Lançado em outubro de 1996, Shared Vision 2: The Songs of the Rolling Stones é uma coletânea em homenagem à lendária banda britânica que vai além de reunir versões de seus grandes sucessos. Editado pelas gravadoras PolyGram, Mercury e Hammer & Lace Records, o álbum integra um projeto beneficente que utiliza a música para chamar a atenção para a saúde ocular e as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência visual.
A iniciativa Shared Vision teve início em 1994, com Shared Vision: The Songs of Beatles. A proposta era ampliar a conscientização sobre a realidade de quem convive com a perda da visão, lembrando que, embora a música seja uma linguagem universal, a deficiência visual impõe barreiras que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. No segundo volume, parte da receita obtida com as vendas foi destinada à The Lighthouse Inc., instituição voltada ao atendimento de pessoas cegas ou com baixa visão.
O encarte acompanha esse propósito com informações sobre saúde ocular e um alerta para a dimensão do problema: milhões de americanos convivem com deficiências visuais significativas que não podem ser totalmente corrigidas com óculos ou lentes de contato. Uma realidade que não se restringe a uma faixa etária, atingindo desde jovens até idosos. O material também incentiva a realização periódica de exames oftalmológicos como parte dos cuidados preventivos.
Musicalmente, a coletânea percorre o repertório de Mick Jagger e Keith Richards por meio de gravações de diferentes épocas, reunindo artistas de estilos bastante variados. Do rock ao reggae, passando pelo country, a seleção aproxima intérpretes consagrados, como Johnny Cash, Rod Stewart e Joe Cocker, de bandas como The Pogues, The Feelies e The Neville Brothers. Há também espaço para registros ao vivo, que dão outra dimensão a algumas dessas releituras.
A identidade visual segue a mesma proposta de integração entre música e conscientização. Capa e encarte exploram a imagem de um olho emoldurado por lábios, numa composição que remete à iconografia dos Rolling Stones e, ao mesmo tempo, estabelece uma ligação com o tema central do projeto: a prevenção e os cuidados com a visão.
O álbum tem produção executiva de Mark J. Fine, design gráfico do Studio Q Int'l., administração de artistas e repertório de Diane Covucci e masterização de Patricia Sullivan, realizada nos A&M Studios, em Hollywood, Califórnia.
01. Honky Tonk Women - The Pogues
02. Beast of Burden - Buckwheat Zydeco
03. Paint It Black - The Feelies
04. Sympathy for the Devil (live) - Thrashing Doves
05. No Expectations - Johnny Cash
06. Street Fighting Man - Rod Stewart
07. Jumping Jack Flash (live) - Cinderella
08. Around and Around - L.A. Guns
09. Sister Morphine (live) - Marianne Faithfull
10. Memo From Turner - Dramarama
11. (I Can't Get No) Satisfaction - Tom Jones
12. You Can't Always Get What You Want (live) - The Neville Brothers
13. Time Is on My Side - Kevin Chalfant & the Blue Collar Band
14. Honky Tonk Women - Joe Cocker

Nenhum comentário:
Postar um comentário
O Gazeta do Som não funciona por comandos, mas por seus critérios editoriais e pelos limites de quem realiza este projeto sozinho.
Pedidos de conteúdo devem seguir o formato:
Artista – Álbum (Ano).
Mesmo assim, um pedido não representa compromisso de publicação.
Entre um título citado e um álbum publicado existem pesquisa, investimento, garimpo, aquisição do material, restauração, remasterização e muitas horas de trabalho.
O espaço de comentários existe para promover o diálogo. Se um pedido eventualmente resultar em uma publicação, espera-se que a participação continue no próprio artigo. Reconhecer o trabalho realizado também faz parte da construção da memória que este projeto procura preservar.
Quem sugere um álbum participa do início da conversa; quem retorna ao artigo publicado ajuda a construir a história que o Gazeta do Som preserva.
Comentários que acrescentem informações verificáveis, apresentem documentos, corrijam dados com fontes ou ampliem a discussão são sempre bem-vindos.
Já comentários que se limitem a reproduzir informações sem comprovação, transformar a área de comentários em um novo artigo ou partir do pressuposto de que a pesquisa publicada estava incompleta não contribuem para a proposta do blog e, portanto, serão ignorados.
O objetivo deste espaço é reunir pessoas interessadas na preservação da memória musical brasileira, sempre com respeito ao trabalho de pesquisa.