José Augusto, lançado em 1986, é o 13º álbum da carreira do cantor e marcou sua estreia pela RCA Victor, com edições em LP e K7. O disco teve produção executiva de Miguel Plopschi e Michael Sullivan e contou com arranjos e regências de Lincoln Olivetti.
Do álbum saíram sucessos como “Fantasias”, posteriormente regravada por Leonardo em 2003, e a balada “Quero Dormir Cansado”, versão de Márcio Antonucci para “Quiero Dormir Cansado”, composição de Manuel Alejandro e Ana Magdalena que havia alcançado sucesso na voz de Emmanuel no início da década de 1980.
Outro destaque é “De Repente o Amor”, versão em português de “De Repente El Amor”, de Albert Hammond e Anahi van Zandweghe. A composição original foi gravada por Lani Hall, esposa de Herb Alpert, em dueto com Roberto Carlos. No Brasil, a canção ganhou versões de José Augusto e de Jane & Herondy, esta incluída no álbum Todas as Formas de Amor. As duas gravações chegaram ao mercado praticamente no mesmo período, criando uma situação incomum: a RCA, gravadora de José Augusto, também realizava a prensagem dos discos da 3M, responsável pelo lançamento de Jane & Herondy. A coincidência acabou interferindo na estratégia de divulgação das duas versões.
Entre as demais faixas estão “Deus, o Que Fazer?”, com participação especial de Sérgio Reis; “Estela”, de Joe e Tavinho Paes; e “Linda Estrela”, uma das quatro composições de Maurício Duboc e Carlos Colla presentes no álbum.
Apenas “Fantasias”, “Deus, o Que Fazer?”, “Relógio” e “O Que Você Quiser” chegaram a ser disponibilizadas em formato digital, permanecendo grande parte do repertório do álbum fora das plataformas. Considerando que a master integral do disco nunca foi revisitada e preparada para lançamento digital, este trabalho buscou recuperar o álbum em sua totalidade, utilizando uma agulha elíptica Ortofon Concorde Club e preservando ao máximo as características da gravação original. Para esta postagem, também restaurei as imagens da capa e contracapa do LP com o OpenAI.
Na minha opinião, este é um dos trabalhos mais bonitos de José Augusto, por reunir um repertório predominantemente formado por canções não autorais, evidenciando sua qualidade como intérprete para além de sua reconhecida trajetória como compositor.

Um trabalho HI-FI.
ResponderExcluirMuito obrigado!
ExcluirRealmente, um trabalho magnífico do nosso José Augusto, mostrando a sua veia de intérprete, além do maravilhoso compositor que já conhecemos. Agora apreciemos essa sua vertente de excelente intérprete.
ResponderExcluirUma das gravações de que gosto de José Augusto é Deus o que fazer, música lindíssima de composição dele. Uma que não é dele e está presente nesse álbum é De repente o amor. Tem ainda outra excelente interpretação, Me esqueci de viver, original com Julio Iglesias. Lindíssima. Quem souber se a versão é dele ou não, se puder esclarecer, agradeço.
Outra fantástica é a interpretação de L'Italiano, de Toto Cutugno. São canções fantásticas, com letras maravilhosas.
Se eu ficar falando de José Augusto aqui, vamos longe: Os Amantes, Fui Eu, Aguenta Coração, Por Eu Ter Me Machucado. Enfim, são tantas. Isso só na fase dos anos 80 e 90. Temos também a fase dos anos 70, que é maravilhosa. Sem comentários.
Mas realmente, esse álbum eu não conhecia a maioria das canções.