domingo, 8 de novembro de 2026

Shared Vision 2 - The Songs of Rolling Stones (1996)

Lançado em outubro de 1996, Shared Vision 2: The Songs of the Rolling Stones é uma coletânea em homenagem à lendária banda britânica que vai além de reunir versões de seus grandes sucessos. Editado pelas gravadoras PolyGram, Mercury e Hammer & Lace Records, o álbum integra um projeto beneficente que utiliza a música para chamar a atenção para a saúde ocular e as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência visual.

A iniciativa Shared Vision teve início em 1994, com Shared Vision: The Songs of Beatles. A proposta era ampliar a conscientização sobre a realidade de quem convive com a perda da visão, lembrando que, embora a música seja uma linguagem universal, a deficiência visual impõe barreiras que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. No segundo volume, parte da receita obtida com as vendas foi destinada à The Lighthouse Inc., instituição voltada ao atendimento de pessoas cegas ou com baixa visão.

O encarte acompanha esse propósito com informações sobre saúde ocular e um alerta para a dimensão do problema: milhões de americanos convivem com deficiências visuais significativas que não podem ser totalmente corrigidas com óculos ou lentes de contato. Uma realidade que não se restringe a uma faixa etária, atingindo desde jovens até idosos. O material também incentiva a realização periódica de exames oftalmológicos como parte dos cuidados preventivos.

Musicalmente, a coletânea percorre o repertório de Mick Jagger e Keith Richards por meio de gravações de diferentes épocas, reunindo artistas de estilos bastante variados. Do rock ao reggae, passando pelo country, a seleção aproxima intérpretes consagrados, como Johnny Cash, Rod Stewart e Joe Cocker, de bandas como The Pogues, The Feelies e The Neville Brothers. Há também espaço para registros ao vivo, que dão outra dimensão a algumas dessas releituras.

A identidade visual segue a mesma proposta de integração entre música e conscientização. Capa e encarte exploram a imagem de um olho emoldurado por lábios, numa composição que remete à iconografia dos Rolling Stones e, ao mesmo tempo, estabelece uma ligação com o tema central do projeto: a prevenção e os cuidados com a visão.

O álbum tem produção executiva de Mark J. Fine, design gráfico do Studio Q Int'l., administração de artistas e repertório de Diane Covucci e masterização de Patricia Sullivan, realizada nos A&M Studios, em Hollywood, Califórnia.

Faixas:
01. Honky Tonk Women - The Pogues
02. Beast of Burden - Buckwheat Zydeco
03. Paint It Black - The Feelies
04. Sympathy for the Devil (live) - Thrashing Doves
05. No Expectations - Johnny Cash
06. Street Fighting Man - Rod Stewart
07. Jumping Jack Flash (live) - Cinderella
08. Around and Around - L.A. Guns
09. Sister Morphine (live) - Marianne Faithfull
10. Memo From Turner - Dramarama
11. (I Can't Get No) Satisfaction - Tom Jones
12. You Can't Always Get What You Want (live) - The Neville Brothers
13. Time Is on My Side - Kevin Chalfant & the Blue Collar Band
14. Honky Tonk Women - Joe Cocker

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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Rock Internacional - O Melhor das Novelas (2005)

Rock Internacional integra a série O Melhor das Novelas, lançada pela Som Livre a partir dos anos 2000, com a proposta de resgatar temas internacionais que marcaram as trilhas sonoras das novelas da Globo, neste caso, dentro do universo do rock.

A seleção de repertório e montagem é de André Werneck, a masterização ficou a cargo de Sérgio Seabra e o projeto gráfico é assinado por Marciso (Pena) Carvalho.

A coletânea apresenta um apanhado interessante de temas associados às novelas, mas deixa a impressão de que poderia ter explorado muito mais o próprio acervo da Som Livre. Havia material de sobra para uma seleção mais abrangente, com nomes como Collective Soul ("December", de Explode Coraçãoi), Easy Rider ("How You Gonna See Me Now", de Olho no Olho), Silent ("Bitter Tear", de O Amor Está no Ar), Depeche Mode ("Walking In My Shoes", de O Mapa da Mina), Smith ("Baby It's You", de Quatro Por Quatro), ou Aerosmith ("Janie's Got a Gun", de Gente Fina), entre tantos outros.

Também me chamou a atenção uma lógica de seleção que lembra certas coletâneas em LP, nas quais as duas últimas faixas de cada lado pareciam cumprir mais uma função de preenchimento do que propriamente de destaque do repertório. É a impressão que fica com a presença de Crazy Town, Houston Aakton, Rolling Band e The Ugly's: escolhas que não têm exatamente o mesmo peso ou apelo popular de outros temas de rock que passaram pelas novelas. Em uma coletânea que se propõe a reunir os melhores, essas escolhas acabam destoando do potencial que o repertório oferecia.

A penúltima faixa, “Sympathy for the Devil”, é uma exceção interessante. Trata-se de uma regravação brasileira associada ao single remix de Fatboy Slim para o clássico dos Rolling Stones, lançada na mesma época em que Celebridade estava no ar. A música ficou particularmente ligada à novela: basta ouvi-la para lembrar de Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu), a “cachorra” que infernizava a vida de Maria Clara Diniz (Malu Mader). É uma associação que funciona muito bem como lembrança daquele período. Pena que o cover seja ruim!

Enfim, um CD nota 7,0. 

Agora, sobre o Volume 2, será que vou dar sorte de achá-lo, no precinho? Também aceito doação!

Faixas:
01. Don't Get Me Wrong (O Outro) - The Pretenders
02. Stay (Top Model) - Oingo Boingo
03. If Looks Could Kill (Roda de Fogo) - Heart
04. I Remember You (Vamp) - Skid Row
05. Under the Same Sun (Sonho Meu) - Scorpions
06. Hurt You So Bad (Mulheres Apaixonadas) - Crazy Town
07. Ya Ma Queen (Senhora do Destino) - Houston Aakton
08. Don't Look Back in Anger (Salsa & Merengue) - Oasis
09. By My Side (Meu Bem, Meu Mal) - INXS
10. One of Us (Quem É Você) - Joan Osborne
11. Miles Away (Felicidade) - Winger
12. Even Though (Vila Madalena) - Sugar Ray
13. Sympatju for the Devil (Celebridade) - Rolling Band
14. Walk Alone (Coração de Estudante) - The Ugly's

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Double You - The Best Of Double You (1997)

The Best Of Double You é uma coletânea do grupo italiano Double You, lançada em 1997, que reúne sucessos dos primeiros anos de carreira e traz como novidade a inédita "Somebody". O repertório passeia pelos álbuns Double You, Blue Album e Forever.

O CD saiu pelo selo Spotlight Records, com projeto gráfico de Patrícia Lobo e Eugênia Guerrera, da agência Dash. A produção executiva ficou a cargo de DJ René Michel, José Carlos "Kaká" Silva e Christovam Neumann.

Como já dediquei uma publicação especial ao Double You, o grupo dispensa apresentações por aqui! Deixei o artista nas marcações especiais para facilitar a consulta às outras publicações sobre sua trajetória e seus lançamentos no blog.

Faixas:
01. Please Don't Go
02. Somebody
03. Because I'm Loving You
04. Run To Me
05. Who's Fooling Who
06. She's Beautiful
07. Gonna Be My Baby
08. Looking At My Girl
09. What Did You Do (With My Love)
10. We All Need Love
11. That's The Way (I Like It)
12. Heart Of Glass
13. Got To Love
14. Part-Time Lover
15. With Or Without You

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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Rádio Globo Tiradentes - A Rádio Que Só Toca Flashback (2007)

O CD Rádio Globo Tiradentes – A Rádio Que Só Toca Flashback foi lançado em 2007 pelo selo MNF Music Entertainment Ltda. (MNF Brasil), sob licença da Cutting Records Ltd. (Holanda).

A Rádio Tiradentes, de Parintins (AM), atuou como afiliada da Rádio Globo. Inaugurada em dezembro de 2005, operava inicialmente com o nome de Rádio Globo Tiradentes, na frequência de 92,9 MHz. Embora integrasse a Rede Tiradentes de Comunicação, retransmitia a programação nacional do Sistema Globo de Rádio, combinada a conteúdos locais, como notícias de Parintins e a cobertura do Festival Folclórico.

Em 2012, a Rede Tiradentes encerrou o contrato de afiliação. A emissora passou então a adotar uma identidade própria, alinhada à da matriz de Manaus, tornando-se a atual Tiradentes FM.

Por trás desse lançamento está a trajetória da MNF Brasil, selo fonográfico sediado em Curitiba (PR) há 29 anos. A empresa é responsável pela série Love Flashback, composta oficialmente por 17 volumes principais, além de edições compilatórias e coleções especiais, algumas desenvolvidas em parceria com as rádios Antena 1 e Transamérica Light.

Seu catálogo também reuniu coletâneas dedicadas ao eurodance, synth-pop e às baladas românticas que costumavam embalar a programação das rádios adultas. Entre os títulos estão Golden Flashback, 80's Remembers, Rock N Roll Experience, The Best Of Euro Rock, Italo The Very Best From Night e History Remix, além de CDs dedicados a artistas nacionais e internacionais. Eram lançamentos encontrados em magazines como as Lojas Americanas e em hipermercados como o Walmart.

O ponto mais controverso da atuação da MNF estava na forma como trabalhava determinados licenciamentos. A empresa importava fonogramas por meio da Cutting Records e prensava os CDs no Brasil, amparada pela licença de um selo holandês, sem necessariamente obter autorização dos representantes dos respectivos direitos no mercado brasileiro.

Essa prática de licenciamento paralelo gerou conflitos com editoras e grandes selos fonográficos que detinham a representação dos repertórios no país. O impasse resultou em notificações extrajudiciais e processos de busca e apreensão por violação de direitos autorais. Em meio a esse cenário, a MNF descontinuou o lançamento dessas coletâneas por volta de 2009.

O CD Rádio Globo Tiradentes – A Rádio Que Só Toca Flashback tem seleção de repertório de Ronaldo Tiradentes, arte gráfica de Erick José e fotografia de Osmar Franco.

A maioria das faixas da coletânea foi originalmente obtida a partir de arquivos MP3. Para a publicação no Gazeta do Som, as capas foram restauradas e todas as músicas tiveram seus arquivos substituídos por versões em FLAC, extraídas de outras fontes.

Se você quer ouvir o material original, dado o contexto histórico, clique AQUI.

Faixas:
01. Yes - Tim Moore
02. Steady - Jules Shear
03. Gonna Make You an Offer You Can't Refuse - Jimmy Helms
04. Who Were You With In The Moonlight - Dollar
05. I Believe In Love - Nikka Costa
06. Shannon - Henry Gross
07. Survive - Jimmy Buffett
08. Take Me Now - David Gates
09. Words - F. R. David
10. Reality - Richard Sanderson
11. I Miss You - Klymaxx
12. It's Five O'Clock (Live) - Demis Roussos
13. More Than I Can Say - Leo Sayer
14. Last Dance - Anne Anderssen
15. The End - Earl Grant
16. Mississippi - Pussycat

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domingo, 1 de novembro de 2026

Kenny Rogers - Love Is Strange (1990)

"Love Is Strange" é o 22º álbum de estúdio de Kenny Rogers, além de ser o 2º lançado pela gravadora Reprise Records. O álbum foi lançado em LP, CD e K7 e reúne dez faixas inéditas no segmento country, com, algumas incursões no Album Oriented-Rock, algo característico nas gravações de Rogers. 

A música que dá título ao álbum é um dueto com Dolly Parton, com quem Kenny Rogers mantinha uma parceria musical que ia além das participações nos discos individuais de cada um. Em 1984, os dois gravaram juntos Once Upon A Christmas, álbum natalino lançado pela RCA.

Outra faixa que chama a atenção, especialmente para o público brasileiro, é “Crazy in Love”, escolhida como tema de Isabela, personagem de Drica Moraes em Lua Cheia de Amor.

Nos créditos técnicos, Eric Prestidge aparece como produtor, engenheiro de gravação, responsável pela mixagem e pela masterização, ao lado de Glenn Meadows. A edição digital multipista é creditada a Keith Odle. Na engenharia, participaram Craig Hansen, Daniel Johnston, John David Parker e John Kunz, como assistentes adicionais, e James “Val” Valentini e Robert Tassi, como assistentes. A direção de arte é de Laura LiPuma, o design de Heather Horne e a fotografia de Bernard Boudreau.

Faixas:
01. Love Is Strange
02. Soldier of Love
03. Listen to the Rain
04. If I Were a Painting
05. Crazy in Love
06. Lay My Body Down
07. So Little Love in the World
08. Walk Away
09. In Our Old Age
10. What I Did for Love

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

Golden Hits 3 (1996/1999)

 

Lançado originalmente em 1996, pela Globo Polydor, Golden Hits 3 curiosamente ganhou uma nova edição em 1999 pelo selo Mercury/PolyGram. Integrante da série Golden Hits, o CD reúne 12 faixas que passeiam pelo pop rock, soul, R&B e pelas baladas românticas, com um repertório que atravessa diferentes momentos da música internacional.

Entre os destaques estão “Up Where We Belong”, dueto de Joe Cocker e Jennifer Warnes, “Cherish”, do Kool & The Gang, e “Wind of Change”, dos Scorpions, canção que se tornou um dos grandes símbolos musicais da transformação política vivida na Europa no início dos anos 1990. A seleção também reserva espaço para faixas de atmosfera mais intimista, como “Never Tear Us Apart”, do INXS, “I'm Not in Love”, do 10cc, e “Woman in Chains”, do Tears for Fears, com a participação vocal de Oleta Adams.

O repertório segue por diferentes vertentes do pop e do soul com “Something About You”, do Level 42, “Three Times a Lady”, dos Commodores, e “Special Lady”, do trio Ray, Goodman & Brown. Já “Tom's Diner”, na versão do DNA com Suzanne Vega, traz a batida dançante que marcou o início dos anos 1990. Na parte final, a coletânea reúne dois nomes ligados à família Gibb: Andy Gibb, com “Our Love (Don't Throw It All Away)”, e Robin Gibb, com “Juliet”.

Esta edição de 1999 foi fabricada sob encomenda da PolyGram do Brasil, com produção industrial da Microservice Tecnologia Digital da Amazônia. A seleção de repertório ficou a cargo de Sergio Motta, a masterização foi realizada por Sergio Seabra, o projeto gráfico é de Káthia Junqueira e a coordenação gráfica, de Marciso (Pena) Carvalho. A fotografia da capa assinada por Byran Newman, da Agência Stock Fotos, completa os créditos da edição.

Golden Hits 3 registra canções emblémáticas das décadas de 70, 80 e 90 que permanecem até hoje na memória de diferentes gerações, em uma seleção de repertório que transita entre o romantismo, o pop e o soul, que merece ser degustada do início ao fim, como se fosse uma hora de programação de rádios como Alpha, JB FM ou Antena 1.

Faixas:
01. Up Where We Belong - Joe Cocker & Jennifer Warnes
02. Cherish - Kool & The Gang
03. Wind Of Change - Scorpions
04. Never Tear Us Apart - INXS
05. I'm Not In Love - 10 CC
06. Something About You - Level 42
07. Three Times A Lady - Commodores
08. Woman In Chains - Tears For Fears
09. Tom's Diner - DNA featuring Suzanne Vega
10. Special Lady - Ray, Goodman & Brown
11. Our Love (Don't Throw It All Away) - Andy Gibb
12. Juliet - Robin Gibb

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Surf Sessions (2005)

Lançado em 2005 pela Som Livre, Surf Sessions foi concebido como trilha sonora do programa Zona de Impacto, exibido pelo SporTV e dedicado aos esportes de ação. A proposta combina com o universo do surfe: guitarras, rock alternativo, reggae e canções de pegada mais acústica se encontram em uma seleção que privilegia a atmosfera descontraída, sem deixar de lado momentos mais intensos.

O repertório reúne nomes como Jack Johnson, com “Times Like These”, Donavon Frankenreiter, em “Free”, e Ben Harper, com “Diamonds on the Inside” — artistas que dialogam diretamente com a sonoridade associada ao surfe e ao estilo de vida praiano. Mas a coletânea não fica restrita a essa vertente: 3 Doors Down, Living Colour, Joe Satriani e Sublime ampliam o leque, enquanto “Fields of Gold”, na interpretação de Maxi Priest, acrescenta um toque de reggae ao conjunto.

Aqui temos algumas repescagens: “Times Like These”, de Jack Johnson, e “Unbelievable”, do Stereo Bros., entraram como temas da novela Da Cor do Pecado, enquanto “Free”, de Donavon Frankenreiter, integrou a trilha de Senhora do Destino — ambas em 2004. Já “Fields of Gold”, na interpretação de Maxi Priest, foi tema de Como Uma Onda, em 2005, e “Here Without You”, do 3 Doors Down, embalou a temporada 2004 de Malhação. Para quem, como eu, abandonou a coleção de trilhas sonoras de novelas, esta coletânea é um prato cheio!

Há também espaço para uma referência que atravessa gerações: “Misirlou”, de Dick Dale and His Del-Tones, com sua guitarra marcante e energia instrumental, tornou-se especialmente conhecida por sua associação ao filme Pulp Fiction, de 1994. A faixa ajuda a reforçar a ligação entre o disco e a cultura do surfe, já que Dick Dale é um dos nomes fundamentais do chamado surf rock. 

Cabe destacar também “Tiki Hut”, do The Surfers, uma produção instrumental de Fernando da Silva Pereira, exclusiva desta coletânea. Já “Unbelievable”, de Stereo Bros., é na verdade outro projeto de Fábio Almeida e Ian Duarte, acrescentando mais um detalhe interessante para quem acompanha de perto as produções nacionais presentes nas coletâneas da época.

A coletânea teve seleção de repertório de André Werneck, Gustavo Ramos e Guilherme Figueiredo, masterização de Sergio Seabra, projeto gráfico de capa assinado por André Rola, direção de arte de Marciso (Pena) Carvalho e fotografia do Grupo Keystone.

Mais do que reunir músicas de estilos variados, Surf Sessions funciona como um retrato musical da proposta do Zona de Impacto: uma trilha que passeia entre a leveza das canções acústicas e a energia das guitarras, mantendo o espírito dos esportes de ação como fio condutor.

Faixas:
01. Times Like These - Jack Johnson
02. Free - Donavon Frankenreiter
03. Diamonds on the Inside - Ben Harper
04. Here Without You - 3 Doors Down
05. Honor and Harmony - G. Love & Special Sauce
06. What I Got - Sublime
07. Even After All - Finley Quaye
08. Until We Say Goodbye - Joe Satriani
09. Broken Hearts - Living Colour
10. You and I Both - Jason Mraz
11. Fields of Gold - Maxi Priest
12. Misirlou - Dick Dale and His Del-Tones
13. Tiki Hut - The Surfers
14. Unbelievable - Stereo Bros.

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Sentimental Ladies - Pop Shop Memory (1993)

Lançado pela Columbia / Sony Music Marketing Especial, Sentimental Ladies integra a série Memory Pop Shop, dedicada a coletâneas de repertório pop. Como o próprio título sugere, o álbum reúne uma seleção de canções interpretadas por mulheres, passeando por diferentes estilos e sonoridades, mas mantendo como fio condutor o romantismo e a atmosfera sentimental.

A coletânea teve circulação em diferentes formatos na Europa: CD e MiniDisc, além de uma edição em K7 lançada na Alemanha. No Brasil, chegou em CD pela série Memory Pop Shop, com 16 faixas. A masterização ficou a cargo da Sony DADC Austria, informação que também aparece entre os detalhes técnicos do lançamento.

O repertório combina sucessos bastante conhecidos, como “Eternal Flame”, das Bangles, “True Colors”, de Cyndi Lauper, “Where Does My Heart Beat Now”, de Céline Dion, e “Straight from the Heart”, de Bonnie Tyler, com escolhas menos previsíveis. É o caso de “My Side of the Bed”, de Susanna Hoffs, “Someone to Lay Down Beside Me”, de Karla Bonoff, e “Don't Let Go”, de Ellen Foley. Há ainda espaço para a cantora francesa Patricia Kaas, com “Les Hommes Qui Passent”, e para a italiana Spagna, que encerra o disco com “Only Words”.

Faixas:
01. Eternal Flame - Bangles
02. Cuts Both Ways - Gloria Estefan
03. My Side of the Bed - Susanna Hoffs
04. Toy Soldiers - Martika
05. True Colors - Cyndi Lauper
06. Les Hommes Qui Passent - Patricia Kaas
07. Where Does My Heart Beat Now - Celine Dion
08. Anyone But Me - Carly Simon
09. Why Can't We Live Together - Sade
10. Wishing You Were Here - Alison Moyet
11. Straight from the Heart - Bonnie Tyler
12. Someone to Lay Down Beside Me - Karla Bonoff
13. Tumbling Down - Helen Schneider
14. The Long and Winding Road - Barbara Dickson
15. Don't Let Go - Ellen Foley
16. Only Words - Spagna

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Band FM 18 Anos (1994)

A Band FM surgiu oficialmente em 15 de julho de 1975, em São Paulo, inicialmente com o nome de Bandeirantes FM. Nos primeiros meses de funcionamento, a emissora operava na frequência 96,1 MHz retransmitindo a programação da Rádio Bandeirantes AM.

Em 1976, a rádio conquistou sua independência de programação e passou a desenvolver uma identidade própria, abrindo espaço para estilos como rock, soul, jazz e MPB. Essa fase marcou o início de uma trajetória musical independente, antes das mudanças que transformariam o perfil da emissora nas décadas seguintes.

No final dos anos 1980, a emissora adotou oficialmente o nome Band FM e iniciou uma transição gradual para o formato popular que a tornaria conhecida, com destaque para gêneros como sertanejo, pagode e pop.

Outro marco importante ocorreu em 25 de setembro de 1990, quando a rádio iniciou suas transmissões via satélite, dando origem à Rede Band FM e ampliando seu alcance para diferentes regiões do Brasil. A expansão consolidou a marca nacionalmente, transformando uma emissora paulistana em uma rede de rádio.

Ao longo das décadas, a Band FM acompanhou as mudanças no gosto musical do público brasileiro, adaptando sua programação e ampliando sua presença no país. Em 15 de julho de 2025, completou 50 anos de história, celebrando uma trajetória que começou com a retransmissão da Rádio Bandeirantes AM, passou pela conquista de uma programação própria em 1976 e chegou à formação de uma das redes populares de rádio do Brasil.

Era comum a emissora encomendar CDs promocionais para distribuir entre seus ouvintes, reunindo músicas que faziam parte de sua programação. Nesse contexto, faz sentido o lançamento, em 1994, de Band FM 18 Anos, um CD comemorativo que toma como referência o início da programação independente da rádio, em 1976. O disco também trazia o slogan: “Band FM 96,1 – A bam-bam do seu rádio”.

Fabricado e distribuído pela Sony Music Entertainment do Brasil, o CD teve criação de Luiz Augusto Biasi e seleção de repertório de Vizu e Betinho. A parte técnica ficou a cargo de Carlinhos, DJ Beto Nini e Arnaldo Azeitona, com supervisão geral de João Carlos Ribeiro.

A princípio, quando tive acesso a esse CD e me deparei com a indicação “18 músicas exclusivas”, imaginei tratar-se de gravações ao vivo ou versões produzidas especialmente nos estúdios da Band FM. Mas a peculiaridade do material era outra: em determinado trecho melódico de cada música, o próprio cantor ou vocalista da banda inseria o nome da Band FM, cantado de maneira harmoniosa e integrado à melodia original. Era uma espécie de marca-d'água vocal da rádio, que conferia uma identidade própria às gravações. E são justamente essas versões personalizadas que estão reunidas no CD!

Outro momento curioso fica por conta de "Requebra"’, na faixa 17. Trata-se de uma paródia criada pela Turma da Band sobre a melodia do Olodum, em referência à Copa do Mundo de 1994 e à conquista do tetracampeonato pela Seleção Brasileira. Uma daquelas intervenções bem-humoradas que ajudam a dar ao CD um caráter ainda mais particular.

Faixas: 
01. A Viagem - Roupa Nova
02. Menina - Netinho
03. Eterno Amor - Sampa Crew
04. Música de Rua - Daniela Mercury
05. Muito Romântico - Maurício Mattar
06. Me Leva - Latino
07. Vem Cuidar de Mim - Zezé Di Camargo & Luciano
08. Desesperada - Marta Sanchez
09. Total - Netinho
10. Mesmo Assim - Sampa Crew
11. Os Corações Não São Iguais - Roupa Nova
12. 
O Meu Jeito de Ser - Só Pra Contrariar
13. 
Me Ensina - José Augusto
14. 
Caminhos de Sol - Yahoo
15. 
Perdões - Biafra
16. 
Eu Preciso Te Esquecer - Sampa Crew
17. Requebra (Paródia) - Olodum e Turma da Band
18. Meu Peru / Vinheta Band FM - Ronco

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

sábado, 31 de outubro de 2026

Duetos - Química Perfeita (2002)

Lançada em 2002 pelo selo Globo Universal, Duetos – Química Perfeita reúne 14 gravações que têm nos encontros entre artistas seu principal atrativo. Mas há uma particularidade interessante nessa seleção: boa parte das músicas já havia sido registrada em outros álbuns, projetos especiais ou trilhas de novelas, o que faz da coletânea também uma oportunidade de reencontrar parcerias que surgiram em diferentes circunstâncias da música brasileira.

A abertura fica por conta de “Química Perfeita”, com Banda Eva e Netinho. A música, lançada originalmente em 1996 e incluída no álbum Beleza Rara, marcou uma fase de grande popularidade da Banda Eva que na época tinha vocal conduzido por Ivete Sangalo. Anos depois, ganhou espaço na televisão como tema romântico de Manolo (Tony Ramos) e Aurora (Cláudia Ohana) na novela As Filhas da Mãe, exibida em 2001. A faixa também acabou adquirindo um significado especial com a morte de Netinho, em 13 de outubro de 2026, aos 60 anos, em decorrência de complicações de um linfoma não Hodgkin do tipo B.

Duas gravações vêm do projeto Casa de Samba 3, lançado em 1999 pela Universal Music: “Verdade”, com Caetano Veloso e Gilmelândia, e “Juventude Transviada”, com Luiz Melodia e Cássia Eller. A série seguia a proposta de reunir artistas em encontros pouco convencionais, fórmula que também apareceu em Casa da Bossa e Casa de Forró. São registros ao vivo que chegaram a esta coletânea alguns anos depois, mas que tiveram outros reaproveitamentos pelo caminho.

Em “Verdade”, o encontro entre Caetano Veloso e Gilmelândia chama a atenção. Na época, Gilmelândia havia assumido os vocais da Banda Beijo, retomando o grupo em 1998, depois da saída de Netinho. Sua participação cantando samba foi uma surpresa para o público, acostumado a associá-la ao repertório de axé. A gravação também foi incluída no CD/DVD Multi Show Ao Vivo, lançamento que mistura conteúdo exclusivo do canal musical com imagens de outros projetos cedidos pela Universal Music. Essa combinação acabou gerando confusão sobre a origem de algumas apresentações e seus respectivos créditos. Portanto, sim: “Verdade” é do Casa de Samba 3.

Já “Juventude Transviada” voltou a circular em outras coletâneas após a morte de Cássia Eller, em dezembro de 2001. Primeiro, apareceu em Participação Especial de Cássia e, em 2008, foi incluída em Raridades, álbum lançado pela Som Livre. O título deste último, porém, não faz muito sentido para essa gravação: ela já havia sido reaproveitada em coletâneas da Universal Music e também estava presente em Duetos – Química Perfeita. Não era, portanto, exatamente uma raridade.

“Meu Erro”, com Zizi Possi e Os Paralamas do Sucesso, vem do Acústico MTV da banda, projeto de 1999 que contou com a participação de convidados especiais. A presença de Zizi acrescenta uma combinação vocal diferente à conhecida canção dos Paralamas. Outra gravação extraída de um especial acústico é “Mania de Você”, de Rita Lee com Milton Nascimento. Registrada em 1998 no Acústico MTV da cantora, a interpretação ganha um formato mais intimista, em piano e voz, com um clima particularmente sensual e misterioso.

Em “Feira Moderna”, o encontro é entre Roupa Nova e Zélia Duncan, em gravação originalmente lançada no álbum Ouro de Minas, de 2001. O trabalho reuniu o grupo a diversos convidados, entre eles Zélia, em um repertório que trouxe como máxima as parcerias e revisitação de canções do Clube da Esquina.

A televisão também está representada por “Era Uma Vez...”, com Sandy & Junior e Toquinho. A gravação foi realizada para a abertura da novela de mesmo nome, aproximando o universo pop da dupla ao trabalho de Toquinho, um dos nomes mais representativos da música brasileira dedicada ao público infantil. A canção também ganhou espaço em outros lançamentos: foi incluída no final do álbum Sonho Azul, de Sandy & Junior, lançado em 1998, e na coletânea Nascemos Pra Cantar, do mesmo ano. Mais tarde, ainda deu título ao álbum Era Uma Vez – Ao Vivo.

Outro registro curioso é “Preciso Dizer que Te Amo”, na interpretação de Cazuza e Bebel Gilberto. A gravação apareceu pela primeira vez na coletânea internacional Red Hot + Rio, lançada pela Verve Records em 1996. A história dessa versão tem um detalhe especial: trata-se de um registro intimista, originado de um ensaio gravado em fita cassete, cujos ruídos foram preservados. A música também ganhou interpretações de outros artistas, como Marina Lima e Leo Jaime, mas essa aproximação entre Cazuza e Bebel tem justamente na simplicidade da gravação seu diferencial.

A faixa “Falando de Amor”, com Quarteto Em Cy e MPB4, nasceu do encontro dos dois grupos no álbum Bate Boca, que reuniu as formações em uma espécie de supergrupo vocal. A música ganhou ainda mais visibilidade ao se tornar tema de abertura da novela Por Amor, ampliando sua circulação para além do público que acompanhava os trabalhos dos dois conjuntos.

Entre os encontros mais emblemáticos está “These Are the Songs (Esta É a Canção)”, com Elis Regina e Tim Maia. A gravação pertence ao álbum ...Em Pleno Verão, lançado por Elis em 1970, período anterior à consagração definitiva dos dois artistas como algumas das maiores referências da música brasileira. É um registro que aproxima duas personalidades de enorme força interpretativa.

O projeto Casa de Forró, lançado em 1998 pela PolyGram, também marca presença com “Espere Por Mim, Morena”, na interpretação de Elba Ramalho e Chico César. Seguindo a proposta de encontros entre artistas, o álbum reuniu diferentes nomes da música brasileira em apresentações ao vivo, entre elas essa parceria.

Já “Bilhete”, com Ivan Lins e Nana Caymmi, foi originalmente incluída no álbum Juntos, que reuniu composições de Ivan Lins e Vitor Martins em novos arranjos e com participações especiais. Nana Caymmi foi uma das convidadas desse projeto. Na sequência, “Gostoso Veneno” traz Alcione e Djavan, em gravação originalmente lançada no álbum Celebração, de 1998. Encomendado pela PolyGram, o trabalho revisitou sucessos da carreira da cantora, contando com convidados especiais, entre eles Djavan.

Para encerrar, a coletânea reserva “Águas de Março”, com Elis Regina e Tom Jobim. Embora Elis já tivesse gravado a composição no álbum Elis, de 1972, foi no histórico projeto Elis & Tom, lançado em 1974, que a canção ganhou uma interpretação compartilhada que se tornou referência. A gravação desse encontro é frequentemente lembrada como uma das versões definitivas da composição de Tom Jobim.

Na parte técnica, o CD foi fabricado pela Microservice Tecnologia Digital da Amazônia Ltda., sob licença da SIGLA – Sistema Globo de Gravações Audiovisuais Ltda. Os fonogramas foram cedidos pela Universal Music, com masterização de Sérgio Seabra e projeto gráfico de Marciso (Pena) Carvalho.

Duetos – Química Perfeita acaba funcionando também como um pequeno roteiro por diferentes projetos musicais que marcaram os anos anteriores à sua publicação. Para quem acompanha a discografia desses artistas e gosta de descobrir a origem das gravações presentes nas coletâneas, há bastante coisa para apreciar além dos próprios duetos.

Faixas:
01. Química Perfeita - Banda Eva e Netinho
02. Verdade (ao vivo) - Caetano Veloso e Gilmelândia
03. Meu Erro (ao vivo) - Zizi Possi e Os Paralamas do Sucesso
04. Feira Moderna - Roupa Nova e Zélia Duncan
05. Juventude Transviada (ao vivo) - Luiz Melodia e Cássia Eller
06. Era Uma Vez... - Sandy & Junior e Toquinho
07. Preciso Dizer que Te Amo - Cazuza e Bebel Gilberto
08. Mania de Você (ao vivo) - Rita Lee e Milton Nascimento
09. Falando de Amor - Quarteto Em Cy e MPB4
10. These Are the Songs (Esta É a Canção) - Elis Regina / Tim Maia
11. Espere Por Mim, Morena (ao vivo) - Elba Ramalho e Chico César
12. Bilhete - Ivan Lins e Nana Caymmi
13. Gostoso Veneno - Alcione e Djavan
14. Águas de Março - Elis Regina e Tom Jobim

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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Hot 90 2 (2002)

Lançado pela Som Livre em 2002, Hot 90 2 continua a saga dedicada a rebobinar os sucessos internacionais dos anos 1990. O disco tem seleção de repertório de André Werneck e masterização de Sergio Seabra. O projeto gráfico é assinado por Marciso (Pena) Carvalho. 

Com 16 faixas, o CD aposta numa seleção que passeia pelo pop jovem, pelas baladas de R&B, pelo reggae, pela música eletrônica e pelo chamado arena pop. É uma mistura que ajuda a relembrar diferentes momentos daquela década, com alguns hits que continuaram circulando muito além de seu lançamento original.

O destaque mais curioso fica por conta de “El Arbi”, do cantor franco-argelino Khaled. Lançada em 1992, a música ganhou projeção nacional a partir de 1999, quando passou a embalar as aparições da Feiticeira, personagem de Joana Prado, no programa O+, comandado por Otaviano Costa na TV Bandeirantes. A escolha foi feita pelo DJ Theo Werneck, que resgatou o single de Khaled para acompanhar as performances da personagem. O resultado foi daqueles que fazem uma música antiga ganhar vida nova: “El Arbi” permaneceu por cinco semanas consecutivas entre as mais tocadas, e a Som Livre chegou a investir numa versão de Sheila AMR, com participação de Izlene, incluída na coletânea Summertronic. A gravação original também entrou em Arabian Nights – Mil e Uma Noites, coletânea lançada pela Som Livre para aproveitar a febre da personagem, e ganhou espaço na novela Vila Madalena, como tema de Marinalva, personagem de Rosi Campos. Uma trajetória e tanto para uma gravação lançada sete anos antes de virar febre por aqui!

Outras músicas merecem destaque pelas versões remix que ajudaram a impulsionar sua circulação nas pistas. É o caso de “Missing”, do Everything But The Girl, especialmente na versão de Todd Terry, que marcou a cena dance de 1995 e 1996 com seu famoso spanish beat. “Space Cowboy”, do Jamiroquai, aparece no Classic Radio Remix assinado por David Morales, enquanto “(You Drive Me) Crazy”, de Britney Spears, vem na versão The Stop! Remix. São exemplos de como uma nova abordagem pode mudar o destino de uma música acabando por funcionar comercialmente melhor que uma versão original.

Outro momento que vale resgatar da cultura pop é “Freedom ’90”, de George Michael. Decidido a se afastar dos holofotes e a não aparecer no videoclipe, o cantor encontrou uma solução que entraria para a história da música pop: inspirado por um ensaio fotográfico da Vogue, recrutou algumas das maiores supermodelos da época para protagonizar o vídeo e dublar sua voz. Dirigido por David Fincher, o clipe em preto e branco reuniu Naomi Campbell, Cindy Crawford, Linda Evangelista, Christy Turlington e Tatjana Patitz. A produção ganhou dimensão própria, tornando-se um símbolo de libertação pessoal e artística e uma crítica à imagem que a indústria fonográfica construía em torno de seus artistas.

Eric Clapton também surpreendeu com “Change the World”, composição de Gordon Kennedy, Tommy Sims e Wayne Kirkpatrick. A gravação aproximou o blues e a guitarra de Clapton de uma produção com elementos de R&B assinada por Kenneth "Babyface" Edmonds, numa combinação que conquistou o público e serviu de tema para o filme Fenômeno, estrelado por John Travolta. No Brasil, a música permaneceu várias semanas entre as dez mais tocadas da Jovem Pan, consolidando sua presença nas rádios.

Os Backstreet Boys também têm uma história interessante de divulgação com “Quit Playing Games (With My Heart)”. Depois de conquistarem espaço internacional com “Backstreet’s Back”, em 1997, o grupo emplacou vários singles por aqui. A gravadora Virgin, por sua vez, encontrou uma maneira de continuar explorando o catálogo anterior do quinteto no mercado brasileiro: lançou em 1998 o álbum de estreia dos Backstreet Boys como se fosse o segundo disco da carreira do grupo. A estratégia ajudou a manter a máquina funcionando, e “Quit Playing Games (With My Heart)” tornou-se um grande sucesso no Brasil naquele ano.

Até aqui, temos uma coletânea que cumpre a proposta de revisitar músicas de diferentes momentos dos anos 1990. O problema aparece quando chegamos às duas últimas faixas do CD. Aí, a história muda de figura — e a chamada “encheção de linguiça” ganha um sentido bem menos inocente.

“Pause”, creditada a The Bombers, é um desses casos que deixam mais perguntas do que respostas. A investigação da faixa levou a uma mistura de samples de “AC/DC”, do projeto X-Press 2, com “It’s Time to Burn”, do projeto Storm, conforme uma identificação encontrada nos comentários do YouTube. Além da identificação questionável do fonograma, a coletânea atribui a composição a Natascha Hagen, cantora de eurodance, um crédito que não se sustenta diante das referências encontradas para a gravação. A faixa apareceu na trilha complementar de Um Anjo Caiu do Céu, precisamente no CD da boate LZ 129, e na coletânea Moonight 2001. Ou seja, estamos falando de uma gravação que circulava em 2001, não de uma produção dos anos 1990. Depois de reaparecer em Hot 90 2, ainda voltou a circular como tema de Malhação, em 2004. VAI VENDO!

A situação se complica ainda mais com “Feelin’ It”, creditada a Full Intention. A identificação feita no YouTube apontou para “XX Series”, do projeto Beat Boxx, composição do DJ Marcelo Cabral. O crédito usado em Hot 90 2 é particularmente problemático porque Full Intention não é um nome qualquer: trata-se também de uma conhecida dupla da cena house britânica, formada pelos produtores Michael Gray e Jon Pearn. A identificação da faixa permitiu desfazer a confusão entre o crédito impresso na coletânea e a gravação em questão. E há outro detalhe: “XX Series” também aparece na trilha da boate LZ 129, lançada em 2001. Mais uma faixa que não corresponde à década que dá nome à compilação!

No fim, Hot 90 2 tem um repertório capaz de despertar boas lembranças, mas as duas últimas faixas deixam um registro bem menos agradável. Não é apenas uma questão de incluir músicas de anos diferentes: quando títulos e créditos artísticos não correspondem às gravações identificadas, a própria documentação do disco fica comprometida. Para quem coleciona e pesquisa esses lançamentos, são justamente esses detalhes que fazem a diferença entre uma simples coletânea de sucessos e um documento que também merece ser investigado.

Faixas:
01. Un-Break My Heart - Toni Braxton
02. Can't Help Falling in Love - UB40
03. Sadeness - Enigma
04. Close to You - Maxi Priest
05. Change the World - Eric Clapton
06. Freedom '90 - George Michael
07. How Bizarre - OMC
08. El Arbi - Khaled
09. Missing (Todd Terry Remix) - Everthing But The Girl
10. I'm Too Sexy - Right Said Fred
11. Space Cowboy (Classic Radio Remix) - Jamiroquai
12. The Rockafeller Skank - Fatboy Slim
13. (You Drive Me) Crazy (The Stop! Remix) - Britney Spears
14. Quit Playing Games (With My Heart) - Backstreet Boys
15. Pause - The Bombers
16. Feelin' It - Full Intention

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Good Times (2003)

Lançado em CD pela Som Livre em 2003, Good Times é o sexto volume da nova fase da série, iniciada em 1997. O projeto tem vínculo com o programa Good Times, da 98 FM, emissora do Sistema Globo de Rádio, que apresentava sucessos românticos das décadas de 1970, 1980 e 1990.

A série teve sua primeira coletânea lançada em 1984, nos formatos LP e K7 pelo selo Som Livre. Nas novas edições de 1989 e 1990, os lançamentos passaram a ser selo Sintonia, também pertencente ao SIGLA – Sistema Globo de Gravações Audiovisuais Ltda. Porém em 1997, a coleção passou por um reboot, dando início à fase à qual este volume de 2003 pertence.

Agora vou fazer um resumo sobre a 98 FM dentro história da radiodifusão carioca. Fundada em 1971 como Eldorado FM, foi a primeira emissora FM do Rio de Janeiro. Em 1974, passou a se chamar Eldo Pop FM e, em 1978, adotou o nome 98 FM, operando na frequência de 98,1 MHz. Em 2008, foi rebatizada como Beat 98 e, em 2014, cedeu sua frequência à Rádio Globo, migrando para a internet como Radio Beat. A emissora encerrou definitivamente suas atividades em 30 de dezembro de 2015 devido a reformulação do Sistema Globo de Rádio. Esse panorama ajuda a entender porque a Som Livre nunca mais lançou coletâneas com esse nome. 

Observo também que, nesta nova fase, o quarto volume da série, lançado no final de 2000 sob o título Good Times 2001, foi sucedido por uma edição em 2001, que passou a trazer apenas o título Good Times, sem indicação do número do volume ou do ano. As coletâneas seguintes mantiveram esse padrão e passaram a ser lançadas a cada dois anos, até que, em 2005, a série chegou ao seu último volume, novamente identificado pelo ano no título: Good Times 2005. Um tanto curioso!

Fichando o CD de 2003: ele reúne 14 faixas e tem seleção de repertório assinada por Luciano Gomes, André Werneck e Eduarda Paternot. Sua primeira tiragem continha um livreto com letras pesquisadas por Adriana Borges, além de traduções das músicas provenientes do arquivo de Fernando Borges. A masterização foi realizada por Sérgio Seabra, enquanto Marciso (Pena) Carvalho assina a capa e Paulo Santos, a arte-final. A segunda e a terceira tiragens, porém, saíram em embalagem econômica, com encarte simples no formato 12 x 24 cm.

Interessante notar que esta edição reúne canções clássicas até a faixa 12, reservando as duas últimas posições para produções exclusivas de Ian Duarte e Fábio Almeida, produtores da MaxPop. Essa escolha confere maior relevância a faixas que integraram trilhas sonoras de novelas, oferecendo ao ouvinte a oportunidade de apreciá-las com mais atenção e afastando o estigma de que seriam apenas músicas utilizadas para preencher repertório. São canções que merecem ser ouvidas por seus próprios méritos, simplesmente porque são bonitas e têm seu lugar no coração do colecionador.

Quem compra com assiduidade ou pesquisa títulos do catálogo da Som Livre desse período certamente notará uma insistência, por vezes irritante e desestimulante, na reutilização de determinadas faixas. Acredito, porém, que a intenção fosse distribuir esse repertório entre diferentes públicos e ampliar seu alcance. Essa recorrência permite supor que, se os repertórios fossem elaborados para atender a nichos específicos de consumidores, talvez não houvesse tanta repetição de fonogramas. Minha crítica é que poderiam ter sido aproveitadas mais produções inéditas dos artistas envolvidos, com gravações ou versões exclusivas para essas coletâneas. Afinal, se a proposta era segmentar a presença desses artistas em diferentes lançamentos, havia espaço para oferecer ao colecionador algo que ele não encontraria repetidamente em outros títulos do catálogo: uma faixa realmente exclusiva, que justificasse o interesse por aquela edição.

Agora, permita-me fazer uma observação sobre o repertório das faixas clássicas. "One Day In Your Life", de Michael Jackson, já havia aparecido no primeiro volume do reboot de Good Times, em 1997. É a única faixa que eu realmente substituiria por outro fonograma. As demais continuam inéditas na série ou se encaixam em um contexto plausível de lançamentos em formato digital. Talvez um dos maiores atrativos para o colecionador esteja em "If You're Not Here (By My Side)", do Menudo, que raramente aparece em coletâneas, ou mesmo em "Never Be The Same", de Christopher Cross.

Quando ampliamos o olhar para o conjunto de coletâneas radiofônicas e para o segmento da música romântica, podemos ter a sensação de estar diante de um álbum de figurinhas repetidas. Mas há outro lado: dependendo de como utilizamos essas coletâneas no dia a dia, reencontrar determinadas canções pode até tornar a audição mais interessante!

Faixas:
01. Making Love Out Of Nothing At All - Air Supply
02. Forever By Your Side - Manhattans
03. You Make Me Feel Brand New - The Stylistics
04. One Day In Your Life - Michael Jackson
05. Time - The Alan Parsons Project
06. Knife - Rockwell
07. Never Gonna Let You Go - Sérgio Mendes
08. If You're Not Here (By My Side) - Menudo
09. Do That To Me One More Time - Captain & Tennille
10. Sharing The Night Together - Dr. Hook
11. Baby I Love Your Way , Free Bird - Will To Power
12. Never Be The Same - Christopher Cross
13. Still Hurts - Giselle Haller
14. Alone Again - Craig Mc Clean

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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Hot & Sensual (2004)

Lançada pela Som Livre em 2004, Hot & Sensual aposta em um repertório que passeia por diferentes vertentes da música internacional, reunindo faixas de clima envolvente, interpretações marcantes e arranjos que combinam com a proposta sugerida pelo título. O projeto e a seleção do repertório ficaram a cargo de André Werneck, com masterização de Sérgio Seabra. Já o projeto gráfico é assinado por Marciso (Pena) Carvalho e a arte-final, por Telma Ribeiro.

A seleção vai do pop atmosférico de Morcheeba, com “Tape Loop”, ao romantismo de Bryan Ferry em “Slave To Love” e à tensão dramática de Phil Collins em “In The Air Tonight”. Já “Lullaby”, do The Cure, acrescenta uma dose de estranheza à atmosfera do disco, enquanto “Purify”, do Balligomingo, reforça a presença da música eletrônica. “Bakerman”, do Laid Back, por sua vez, traz uma batida mais descontraída para essa mistura de sensualidade e música eletrônica.

E aqui dá para associar facilmente duas faixas a produções cinematográficas que ajudaram a marcar suas histórias. “Slave To Love”, de Bryan Ferry, está ligada ao clima sedutor de Nove e Meia Semanas de Amor, estrelado por Mickey Rourke e Kim Basinger. Já “In The Air Tonight”, de Phil Collins, ficou associada à famosa cena de sexo entre Tom Cruise e Rebecca De Mornay em Negócio Arriscado. Duas músicas, dois filmes e duas cenas que ajudam a entender por que essas gravações combinam tão bem com a proposta de Hot & Sensual.

Outra canção emblemática é “Trust Me”, do duo francês de trip hop eletrônico Dee Joy, formado por Gilles Camus e Martin Flechtner, com participação de Yasmine Shah. Lançada em 2002, a faixa ganhou destaque no Brasil dois anos depois, ao embalar o romance de Juliana Lopes e Marcelo Dourado no Big Brother Brasil 4. Quando uma música ganha esse tipo de exposição, é natural que o público queira saber onde encontrá-la. Como o BBB já não lançava trilhas sonoras próprias de suas edições, a Som Livre ofereceu duas coletâneas com repertórios bem distintos nas quais a faixa poderia ser encontrada: Hot & Sensual e Power Ballads, ambas lançadas em 2004, ano da quarta edição do reality.

O repertório também abre espaço para outros caminhos, com Marvin Gaye em “Let's Get It On”, um clássico da sedução, e o blues de Robert Cray em “I Wonder”. Entre as releituras, aparecem “La Vie En Rose”, clássico de Édith Piaf na interpretação slow disco de Grace Jones, e “Kiss”, de Prince, em versão acústica de Danni Carlos. “Angie”, creditada a Troller, também merece atenção: é uma releitura da composição dos Rolling Stones cujo arranjo resgata elementos da estrutura melódica e rítmica de “Wicked Game”, de Chris Isaak.

Já “Smooth Operator”, creditada a Lisa Anderson, e “Strip Tease”, atribuída à Free Porn Orchestra, levantam questões bem diferentes sobre a identificação dos fonogramas.

Por meio da colaboração de Dianos, visitante deste blog, fui informado de que o fonograma creditado a Lisa Anderson pertence, na verdade, à cantora norte-americana Prudencesca Renfro, conhecida artisticamente como Pru. Lisa Anderson sequer existe! A situação fica ainda mais constrangedora quando coloquei a faixa para tocar diretamente do CD no aparelho e o aplicativo Shazam identificou a gravação no celular. A faixa integra o álbum homônimo Pru, lançado em 2000 pela Capitol Records.

Resolvi fazer o mesmo teste com a Free Porn Orchestra. O nome parece uma brincadeira com Free Sound Orchestra (Orquestra Som Livre), não é? Pois saiba que o Shazam identificou a gravação “Strip Tease” como “For Strippers Only”, da Sonny Lester Orchestra. A correspondência chama a atenção porque a coletânea apresenta a faixa sob outro título e outro crédito artístico. Não é um caso isolado: situações semelhantes já apareceram em Pop (2002) e também foram denunciadas em lançamentos relacionados às trilhas sonoras Páginas da Vida Lounge (2006) e Paraíso Tropical Internacional (2007).

E a presepada não ficou restrita à edição brasileira: o mesmo crédito equivocado atravessou o oceano e apareceu também na edição portuguesa de Hot & Sensual. Por lá, a coletânea ganhou um repertório diferente, que preserva algumas faixas da edição brasileira, e ainda veio acompanhada de um DVD bônus chamado Aprenda a Fazer Striptease. É uma ironia e tanto: o problema de identificação permaneceu, mas a embalagem ganhou um atrativo extra para disfarçar uma falha que merecia atenção muito maior.


Isso ajuda a entender por que, depois desses episódios, a Som Livre passou a incluir em seus lançamentos os créditos de profissionais especializados em direitos fonomecânicos, uma preocupação que parece ter ganhado espaço justamente após os escândalos.

Mas ressalto aqui a reflexão sobre a importância da honestidade intelectual diante da ganância. A necessidade de cumprir prazos editoriais e lançar rapidamente um produto para acompanhar o frenesi do mercado fonográfico não autoriza uma gravadora a utilizar nomes incorretos de artistas e faixas para viabilizar um lançamento, muito menos a deixar de identificar adequadamente os titulares e recolher os direitos devidos. 

Polêmicas à parte, é uma coletânea que merece ser mantida na coleção, tanto pela seleção no mínimo curiosa quanto pela possibilidade de observá-la sob uma perspectiva histórica, à luz dos fatos aqui apresentados. Portanto, curtamos a versão brasileira de Hot & Sensual, sem aula prática de striptease, rs...

Faixas:
01. Tape Loop - Morcheeba
02. Slave To Love - Bryan Ferry
03. In The Air Tonight - Phil Collins
04. Lullaby - The Cure
05. Trust Me - Dee Joy feat. Yasmine Shah
06. Purify - Balligomingo
07. Bakerman - Laid Back
08. Kiss - Danni Carlos
09. I Wonder - Robert Cray
10. Let's Get In On - Marvin Gaye
11. La Vie En Rose - Grace Jones
12. Smooth Operator - Lisa Anderson
13. Angie - Troller
14. Strip Tease - Free Porn Orchestra

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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Break Your Heart 3 (2004)

Break Your Heart 3 é uma coletânea lançada pela Som Livre em 2004, dando continuidade à série dedicada às canções românticas. Com projeto e seleção de repertório de André Werneck, masterização de Sérgio Seabra e projeto gráfico de Marciso (Pena) Carvalho, o CD reúne grandes nomes da música internacional em uma sequência que passeia pelo soul, R&B, pop romântico e pelas baladas que marcaram gerações.

Entre os destaques estão Barry White, com Just The Way You Are, Roberta Flack e Donny Hathaway, no clássico The Closer I Get To You, além de Commodores, The Stylistics, Michael Bolton e Peter Cetera. O repertório também traz Dionne Warwick, Lou Rawls e Marvin Gaye, além de Love's Theme, da Love Unlimited Orchestra, com aquele toque instrumental característico das produções de Barry White.

O CD também reúne produções brasileiras assinadas por Fábio Almeida e Ian Duarte. Em Cruisin', Mr. Jam apresenta uma versão inspirada na gravação de Gwyneth Paltrow e Huey Lewis para o filme Duets – Vem Cantar Comigo. Já Superwoman, do projeto Happening, é uma releitura do clássico de Stevie Wonder, com vocais de Fábio Almeida. O repertório se completa com composições de Almeida e Duarte, como Never Gonna Say Goodbye, de Steve Thompson – que nada mais e que Ian Duarte cantando –, e Real Love, de Giselle Haller – que é Giselle Abramoff antes de entrar no projeto Dalimas.

Break Your Heart 3 marca o encerramento de uma série da Som Livre, com um repertório que, além de reunir clássicos internacionais, reserva um atrativo especial para quem coleciona coletâneas: a presença de produções brasileiras ligadas à valiosa rede de contatos profissionais de André Werneck, conferindo ao CD um diferencial para os colecionadores mais atentos aos lançamentos da gravadora.

Faixas:
01. Just The Way You Are - Barry White
02. The Closer I Get To You - Roberta Flack & Donny Hathaway
03. Three Times A Lady - Commodores
04. You Make Me Feel Brand New - The Stylistics
05. How Am I Supposed To Live Without You - Michael Bolton
06. Glory Of Love - Peter Cetera
07. I'll Never Fall In Love Agan - Dionne Warwick
08. You'll Never Find Another Love Like Mine - Lou Rawls
09. Love's Theme - Love Unlimited Orchestra
10. I Heard It Through The Grapevine - Marvin Gaye
11. Cruisin' - Mr. Jam
12. Superwoman - Happening
13. Never Gonna Say Goodbye - Steve Thompson
14. Real Love - Giselle Haller

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Break Your Heart 2

Break Your Heart 2 é uma coletânea lançada em CD pela Som Livre em 2001, dando continuidade a um projeto que começou em 1999, ainda pela Globo Columbia. A proposta segue aquela linha romântica que nunca perde a vez: canções para embalar paixões, lembrar de alguém especial ou simplesmente curtir uma boa seleção de músicas mais tranquilas.

A seleção do repertório ficou a cargo de André Werneck, com capa e projeto gráfico de Marciso (Pena) Carvalho, fotografia de Richard Romero e produção de Rosane Amora.

Um detalhe curioso está nas fotos da capa e da contracapa: os modelos Marcelo Cossenza e Barbara Heliodora são os mesmos que aparecem na coletânea Love, também da Som Livre, lançada em 2002. Pelo visto, a dupla já tinha lugar garantido nesse universo de coletâneas românticas!

O repertório passeia por diferentes estilos e gerações, reunindo nomes como Céline Dion, Ricky Martin, Joan Osborne e Robbie Williams. Há espaço tanto para o romantismo explosivo de Phil Collins em Wish It Would Rain Down quanto para a atmosfera sensual e sedutora de Sade em No Ordinary Love, sem esquecer de canções sensíveis como Angel de Sarah McLachlan, tema do filme Cidade dos Anjos. A seleção também reserva algumas escolhas menos óbvias, como Still Hurts, de Giselle Haller, e Find My Way Back, da jamaicana Diana King .

Para fechar o disco, Higher Love, de Steve Winwood, traz uma energia diferente para a sequência, mostrando que uma coletânea romântica não precisa ficar presa à mesma atmosfera do começo ao fim.

Faixas:
01. Immortality - Céline Dion
02. She's All I Ever Had - Ricky Martin
03. No Ordinary Love - Sade
04. Angel - Sarah McLachlan
05. I Wish I Would Rain Down - Phil Collins
06. More Than This - 10,000 Maniacs
07. One Of Us - Joan Osborne
08. Angels - Robbie Williams
09. Everything I Own - 'N Sync
10. I Wanna Love You Forever - Jessica Simpson
11. Still Hurts - Giselle Haller
12. Find My Way Back - Diana King
13. I'd Love You To Want Me - Lord Magoo
14. Higher Love - Stevie Winwood

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terça-feira, 27 de outubro de 2026

Globo FM 92,5 - O Que Toca Você (1999)

Lançada em 1999 pela Som Livre, “O Que Toca Você” é uma coletânea ligada à extinta Globo FM, rádio que operava em 92,5 MHz e tinha uma programação voltada ao público adulto, passeando pelo pop, soft rock e MPB.

Com repertório escolhido pela própria Rádio Globo, o CD reúne nomes internacionais como Lisa Stansfield, Chris De Burgh, Toto, Gloria Estefan, Tears For Fears, Eros Ramazzotti com participação especial de Tina Turner e Billy Joel, ao lado de representantes importantes da música brasileira, como Marina, Caetano Veloso e Rita Lee.

Um detalhe interessante está na própria organização das faixas: o repertório internacional é dividido em dois blocos de cinco músicas, cada um encerrado por uma faixa nacional. Na sexta posição, Marina e Caetano Veloso interpretam “Nosso Estranho Amor”; na décima segunda e última, Rita Lee aparece com uma versão ao vivo do Acústico MTV de 1998 “Agora Só Falta Você”. A disposição cria uma simetria curiosa, dando às duas metades da coletânea um ponto de encerramento brasileiro, sem concentrar as produções nacionais em um único trecho do disco.

Entre os destaques internacionais estão “All Around The World”, de Lisa Stansfield, “The Lady In Red”, de Chris De Burgh, “I'm Not In Love”, do 10cc, e “Woman In Chains”, do Tears For Fears. Já “Cose Della Vita (Can't Stop Thinking Of You)”, com Eros Ramazzotti e Tina Turner, aproxima duas vozes marcantes em uma parceria que combina perfeitamente com a proposta da seleção.

Nos créditos técnicos, a masterização ficou a cargo de Sérgio Seabra e César Barbosa. A direção de arte da capa é de Marciso (Pena) Carvalho, com projeto gráfico assinado por André Rola.

O Que Toca Você registra um recorte da programação adulta da Globo FM no fim dos anos 1990, reunindo sucessos internacionais e música brasileira em uma seleção que, além de passear por diferentes estilos, reserva um pequeno detalhe de organização que vale a pena observar.

Faixas:
01. All Around The World - Lisa Stansfield
02. The Lady In Red - Chris De Burgh
03. I'm Not In Love - 10 CC
04. I'll Be Over You - Toto
05. Reach - Gloria Estefan
06. Nosso Estranho Amor - Marina & Caetano Veloso
07. Woman In Chains - Tears For Fears
08. Cose Della Vita (Can't Stop Thinking Of You) - Eros Ramazzotti & Tina Turner
09. Just The Way You Are - Billy Joel
10. The Captain Of Her Heart - Double
11. This Night Won't Last Forever - Michael Johnson
12. Agora Só Falta Você (Ao Vivo) - Rita Lee

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domingo, 25 de outubro de 2026

Friends Original Soundtrack (1995)

Lançado em 1995 pelo selo Reprise Records, da Warner Music, o álbum Friends (Original Soundtrack) reúne músicas associadas à popular série de televisão Friends. Curiosamente, poucas das faixas do CD foram efetivamente utilizadas na série. O disco também inclui trechos de diálogos de diferentes episódios, intercalados com algumas das músicas, com a participação das vozes dos seis protagonistas: Courteney Cox (Monica), David Schwimmer (Ross), Jennifer Aniston (Rachel), Lisa Kudrow (Phoebe), Matt LeBlanc (Joey) e o saudoso Matthew Perry (Chandler).

Esses trechos não aparecem discriminados na lista de faixas impressa na capa. O mesmo ocorre com a versão estendida do tema de abertura, incluída na faixa 13. Intitulada Long Version, ela apresenta uma transição em crossfade com as risadas ouvidas ao final da faixa 12, conectando os dois momentos do álbum.

A produção executiva ficou a cargo de David Crane, Kevin S. Bright e Marta Kauffman, com co-produção de Gregory Sill. O design do encarte é assinado por Katherine Delaney. Crane e Kauffman também integram a equipe de compositores de “I'll Be There for You”, tema de abertura interpretado pela dupla The Rembrandts, ao lado de Allee Willis, Danny Wilde e Phil Solem.

Faixas:
01. I’ll Be There for You (TV version) - The Rembrandts
02. I Go Blind - Hootie & the Blowfish
03. Good Intentions - Toad the Wet Sprocket
04. You’ll Know You Were Loved - Lou Reed
05. Sexuality - k.d. lang
06. Shoe Box - Barenaked Ladies
07. It’s a Free World, Baby - R.E.M.
08. Sunshine - Paul Westerberg
09. Angel of the Morning - The Pretenders
10. In My Room - Grant Lee Buffalo
11. Big Yellow Taxi (Traffic Jam mix) - Joni Mitchell
12. Stain Yer Blood - Paul Westerberg
13. I’ll Be There for You (long version) - The Rembrandts

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