domingo, 11 de outubro de 2026

Polegar - Polegar (2004)

Polegar, grupo que alcançou grande popularidade no Brasil entre o final dos anos 1980 e o início dos anos 1990, voltou ao mercado fonográfico em 2004 com um CD lançado de forma independente, sendo gravado, mixado e masterizado nos estúdios Master Music, em São Paulo. 

O álbum reúne, da formação original, Alex Gil (baixo e vocal), Alan Frank (teclado e backing vocal) e Ricardo Costa (guitarra, violão e backing vocal). Ricardo – agora assinando como Ricardo Maia –, que era baterista da banda, ocupa novas funções de guitarra e violão, dando lugar a Fernando Kitagawa na bateria. 

Alex Gil – que aqui adota o nome artístico Alex Konti – assume a produção musical em parceria com Rodrigo Castanho, produtor ganhador de Grammy Awards, famoso por trabalhos com Charlie Brown Jr., Tihuana, Los Hermanos, O Surto, Ultraje a Rigor e tantos outros. A produção executiva ficou sob responsabilidade de Rogério Santos, com assistência de Sérgio Gil, irmão de Alex.

Alex também participa diretamente da criação do repertório, assinando a maior parte das composições ao lado de Sérgio Gil. As demais contribuições autorais incluem Fernando Kitagawa e Tom Soares, responsáveis por “Malandra” e “Eu Preciso de Você”.

A única releitura do disco é “Não Vou Ficar”, composição de Tim Maia, uma escolha bastante assertiva para a segunda música de trabalho. A faixa surpreendeu os fãs quando apresentada nos programas de televisão, ao mostrar uma banda capaz de levar a animação dos bailes para uma interpretação que combina rock, soul e funk. A apresentação também evidenciava a capacidade técnica dos integrantes, característica que havia permanecido em segundo plano nos discos anteriores.

O CD traz ainda um time batizado de Caramelo Junkie, formado por Tom Soares, Antônio Garcia, André Dozzo e Alex Konti, justamente para entregar os remixes de “Do Jeito Que Eu Quis”, “Mariana” e “Eu Preciso de Você”.

E pensou que Alex fez “só” isso? Ele também assina os arranjos ao lado de Fernando Pinheiro (Chocô), com quem divide os trabalhos de gravação e mixagem. Rodrigo Castanho, além da produção musical, participa como guitarrista convidado, ao lado de Ivan Dizioli, enquanto Fernando Pinheiro (Chocô) também contribui nos teclados. Essa concentração de funções ajuda a compreender o envolvimento de Alex Gil em praticamente todas as etapas musicais do projeto..

A concepção da capa é creditada a Ricardo Maia e Rogério Santos, com arte de Alexandre Pressotto e fotografias de José Carlos J. Gonçalves – também diretor fotográfico – e Klaus Hofer. O projeto gráfico ficou a cargo da Hope Comunicação, sob direção de arte de Julian Sanchez.

Para quem conheceu o Polegar pelos sucessos de sua primeira fase, este CD oferece a oportunidade de descobrir um capítulo de sua discografia que sequer foi disponibilizado nas plataformas digitais. É também um trabalho que permite o resgate às origens do grupo, formado em 1986 como Os Garotos da Cidade, antes da contratação pela Promoart, de Augusto Liberato, que o transformaria no Polegar.

Em 2004, o domínio técnico e musical dos integrantes finalmente ganha protagonismo, depois de permanecer em segundo plano diante da valorização da imagem de boy band que marcou as décadas anteriores. 

Há uma relação entre o nome Polegar, a imagem escolhida para a capa e o momento vivido pelo grupo em 2004. A formação mudou, os integrantes assumiram novas funções e a proposta musical ganhou outra direção, mas o nome permaneceu.

Há uma sutileza elegante na escolha da imagem de um polegar para estampar a capa do álbum: em vez de depender exclusivamente da exposição dos rostos dos integrantes, como era característico da apresentação comercial de uma boy band, a capa coloca o próprio nome do grupo no centro de sua comunicação visual. Já a contracapa, ao apresentar os músicos fotografados de costas, sugere um olhar para os bastidores, para aquilo que não se revela na imagem pública da banda.

Por fim, diria que o polegar, além de representar literalmente o nome do grupo, remete à impressão digital utilizada no RG, uma marca individual de identificação. É uma simbologia particularmente interessante para uma banda que mudou de formação, de funções e de proposta musical, mas preservou aquilo que a identifica: sua identidade.

Faixas:
01. Do Jeito Que Eu Quis
02. Mariana
03. Não Vou Ficar
04. Vale a Pena
05. Rumo
06. Malandra
07. Tudo Certo
08. Te Quero Mais
09. Deixa
10. Esquece e Vem
11. Eu Preciso de Você
12. Do Jeito Que Eu Quis (Remix)
13. Mariana (Remix)
14. Eu Preciso de Você (Remix)

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

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