Como diria Cazuza: "um museu de grandes novidades": um espaço para redescobrir e resgatar álbuns que marcaram gerações e reencontrar canções que envelheceram tão bem quanto o vinho.
quarta-feira, 16 de julho de 2025
Super Xuxa Contra Baixo Astral (1989)
segunda-feira, 14 de julho de 2025
Aviso importante!
Nos últimos dias, observei a atuação de um indivíduo que, escondido por trás de um perfil questionável e sem qualquer histórico de contribuição com o trabalho que faço, passou a adicionar sistematicamente pessoas creditadas aqui — colaboradores, parceiros e amigos — com o objetivo claro de prospecção de arquivos e obtenção de contatos.
⚠️ Essa pessoa utiliza nomes de terceiros para se justificar, pressiona indivíduos em privado com pedidos insistentes e constrangedores, e camufla sua conduta abusiva manipuladora ao valer-se de uma suposta condição e afirmando uma afinidade com o conteúdo que publico, que nunca existiu. Trata-se de um comportamento que configura, sim, falsidade ideológica e importunação digital.
Além de invadir espaços alheios, esse perfil tenta se validar por meio de comentários vagos, solicitações repetidas e o uso indevido de informações públicas (como os créditos mencionados no blog) para se aproximar de outras pessoas ligadas a mim — como se fosse parte do círculo de confiança dele.
🔴 Este comportamento é inaceitável.
Este blog é construído com base em respeito, afeto e trocas genuínas. Não há espaço aqui para manipulações, dissimulações ou ações oportunistas.
Caso você tenha sido abordado(a) por essa pessoa ou tenha percebido movimentações semelhantes, não aceite solicitação de amizade, principalmente se não tiver identificação com foto, não compartilhe material algum e, se desejar, me informe. A integridade do ambiente colaborativo depende da proteção mútua contra esse tipo de atitude.
domingo, 13 de julho de 2025
Alto Retrato - Alto Retrato (1991)
Alto Retrato – O funk rock inventivo do interior paulista que merece ser redescoberto
Formada em Assis/SP nos anos 80, a Alto Retrato surgiu como uma grata surpresa na cena do rock nacional — não só por ter nascido fora dos grandes centros, mas por apresentar uma sonoridade ousada, com forte pegada funk, slaps marcantes no baixo, guitarras afiadas e vocais únicos. O grupo misturava rock, funk e new wave, com influências de Titãs, Fausto Fawcett & os Robôs Efêmeros, Skowa & A Máfia, da banda Clínica (liderada por Fernando Salem) e dos primeiros álbuns do Red Hot Chili Peppers.
A formação mais conhecida contava com Luis “Crânio” (teclados), Maurizio Maranto (bateria), Christopher Bonella (guitarra), Marcelo Benez (vocais e guitarra) e Ximba Uchiama (baixo). Também passaram pela banda J.A. Martini (guitarra solo) e Mello Jr. (baixo).
O segundo álbum, lançado em 1991, teve a maior parte das músicas compostas por Marcelo Benez, em parceria com outros músicos. A própria banda assinou todos os arranjos e a direção de produção, enquanto a direção artística ficou a cargo de Juvenal de Oliveira. O disco ainda contou com participações especiais de Kiko Zambianchi e da Mocidade Rosa de Ouro, o que acrescenta mais consistência e pluralidade ao som do grupo — unindo o universo do rock à cadência do samba-funk com naturalidade.
Embora o selo Copacabana tenha decidido investir no gênero rock, a gravadora atravessava uma grave crise no mercado fonográfico. Desde a segunda metade da década de 80, já não era mais responsável pela prensagem de seus discos. O álbum de 1991 foi fabricado e distribuído pela Sony Music (antiga CBS), o que tornava a presença da Copacabana ainda mais reduzida no mercado.
Apesar das dificuldades, a Alto Retrato conseguiu lançar dois álbuns homônimos — um em 1989 e outro em 1991 — que registram uma banda coesa, com personalidade, presença e boas ideias.
Pouco se sabe sobre os demais integrantes após o fim do grupo, mas sabe-se que Christopher Bonella seguiu carreira como produtor musical, compositor de trilhas para rádio e TV, e também cantor.
Alto Retrato foi uma banda com identidade própria e repertório de qualidade. Não teve o alcance que merecia, mas seus discos permanecem como bons registros de uma fase criativa e pouco explorada da música brasileira.
Esta cópia do LP de 1991 foi capturada com agulha Shure M44G, e cuidadosamente editada e remasterizada, com escuta atenta para remoção de estalos, preservando ao máximo a integridade do áudio.
Este disco faz parte das "oportunidades de redescoberta" quando fiz garimpo na loja Sebo Casarão. A loja fica situada à Rua Barreto Leme, 994 - Centro, Campinas - SP, CEP 13010-201. Telefone: (19) 99693-9685 (WhatsApp). Para conhecer o acervo de discos da loja, clique AQUI.
01. Tão Distante Daqui
02. Auto Retrato (part. esp. Kiko Zambianchi)
03. Pirata
04. Brasil (part. esp. Mocidade Rosas de Ouro)
05. Entre o Inferno e o Céu (Dancing With Myself)
06. Nada
07. Diferentes Demais
08. Hístoria Sem Fim
quinta-feira, 10 de julho de 2025
Squema Seis - Coisa de Cinema (1991)
Desde então, o grupo animou não só clubes e festas populares, mas também eventos privados no coração político do país. Segundo Tião, ele se apresenta para presidentes da república desde o governo Costa e Silva (1967), e a banda Squema Seis, como formação, passou a tocar em jantares e recepções oficiais a partir da gestão do General Ernesto Geisel (1974–1979).
Em 1991, o grupo lançou seu único LP, “Coisa de Cinema”, pela gravadora Continental, com produção assinada por Neizinho e pela própria banda, e direção artística de Matheus Nazareth. A concepção geral do disco e a definição do repertório ficaram a cargo de Marco Camargo, reunindo 10 faixas que combinam romantismo, groove e apelo pop rock. Foram cerca de 20 mil cópias vendidas — um número expressivo, especialmente para uma banda independente da capital federal.
A repercussão levou o Squema Seis a se apresentar em programas como Jô Soares Onze e Meia (SBT), Milk Shake (Manchete) e Xou da Xuxa (Globo), ampliando o alcance nacional do grupo.
Faixas como “Vem Ficar Aqui” — apresentada ao vivo no programa do Jô Soares — e a releitura de “Pingos de Amor” foram escolhidas como músicas de trabalho e deram visibilidade ao grupo. Os arranjos foram todos assinados pela própria banda, imprimindo personalidade e competência musical em cada canção do album.
Para esta publicação, o LP foi remasterizado a partir de cópia em vinil, utilizando agulha Shure M44G e remoção criteriosa de estalos por escuta minuciosa com fones de monitoramento — assegurando máxima fidelidade ao som original.
Este disco faz parte das "oportunidades de redescoberta" quando fiz garimpo na loja Sebo Casarão. A loja fica situada à Rua Barreto Leme, 994 - Centro, Campinas - SP, CEP 13010-201. Telefone: (19) 99693-9685 (WhatsApp). Para conhecer o acervo de discos da loja, clique AQUI.
quarta-feira, 9 de julho de 2025
Orlando Morais - 20 Preferidas (1997)
Orlando Morais nasceu em 22 de janeiro de 1962, em Goiânia (GO). Filho de um fazendeiro e de uma artista plástica, ainda pequeno demonstrou vocação musical, tocando piano de ouvido aos quatro anos. Aos 17, mudou-se para o Rio de Janeiro para cursar Direito e Artes Cênicas, mas abandonou os estudos após conquistar o primeiro lugar em um concurso do Conservatório de Música, decidindo-se pela carreira artística.
Em 1982, passou por Portugal e França, onde atuou como pianista em hotéis e bares por cerca de quatro anos. De volta ao Brasil, formou a banda Cavalo de Tróia e, em 1988, casou-se com a atriz Glória Pires, com quem teve três filhos: Antônia (1992), Ana (2000) e Bento (2004), além de ser padrasto da também atriz e cantora Cléo Pires.
Seu álbum de estreia como artista solo, “Orlando Morais”, foi lançado em 1990 pelo selo RGE, trazendo parcerias de peso com Caetano Veloso e Cazuza, nas faixas “Oriental” e “Portuga” — esta última lhe rendeu o Prêmio Sharp de melhor cantor de pop/rock. O disco ainda revelou sucessos que marcaram trilhas de novelas, como “Cruzando Raios” (com Toni Costa), tema da novela Mico Preto (TV Globo, 1990), e “Divinamente Nua a Lua” (com Caetano Veloso), tema da novela Pantanal (TV Manchete, 1990). (informações extras AQUI)
Seu segundo álbum, “A Rota do Indivíduo” (RGE, 1991), ampliou seu prestígio ao reunir colaborações com Roberto Frejat (“Vento e Lareira”), Djavan (“Judeu” e a faixa-título), Ronaldo Bastos (“A Cara do Rio”), Antonio Cícero (“Dita” e “Logrador” tema da novela O Dono do Mundo, TV Globo), e Toni Costa (“Limpar”,“Grunir” – tema da novela Vamp, TV Globo e "Marujo de Estrada" - tema da novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, TV Manchete). (informações extras AQUI).
Curiosidade: a faixa “Grunir” apresenta um texto inicial impactante — “Gente de família / Rebeldes em questão / Tudo é muito igual / Tudo é mal / Pra quê revolução?” — mas logo tem sua continuidade substituída por uma base instrumental remixada, com scratches e samplers repetindo a palavra “grunir”.
Essa intervenção sonora foi uma escolha estética e editorial, feita como uma adequação à trama da novela "Vamp", onde a música foi utilizada, buscando evitar polêmicas e interpretações equivocadas em um contexto de exibição em horário nobre.
Algumas faixas do primeiro disco foram posteriormente aproveitadas como bônus na edição em CD do segundo álbum, em 1991. Ambos os trabalhos só seriam reunidos integralmente na coletânea “20 Preferidas”, lançada em 1997, que compilou os dois álbuns em um único lançamento. Rapidamente esgotado, o disco tornou-se item raro entre colecionadores por reunir essas preciosidades da fase RGE de Orlando Morais.
Entretanto, a faixa “Outra Esfera”, do álbum A Rota do Indivíduo — que foi tema da novela Lua Cheia de Amor (TV Globo, 1990) — ficou de fora da seleção, sendo uma notável ausência na coletânea.
O primeiro álbum só seria oficialmente editado em CD pela primeira vez em 2019, graças à iniciativa do jornalista e pesquisador Marcelo Fróes, por meio de uma parceria entre seu selo Discobertas e a RGE, já incorporada ao acervo da Som Livre.
A coletânea “20 Preferidas” é um projeto fonográfico de W. Rodrigues Poso, com edição e montagem de Paulo João da Silva, a partir de arquivos do acervo RGE, com arte desenvolvida por Nicolau e Patrícia. Um registro cuidadoso e histórico que celebra a fase mais marcante da discografia inicial de Orlando Morais.
02. Divinamente Nua a Lua
03. Vento e Lareira
04. Se Você Pensa (part. esp. João Penca & Seus Miquinhos Amestrados e Erasmo Carlos)
05. Dita
06. A Rota do Indivíduo (Ferrugem)
07. Portuga
08. Judeu
09. A Cara do Rio
10. Limpar
11. Grunir
12. Oriental
13. No Trânsito
14. Logrador
15. Certo País
16. Marujo de Estrada
17. Transas de Amor (Os Sonhos de Quem Ama)
18. Noite Asiática
19. O Futuro
20. Mãe
segunda-feira, 7 de julho de 2025
José Augusto - José Augusto (1988)
José Augusto é o 15º álbum de estúdio do cantor brasileiro José Augusto, lançado em 1988, sendo seu 3º trabalho pela gravadora RCA, com produção executiva de Michael Sullivan e direção artística de Miguel Plopschi. O disco, que nunca foi reeditado em CD, teve lançamentos apenas em LP e K7 na época.
Entre os destaques do álbum está a faixa "Fui Eu", que se tornou um dos maiores sucessos da carreira do cantor naquele período, com forte presença nas rádios. Outra canção bastante executada foi "Coisinha Estúpida" (Somethin’ Stupid), versão do clássico internacional gravada em dueto com Vanessa, do grupo Trem da Alegria.
A balada "Eu e Você", com vocais de apoio do grupo Roupa Nova, ganhou grande notoriedade ao ser incluída na trilha sonora da novela Tieta (TV Globo, 1989), consolidando-se como um dos momentos mais marcantes do disco.
O repertório inclui ainda as faixas "Só Você", "Sei", "Você Quer Dançar?", "Sonho Dourado", "Sou Assim" (C’est Ma Vie), "Grito de Paixão", "Saudade de Nós", "Vida" e "Coração e Razão", reafirmando o estilo romântico e emocional que caracteriza a obra de José Augusto.
A remasterização do LP foi realizada a partir de um exemplar em ótimo estado de conservação, utilizando a agulha Shure M44G, recurso que assegura alta qualidade na captação sonora e fidelidade ao timbre original.
Encontrei este LP garimpando na loja 019 Discos do amigo Charles Portilho. A loja fica situada à Rua Rio Branco - Centro, Nova Odessa - SP, CEP 13460-000 (Rodoviária de Nova Odessa/SP). Telefone: (19) 99773-0046 (WhatsApp). Para conhecer o acervo de discos da loja, clique AQUI.
01. Fui Eu
02. Coisinha Estúpida (Somethin' Stupid) (part. esp. Vanessa)
03. Só Você
04. Eu e Você
05. Sei
06. Você Quer Dançar?
07. Sonho Dourado
08. Sou Assim (C'est Ma Vie)
09. Grito de Paixão
10. Saudade de Nós
11. Vida
12. Coração e Razão
sexta-feira, 4 de julho de 2025
Festival Rimula de Música Regional (1989)
A primeira edição, realizada em 1989, recebeu 2.164 músicas inscritas e teve sua final no Olympia, em São Paulo, com apresentação de Gugu Liberato e transmissão pelo SBT. As dez canções finalistas foram compiladas no LP oficial lançado pela RCA, consolidando o evento como um marco na divulgação da música regional na TV aberta.
O festival revelou a dupla Chico Valente (Terry Winter) e Nil Bernardes, com a canção “Chão Vermelho”, descrita como um protesto em defesa do homem do campo e da natureza.
Outro destaque foi o recifense Lula Barbosa, que já havia conquistado o segundo lugar no Festival dos Festivais (1985) com "Mira Ira", e que agora retornava entre os finalistas com a belíssima "Ruas e Luas", composta em parceria com Vanderlei de Castro e interpretada por Lula e a goiana Maria Eugênia.
Uma das canções que se consagrou como clássico da música sertaneja foi “Viola Está Chorando”, composta por Elias Muniz e defendida por Joel Marques, que, embora compositor, brilhou como intérprete.
Silvio Brito também figurou entre os finalistas, conquistando o segundo lugar com "Trem da Memória", parceria com Ademir Martins. Já a vitória coube à dupla Osvaldir & Carlos Magrão, com a música "Tetinha", uma crítica ao nepotismo, que surpreendeu por seu tom político e reflexivo.
O sucesso do festival levou à realização da segunda edição em 1991, que será abordada em uma publicação futura.
01. Trem da Memória (Silvio Brito – Ademir Martins) – Silvio Brito – 🥈 2º lugar
02. Viola Está Chorando (Elias Muniz) – Joel Marques
03. A Coisa Pira (Teleu) – Teleu e Sanvita
04. Viola Mulher (Lando – Claudio – Thomazini) – Claudio e Thomazini
05. Vozes da Floresta (Roberto Rosendo) – Roberto Rosendo
06. Ruas e Luas (Lula Barbosa – Vanderlei de Castro) – Lula Barbosa e Maria Eugênia
07. Chão Vermelho (Chico Valente – Nil Bernardes) – Chico Valente e Nil Bernardes
08. Tetinha (Gentil Neri – Costa Mello – Carlos Magrão – Osvaldír) – Osvaldír e Carlos Magrão – 🥇 1º lugar
09. Santuário (Sérgio Souto – Amaral Maia) – Cristina Santos
10. Condenados do Taim (Hércules Grecco) – Léo Almeida
Tinoco (da dupla Tonico & Tinoco), Amado Batista (cantor e compositor de apelo popular), Luiz Vieira (compositor de músicas românticas, valsas e sambas-canção), Dalvan (que fez dupla com Duduca), o cantor, compositor e ator Sérgio Reis (ex-cantor de jovem guarda e atual dedicado à música sertaneja), o radialista Paulo Lopes (rádios Globo AM e Tupi FM) e o escritor Benedito Ruy Barbosa — autor de novelas rurais, familiarizado com temas do sertão.
Esses ícones, com sua vasta experiência e influência, garantiram que a seleção final refletisse o melhor da música voltada ao homem do campo e da estrada.






