Skin Games: A Banda que a Crítica Amou, mas o Mercado Esqueceu
Conheça a história dos Skin Games, uma joia rara do pop/rock britânico que brilhou brevemente entre o final dos anos 80 e o início dos 90. Contratada pela Epic Records e com um nome emprestado de um conto do poeta Dylan Thomas, a banda era composta por:
Wendy Page (vocal)
Jim Marr (baixo)
Jonny Willett (guitarra solo)
Dave Innes (bateria)
Adam Lee (teclados)
O Álbum e a Voz Única
Apesar de ser aclamada pela crítica especializada, a banda nunca conseguiu converter o prestígio em sucesso comercial. Infelizmente, eles se separaram após lançar apenas um único álbum em 1989, o subestimado The Blood Rush.
O estilo musical dos Skin Games é notoriamente difícil de categorizar – é, sem dúvida, único. Mas o que realmente arrebata é a performance vocal de Wendy Page. Embora a crítica da época comparasse seu timbre ao de Kate Bush ou da vocalista do Cocteau Twins, a verdade é que o trabalho da banda se aproxima mais daquele pop/rock poderoso e marcante que Patty Smyth fazia junto ao Scandal.
O Fenômeno Hollywood no Brasil
Apesar de terem lançado vários singles do álbum, foi apenas "Brilliant Shining" que conseguiu alguma execução significativa nas rádios internacionais.
No entanto, aqui no Brasil, a história foi diferente: a canção atingiu a consagração ao ser incluída na trilha do comercial dos cigarros Hollywood. O sucesso foi tanto que a CBS chegou a criar o selo Hollywood Records para lançar The Blood Rush no país, tamanha a demanda pela faixa! (Curiosamente, o primeiro single oficial do disco foi "Cowboy Joe", com produção de Steve Hillage).
O Legado Silencioso
Embora o nome Skin Games tenha passado relativamente despercebido pelo grande público, o talento de Wendy Page e Jim Marr continuou a compor sucessos gigantescos nos bastidores. A dupla é responsável por hits como "Perfect Moment" (para Martine McCutcheon) e "Honey to the Bee" e "Because We Want To" (para Billie Piper). Eles também escreveram e produziram "Dangerous to Know" para o terceiro álbum de Hilary Duff, provando sua versatilidade no pop. Page ainda seguiu carreira solo e, em 1999, coescreveu e cantou a maioria das faixas no álbum Eleven to Fly da dupla Tin Tin Out.
A Arqueologia Sonora de um LP Raro
Este álbum jamais chegou a ter master retrabalhada para publicação nas plataformas digitais (devia!), tornando-se uma verdadeira raridade. Felizmente, encontrei-o por puro acaso no Sebo Casarão de Campinas e não hesitei: o LP foi imediatamente digitalizado em 30 de maio de 2025 usando minha agulha Shure M44G.
Embora eu já tivesse encontrado uma cópia lossless em um programa peer-to-peer, ao escutar, percebi que aquele áudio parecia anêmico e sem brilho, mesmo com um dynamic range decente. A edição em CD, lançada unicamente no Reino Unido e no Brasil em tiragem limitadíssima, simplesmente não entregava o que eu buscava.
No LP, a situação se inverteu: o áudio finalmente timbrava com vibração e vida!
O material digital, no entanto, não foi totalmente descartado. Depois de gravar e remover estalos do LP, usei o algoritmo generativo MVSep DeNoise para eliminar os persistentes hisses (ruído de fita) e rumbles (baixas frequências indesejadas) do material já remasterizado. Como havia trechos realmente problemáticos no vinil, realizei uma verdadeira arqueologia sonora, combinando pequenas porções da cópia digital para complementar o áudio principal. O resultado final? O áudio está um puro deleite para os ouvidos!
01. Brilliant Shining
02. Your Luck's Changed
03. Heaven Blassed
04. Where The Wild Things Are
05. Tirade
06. No Criminal Mind
07. Cowboy Joe
08. Money Talks
09. Big Me
10. Dancing On

Nenhum comentário:
Postar um comentário