminense, de Niterói, foi adquirida pelo Grupo Jornal do Brasil. Suas transmissões começaram em maio daquele ano, passando a integrar o Sistema JB de Rádio, que já contava com a Rádio Jornal do Brasil e a JB FM.

Dois anos depois, em 15 de novembro de 1979, foi inaugurada a Cidade FM de Porto Alegre, a segunda emissora da Rede Cidade. Instalada inicialmente junto à sucursal do Jornal do Brasil na capital gaúcha, a rádio levou para o mercado local a proposta musical e a identidade que vinham sendo desenvolvidas pela matriz carioca.

Em março de 1990, a Cidade FM de Porto Alegre passou a integrar o Grupo RBS e seguiu com programação produzida localmente. A ligação com a emissora carioca, entretanto, ainda teria um novo capítulo: entre novembro de 1991 e dezembro de 1993, a programação da madrugada voltou a ser gerada via satélite pela Cidade FM do Rio de Janeiro, assim como alguns programas específicos, entre eles Amnésia e Só se for Dance.

É nesse contexto que surge “A Rádio 10 da Cidade – Cidade FM”, coletânea promocional lançada em 1995 para celebrar os 16 anos da Cidade FM de Porto Alegre. A data, que inicialmente poderia causar alguma confusão diante da origem carioca da marca em 1977, corresponde exatamente à trajetória da emissora gaúcha, inaugurada em 1979.

A seleção de repertório é assinada por Mauri Grando, então gerente de programação da Cidade FM de Porto Alegre, e funciona como um recorte da identidade musical da emissora naquele período. O repertório reúne sucessos nacionais e internacionais que conviviam em sua programação, passando pelo pop, rock, dance, reggae, axé e outros estilos que marcaram o rádio FM brasileiro na primeira metade dos anos 1990.

Faixas:
01. This Ain't a Love Song - Bon Jovi
02. Around the World - East 17
03. I Started a Joke - Faith No More
04. Have You Ever Really Loved a Woman - Bryan Adams
05. Love Is All Around - DJ Bobo
06. O 40 - Faróis Acesos
07. Preciso de Você - Netinho
08. O Calhambeque (Road Hog) - Caetano Veloso
09. Me Abraça - Banda Eva
10. Malandragem - Cassia Eller
11. Sei Que Você Não Vai (Never Can Say Goodbye) - Patricia Marx
12. Tocar Você - Edmon
13. Keep on Moving - Bob Marley & The Wailers

Curiosamente, o exemplar utilizado nesta publicação foi adquirido pelo Gazeta do Som através da Shopee e veio do Rio Grande do Norte — um percurso bastante improvável para uma coletânea promocional lançada em comemoração aos 16 anos de uma emissora de Porto Alegre.

Para baixar esta coletânea "interlitorânea", clique AQUI.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Planet Hits 2 (1996)

 

O Volume 2 do Planet Hits foi a prova definitiva do acerto da joint-venture PolyGram-EMI: "Se é para o bem e felicidade da nação digo ao povo que fico". O projeto deixou de ser uma aposta e se tornou uma potente franquia, consolidando-se como uma vitrine indispensável de grandes músicas e sucessos daquele ano.

A Jornada Auditiva do Volume 2

01. Queen — "Heaven for Everyone": O álbum "Made in Heaven" (1995), lançado após a morte de Freddie Mercury, é uma verdadeira colcha de retalhos de material de arquivo do Queen. A faixa é um grande exemplo do trabalho de Brian May e Roger Taylor, que aplicaram a identidade sonora da banda a sobras vocais de Mercury para criar um material que soasse inédito. A canção, na verdade, era uma participação vocal de Mercury no projeto solo The Cross, de Roger Taylor, tendo sido lançada como single inexpressivo em 1988. No entanto, o relançamento, após a morte de Mercury, transformou-a em um hit global, provando o legado duradouro da banda. É com esse fervor e emoção que a faixa abre a coletânea Planet Hits 2.

02. Bon Jovi — "Lie to Me": A banda provou que ainda tinha muito a oferecer após o sucesso da coletânea "Cross Roads - The Best Of" (1994). O álbum seguinte, "These Days" (1995), trouxe a belíssima balada romântica "Lie to Me". A faixa rapidamente se tornou recorrente nas FMs brasileiras, dominando especialmente os programas noturnos de músicas lentas (Love Songs), solidificando o lugar da banda como ícone do rock romântico na década.

03. Andru Donalds — "Save Me Now": Outro grande acerto da EMI foi consolidar a carreira de artistas como Andru Donalds, investindo em "Save Me Now" como single principal (tema de novela), o que foi fundamental para desmistificar sua imagem de cantor apenas de reggae. A canção ganhou peso de single apenas no Brasil, graças à sua imersão como tema romântico da novela Cara & Coroa. Um dado curioso: no álbum do artista, ela encerra o disco, mas na trilha internacional da novela, ela abre trilha sonora, provando que os últimos em uma forte curadoria, podem ser os primeiros.

04. Masterboy — "Land of Dreaming (US Radio Mix)": Masterboy provou a necessidade de criar álbuns de qualidade, e não apenas singles. O projeto de eurodance alemão demonstrou versatilidade com o single dancehall "Land of Dreaming", pertencente ao album Generation Of Love que ganhou destaque na rádio na sua versão original gospel (tema da novela Vira Lata), mas a coletânea optou pela poderosa versão US (americana).

05. Michael Learns To Rock — "That's Why (You Go Away)": A gravadora EMI acertou ao licenciar o selo Medley Records, trazendo o soft rock dinamarquês do Michael Learns To Rock para o Brasil. A canção foi destaque do álbum "Played On Pepper", o terceiro da banda, que, apesar de ter iniciado suas atividades em 1991, alcançaria sucesso global somente a partir deste trabalho. Com esta balada, a banda garantiu grande destaque e consolidou a presença de artistas nórdicos no mercado nacional. A canção, posteriormente, foi incluída na trilha sonora da novela Explode Coração.

06. Sheryl Crow — "Can't Cry Anymore": A curadoria da coletânea trazia faixas de artistas com ciclos de divulgação estendidos, cuja inclusão de "Can't Cry Anymore" permitiu que o aclamado "Tuesday Night Music Club" (1994) da artista se estendesse até 1996 no Brasil, seguindo o timing particular da Sheryl Crow em território nacional. No entanto, a canção não teve tanto destaque, já que hits mais potentes completaram o ciclo de divulgação, mesmo que de forma anacrônica, em 1995.

07. Mike & The Mechanics — "Over My Shoulder": É fato que a banda quebrou um longo jejum de hits desde a década de 1980 com o álbum "Beggar on a Beach of Gold" (1995). O grande destaque foi esta balada folk. Contudo, o vocalista Paul Carrack demonstrou foco dividido: ele gravou seu álbum solo, "Blue Views", em paralelo com a divulgação da banda. Sua falta de prioridade ficou evidente ao ousar incluir uma versão acústica de "Over My Shoulder" como lado B de seu próprio single solo, "Eyes of Blue", competindo diretamente com a promoção da versão original. A canção também foi içada a tema da novela Cara & Coroa, reforçando a trilha sonora como forte concorrente do Planet Hits 2.

08. Supergrass — "Alright": O hit impediu que o Supergrass fosse apenas mais um sucesso momentâneo no cenário indie rock britânico. Sua inclusão no filme As Patricinhas de Beverly Hills (Clueless) deu à música uma visibilidade internacional crucial. A canção se provou atemporal, transformando-se em um hino constante em jogos de futebol na Inglaterra. É esse som solar, alegre e divertido que define o legado do Supergrass até hoje.

09. DJ BoBo — "Let's Come Together": O DJ BoBo, com o álbum de remixes "Just For You" (1995), emplacou esta faixa inédita — uma aposta ousada flertando com uma batida dancehall próxima de uma balada. O fato de ter criado um single inédito em um álbum de remixes prova a necessidade de o artista criar trabalhos de qualidade, e não apenas singles avulsos. Curiosamente, o mesmo álbum continha "It's Time For Christmas", uma versão natalina de "Let's Come Together", que foi tocada como tema natalino no ano anterior nas FMs.

10. Faith No More — "Evidence": O Faith No More foi vítima de uma estratégia de mercado equivocada da PolyGram, que, ao licenciar a banda contratada pela London Records, optou por incluir como bonus track do álbum "King for a Day, Fool for a Lifetime" (1995) um B-side do single "Digging The Grave": a canção "I Started a Joke" (um cover dos Bee Gees). Pelos exageros e tipos que Mike Patton faz na canção e pelo arranjo de teclado que parece ter vindo de um karaokê mequetrefe, ela denota ser mais uma paródia do que uma releitura séria. Para piorar a situação, a PolyGram a promoveu como tema da novela História de Amor. O sucesso estrondoso, mas pejorativo, desse cover dispersou o público. É incompreensível que a gravadora tenha insistido em relacionar a banda a um cover de tom jocoso, depois de ter massificado a audiência com a balada "Easy" em 1993, criando dissonância entre o que o público entendeu e o que a banda de fato tinha de sério para oferecer. Portanto, usá-la por aqui como single do "King for a Day, Fool for a Lifetime" foi piada de mau gosto com aqueles que tanto respeitam os Bee Gees, fazendo a banda cair em descrédito por aqui. Com tudo isso, o público não prestou a atenção devida à balada "Evidence", a faixa correta que divulgava seu álbum.

11. Boyzone — "Father and Son": É preciso reconhecer a insistência da PolyGram com os irlandeses. Para promover o álbum "Said and Done" (1995), a gravadora elegeu este cover de Cat Stevens como carro-chefe, que também foi tema da novela Explode Coração. Embora a escolha tenha sido comercialmente certeira, ela se tornou um empecilho para a boy band, criando uma dependência de regravações, reforçada ao escolher outro cover como primeiro single do álbum seguinte. Essa repetição de fórmula, certamente, renderia cenas nos próximos volumes da série Planet Hits!

12. Roxette — "I Don't Want to Get Hurt": Esta faixa entra na categoria de ciclo de divulgação estendido. A música é uma das quatro faixas inéditas apresentadas na coletânea "Don't Bore Us! Get To The Chorus! Roxette's Greatest Hits" (1995). Destas, "I Don't Want to Get Hurt" e "You Don't Understand Me" foram os grandes hits. A inclusão desta faixa no Planet Hits 2 evidencia o esforço da EMI em capitalizar o sucesso do Roxette no Brasil e em manter o interesse do público antes do lançamento de um novo álbum de estúdio.

13. Passengers feat. Luciano Pavarotti — "Miss Sarajevo": Em 1996, o U2 lançou o projeto Passengers (Original Soundtrack 1), e a grande surpresa foi "Miss Sarajevo", a união de Bono Vox com o tenor Luciano Pavarotti. Essa obra-prima musical foi um evento cultural que fez as rádios brasileiras pararem. Quem imaginaria ouvir Pavarotti tocando na Jovem Pan e nas principais rádios pop da concorrência? Isso só foi possível graças à audácia do projeto.

14. The Cranberries — "Zombie": Apoteose final e vítima de atraso. O hit global só se consolidou de fato em 1996 no Brasil, vítima da lentidão das gravadoras majors em divulgar seus singles. Esse atraso permitiu que o cover dance do projeto ADAM feat. Amy (1995) se popularizasse primeiro, gerando um choque no público. Ao ouvir a versão original, os brasileiros foram surpreendidos pela atmosfera apocalíptica e cavernosa do rock que a banda irlandesa era capaz de entregar, um contraste intenso com as baladas que haviam marcado sua chegada ao país. É essa versão poderosa que apoteoticamente fecha o disco!

Nota de memória afetiva: É com orgulho que eu digo que na época que não tinha dinheiro pra ter os CDs, eu emprestei esta coletânea do vizinho, o atual jornalista da SporTV Leo Lourenço, que hoje mora em São Paulo. E nós cambiávamos CDs pra copiar as músicas para fita K7. Quando foi 2013, achei esse CD baratinho em um sebo de Campinas e peguei junto com o Volume 4.

Para baixar o Volume 2 em FLAC, clique AQUI.

domingo, 30 de novembro de 2025

Planet Hits - 30 Anos (1995 - 2025))

 

Planet Hits, fruto da joint venture entre PolyGram e EMI Music, foi lançado em 1995 como a principal vitrine dos grandes sucessos no Brasil. Promovido como contendo "Os 14 Maiores Hits do Planeta". No entanto, na lateral havia a frase Now That's What I Call Music, refletindo a franquia de coletâneas da Europa, Ásia e América do Norte. A princípio, pensava-se no Planet Hits como uma coletânea avulsa, sem jamais cogitar que se tornaria uma das mais memoráveis franquias de hits no Brasil.

A seguir a edição comentada faixa-a-faixa, refletindo a força da mídia (cinema e novela) e a notória confusão cronológica das gravadoras no mercado nacional.

🎧 A Jornada Auditiva do Planet Hits


01. Bryan Adams – "Have You Ever Really Loved a Woman": Abertura certeira e estratégica, vinculada ao filme Don Juan De Marco. Sua inclusão ilustra como o sucesso obrigatório da época passava pelas telas de cinema. A faixa curiosamente foi a primeira da coletânea e a faixa bônus (última) do álbum "18 Til I Die".

02. Bon Jovi – "Always": Um hit poderoso do rock que se manteve relevante. Sua inclusão reforça o uso da televisão, já que a música era tema da popular novela Quatro Por Quatro. Foi o segundo single de trabalho da coletânea "Cross Roads".

03. Roxette – "Vulnerable": Escolha editorial que preparava o terreno. A balada era o quinto single do álbum "Crash! Boom! Bang!" (1994) e serviu como introdução para a coletânea de sucessos da banda, "Don't Bore Us! Get To The Chorus!", lançada naquele ano.

04. East 17  – "Around the World": Hit global do grupo vocal britânico, extraído como segunda canção de trabalho do álbum "Steam" (1994). Teve sua força ampliada por ser tema da novela A Próxima Vítima, demonstrando o poder do licenciamento da London Records para a PolyGram.

05. U2  – "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me": Faixa obrigatória, puxada pelo cinema. A música era o tema principal do filme Batman Eternamente, garantindo a presença do rock alternativo na coletânea.

06. Andru Donalds – "Mishale": Curadoria sóbria e acertada. Embora uma versão dancehall alternativa tivesse se tornado viral na Rádio Jovem Pan, a coletânea optou pela versão original do álbum de estreia homônimo (1994). Essa decisão influenciou o mercado, levando à inclusão posterior da faixa em coletâneas de nicho.

07. Marillion  – "Beautiful": A balada é destaque veio do respeitável "Afraid Of Sunlight", um álbum de rock progressivo, possuindo uma letra impactante sobre auto-estima. No entanto, para a coletânea, poderia ter sido incluída a versão Radio Edit, já que Planet Hits era um protótipo da série Now That's What I Call Music (focada em singles). A canção teve grande desempenho nas paantes de sua inclusão trilha sonora da novela Cara & Coroa.

08. Blessid Union of Souls  – "Let Me Be the One": Uma das faixas do álbum "Home" que marca a estreia da banda norte-americana em 1995. Entra na categoria de "sugestões do curador", pois o maior e talvez único hit daquele disco foi "I Believe".

09. Sheryl Crow  – "All I Wanna Do": A história da Sheryl Crow no Brasil é marcada pela ironia. A A&M Records, que já havia engavetado um álbum da cantora, não apostava comercialmente nela. Seu sucesso aqui começou por acidente: a gravadora, em decisão acertada com a Globo, enviou o cover "All By Myself" (originalmente um B-Side do single "Run Baby Run" de 1993) como tema da novela Pátria Minha (1994). "All By Myself" se tornou o primeiro hit da cantora no Brasil, embora não tenha sido em mais nenhum outro lugar. Essa prioridade bizarra causou um atraso colossal: o hit mundial "All I Wanna Do" (1994) só entrou no Planet Hits após ter sido popularizado por uma versão eurodance do projeto Xena (via Paradoxx). O caos foi total quando, dois anos após o sucesso de Pátria Minha, a novela História de Amor resgatou o single original de 1993, "Run Baby Run" (o terceiro hit da artista no Brasil, mas o primeiro nos EUA), embaralhando completamente a cronologia da artista no país.

10. Elton John  – "Made in England": Sugestão do curador. A canção foi extraída do álbum homônimo, lançado após uma sucessão de premiações com a trilha sonora de O Rei Leão (1994). Entretanto, o hit de estreia foi "Believe". Assim como outras faixas menos óbvias, essa inclusão foi aceita para enriquecer o panorama dos lançamentos internacionais da época.

11. Selena  – "I Could Fall in Love": A decisão inevitável de incluir a balada de Selena (In Memoriam) foi motivada pela trágica comoção da opinião pública. A cantora, morta alvejada pela presidente de seu fã clube, tornou a audiência já comovida bastante receptiva ao single, que lamentou a falta da cantora em vida para contemplar seu maior sucesso, presente em seu álbum de adeus "Dreaming Of You". (A canção posteriormente foi tema internacional da novela Cara & Coroa).

12. The Cranberries  – "Ode to My Family": Vítima de um atraso colossal. O hit "Ode to My Family" (1994) entrava na coletânea, mas a banda já estava refém de um atraso colossal. O sucesso de seu single de 1993, "Linger" (do álbum "Everybody Else Is Doing It, So Why Can't We?"), explodiu no país graças à novela A Viagem e permaneceu nas paradas por dois anos consecutivos. A PolyGram tentou seguir a cronologia, incluindo "Dreams" (o segundo single da banda) na coletânea Hot Parade 1994, provando que o timing da banda no Brasil estava completamente engessado e preparando o cenário para o caos visto no Volume 2 com "Zombie".

13. DJ BoBo  – "There Is a Party": Um dos principais hits do eurodance da época, lançado no álbum homônimo em 1994 e como single em 1995. No Brasil, foi alavancada pela 1ª e melhor temporada da Série Malhação, tocando como tema de locação nas cenas de pessoas malhando e suando, garantindo o espaço do gênero na coletânea.

14. The Rolling Stones  – "You Got Me Rocking": Fechamento com uma sugestão de nicho do curador. A faixa, extraída do aclamadíssimo "Voodoo Lounge", que rendeu uma das mais rentáveis turnês para a banda, foi single em 1995, mas passou bem batido. Não deu o fechamento perfeito na época, mas pelo respeito que a faixa traz, hoje ouço com gosto no CD até ela terminar.

A Aquisição Memorável: O Planet Hits foi uma aquisição memorável! Comprei meu exemplar em 1996, com o dinheiro da caixinha de Ano Novo. O CD chegou à minha coleção com atraso, mas foi a minha verdadeira vitrine de grandes sucessos.

Para baixar o Planet Hits em FLAC, clique AQUI.