terça-feira, 29 de setembro de 2026

Love (2002)

Lançado pela Som Livre em 2002, Love leva a proposta das coletâneas românticas para um repertório mais contemporâneo à sua época, com projeto e seleção de repertório assinados por André Werneck. A escolha mistura sucessos dos anos 1990 e início dos 2000 com algumas gravações de décadas anteriores, sem estabelecer uma barreira de época: o que une as 14 faixas é essencialmente a proposta romântica da seleção.

A masterização ficou a cargo de Sergio Seabra, enquanto a capa traz fotografia de Richard Romero, com Marcelo Cossenza e Bárbara Heliodora como modelos. Marciso (Pena) Carvalho responde pelo projeto gráfico e direção de arte, com diagramação de Paulo Santos.

O que mais me chama atenção neste CD é a curadoria. Werneck não fez uma coletânea presa a uma década. Ele coloca lado a lado sucessos então relativamente recentes — Shania Twain, Lara Fabian, *NSYNC, Hanson, Simply Red, Backstreet Boys, Brian McKnight e Jennifer Lopez — com “Emotion”, de Samantha Sang, e “Lost in Your Eyes”, de Debbie Gibson. Ou seja, a memória romântica entra no meio do repertório dos anos 1990 e começo dos 2000.

Há também uma presença fortíssima de temas de novelas. “You're Still the One”, de Shania Twain, e “I Will Come to You”, do Hanson, estiveram em Corpo Dourado; “Love by Grace”, de Lara Fabian, em Laços de Família; “Lost in Your Eyes”, de Debbie Gibson, em O Salvador da Pátria; “Back at One”, de Brian McKnight, em Uga Uga; “Emotion”, de Samantha Sang, em Sem Lenço, Sem Documento; “What Did You Do (With My Love)”, do Double You, em Quatro por Quatro; “For Your Babies”, do Simply Red, em De Corpo e Alma; “Could This Be Love”, de Jennifer Lopez, em Vila Madalena; e “Hold On”, de Alexia, em Por Amor. É quase um “O Melhor Internacional de Novelas” disfarçado de coletânea romântica.

A graça maior desta coletânea está em “The Lovers (Prelude)”, de John Steffen. Com aqueles acordes misteriosos, juro que por um instante achei que a seleção fosse desembocar no tema oficial do Supercine. Mas não: a faixa funciona como um pequeno interlúdio e prepara de maneira surpreendentemente coesa a entrada de “Could This Be Love”, de Jennifer Lopez. Quando surge aquele violão flamenco da gravação, a transição funciona tão bem que as duas faixas quase parecem ter sido pensadas como uma só sequência.

E há ainda “We Should Be Closer”, de Donna Foster, fechando o CD. É aquela faixa exclusiva que aparentemente entrou para “tapar buraco” na seleção, mas desta vez dá gosto de ouvir e encerra a coletânea à altura das grandes gravações que vieram antes.

Faixas:
01. You're Still The One – Shania Twain  
02. Love By Grace – Lara Fabian  
03. This I Promise You – *NSYNC  
04. I Will Come To You – Hanson  
05. For Your Babies – Simply Red  
06. Emotion – Samantha Sang  
07. Show Me The Meaning Of Being Lonely – Backstreet Boys  
08. Lost In Your Eyes – Debbie Gibson  
09. Back At One – Brian McKnight  
10. What Did You Do (With My Love) – Double You  
11. The Lovers (Prelude) – John Steffen  
12. Could This Be Love – Jennifer Lopez  
13. Hold On – Alexia  
14. We Should Be Closer – Donna Foster

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Love Memories (1997/1999)

Lançado originalmente em 1997 pela Som Livre, em CD, Love Memories é uma coletânea dedicada aos grandes sucessos românticos da década de 1980, recuperando canções que continuavam presentes na programação das FMs mesmo anos depois de seus lançamentos originais. 

A seleção de repertório ficou a cargo de Sérgio Motta, com masterização de Sérgio Seabra e edição de César Barbosa. A direção de arte é de Marlise Prates, com fotografia de Steve Prevost, da Agência Contexto, enquanto André Polo assina a gravura e a realização gráfica.

O repertório concentra alguns daqueles flashbacks que atravessaram os anos 1990 com enorme familiaridade para quem acompanhava a programação romântica das FMs, funcionando até como um projeto paralelo à série Good Times, que a 98 FM retomou em CD naquele mesmo ano.

E claro: sendo a Som Livre a “casa das trilhas sonoras de novelas”, não poderiam faltar gravações que, no Brasil, acabaram ligadas também ao consciente coletivo produzido pelas telenovelas. “Careless Whisper”, de George Michael, esteve em Livre para Voar; “True”, do Spandau Ballet, em Guerra dos Sexos; “Broken Wings”, do Mr. Mister, em Selva de Pedra; “Don't Wanna Lose You”, de Gloria Estefan, em Top Model; “Is This Love”, do Whitesnake, em Brega & Chique; e “Save a Prayer”, do Duran Duran, em Sol de Verão. Em Love Memories, todas aparecem em suas gravações originais bem conhecidas.

Há, porém, duas curiosas regravações, de produção provavelmente brasileira, no meio dessa seleção. “Don't Dream It's Over”, cuja gravação original do Crowded House havia sido tema de O Outro, aparece aqui interpretada por Sweet Tide. Já “Sweet Love”, de Anita Baker — cuja gravação original também circulou por coletâneas brasileiras como Hits Reunion, de 1987, e Women in Love, de 1994 —, surge na voz de Shirley White.

Sou apaixonado por coletâneas, especialmente as românticas, e algumas seleções da Som Livre têm justamente essa graça: em meio a tantas músicas que já conheço, sempre pode aparecer alguma novidade capaz de justificar a aquisição de um CD. É uma das razões pelas quais gosto de manter esse tipo de coleção. E foi exatamente o que aconteceu aqui: cheguei às duas regravações por curiosidade e acabei gostando bastante delas. São versões bonitas e muito bem gravadas que acabam se tornando uma peculiaridade de Love Memories.

Um dado curioso: este CD ganhou uma reprensagem em 1999 — e conto isso porque calhou de o CD que comprei ser justamente o reprensado —, o que levanta a hipótese de que a coletânea tenha vendido bem o suficiente para a Som Livre renovar o licenciamento das faixas e colocar uma nova fornada no mercado. A contracapa ainda traz o ano de produção de 1997 e o selo da Som Livre usado desde 1978, mas a prensagem já é da Sonopress — a edição anterior foi prensada pela Videolar —, enquanto a própria mídia apresenta o novo logotipo da Som Livre, adotado a partir de 1999. Bacana, não?

A descoberta traz ainda um pequeno ineditismo para a documentação de Love Memories no Discogs: essa reprensagem de 1999 ainda não estava catalogada separadamente. Assim, além de identificar as diferenças entre as duas tiragens, o exemplar permite registrar corretamente esta edição como um Repress e incorporá-la ao histórico do lançamento.

Faixas:
01. Careless Whisper – George Michael  
02. True – Spandau Ballet  
03. Broken Wings – Mr. Mister  
04. Sign Your Name – Terence Trent D'Arby  
05. Don't Wanna Lose You – Gloria Estefan  
06. Say You'll Be Mine – Christopher Cross  
07. Don't Dream It's Over – Sweet Tide  
08. Sara – Jefferson Starship  
09. Is This Love – Whitesnake  
10. Woman in Chains – Tears for Fears  
11. You're So Vain (Live) – Carly Simon  
12. Baby, Come to Me – Patti Austin feat. James Ingram  
13. Sweet Love – Shirley White  
14. Save a Prayer – Duran Duran

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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

70's Pop Hits - 3 CDs (2001)


Lançada em 2001 pela Sony Music exclusivamente nos Estados Unidos, 70's Pop Hits é uma coletânea tripla dedicada a sucessos que marcaram a década de 1970, reunindo 40 gravações distribuídas em três CDs. A seleção passeia com bastante liberdade pelo pop, rock, soul, disco e pelas baladas daquele período, colocando lado a lado nomes como Santana, Janis Joplin, Kansas, Boston, Electric Light Orchestra, Earth, Wind & Fire, Sly & The Family Stone, The Emotions, Boz Scaggs, The Hollies e Willie Nelson. O design da edição é creditado a Richard Nelson.

Mais do que seguir um único estilo, a coletânea funciona como um bom retrato da diversidade das rádios dos anos 70. Há clássicos imediatamente reconhecíveis, como “More Than a Feeling”, “Dust in the Wind”, “Lady Marmalade”, “Lean on Me”, “Shining Star” e “After the Love Has Gone”. Ao longo dos três discos, a seleção alterna grandes sucessos da década com gravações hoje menos lembradas.

Faixas CD 1:
01. Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin)
- Sly & The Family Stone  
02. Evil Ways
- Santana  
03. Me And Bobby McGee
- Janis Joplin  
04. I Can See Clearly Now
- Johnny Nash  
05. Please Come To Boston
- Dave Loggins  
06. Lean On Me
- Bill Withers  
07. Brandy (You're A Fine Girl)
- Looking Glass  
08. Don't Bring Me Down
- Electric Light Orchestra  
09. The Most Beautiful Girl
- Charlie Rich  
10. Dust In The Wind
- Kansas  
11. Your Mama Don't Dance
- Loggins & Messina  
12. I Can Help
- Billy Swan  
13. When Will I See You Again
- The Three Degrees  

Para baixar o CD 1 em FLAC, clique AQUI.

Faixas CD 2:
01. Lady Marmalade
- Labelle  
02. Shining Star
- Earth, Wind & Fire  
03. Wildfire
- Michael Murphey  
04. Third Rate Romance
- Amazing Rhythm Aces  
05. Kiss And Say Goodbye
- The Manhattans  
06. Lowdown
- Boz Scaggs  
07. More Than A Feeling
- Boston  
08. Best Of My Love
- The Emotions  
09. At Seventeen
- Janis Ian  
10. Too Much, Too Little, Too Late
- Johnny Mathis & Deniece Williams  
11. Whenever I Call You "Friend"
- Kenny Loggins  
12. I Go Crazy
- Paul Davis  
13. Two Out Of Three Ain't Bad
- Meat Loaf  

Para baixar o CD 2 em FLAC, clique AQUI.

Faixas CD 3:
01. After The Love Has Gone
- Earth, Wind & Fire  
02. You're Only Lonely
- J.D. Souther with James Taylor  
03. Longer
- Dan Fogelberg  
04. We Just Disagree
- Dave Mason  
05. He Ain't Heavy, He's My Brother
- The Hollies  
06. Blue Eyes Crying In The Rain
- Willie Nelson  
07. Got To Be Real
- Cheryl Lynn  
08. Magnet And Steel
- Walter Egan  
09. Arizona
- Mark Lindsay  
10. The Cover Of "Rolling Stone"
- Dr. Hook & The Medicine Show  
11. Free Ride
- The Edgar Winter Group  
12. Help Me Rhonda - Johnny Rivers  
13. Street Corner Serenade - Wet Willie  
14. Baby Don't Get Hooked On Me - Mac Davis

Para baixar o CD 3 em FLAC, clique AQUI.

domingo, 27 de setembro de 2026

João Penca & Seus Miquinhos Amestrados – Cem Anos de Rock'n'Roll (1991)

Cem Anos de Rock’n’Roll foi lançado por João Penca e Seus Miquinhos Amestrados pela Eldorado, em 1991. O álbum dá continuidade ao universo que já havia se tornado uma marca do grupo: rock’n’roll, doo-wop e rockabilly revisitados com humor, versões, referências à cultura pop e aquele gosto deliberado pelos clichês dos anos 1950 e 60.

"Cem Anos de Rock’n’Roll" veio depois de "Sucesso do Inconsciente", álbum lançado em 1989 pelo selo Esfinge. É o velho rock visto pelo filtro debochado dos Miquinhos, com topetes, guitarras, harmonias vocais, referências cinematográficas e letras que nunca perdem a oportunidade de fazer graça. O repertório mistura composições próprias, versões e pequenas vinhetas, algo que já aparece logo no primeiro lado do LP.

O álbum começa com “Papa Umama”, versão de “Papa-Oom-Mow-Mow”, sucesso dos Rivingtons nos anos 1960. No selo, a composição original aparece creditada a Al Frazier, Turner Wilson Jr., Carl White e John Harris, enquanto a adaptação brasileira é assinada por Avellar Love, Bob Gallo, Marcelo Elo e Selvagem Big Abreu. A música se tornou um hino presente na memória afetiva do público infantojuvenil – que hoje é 40+, inclusive eu! – quando os músicos passaram a apresentá-la nos programas infantis da época.

Curiosamente, em 2005, a gravação foi parar na coletânea Maxximum: A Festa dos Anos 80, selecionada por Marcelo Fróes, mesmo se tratando de uma música deste álbum de 1991. É a boa e velha mania de associar temática trash com Anos 80.

O baile então chega a “Ma Beibe, Beibe”, de Dodô Ferreira, que começa com o som de um trem a vapor e entra numa levada country de saloon com rockabilly. Depois da agitação, o disco dá uma paradinha com a vinheta “O Guitarrista Romântico”, de autoria de Ricardo Palmeira.

“O Bom e Velho Rock’n’Roll”, por sua vez, é assinada por Selvagem Big Abreu. Um dado curioso: Angélica gravou uma faixa homônima para seu disco lançado no mesmo ano, mas trata-se de outra música, composta por Cesar Costa Filho e Luiz Sarmanho. A coincidência fica ainda mais interessante porque a vinheta do programa Milk Shake, comandado por Angélica na Manchete, foi composta e tocada por João Penca e Seus Miquinhos Amestrados.

Fechando o primeiro lado está “O Monstro”, versão de “Do You Love Me?”, composição de Berry Gordy III não creditada no LP, eternizada pelos The Contours em 1962 e posteriormente incluída em Dirty Dancing, em 1987. A versão brasileira aparece creditada a Avellar Love, Bob Gallo, Marcelo Elo e Selvagem Big Abreu. Em vez de simplesmente transportar a letra, eles levam a música para outro assunto, com frases remetendo a monstro e vampiro.

E tem uma brincadeira que passa fácil numa audição desatenta: já no final de “O Monstro”, Avellar Love canta incidentalmente frases de “Monster”, de Fred Schneider. Assim, uma música originalmente gravada pelos Contours acaba transformada pelos Miquinhos e ainda recebe, lá no finalzinho, uma piscadela para Fred Schneider.

Virando o disco, a temática vampiresca continua. “Suga-Suga”, composição de Avellar Love, Bob Gallo, Selvagem Big Abreu, Marcelo Elo e Van Santos, apresenta um eu poético que se porta como um vampiro pós-moderno: não dorme em caixão, tampouco usa capa preta, come alho, não mora em castelo e vai à praia de bermuda e chinelo. Caiu como uma luva no roteiro de Antonio Calmon em Vamp — e serviu MUITO BEM para a família Matoso!

Depois disso vêm a picante “Mulheres”, parceria de Van Santos e Alex Madureira, e a vinheta “Morceau”, de Lulu Santos, prepara o disco para o romantismo em “Viver, Sonhar”, versão de “For Your Precious Love”, de Jerry Butler Jr. e Richard Brooks, com adaptação brasileira de Orlando Morais.

Já a irreverente “Esse Meu Cabelo Rock”, de Dodô Ferreira, tem uma história particularmente ligada à imagem do próprio grupo. A música foi feita para o Campeonato Nacional de Topete, realizado em São Caetano do Sul em 1991. E dificilmente poderia haver evento mais apropriado para João Penca e Seus Miquinhos Amestrados: os enormes topetes faziam parte da identidade visual do trio, algo que a própria arte deste LP explora tanto na capa quanto nas três silhuetas de perfil da contracapa.

A música ainda teria uma sobrevida inesperada. Quatro anos depois, “Esse Meu Cabelo Rock” entrou na trilha de Explode Coração, como tema de Bebeto, personagem de Guilherme Karan, levando uma composição de 1991 para o horário nobre em 1995. Para a novela, porém, a música foi regravada com um novo arranjo, em vez de reaproveitada deste álbum, o que torna a gravação original ainda mais rara.

Na reta final aparecem “O Escorpião Escarlate”, de Bob Gallo, Selvagem Big Abreu e Guacira, e “John Holmes e a Guitarra Solitária”, creditada no selo a Selvagem e Big Abreu. Só os títulos já devolvem o disco ao território particular dos Miquinhos, onde rock, cinema, personagens e duplo sentido convivem sem pedir licença.

E convenhamos: chamar um disco de "Cem Anos de Rock’n’Roll" em 1991, quando o próprio rock’n’roll ainda estava longe de completar cem anos, resume muito bem o espírito da coisa.

Se era para exagerar, que fosse de topete levantado.

Faixas:
01. Papa Umama (Papa-Oom-Mow-Mow)
02. Ma Beibe, Beibe
03. O Guitarrista Romântico (Vinheta)
04. O Bom e Velho Rock'n'Roll
05. O Monstro (Do You Love Me)
06. Suga Suga
07. Mulheres
08. Morceau (Vinheta)
09. Viver, Sonhar (For Your Precious Love)
10. Esse Meu Cabelo Rock
11. O Escorpião Escarlate
12. John Holmes e a Guitarra Solitária (Vinheta)

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Emotion (2002)


Lançada em 2002 pela Som Livre em parceria com a Spottlight Records, Emotion é uma coletânea de repertório essencialmente romântico, mas construída a partir de referências de gêneros musicais bastante distintos. A seleção atravessa diferentes momentos da música pop, incorporando soul, disco, baladas e produções de dance music dos anos 1990.

A seleção de repertório ficou a cargo de René Michel, Kaka e Christovam Neumann, que também dividem a direção executiva, enquanto a masterização foi realizada por Kim Fury. O projeto gráfico é de Paulo Verardo.

A coletânea mescla sucessos do flashback romântico de Smokey Robinson, Elton John, Lionel Richie, C+C Music Factory, Deniece Williams – presentes nos selos Universal e Sony Music – com fonogramas cedidos pela Spotlight, especialmente ligados à dance music e ao soul, incluindo Double You, Donna Summer, Taylor Dayne e Earth Wind & Fire.

O CD ainda apresenta como faixa bônus nacional “Sem Medo de Amar (End of the Road)”, do grupo Os Garotos, versão de Cláudio Rabello para o hit composto por Kenneth “Babyface” Edmonds, Daryl Simmons e L.A. Reid e gravado pelo Boyz II Men.

Os Garotos foram uma aposta da Spotlight em parceria com a Som Livre no início dos anos 2000. Formado por Leonardo Mello, Júnior Clin, Marcus Vinícius, Alexandre Barros e Alessandro Nigro, o grupo foi descoberto pelo produtor Alan Corbett e pelo ex-jogador Romário, após uma seleção que reuniu cerca de 2.500 candidatos. A proposta seguia o formato das boy bands da época, combinando canto e coreografias, com preparação vocal de Jacimar Moura e produção musical assinada por Alan Corbett e Paschoal Rigueti.

O release do CD single “Eu Preciso Saber Mais (Is There Something I Should Know)”, lançado para as rádios em 2001, anunciava para breve o álbum de estreia, intitulado Flor do Futuro. No entanto, não encontrei registros que confirmem seu lançamento comercial. A passagem do grupo pelo catálogo da Spotlight está documentada por apenas duas gravações: “Sem Medo de Amar (End of the Road)”, presente neste CD, e “Eu Preciso Saber Mais (Is There Something I Should Know)”. É possível que Flor do Futuro tenha chegado ao mercado, mas, se chegou, virou uma verdadeira mosca branca em sebos e marketplaces, sem deixar praticamente nenhum rastro.

Confesso que o que me dá entusiasmo para colecionar coletâneas assim é a boa curadoria feita em torno de canções românticas, algumas delas com execução local em programas românticos de algumas FMs. O cover em inglês de “La Vie en Rose”, de Donna Summer, é lindo e eu já o conhecia desde 1996, por meio da coletânea importada Listen to the Beat ’94. A gravação, no entanto, tem origem na coletânea Tribute to Edith Piaf, lançada em 1993 pela Amherst Records. Me surpreenderia bastante encontrar pela internet algum exemplar dessa coletânea trazendo também a logomarca da Spotlight Records.

Mas as melhores surpresas, para mim, foram “Over the Mountains”, lançada no álbum One in a Million, de Bosson, em 2001; “Naked Without You”, faixa do álbum homônimo de Taylor Dayne, lançado em 1998, em uma fase já distante daquela áurea na Arista Records; “Fairy Tale”, do álbum The Game, lançado em 1999 pela cantora italiana Neja; “When Love Goes Wrong”, do álbum In the Name of Love, de 1997, do Earth, Wind & Fire; “Falling for You”, faixa do álbum homônimo de 1996 de Tony Di Bart; e a intimista “Goodbye Innocence”, apenas piano e voz, do álbum B-Funk, de 1995, de Beverley Knight.

Até 1999, os álbuns e coletâneas do catálogo da Spotlight Records eram distribuídos pela PolyGram. A partir de 2000, a gravadora passou a utilizar o nome Spottlight, com dois “t”, e seus CDs passaram a ter distribuição exclusiva da Som Livre. No Discogs, os últimos lançamentos registrados dessa fase datam de 2003, e somente a partir de 2018 voltam a aparecer novos títulos atribuídos à gravadora, já restritos ao mercado digital.

O que me surpreende é que todas as gravações que listei vieram de álbuns pertencentes a uma vertente pouco divulgada do catálogo da Spotlight: discos de pop lançados pela gravadora no Brasil durante a década de 1990 e aos quais ela recorreu para compor parte do repertório de Emotion.

A grande delícia desse CD está na masterização: os fonogramas apresentam ótima qualidade de áudio, e há um cuidado perceptível na normalização de volume entre as gravações mais antigas e as mais recentes, proporcionando uma audição mais uniforme e harmoniosa.

Faixas:
01. Cruisin' - Smokey Robinson
02. Your Song - Elton John
03. La Vie en Rose - Donna Summer
04. Run to Me (Studio Live Version) - Double You
05. Take a Toke - C&C Music Factory
06. Hello - Lionel Richie
07. Over the Mountains - Bosson
08. I'ts Gonna Take a Miracle - Deniece Williams
09. Naked Without You - Taylor Dayne
10. Fairy Tale - Neja
11. When Love Goes Wrong - Earth, Wind & Fire
12. Falling for You - Tony Di Bart
13. Goodbye Innocence - Beverley Knight
14. Sem Medo de Amar (End of the Road) - Os Garotos

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José Luis Perales - Com o Passar do Tempo (1986)

Em 1973, quando as rádios espanholas executavam Mis Canciones, José Luis Perales começava a se tornar conhecido como cantor e compositor. Segundo o texto de divulgação da época, era como se uma nova voz encontrasse as angústias, ideias e sentimentos daquela geração, expressos de maneira clara, sincera e sofrida.

Nascido em Castejón, Perales tornou-se um dos grandes nomes da música espanhola, expandindo seu trabalho pela América Latina, Europa e pelas comunidades latinas dos Estados Unidos. Ao longo da carreira, suas composições foram gravadas por artistas como Mocedades, Jeanette, Rocío Jurado, Miguel Bosé, Raphael e Isabel Pantoja. Jeanette, por exemplo, gravou “Porque Te Vas”, composição de Perales incluída no filme Cría Cuervos, de Carlos Saura.

No Brasil, suas canções também ganharam versões e interpretações de artistas nacionais. Fábio Jr. gravou “Senta Aqui”, enquanto o grupo Dominó incluiu “Guerreiros” em seu repertório.

Com o Passar do Tempo marcou a estreia de José Luis Perales como cantor no Brasil e foi também seu primeiro disco pela CBS, gravadora com a qual havia firmado um contrato internacional. Com produção executiva de Tomáz Muñoz e arranjos de Maurizio Fabrizio e Graham Preskett, o álbum reúne dez canções, sendo metade delas apresentada em português, com versões assinadas por Abel Silva, Erasmo Carlos, Ronaldo Bôscoli e Edgard B. Poças.

O primeiro destaque é “A Primeira Vez”, versão de Abel Silva, uma canção sobre os conflitos e o desgaste da vida conjugal. Na época, Perales comentava que costumavam acusá-lo de ser um compositor melodramático, mas explicava que essa não era sua intenção: se as pessoas choravam ao ouvir suas músicas, seria porque aquilo que ele sentia também correspondia ao sentimento delas. “Todos nós sentimos as mesmas dores e o desamor é a primeira delas”, afirmava.

O repertório segue com “Ay Corazón”, “Lucía”, “Ay Amor”, com participação do grupo Mocedades, “Tan Solo Necesito” e “Me Iré Calladamente”. Entre as músicas em português está “O Que Cantam as Crianças”, cuja letra é de Edgard B. Poças. De acordo com o material de divulgação, Perales cedeu os direitos autorais da composição à organização Aldeias SOS, dedicada ao atendimento de crianças carentes.

Apesar de o crédito de participação mencionar apenas a dupla Jairzinho & Simony, este LP esconde a gravação com a formação da Turma do Balão Mágico, incluindo Ricardinho, Mike Biggs, Jairzinho e Simony — considerada por mim uma raridade que caiu no meu colo!

Outra adaptação brasileira é “Caminho de Luz”, de Ronaldo Bôscoli. O compositor também assina a versão de “Não Será Tão Fácil”, canção sobre o fim de um relacionamento e a dificuldade de recomeçar. Já “Eu Também Tive Quinze Anos”, adaptada por Erasmo Carlos, é apresentada por Perales como uma advertência aos jovens, contrapondo os sonhos da adolescência à passagem do tempo.

Distante da imagem tradicional de astro, Perales era descrito no material promocional como uma espécie de “antiestrela”. Morando com a esposa, Manuela, e os dois filhos em Cuenca, na Espanha, dizia preferir uma vida pacata, longe do show business. Segundo ele, caminhar pelas ruas e conviver normalmente com comerciantes e moradores da cidade permitia que continuasse sendo tratado como qualquer outra pessoa, apesar da projeção internacional.

Naquele período, a assinatura do contrato com a CBS Records International previa ainda gravações de José Luis Perales em inglês, francês e alemão, além do lançamento simultâneo de seus discos na Europa, América Latina e Estados Unidos. Com o Passar do Tempo registrava, assim, uma fase de expansão internacional do compositor espanhol e, ao mesmo tempo, sua apresentação ao público brasileiro também como intérprete de suas próprias canções.

Uma remasterização já havia sido feita em 2023, a partir do LP enviado pelo amigo Giúlio Benevides (Ribeirão Preto/SP), que inclusive providenciou, na época, o material gráfico adaptado do CD — disponível em “Extras”, na pasta Scan. Em 2025, porém, acabei encontrando bem por acaso outro LP em excelente estado de conservação e aproveitei para retrabalhar algumas faixas que precisavam de mais cuidado. Por fim, apliquei uma camada final de MVSep DeNoise sobre as faixas.

Faixas:
01. A Primeira Vez (La Primera Vez)
02. Ay Corazon
03. Não Será Tão Fácil (No Resulta Facil)
04. Lucia
05. Caminho de Luz (Recorrer Tu Camiño)
06. O que Cantam as Crianças (Que Canten Los Niños) [com A Turma do Balão Mágico]
07. Ay Amor [com Mocedades]
08. Eu Também Tive Quinze Anos (Yo Tambien Tuve Quince Años)
09. Tan Solo Necesito
10. Me Ire Calladamente

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sábado, 26 de setembro de 2026

Hyldon - Hyldon (1989)

Em 1989, Hyldon lançou pela Esfinge este álbum homônimo, um trabalho de produção independente que reúne dez composições e mantém o artista não apenas como intérprete, mas no centro de toda a concepção musical do disco. Hyldon assina a produção e concepção musical, além dos vocais, violão, guitarra base e arranjos. A direção de produção ficou a cargo de Carlos Lemos, com direção geral de Tony Bizarro.

Todas as canções têm letra e música de Hyldon, com exceção de “Caminho de Santiago” e “Vem Comigo”, adaptações musicais de poesias de Paulo Coelho e Cecília Meireles, respectivamente.

A instrumentação reúne músicos importantes da música brasileira. Artur Borba participa nos teclados e sintetizadores, além de dividir os arranjos com Hyldon e responder pelas orquestrações e regência. Luizão Maia toca baixo, Mário Monteiro (Picolé) bateria e Cidinho percussão. Há ainda participações específicas de Alex Malheiros, no baixo de “Caminho de Santiago” e “Vem Comigo”; Ivan Conti, na bateria de “Vem Comigo”; Chacal e Léo, na percussão de “Caminho de Santiago”; e Paulinho Guitarra, que toca guitarra e faz o solo de violão em “Coração Cigano”. Os metais aparecem com Paulinho Trompete, no flugelhorn de “O Amor É Como a Flor”, e Bidinho, no trompete de “Caminho de Santiago”. O coro reúne Jussara Lourenço, do Trio Ternura; Renata Correa; Renato Correa, Roberto Correa e Waldir Anunciação, integrantes dos Golden Boys; e Zoé Medina.

As gravações foram realizadas nos estúdios Mix e Multi, no Rio de Janeiro, e Transamérica, em São Paulo, com Guilherme, João Maria, Rafael, Carlos Freitas e João Guarino como técnicos de gravação. A etapa de mixagem levou o projeto aos Estados Unidos: o álbum foi mixado no Wide Track, em Hollywood, com Wayne Henderson como produtor de mixagem e Dennis Parker como engenheiro. A produção vocal ficou a cargo de Frankie Arduini.

O corte foi realizado por José Oswaldo Martins, da BMG-Ariola. As fotografias do LP são de Frederico Mendes e a arte-final da WOM Publicidade.

Apesar do esmerado trabalho musical e da mixagem realizada nos Estados Unidos, o álbum registrou baixa vendagem. A Esfinge, um selo de pequeno porte, concentrava seus recursos na qualidade técnica de seu catálogo, mas enfrentava dificuldades na prensagem e distribuição de seu material fonográfico. A situação se agravou com a crise econômica durante o Plano Collor, e a gravadora encerrou suas atividades no início dos anos 1990.

Para a remasterização deste álbum, foi utilizada a agulha Ortofon Concorde Club na captura do áudio diretamente do LP original. Fica meu agradecimento especial ao amigo Israel Castro, de Campina Grande/PB, pela aquisição do LP que me permitiu realizar este trabalho de resgate.

Faixas:
01. Pétalas Vermelhas (part. esp. Alfonz Jones)
02. Coração Cigano
03. Vá Embora Tristeza
04. Uma Chance pra Nós Dois
05. Muito Além da Razão
06. O Mundo Fica Triste Sem Você (Obaluaê)
07. O Amor É Como a Flor
08. Trem da Madrugada
09. Caminho de Santiago
10. Vem Comigo

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

A Cor do Som - Som da Cor (1985)

É sério, você precisa ouvir esse disco! 

Lançado em 1985 pela Elektra/WEA, O Som da Cor traz A Cor do Som com Dadi, Mú Carvalho, Ary Dias, Gustavo Schroeter e Perinho Santana. Este último já havia participado das gravações de Intuição, de 1984, e aqui aparece definitivamente integrado ao grupo, assumindo as guitarras e também dividindo os vocais.

E é justamente quando a gente começa a fuçar os créditos que o disco fica ainda mais interessante: não existe um único vocalista à frente do repertório. Ary Dias canta “Arrastando Corrente”, “Vida Que Passamos” e “Acho Que Ela Gosta”; Mú assume “Ela Vai Ter Que Me Escutar” e “Eu Quero É Bem Mais”; Dadi fica à frente da faixa-título e de “Tudo Que Você Quiser”; e Perinho canta “Navegante” e “Bomba No Vestibular”. Virou bagunça? Não! Funciona — e muito bem! A formação trabalha quase como um revezamento, inclusive nos instrumentos: Dadi, além do baixo, aparece nas guitarras e teclados; Ary troca a percussão pela bateria em algumas faixas; e Mú também participa das programações eletrônicas.

E tem visita em casa! Cecília Spyer, hoje ligada ao universo da bossa nova e do new jazz, é praticamente uma presença recorrente no álbum. Seus vocais de preenchimento feminino dão às faixas um tom deliciosamente new wave, com uma precisão vocal maravilhosa — não estão ali simplesmente fazendo “corinho”, mas acrescentando textura e identidade aos arranjos.

Armandinho Macedo, nome fundamental na história d’A Cor do Som, reaparece nos vocais de “Vida Que Passamos” e “Eu Quero É Bem Mais”. Já Léo Gandelman deixa sua marca em “Acho Que Ela Gosta”, com teclados e um solo de saxofone, enquanto Toni Costa participa com guitarra solo; os dois também cuidam da programação da DMX nessa faixa. E há ainda um crédito daqueles que você só encontra quando resolve ler até as letrinhas do LP: Márcio Figueiredo, responsável pela ghost laugh de “Arrastando Corrente”. Pois é!

O repertório também mantém os integrantes bastante envolvidos na composição. Mú Carvalho é o nome mais frequente entre os autores, inclusive nas parcerias com Paulinho Tapajós em “Que Flor É Você?” e “Eu Quero É Bem Mais”. Dadi e Ronaldo Bastos assinam “Som da Cor”, enquanto Perinho compõe “Navegante” e divide “Bomba No Vestibular” com Chacal.

Produzido por Chico Neves, O Som da Cor também carrega algumas marcas bem reconhecíveis da produção dos anos 1980. Ao instrumental da banda somam-se sequencer e programação de bateria DMX, sem eliminar a bateria acústica de Gustavo Schroeter ou a forte presença da percussão de Ary Dias. É justamente essa convivência entre instrumentos e programação que chama atenção nos créditos do álbum.

Chico Neves também divide a engenharia de gravação com Vitor Farias, responsável pela mixagem. A direção artística ficou com Liminha, enquanto Frederico Mendes assinou fotografia e arte da capa. O corte do LP foi realizado por José Oswaldo Martins.

E se você estiver procurando este álbum em CD, aí a coisa complica. Em 2008, a Warner lançou A Cor do Som – Super 3, dentro de uma série de coletâneas triplas dedicada a vários artistas. São 42 faixas distribuídas em três CDs, com seleção de repertório de Carlos Savalla e masterização creditada à Digital Mastering Solutions.

De O Som da Cor, porém, entraram somente “Ela Vai Ter Que Me Escutar”, “Arrastando Corrente” e “Tudo Que Você Quiser”. E vou dizer: horrível! Para quem esperava encontrar ali uma boa recuperação digital dessas gravações, passou longe. Além de representar apenas três músicas desse álbum, essas faixas aparecem no box a partir de fontes muito fracas de LP, com características de áudio comprimido em MP3. 

Nesta remasterização de 2026, com a tecnologia trabalhando a nosso favor, você perceberá muito melhor a presença dos detalhes — vocais, percussões, guitarras, teclados e aquelas pequenas intervenções espalhadas pelos arranjos — a partir de um LP que, pelo que pude verificar, foi prensado pela RCA.

Aparentemente, essa prensagem traz um áudio mais fechado, com certo abafamento. Na etapa de masterização, utilizei o U-he Satin para abrir os agudos e devolver maior presença ao conjunto. Com o MVSep DeNoise na limpeza dos ruídos residuais, o resultado chega àquela sensação deliciosa de uma fita master nova e limpa. 

Bom, sou suspeito para elogiar A Cor do Som. É um time de músicos exímios fazendo um som pirado, com guitarra baiana, grooveria, funk, reggae, muito suingue e aquela mistura tão característica do som nordestino com o boogie americano. E os vocais de Dadi, Ary, Perinho e Mu são gostosos demais de ouvir!

Não vou ficar tentando explicar demais, não. Só ouve!

Faixas:
01. Arrastando Corrente
02. Som da Cor
03. Ela Vai Ter Que Me Escutar
04. Vida Que Passamos
05. Que Flor É Você?
06. Acho Que Ela Gosta
07. Eu Quero É Bem Mais
08. Navegnte
09. Todo Que Você Quiser
10. Bomba no Vestibular

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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Hot 90 (2001)

Lançado pela Som Livre em 2001, Hot 90 é uma coletânea dedicada aos sucessos internacionais dos anos 1990. Com 16 faixas, o CD aposta numa seleção bastante eclética, reunindo o pop romântico que teve forte presença no período com R&B, reggae e dance music. O repertório procura representar os anos 90, com maior concentração de músicas nos anos finais da década.

Hot 90 tem seleção de repertório de André Werneck e masterização de Sergio Seabra. A parte gráfica ficou sob direção de arte de Marciso (Pena) Carvalho, com projeto gráfico de Bruno Camolez e fotografia de Ken Reid, da agência Keystone.

Bem, Hot 90 é quase um “O Melhor Internacional de Novelas” dentro da curadoria, por trazer “As Long As You Love Me” e “How Could An Angel Break My Heart”, de Por Amor; “Con Te Partirò”, de Torre de Babel; e “Children”, de Anjo de Mim. 

A seleção teria ficado perfeita se sucessos conhecidos como “Mambo Nº 5 (A Little Bit Of...)”, “Macarena” e “Don’t Speak” tivessem aparecido em suas gravações originais de Lou Bega, Los Del Rio e No Doubt, respectivamente, em vez das versões alternativas incluídas no CD. Ah, e se “Macarena” fosse a de Los Del Rio, baixava a novela Explode Coração aqui pra ampliar o leque, hahaha...

Por ter “Hot” no título, a gente imagina um CD com as bombadas das festas daquele período. Na verdade, aqui se concentra muito do que foi quentíssimo nas FMs — inclusive no segmento popular! “My Heart Will Go On”, tema de amor de Titanic, venceu o Oscar em 1998 e, naquele ano, só deu ela. A coletânea ainda resgata “Candle in the Wind”, só que na versão de 1973, e não naquela que Elton John regravou em 1997 para homenagear a amiga Lady Di. Caráter midback total! Já o senhor Bocelli, não por acaso, ganhou seu espaço trazendo o crossover da música clássica com o pop em “Con Te Partirò” — e foi, SIM, um tremendo sucesso!

Esse apelo popular também aparece nas canções urbanas de R&B, hip-hop e dancehall, aqui representadas por uma vibe mais leve e radiofônica, assim como no pop dos Backstreet Boys e Britney Spears, os queridinhos do final da década. 

Enfim, o Hot deste primeiro volume está muito mais ligado ao que estava quente nas FMs do que necessariamente às pistas de dança. As pedradas dançantes viriam no Volume 2. Aliás, olhando bem para o repertório deste CD, daria tranquilamente para estampar a logomarca da Rádio Cidade gaúcha na capa.

E quanto às faixas regravadas: cadê os produtores e cantores dessas pérolas para contar como foram feitos aqueles arranjos instrumentais com cara de base MIDI pré-gravada e os vocais desanimados? Por favor: 25 anos depois, vocês devem uma explicação ao povo brasileiro!

E pra fechar a coletânea, o Sr. Werneck me coloca uma obscura do Delerium, repescada do álbum Moonlight 2001, que ainda por cima traz a repetição do refrão sobre “Thank You”, de Dido — música que nem sequer é da década de 90. Too Bad, Werneck!

Brincadeiras à parte, o que era “defeito” comercial da época se tornou, com o tempo, uma peculiaridade colecionável — e hoje este CD envelheceu tão bem quanto vinho. É engraçado ter vontade de escutar as versões empobrecidas — ou não — das canções de sucesso. E quer saber? É uma experiência divertida! Viva a Som Livre e o André Werneck por isso!

Faixas:
01. My Heart Will Go On - Céline Dion
02. Hero - Mariah Carey

03. As Long as You Love Me - Backstreet Boys
04. Life - Des’ree
05. Con Te Partirò - Andrea Bocelli
06. Candle in the Wind - Elton John
07. How Could an Angel Break My Heart - Toni Braxton
08. ...Baby One More Time - Britney Spears
09. Mambo No. 5 - Xavier Perez
10. Macarena - From Ipanema
11. Killing Me Softly - Fugees
12. Boombastic - Shaggy
13. Don't Speak - Sweet Time
14. All That She Wants - Ace Of Base
15. Children - Robert Miles
16. Not So Bad - Delirium

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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O Melhor de Lembranças (1993/1995)

"O Melhor de Lembranças" é uma coletânea lançada em LP, K7 e CD em 1993 pelo selo MCA, reunindo uma seleção das melhores canções dos volumes 1 a 5 da série Lembranças, lançados entre 1983 e 1992.

A série teve início em 1983, quando a Motown Records, com distribuição da RCA, colocou no mercado o primeiro volume sob o título Lembranças Internacional. A denominação foi adotada para diferenciar o lançamento de uma série homônima anterior, produzida pela Top Tape, que havia colocado no mercado uma trilogia de Lembranças entre 1979 e 1980, com os dois primeiros volumes lançados em 1979 e o terceiro em 1980. A Top Tape também lançou, posteriormente, a coletânea Lembranças Nacional, curiosamente com a fabricação da RCA.

Ainda em 1983, a RCA lançou Lembranças 2, dando sequência ao novo projeto. No ano seguinte, o selo refez o primeiro volume, agora sob o título simplesmente Lembranças, apresentando um repertório reformulado. Com esse lançamento, a RCA passou a assumir de fato a franquia Lembranças, desvinculando-a editorialmente da série anteriormente produzida pela Top Tape.

Após um intervalo de seis anos, a série retornou em 1989 com Lembranças 3, desta vez disponibilizado nos formatos LP, K7 e CD. Em 1991, foi lançado Lembranças 4, em CD, seguido por Lembranças 5, em 1992. É desse ciclo de lançamentos que O Melhor de Lembranças reúne seu repertório, funcionando como uma retrospectiva da fase da franquia conduzida pela RCA e posteriormente associada ao selo MCA.

A coletânea contempla gravações dos selos MCA, RCA e Artista, com direção de arte de André Teixeira, capa desenvolvida pela Ideia Digital e fotografia da agência ICA Press.

Faixas:
01. What A Wonderful World - Louis Armstrong
02. Light My Fire - José Feliciano
03. Making Love Out Of Nothing At All - Air Supply
04. With You All The Way - New Edition
05. Without You - Nilsson
06. Do What You Do - Jermaine Jackson
07. Lost In Love - Air Supply
08. Float On - The Floaters
09. Time - The Alan Parsons Project
10. You Got It All - The Jets
11. These Eyes - The Guess Who
12. Dedicated To The One I Love - The Mamas & The Papas
13. Everybody's Talking - Nilsson
14. We Said Goodbye - Dave MacLean

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Mix'80 Sucessos Non-Stop - The Ultimatte 80s Mix (2002)

Mix’80 Sucessos Non-Stop – The Ultimate 80’s Mix foi lançado no Brasil em 2002, pela Universal Music, reunindo 14 sucessos internacionais dos anos 1980 em versões mixadas para ninguém parar de dançar.

Apesar da proposta inovadora para celebrar a década com suas melhores músicas para pista de dança por meio de um set mixado, o DJ responsável pelo ótimo trabalho não é creditado neste CD. Como o projeto não teve edições internacionais, tudo indica que a mixagem tenha sido produzida no Brasil.

Um dos grandes encantos de Mix’80 está na escolha de combinações absolutamente improváveis. Basta observar este início maravilhosamente maluco! “Shout” tem aquela dimensão grandiosa e dramática do Tears for Fears e desemboca em “Human”, uma balada R&B/synth-pop de atmosfera muito mais íntima. E, quando o ouvido se acomoda naquele clima introspectivo, vem o corte seco para “Do You Really Want to Hurt Me”, com sua levada reggae, mudando completamente a luminosidade do set. Daí surge “Down Under”, que prolonga esse lado mais solar, antes de “Dance Hall Days” levar tudo novamente para outro ambiente. A essa altura, a galera já esvaziou o copinho de chope do começo, está com as mãos livres para começar o passinho e nem percebe que tudo até aqui foi preparação para o fervor que está por vir.

E então vem outra guinada: “Dance Hall Days” → “Relax (New York 12” Mix)”. Aqui faz todo sentido a aceleração das batidas: o DJ precisa atravessar uma diferença considerável de energia para chegar à pulsação de “Relax”. Logo depois, em vez de permanecer simplesmente no hi-NRG, aparece “19”, de Paul Hardcastle — uma faixa eletrônica construída em torno de samples falados sobre a Guerra do Vietnã. Ou seja: até quando mantém a pista, muda completamente o caráter da música.

A segunda metade também é fascinante: “The Reflex” → “Sweet Dreams” → “Blue Monday” → “Don’t Go” → “Smalltown Boy” → “Tainted Love” → “Take On Me”. A essa altura, o fervor já tomou conta do set e começa a existir uma concentração maior de eletrônica e synth-pop, mas nem por isso as escolhas são óbvias: Duran Duran, Eurythmics, New Order, Yazoo, Bronski Beat, Soft Cell e A-ha têm assinaturas rítmicas e atmosferas muito distintas.

Talvez tenha sido justamente essa imprevisibilidade que motivou muita gente a levar o CD para a coleção em 2002. Não era apenas uma reunião de sucessos dos anos 1980: havia o prazer de descobrir o que aconteceria quando músicas aparentemente incompatíveis fossem entregues às mãos de um DJ. A expectativa pela próxima transição torna a audição quase um jogo e, quando essas combinações improváveis finalmente se encaixam, a experiência chega a ser extasiante. 

O único problema é que a diversão dura pouco: são menos de 50 minutos de música. O set inteiro dá quase a sensação de termos ouvido apenas o Lado A de uma mixtape em fita K7 de 90 minutos. Quando o DJ finalmente nos convenceu a largar o copinho de chope e tomar conta da pista, já estamos chegando a “Take On Me”. Dá vontade de virar a fita e continuar a festa — mas não existe Lado B. Que droga!

E, afinal, quem foi esse sujeito incrível? DJ, ONDE ESTÁ VOCÊ? MANIFESTE-SE 24 ANOS DEPOIS!

Faixas:
01. Shout - Tears For Fears
02. Human - The Human League
03. Do You Really Want To Hurt Me - Culture Club
04. Down Under - Men At Work
05. Dance Hall Days - Wang Chung
06. Relax - Frankie Goes To Hollywood
07. 19 - Paul Hardcastle
08. The Reflex - Duran Duran
09. Sweet Dreams (Are Made Of This) - Eurythmics
10. Blue Monday - New Order
11. Don't Go - Yazoo
12. Smalltown Boy - Bronski Beat
13. Tainted Love - Soft Cell
14. Take On Me - A-ha

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In Love - Arista 10º Aniversário (1985/1990)

In Love – Arista 10º Aniversário foi lançada originalmente em LP e K7 em 1985, como parte das comemorações pelos dez anos da Arista Records. A coletânea reúne doze gravações de alguns dos principais nomes do catálogo da gravadora, com uma seleção predominantemente romântica, concentrada em sucessos dos anos 1970 e da primeira metade dos anos 1980. Em 1990, o título retornou ao mercado em CD, em edição da BMG Music Group.

O repertório começa com “Mandy”, de Barry Manilow, que também aparece mais adiante com “I Write the Songs”. Dionne Warwick é outro nome presente duas vezes, com “I'll Never Love This Way Again” e “Heartbreaker”, esta última composta pelos irmãos Barry, Robin e Maurice Gibb.

O Air Supply também ocupa duas posições na seleção: “Making Love Out of Nothing at All”, composição de Jim Steinman, e “All Out of Love”, de Graham Russell e Clive Davis. Entre as grandes baladas do disco estão ainda “Living Inside Myself”, de Gino Vannelli; “Don't Cry Out Loud”, de Melissa Manchester; e “All By Myself”, de Eric Carmen.

Apesar da proposta romântica sugerida pelo título, In Love não se limita às baladas. “Hold Me Now”, do Thompson Twins, incorpora o pop eletrônico característico dos anos 1980, enquanto “Eye in the Sky”, do The Alan Parsons Project, traz a atmosfera sofisticada do art rock. A seleção termina com “Because the Night”, de Patti Smith, composição assinada por Patti Smith e Bruce Springsteen, levando o encerramento para uma levada de classic rock.

Na edição em CD de 1990, os créditos referentes ao projeto gráfico original não foram reproduzidos. Essas informações foram recuperadas a partir da edição em LP, conforme registro disponível no Discogs: a capa é creditada a André Teixeira e Valério do Carmo, a arte-final a Vittore Tolóne e a fotografia a Bruno Lins.

Faixas:
01. Mandy - Barry Manilow
02. I'll Never Love This Way Again - Dionne Warwick
03. Making Love Out Of Nothing At All - Air Supply
04. Living Inside Myself - Gino Vanelli
05. Don't Cry Out Loud - Melissa Manchester
06. Hold Me Now - Thompson Twins
07. All By Myself - Eric Carmen
08. I Write The Songs - Barry Manilow
09. All Out Of Love - Air Supply
10. Heartbreaker - Dionne Warwick
11. Eye In The Sky - The Alan Parsons Project
12. Because The Night - Patti Smith

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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Planet Love (1996)

Lançada pela BMG Music em 1996, Planet Love é uma coletânea de dezoito gravações internacionais que atravessa quase três décadas de música, reunindo sucessos dos anos 1960 aos anos 1990. Apesar da amplitude cronológica, o repertório mantém uma identidade bastante definida, concentrada no pop romântico, nas baladas e no soft rock — canções de forte apelo melódico que tiveram presença marcante na programação das rádios brasileiras.

Planet Love funciona, assim, como um panorama de diferentes gerações do pop internacional reunidas por uma característica comum: o caráter essencialmente melódico e romântico de seu repertório. O projeto gráfico foi assinado por Fernando Alvarus, com fotografia de J. Clarke/Stock Fotos, em lançamento da BMG Music Group de 1996.

Faixas:
01. Lost In Love - Air Supply
02. Don't Answer Me - The Alan Parsons Project
03. Coming Around Again - Carly Simon
04. Lunatic - Gazebo
05. Baby I Love Your Way - Big Mountain
06. Transfer Affection - A Flock Of Seagulls
07. Don't Close Your Eyes Tonight - John Denver
08. One On One - Daryl Hall & John Oates
09. I'm Gonna Miss You - Milli Vanilli
10. He's So Shy - Pointer Sisters
11. Everybody's Talking - Nilsson
12. Brother Louie - Stories
13. California Dreamin - Jose Feliciano
14. Count On Me - Starship
15. (Last Night) I Didn't Get To Sleep At All - 5th Dimension
16. All Around The World - Lisa Stansfield & Barry White
17. Cry For Help - Rick Astley
18. Here Comes The Rain Again - Eurythmics

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Tony & Wander - Tony & Wander (1992)

Formada em Americana, interior de São Paulo, a dupla Tony & Wander surgiu ainda nos tempos de escola. Antônio João Leal Filho, o Tony, nascido em 17 de junho de 1972, e Wanderson Roberto, o Wander, nascido em 5 de janeiro de 1973, estudavam no Centro Educacional do SESI de Americana e, inicialmente, cada um mantinha seu próprio grupo. A aproximação musical aconteceu quando foram escalados para cantar juntos em uma comemoração escolar. A apresentação agradou ao público e, a partir dos pedidos para que continuassem cantando juntos, nasceu a dupla.

Wander já tinha ligação familiar com a música: seu pai integrava um conjunto que animava bailes na região de Americana, e o próprio Wander era primo de José Rico, da dupla Milionário & José Rico. A primeira oportunidade profissional de Tony & Wander surgiu quando foram convidados para abrir um espetáculo do humorista Barnabé, que posteriormente os apresentou ao empresário Genival Melo.

A dupla chegou então à RGE, pela qual gravou o LP Duas Vozes de Ilusão. Entre as músicas destacadas naquele trabalho estavam “Idéia”, de Carvalho, e “Sintonia”, de Moraes Moreira. Tony & Wander também participaram do disco Novidade Sertaneja, ao lado de outras três duplas, com “Lágrimas de Saudade”, composição da própria dupla com Luis Reinaldo, e “Liga pra Mim”, de Romário, da dupla Rhael & Romario.

Em 1992, Tony & Wander lançaram pela Paradoxx Music um álbum com dez faixas, recuperando essas duas gravações e ampliando a presença autoral da dupla no repertório. Além de “Lágrimas de Saudade”, Tony e Wander assinam “Coração Tá Precisando Te Encontrar”, em parceria com Maria da Paz.

Entre as demais faixas estão “Nossos Lençóis”, de Jefferson Farias; “Porque é que Você Foi Embora” e “Nenhuma Força Abaixo de Deus”, de Fátima Leão e Elias Muniz; “A Saudade Nunca Dorme”, de Joel Marques; “Primogênito”, de Edinho da Mata; “Me Leva pra Ela”, de Maria da Paz; e “Sangrando”, de Gonzaguinha.

A produção foi dividida entre Ernesto Mendonça e Silvio Arnaldo, com direção artística de Silvio Arnaldo. Ernesto Mendonça também ficou responsável pelos arranjos, enquanto Paulinho tocou guitarra e violão. A gravação teve como técnicos Otto e Octavio Paixão.

A ficha técnica registra ainda Cotô como técnico de mixagem, realizada no Estúdio Transamérica, em São Paulo, além de gravação no Estúdio Trambiques ao Luar (Frankie). As fotografias são de Paulo Vasconcellos, com produção fotográfica de Sônia, enquanto a diagramação e arte-final ficaram a cargo da Prisma Artes Gráficas Ltda.

O LP de Tony & Wander também oferece uma pista interessante sobre os primeiros meses de atividade da Paradoxx Music. Ao analisar o exemplar utilizado nesta remasterização, Johan van Haandel, doutor em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais pela Universidade de Aveiro, observou semelhanças entre o selo utilizado pela Paradoxx e o da Bullet Records, gravadora anteriormente ligada a Silvio Arnaldo, que aparece neste álbum como diretor artístico e coprodutor.

A identificação do GRA presente no disco permitiu ainda estabelecer uma referência cronológica particularmente interessante. Segundo Johan, o lançamento de Tony & Wander, de agosto de 1992, apresenta numeração iniciada por 6453, enquanto os últimos lançamentos conhecidos da Bullet, de setembro daquele mesmo ano, apresentam GRA iniciado por 6459. Segundo Johan, esses registros indicam que Bullet e Paradoxx chegaram a coexistir por um breve período em 1992, em vez de uma simplesmente desaparecer antes do início das atividades da outra.

Até a preparação deste trabalho, o álbum de 1992 de Tony & Wander ainda não possuía registro no Discogs, enquanto o campo biográfico da dupla permanecia vazio. A pesquisa realizada para esta remasterização permitiu reunir dados biográficos do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira com as informações e os créditos presentes no LP original, contribuindo também para uma documentação mais completa da discografia e da trajetória da dupla.

Para a remasterização deste álbum, foi utilizada a agulha Ortofon Concorde Club na captura do áudio diretamente do LP original. Fica meu agradecimento especial ao amigo DJ Jonacyr Carvalho, de Americana/SP, por ceder o exemplar utilizado neste trabalho.

Faixas:
01. Nossos Lençóis
02. Lágrimas de Saudade
03. Porque É Que Você Foi Embora
04. A Saudade Nunca Dorme
05. Primogênito
06. Coração Tá Precisando Te Encontrar
07. Liga pra Mim
08. Me Leva pra Ela
09. Nenhuma Força Abaixo de Deus
10. Sangrando

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.