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domingo, 25 de outubro de 2026

Friends Original Soundtrack (1995)

Lançado em 1995 pelo selo Reprise Records, da Warner Music, o álbum Friends (Original Soundtrack) reúne músicas associadas à popular série de televisão Friends. Curiosamente, poucas das faixas do CD foram efetivamente utilizadas na série. O disco também inclui trechos de diálogos de diferentes episódios, intercalados com algumas das músicas, com a participação das vozes dos seis protagonistas: Courteney Cox (Monica), David Schwimmer (Ross), Jennifer Aniston (Rachel), Lisa Kudrow (Phoebe), Matt LeBlanc (Joey) e o saudoso Matthew Perry (Chandler).

Esses trechos não aparecem discriminados na lista de faixas impressa na capa. O mesmo ocorre com a versão estendida do tema de abertura, incluída na faixa 13. Intitulada Long Version, ela apresenta uma transição em crossfade com as risadas ouvidas ao final da faixa 12, conectando os dois momentos do álbum.

A produção executiva ficou a cargo de David Crane, Kevin S. Bright e Marta Kauffman, com co-produção de Gregory Sill. O design do encarte é assinado por Katherine Delaney. Crane e Kauffman também integram a equipe de compositores de “I'll Be There for You”, tema de abertura interpretado pela dupla The Rembrandts, ao lado de Allee Willis, Danny Wilde e Phil Solem.

Faixas:
01. I’ll Be There for You (TV version) - The Rembrandts
02. I Go Blind - Hootie & the Blowfish
03. Good Intentions - Toad the Wet Sprocket
04. You’ll Know You Were Loved - Lou Reed
05. Sexuality - k.d. lang
06. Shoe Box - Barenaked Ladies
07. It’s a Free World, Baby - R.E.M.
08. Sunshine - Paul Westerberg
09. Angel of the Morning - The Pretenders
10. In My Room - Grant Lee Buffalo
11. Big Yellow Taxi (Traffic Jam mix) - Joni Mitchell
12. Stain Yer Blood - Paul Westerberg
13. I’ll Be There for You (long version) - The Rembrandts

Para baixar esta trilha sonora em FLAC, clique AQUI.

domingo, 18 de outubro de 2026

Vestidos de Espaço - Pipi Popô (1988)

Se você tem o costume de garimpar discos em vinil — incluindo compactos simples, duplos e promocionais de 12 polegadas para rádio — com enfoque em material do rock brasileiro dos anos 1980, certamente já esbarrou com o misterioso nome Vestidos de Espaço. Por trás desse título trivial, esconde-se uma das brincadeiras mais espirituosas e provocativas da história do nosso pop-rock.

A ideia nasceu em 1988, durante as pausas das gravações dos Titãs no estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro. Entre uma sessão e outra, os músicos dedicavam-se a composições bem-humoradas, distantes da proposta habitual da banda. A brincadeira acabou ganhando corpo e transformou-se em um projeto real para o Carnaval de 1989.

O objetivo era criar uma banda fictícia sob total anonimato, testando a reação dos programadores de rádio e do público para provocar a indústria fonográfica da época. A provocação tinha um alvo claro: a facilidade com que canções deliberadamente banais podiam conquistar espaço na programação. Para isso, reuniu-se um time de peso: integrantes dos Titãs, Paula Toller (Kid Abelha), Jorge Mautner, o produtor Liminha e o engenheiro de som Vitor Farias.

Para manter o disfarce, o grupo registrou as composições sob o pseudônimo Pepino Carnale. Lançado pela WEA Discos como um Single de 12 Polegadas — com direção artística de Liminha, produção de Antoine Midani e arte não creditada de Fernando Zarif —, o disco trazia duas faixas curtas, irônicas e diretas ao ponto:

  • Lado A – "Pipi Popô" (1'24"): Assinada na verdade por Arnaldo Antunes e Branco Mello, a canção contava com a voz marcante de Paula Toller satirizando as composições de duplo sentido e os refrões apelativos da música comercial.

  • Lado B – "A Marcha do Demo" (3'01"): Uma parceria de Arnaldo Antunes, Branco Mello, Marcelo Fromer e Paulo Miklos, funcionando como uma marchinha-rock debochada e ácida.

O disco, portanto, não é apenas um registro de duas marchinhas pouco convencionais. É o vestígio material de uma experiência em que músicos consagrados assumiram identidades inventadas para brincar com os mecanismos de divulgação da música popular. Por mais absurdo que pareça, a canção chegou a ser tocada pelo DJ sonoplasta My Boy no Xou da Xuxa. O registro em vídeo da apresentadora dublando a faixa enquanto uma criança a olha de lado virou um dos memes mais conhecidos da internet.

E para a gravação e remasterização deste single, eu agradeço ao Paulo Afonso Franco de Cordeirópolis/SP que cedeu o promocional de rádio. Como o material cedido está em capa genérica, produzi uma capatambém genérica a partir do selo original da WEA.

Faixas:
01. Pipi Popô
02. A Marcha do Demo

Para baixar este Single em FLAC, clique AQUI.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Jairzinho - Brincando de Carinho (1991)


Brincando de Carinho é o trabalho de Jairzinho, filho de Jair Rodrigues, lançado pela Warner/WEA, com produção e direção de Paulo Debétio. O LP reúne dez faixas, com repertório que combina composições brasileiras e versões em português de sucessos internacionais.

A participação de Paulo Debétio é especialmente importante na concepção do disco. Além de responder pela produção e direção, o compositor aparece em diversas faixas ao lado de seu parceiro Paulinho Rezende, incluindo a canção-título, “Brincando de Carinho”, e “O Corujão”. A dupla também assina as versões de “O Amor Sempre Encontra Uma Razão”, originalmente “Love Always Finds a Reason”, e “Lua Azul”, adaptação de “Blue Moon”, clássico de Richard Rodgers e Lorenz Hart.

O repertório ainda inclui “Deixa Isso Pra Lá”, composição de Alberto Paz e Edson Menezes, “Perto de Você”, de Roberto Correa e Orestes, e “Na Ilha do Amor”, de Carlos Rian. Entre as demais adaptações internacionais, aparecem “Linda Só Pra Mim”, versão de Paulinho Rezende para “Surfer Girl”, de Brian Wilson, além de “Não Quebre o Meu Coração”, versão de Julinho Teixeira para “Breaking Up Is Hard to Do”, de Neil Sedaka e Howard Greenfield. A mesma dupla de compositores também está presente em “Chega de Ficar de Mal”, adaptação de “The Diary”, assinada por Paulinho Rezende e Paulo Debétio.

O disco conta ainda com a participação especial de Luciana em “O Amor Sempre Encontra Uma Razão” e “Lua Azul”. 

A produção musical reúne uma equipe de instrumentistas e arranjadores experientes. Julinho Teixeira responde pelos arranjos e regência, bem como toca teclados. A base instrumental conta com Paulo Cesar Barros no baixo, Fernando Pinto Pereira e Carlinhos Bala na bateria, Pedro Carlos Fernandes (Piriquito) no violão e guitarra, Renato Ladeira na gaita e Beto Saroldi no saxofone.

O coro reúne Renato Correa, Roberto Correa, Renata Correa, Roberta Correa, Marisa Fossa, Paulinho Rezende, Paulo Debétio, Julinho Teixeira e Viviane.

As gravações e a mixagem foram realizadas no Estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, com mixagem de Paulo Junqueiro e Roberto Lly e assistência de estúdio de Antoine Midani e Mauro Bianchi. A faixa “Deixa Isso Pra Lá” recebeu produção específica de Paulo Debétio e Foguete.

A coordenação de produção ficou a cargo de Maria Alice Soares, com apoio de Clodine e Jair Rodrigues. A apresentação visual do álbum traz fotografia de João Fucci e design gráfico do Estúdio Infinito.

Embora Brincando de Carinho dê maior destaque a Jairzinho como intérprete, este não foi seu primeiro trabalho fora da dupla com Simony. Após a separação, o cantor lançou, em 1989, pela CBS, um álbum com A Patrulha do Barulho, grupo formado por Luciana Mello, Cinthya Rachel e Vânia Estela. Naquele projeto, Jairzinho já dividia os vocais de algumas faixas com sua irmã Luciana, cuja presença não desaparece completamente em Brincando de Carinho. Ela participa de duas músicas, e a própria escolha do repertório deixa transparecer alguns traços de continuidade musical em relação ao disco anterior.

Um dos destaques do álbum é a releitura de “Deixa Isso Pra Lá”, sucesso de Jair Rodrigues lançado em 1964, que ganhou um single promocional de 12 polegadas para as rádios e um videoclipe com Jairzinho em 1991, exibido pela recém-inaugurada MTV Brasil. Naquele período, em que o canal dedicava espaço ao rap e ao hip-hop norte-americanos, a gravação estabelecia uma ligação interessante com a obra de seu pai, frequentemente lembrada como uma das precursoras do rap brasileiro.

O mais interessante é que a MTV apresentava uma versão com ares de R&B, interpretada por um garoto de apenas 16 anos, agora com uma imagem completamente descolada do Balão Mágico e mais próxima de suas raízes familiares. Era uma maneira de aproximar duas gerações de intérpretes por meio de uma canção que, quase três décadas depois de seu lançamento original, encontrava espaço em um novo contexto musical.

Outro detalhe muito interessante está no dueto de “O Amor Sempre Encontra Uma Razão”, em que a produção preservou a divisão dos vocais da gravação original de Glenn Medeiros e Elsa Lunghini, agora interpretada por Jairzinho e Luciana. Julinho Teixeira também manteve o mesmo nível de qualidade do arranjo original de Robert Buchanan, resultando em uma versão bastante fiel à proposta musical da gravação internacional. Luciana, então com 12 anos e também em fase de transição vocal, entrega uma voz de mezzo-soprano muito limpa, dentro dos limites naturais de sua idade, demonstrando uma qualidade de interpretação que valoriza ainda mais o dueto.

A ficha técnica de Brincando de Carinho também revela algo interessante: ao contrário do trabalho anterior, lançado pela CBS, cujo encarte não identificava os músicos participantes, aqui temos acesso aos profissionais envolvidos na produção, gravação e mixagem. A semelhança na sonoridade e na qualidade das faixas dos dois álbuns levanta a possibilidade de que alguns desses músicos também tenham participado do projeto anterior. Embora não seja possível confirmar essa relação pela documentação disponível, é uma hipótese que merece atenção, especialmente pela continuidade musical perceptível entre os dois trabalhos.

Este disco foi encontrado em excelente estado de conservação em 09/10/2026, e fiz questão de garantir sua remasterização antes do Dia das Crianças. Só quem viveu a infância nos anos 80 sabe a importância e a relevância que Jairzinho, hoje Jair Oliveira, tem na música popular brasileira. Talvez oferecer a oportunidade de ouvir em alta qualidade um álbum que jamais foi lançado em CD seja um dos maiores trunfos da Gazeta do Som.

Faixas:
01. Deixa Isso Prá Lá
02. O Amor Sempre Encontra Uma Razão (Love Always Finds A Reason) (feat. Luciana)
03. Perto de Você
04. O Corujão
05. Linda Só Pra Mim (Surfer Girl)
06. Brincando de Carinho
07. Na Ilha do Amor
08. Não Quebre o Meu Coração (Breaking Up Is Hard To Do)
09. Chega de Ficar de Mal (The Diary)
10. Lua Azul (Blue Moon) (feat. Luciana)

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Saudade Cidade (1997)

"Saudade Cidade" era um quadro de flashbacks inserido na programação da Cidade FM 96,9, de São Paulo. A emissora fazia parte do modelo de expansão da marca Rádio Cidade, criado pelo Grupo Jornal do Brasil, adotando em São Paulo a identidade visual e o conceito da emissora carioca, mas mantendo operação própria na capital paulista. O quadro fazia parte dessa identidade musical, revisitando sucessos de outras épocas e criando breves momentos de nostalgia em meio às músicas contemporâneas da rádio.

Com foco em grandes sucessos do passado, o Saudade Cidade reunia canções que haviam marcado diferentes momentos da programação radiofônica, especialmente do pop e do rock das décadas de 1970 e 1980. Inserido entre os demais conteúdos da emissora, o quadro funcionava como uma breve pausa nostálgica antes do retorno à programação musical corrente.

Em 1997, o Saudade Cidade ganhou uma edição em CD pelo selo Warner Music do Brasil, reunindo 14 faixas sob seleção de repertório de Marcelo Braga. A produção teve coordenação de Francisco Rodrigues e gerência de marketing estratégico de Gian Uccello. O projeto gráfico ficou a cargo de Eugênia Guerrera e Patricia Lobo, da Agência Dash, com coordenação gráfica de Silvia Panella e Cristina Portella. A capa traz a modelo Anna Bárbara "Babi" Xavier, fotografada por Pedro Manoel.

A seleção concentra-se na música brasileira, reunindo canções de forte apelo romântico e diferentes vertentes do pop, rock, MPB e sertanejo. São músicas que fizeram parte da paisagem radiofônica das décadas de 1980 e 1990 e que, reunidas sob o nome "Saudade Cidade", traduzem em formato fonográfico a proposta nostálgica do quadro.

Lançado ainda durante a fase em que a emissora utilizava o nome Cidade, o CD também registra um momento específico de sua história. No início dos anos 2000, após uma disputa judicial envolvendo o uso da marca "Cidade", a emissora deixou de utilizar o nome no ar e passou por uma nova fase de identidade, adotando o nome Sucesso FM 96,9.

Faixas:
01. Felicidade (Gente di Mare) - Fábio Jr.
02. Como Eu Quero - Kid Abelha
03. Transas - Ritchie
04. Como Uma Onda (Zen Surfismo) - Lulu Santos
05. Catedral (Cathedral Song) - Zélia Duncan
06. A Cruz e a Espada - RPM
07. Volta pra Mim - Roupa Nova
08. Innocence (Versão em Português) - Deborah Blando
09. Êxtase - Guilherme Arantes
10. Hey Jude (Hey Jude) - Kiko Zambianchi
11. Doce Mistério - Leandro & Leonardo
12. Eva (Eva) - Rádio Táxi
13. Só pro Meu Prazer - Heróis da Resistência
14. Retratos e Canções - Sandra de Sá

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.