terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Década Romântica - Década Romântica Vol. 1 (1984)

Soberania Nacional e a Arte dos Músicos de Cessão: O Resgate da "Década Romântica"

Finalizei recentemente a remasterização do projeto Década Romântica e, ao mergulhar nessas fitas, é impossível não refletir sobre a genialidade da nossa indústria fonográfica entre as décadas de 70 e 80. Mais do que simples regravações, esses discos faziam parte de uma estratégia ousada: tornar o produto nacional soberano sobre o original estrangeiro.

O "Cover" como Protagonista

A proposta de gravadoras como a EMI-Odeon, CID e Continental era clara: entregar uma versão tão bem produzida — as famosas "cópias fiéis" — que o público brasileiro passasse a preferir o cover à versão gringa. Para isso, recrutavam a elite dos músicos de estúdio.

The Fevers (sob nomes como The Supersonics ou Hot Machine), integrantes do Roupa Nova (como Os Famks ou Os Motokas) e Os Carbonos eram os motores dessa máquina. Eles não eram apenas músicos; eram "músicos de cessão por obra".

As Pistas e o Ouvido Clínico

Embora Luiz Cláudio (The Fevers) fosse o vocalista principal, a audição atenta revela as digitais de outros gigantes que a burocracia tentou esconder. A presença de Rosana, por exemplo, é inconfundível em clássicos como "To Sir With Love" e "(They Long To Be) Close To You". Curiosamente, essas faixas foram lançadas originalmente no LP "Década Explosiva Mulher" (1978), pelo selo Imperial (braço da EMI-Odeon), e reapareceram na série romântica, seja por repescagem ou em novos arranjos.

Outras pistas aguçam o ouvido do fã:

  • No medley "F... Comme Femme / Je T'Aime Moi Non Plus", percebe-se o vocal masculino de Dudu França.

  • Há indícios fortes de que André Barbosa Filho (Brian Anderson) tenha gravado os vocais de "Tell Me Once Again".

  • E embora a voz em "She Made Me Cry" levante suspeitas sobre Hélio Santisteban (Os Pholhas), a interpretação de "Imagine" casa perfeitamente com o registro de Luiz Cláudio em sua célebre homenagem a John Lennon.

O Contrato do Silêncio e Legado Digital

Essa "invisibilidade" era estratégica. Os músicos trabalhavam sob contratos que vedavam a reivindicação de direitos futuros e a revelação de suas identidades, sob pena de multas pesadas. O objetivo era proteger o fluxo de caixa desses projetos, que estavam longe de render "mixaria", e manter o foco no produto nacional. 

O fato é que décadas depois, o acesso a esse material ainda é um quebra-cabeça. O material deste álbum aparece em forma fatiada em digital. As faixas "Tell Me Once Again", "If You Leave Me Now" e "I Started a Joke" foram içadas para o CD "Década Explosiva Romântica Vol. 1" (1997, EMI Music), enquanto "Love Hurts" e "(They Long to Be) Close to You" apareceram no "Década Explosiva Romântica Vol. 2" (1998, EMI Music), o resto das canções permanece inédita no meio digital até hoje, o que torna sua remasterização um verdadeiro tesouro digital e inédito.

Nota sobre a remasterização

O LP foi digitalizado a partir de uma cópia "near mint" adquirida pelo meu amigo Francineüdo Souza (Altamira/PA) pela internet, que contou com uso da agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica) para melhor extração dos sulcos do disco. Após equalização, ajuste de volume e retirada de sibilâncias, o material contou com acabamento final do MVSep DeNoise, para retirada de ruidos residuais, preservando ao máximo a gravação da master original. 

Faixas:
01. Haver You Ever Seen The Rain
02. Do You Wanna Dance?
03. Canzone Per Te / L'Amore Se Ne Va
04. She Made Me Cry
05. Tell Me Once Again
06. If You Leave Me Now
07. Everybody's Talkin'
08. Imagine
09. I Started A Joke
10. To Sir, With Love
11. F... Comme Femme / Je T'aime Moi Non Plus
12. Close To You
13. Love Hurts

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Aníbal - Carência (1989)

Do Rock Brasil 80 ao Zouk: A Trajetória Completa de Aníbal Rosas

Aníbal Rosas é cantor, compositor, produtor musical e DJ, cuja história é um capítulo fascinante da música brasileira, marcada por transições estéticas que vão do pop rock oitentista à vanguarda da música eletrônica carioca.

O Início e as Experiências em Compacto (1984)

Antes de consolidar sua imagem com bandas e álbuns solo, Aníbal já movimentava a cena em 1984. Ao lado de Hugo Belardi, lançou dois compactos fundamentais:

  • "Domingo de Sol": Trazendo como Lado B a curiosa "Gata-Avião", uma faixa que se destaca pela interpolação com o clássico "Eye Of The Tiger", da banda Survivor.

  • "Video Baby": Consolidando seu nome no início da década de ouro do rock nacional, que posteriormente seria repescada para o album Debora da banda Cheque Especial.

A Era Cheque Especial e o Sucesso nas Telas (1985-1986)

Em 1985, Aníbal formou a banda Cheque Especial, onde atuava como guitarrista e vocalista. O grupo era um quinteto de peso, contando com: Paulinho Meira (Guitarra e Vocal), Dudu Castro (Baixo e Vocal), Lory Cesar (Teclados e Vocal) e Eduardo Helborn (Bateria, Percussão e Vocal).

Com produção do lendário Mariozinho Rocha e mixagem de Gastão Lamounier, lançaram o álbum "Debora". O trabalho rendeu três grandes hits nas paradas: "Pronta Pra Estudar", "Búzios Armação" e a balada "Náufragos do Amor", que ganhou projeção nacional como tema da novela Selva de Pedra (Rede Globo, 1986).

A Carreira Solo e o LP "Carência" (1989)

Após o fim da banda, Aníbal seguiu em voo solo. Em 1989, lançou pela RCA o álbum solo "Carência", um projeto autoral com composições de sua autoria e também de parceiros como Edu Carval (nas faixas "Alguém" e "Guerra Santa" – grandes sucessos do disco) e Neto Júnior (em "Marginais").

Gravado no Estúdio 464, o disco teve direção artística de Miguel Plopschi e produção assinada pelo próprio Aníbal em parceria com Eros Mário. O álbum é notável pelos arranjos e mixagens do próprio artista e credita a participação da Banda Osaka, formada por: Uzeda (Mindinho): nas guitarras e violões, Edson Ferreira: no baixo, além de Lory César e Eduardo Helbourn: ex-membros da banda Cheque Especial, que retornaram para gravar teclados e bateria, respectivamente.

A Transformação: DJ Lord Feifer e o Reinado no Zouk

Com mais de 35 anos dedicados à música eletrônica, Aníbal Rosas hoje utiliza o pseudônimo DJ Lord Feifer e é DJ e produtor musical brasileiro com vasta experiência especializado em Zouk e com influências da Lambada. Reconhecido por seus sets intensos, de qualidade e energia, ele é uma presença constante na cena do Zouk no Rio de Janeiro, incluindo eventos como o Neo Festival além de tocar em locais badalados como: Quiosque Estrela da Luz e Quiosque Rayz Beach Point (Leme), Bar Guacamole e Espaço Art Barra (Barra da Tijuca).e Templo do Zouk (Copacabana).

Notas sobre a remasterização do LP "Carência"

Este LP foi comprado pelo meu amigo Israel Castro para remasterização, que contou com uso da agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica), mas extrair o um áudio do álbum com o mínimo de distorção possível. O resultado ficou surpreendente. Para finalizar, apliquei uma camada final de MVSep DeNoise sobre as faixas, para retirada de ruído residual. A postagem faz jus aos 37 anos de existência do album, acompanhando encarte com letras e ficha técnica de produção

Faixas: 
01. Alguém
02. Carência
03. Erros
04. Cruel com Você Mesma
05. No Centro da Cidade
06. Marginais
07. Guerra Santa
08. Um Mundo Melhor
09. Brasileiro

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

Sylvinho - Topete (1988)

Sylvio Luiz do Rego Junior (Rio de Janeiro, 23 de agosto de 1959), conhecido artisticamente como Sylvinho Blau-Blau, é um cantor, músico e compositor brasileiro que se tornou um dos ícones do pop rock nacional na década de 1980.

Sylvinho ganhou projeção como vocalista da banda Absyntho. O grupo estourou em 1983 com o compacto "Ursinho Blau-Blau", que vendeu 350 mil cópias e deu ao cantor seu apelido definitivo. Em 1984, consolidaram o sucesso com "Palavra Mágica" e, em 1985, lançaram seu único álbum completo, que trouxe os hits "Só a Lua" e "Lobo" (tema da novela Ti-Ti-Ti, da Rede Globo). Durante esse período, a banda foi presença constante nos principais programas de auditório da época, como o Cassino do Chacrinha e Globo de Ouro.

Após deixar o Absyntho em 1987, Sylvinho iniciou sua carreira solo na RCA com o álbum "Topete" (1988), contando com uma banda de apoio de peso (Os Topetes Revoltados), que falaremos sobre ele mais adiante.

Em 1989, lançou um segundo trabalho solo pela RGE (selo Xuxa Discos), mantendo a parceria com a equipe de produção de Sullivan e Marlene Mattos.

Nos anos 90, Sylvinho explorou novas sonoridades: em 1995: Lançou Trampolim (Cedro Music), com uma primeira experiência na música eletrônica ao lado de Victor Chicri. Em 1999: Após uma temporada na Europa, gravou Animal Faminto (Indie Records), revisitando antigos sucessos e regravando composições de nomes como Fernanda Abreu e Cassiano.

Televisão e Realities e controvérsias

Em 2000, mesmo após se tornar evangélico, posou nu para a revista Íntima. Em 2001, participou do Rock In Rio ao lado de Serguei e, embora tendo rasgado no palco o Ursinho Blau Blau, objeto de vínculo com seu primeiro sucesso de carreira, não só não conseguiu o desvínculo como passou Blau Blau passou a compor seu nome, usado em festas que participou da Ploc 80's, a maior festa de música trash do Rio de Janeiro.

Nos últimos anos, Sylvinho manteve sua popularidade através de participações em reality shows de grande audiência, incluindo a 5ª edição de A Fazenda, o Power Couple Brasil (ao lado de sua esposa Ana Paula) e o The Masked Singer Brasil (Rede Globo).

Topete, o album de 1988 com padrão ouro de produção

Este álbum lançado pela gravadora BMG-Ariola e representou a transição definitiva de Sylvinho para a carreira solo, distanciando-se da estética adolescente do Absyntho para um som mais encorpado e sofisticado. O projeto contou com a direção artística de Miguel Plopschi e a produção executiva de Michael Sullivan, o maior "hitmaker" da época. A sonoridade foi lapidada para equilibrar o apelo comercial com a qualidade instrumental exigida pelo mercado de rock nacional em ascensão.

Para as gravações, foi formada a banda de apoio "Os Topetes Revoltados", composta por músicos renomados: Marcelo Sussekind (Guitarras), Fred Maciel (Bateria). Paulo Henrique e Iuri Cunha (Teclados e Sintetizadores). O álbum ainda traz participações instrumentais de luxo que justificam ele ser considerado uma jóia rara da produção pop/rock do final dos anos 80, como as guitarras de Lulu Santos e Serginho Bastos, a percussão de Lobão, o saxofone de Zé Luiz e as programações de sintetizadores do mestre Lincoln Olivetti, o "mago" dos arranjos brasileiros.

O álbum ainda conta com um arranjos vocais de Junior Mendes, que dirige um coro formado por: ele próprio, Nina Pancevski (aquela do Uh Uh Ah do Fantástico), Serginho Bastos, (ex-vocalista da banda Grafitti), Solange Ferreira (aquela do Fera Radical) e Ronaldo Corrêa (Golden Boys).

Além das canções autorais, o disco contou com parceiros do rock brasileiro nas composições: Lobão, Bernardo Vilhena, Lulu Santos, Arnaldo Brandão, Vinícius Cantuária e Evandro MesquitaO destaque comercial do disco fica para "Medo Feroz" comoposta por Elias Abosssamra (vcocalista e lider da banda Syndicatho) e Cacá Moraes e "Topete", composição de Lulu Santos e Bernardo Vilhena

Nota sobre a remasterização

Insatisfeito com a qualidade de uma remasterização comprada em mercado de desapego da Internet, o meu amigo paraibano Israel Castro custeou o envio de um LP padrão "near mint" para remasterização, que contou com a captura pela agulha Ortofon Concorde Club (elíptica). Melhor impossível? Sim, é possível, com uma camada de MVSep DeNoise sobre cada faixa remasterizada, que retirando o ruído residual, dá aquele padrão de CD no áudio. Tá maravilhoso!

Faixas: 
01. Medo Feroz
02. Topete (part. esp. Lulu Santos)
03. Ibope
04. Um Dia Desses
05. Eu Sou Mais Eu
06. Cilada
07. Amar É Preciso
08. Coração de Plástico
09. Madrugada
10. Garota Programada
11. Aconteceu

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.

Sarajane - História do Brasil (1987)

Nascida em Salvador (BA), em 18 de março de 1968, Sarajane de Mendonça Tude iniciou sua trajetória artística ainda na infância, gravando jingles publicitários aos doze anos. Na adolescência, integrou importantes trios elétricos baianos, entre eles Tapajós e Novos Bárbaros, experiência que consolidou sua presença nos palcos do Carnaval de Salvador. Seu talento ganhou projeção nacional a partir do incentivo de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, figura decisiva na divulgação de novos artistas brasileiros durante a década de 1980.

Em 1987, Sarajane lançou pela EMI-Odeon o álbum História do Brasil, trabalho considerado um dos discos fundamentais da consolidação da Axé Music no mercado fonográfico brasileiro. Com uma proposta que unia ritmos afro-baianos, reggae, samba-reggae e música pop, o álbum ajudou a apresentar ao grande público uma sonoridade que, poucos anos depois, se tornaria um dos maiores fenômenos da música brasileira.

Segundo informações divulgadas pela própria artista em entrevista concedida ao portal Ritmo Melodia, em julho de 2021, Sarajane figurou entre os artistas de maior vendagem da música brasileira no final da década de 1980.

Sua discografia desse período apresenta números expressivos:

  • 1986 — Rio de Leite (Mini LP/EP – Coronado/EMI-Odeon) — aproximadamente 70 mil cópias, impulsionado pelo sucesso "Cadê Meu Côco".
  • 1987 — História do Brasil (EMI-Odeon) — cerca de 800 mil cópias, recebendo certificação de Disco de Platina Duplo.
  • 1988 — Sarajane (EMI-Odeon) — aproximadamente 280 mil cópias, certificado com Disco de Ouro.
  • 1989 — Sotaque Brasileiro (EMI-Odeon) — cerca de 150 mil cópias, também certificado com Disco de Ouro.
  • 1991 — Diadorim (EMI-Odeon) — aproximadamente 60 mil cópias.
  • 1993 — Tempero Tropical (Polydor) — cerca de 35 mil cópias.

História do Brasil representou um importante passo para a expansão nacional da música produzida na Bahia. Além do expressivo desempenho comercial, o disco reuniu uma equipe de produção formada por alguns dos principais profissionais da EMI-Odeon naquele período.

A direção artística foi de Jorge Davidson, com direção de produção de Liber G. Ferreira Pinto e produção executiva de Fernando Carvalho e Mayrton Villa Bahia. A direção musical, os arranjos e a regência ficaram a cargo de Alfredo Moura, enquanto a percussão contou com a participação de Carlinhos Brown, acompanhado por músicos como Ohana e Chacal.

Entre os destaques do repertório está "A Roda", uma das gravações que contribuíram para popularizar a sonoridade da Axé Music em todo o país.

O álbum reúne composições que transitam entre temas sociais, identidade cultural e o caráter festivo característico da música baiana.

Edson Gomes assina a faixa-título "História do Brasil", além de "Rastafari", ambas influenciadas pelo reggae e por reflexões sobre identidade e questões sociais.

Ary Gil participa com "Frutos da Consciência", enquanto Carlinhos Brown e Paulinho Camafeu assinam "Vale", uma das composições de maior repercussão do disco.

O repertório também evidencia a versatilidade vocal de Sarajane em faixas como "Nessas Horas", de Kiko Zambianchi, além de versões de "Lili Marlene" e "Paixão de Verão", que ampliam a diversidade musical do álbum.

Nos anos seguintes, Sarajane manteve presença constante na música brasileira, lançando novos trabalhos e permanecendo ligada ao Carnaval da Bahia. Em 1989, lançou Sotaque Brasileiro, álbum que apresentou sucessos como "Ela Sabe Mexer", posteriormente incluída na trilha sonora da novela Gente Fina (TV Globo, 1990), e "Ritmo Louco".

Em 2011, passou a dedicar maior atenção ao forró, sem abandonar completamente sua trajetória na Axé Music. Em 2020, celebrou quatro décadas de carreira nos trios elétricos com o lançamento de um EP comemorativo.

Sarajane ocupa um lugar de destaque na história da música baiana por integrar a geração de artistas que levou a Axé Music para o mercado nacional durante a segunda metade da década de 1980. Sua contribuição ajudou a consolidar um movimento que transformou o Carnaval de Salvador em uma referência internacional e abriu caminho para diversas gerações de intérpretes que viriam a seguir.

Faixas: 
01. Vale
02. Lili Marlene (Lili Marleen)
03. História do Brasil
04. Arruda
05. Frutos da Consciência
06. A Roda
07. Rastafary
08. Nessas Horas
09. Coração Latino
10. Paixao de Verão (Sarà Falso, Sarà Vero)

Par baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Gilliard - Gilliard (1986)

Gilliard Cordeiro Marinho é um renomado cantor e compositor brasileiro, nascido em Natal (RN) em 17 de dezembro de 1956. Com uma carreira consolidada que já ultrapassa os 47 anos, seu sucesso rompeu fronteiras, alcançando reconhecimento em diversos países da África e da Europa.

Na vida pessoal, Gilliard é casado desde 1981 com Silvia Marinho (ex-integrante do grupo Harmony Cat). O casal tem dois filhos: Silvio Marinho, que segue os passos do pai na música, e Bruna Marinho, médica pneumologista.

Sua trajetória é marcada por uma presença constante na teledramaturgia brasileira. Entre seus maiores sucessos em trilhas sonoras, destacam-se:

  • "Fracasso" (Plumas e Paetês – TV Globo, 1981)

  • "Sinal de Amor" (Final Feliz – TV Globo, 1982)

  • "Festa dos Insetos" (Chispita – SBT, 1982)

  • "Eu Amo Amar Você" (Pão Pão, Beijo Beijo – TV Globo, 1983)

  • "Pouco A Pouco" (A Justiça de Deus – SBT, 1983)

  • "Quem Me Dera" (Champagne – TV Globo, 1983)

  • "Coisa de Nós Dois" (Partido Alto – TV Globo, 1984)

  • "Só Eu Sei" (Cambalacho – TV Globo, 1986)

Em 1986, Gilliard assume um capítulo novo em sua carreira, assinando com a 3M do Brasil. lança seu álbum homônimo, o oitavo de sua trajetória, com produção de Moacyr M. Machado, co-produção de Genivaldo C. Marinho e coordenação artística de Mickael. O álbum foi gravado no estúdio SIGLA-SP e Mosh-SP (apenas a faixa "Somos Dois"), com mixagem completa no Mosh.

A decisão de assinar com a 3M foi certeira, porque o selo estava disposto e investir pesado em excelentes produções e no segmento popular, se não fosse seu maior entrave a prensagem e distribuição que contava sempre com um selo maior – no caso, a RCA –, gerando um conflito de interesses entre companhias fonográficas. Com a 3M do Brasil, no ano de 1988, arrendando a empresa de portas fechadas para a Continental, o cantor continuou no selo até 1990, lançou um disco pela Copacabana em 1992 e depois voltou para a RGE, gravadora que o consagrou, porque Gilliard sempre mostrou números significativos de vendagens!

A canção "Segredos" – que abre o disco – se tornou um grande sucesso, tendo sua divulgação amplificada através da coletânea Sucessos Nota 10 da Som Livre (1987). A 3M  escolheu "Mulher... Mulher..." para divulgação em Promo 12'' para rádios que incluia outras 3 canções de seu elenco, mas isso aconteceu no ano de 1987, quando Gilliard estava prestes a lançar seu segundo álbum.

Curiosamente, as cnações deste álbum podem ser conferidas no Box "Super 3 - 3 Coletâneas de Sucessos (34 Hits)", lançado em CD triplo pela Warner Music em 2009. Entretanto, ao desembalar e por para tocar os CDs, o susto do fã é enorme, que acaba se deparando com um montoeiro de masters fracas do álbum espalhadas pelos CDs. A Warner, como não tinha posse das masters, mas apenas as licenças do álbum, aproveitou faixas de MP3 que ela mesma publicou em 2009 e devolveu para os álbuns em forma de relançamento nas plataformas digitais. 

Por esta razão, a gravação que temos aqui é inédita e resolve a problemática da master fraca, por que o LP álbum passou por uma gravação nova por mim em maio de 2025, com uso de agulha Shure M44G. E em fevereiro de 2026, decidi aplicar o MVSep DeNoise nas faixas para garantir ainda mais precisão e som cristalino no resultado.  

A publicação contou com apoio cultural do amigo Charles Portilho, da loja 019 Discos de Nova Odessa/SP. Para comprar seu LP na loja pela internet, clique AQUI.


Faixas: 
01. Segredos
02. É Primavera
03. Os Anjos Dizem Amém
04. Pra Ser Feliz
05. São Mateus
06. Mulher...Mulher...
07. Promessa de Vida - Tema Musical de Cyrano de Bergerac
08. Ciúme
09. Chuva de Saudade
10. Somos Dois
11. Homem do Campo

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

📢 NOTA DE ESCLARECIMENTO: PELO FIM DA "LAVANDERIA DE ÁUDIO"

Cansei de ver o meu esforço de preservação musical ser tratado como balcão de estoque para oportunistas. É hora de falar a realidade dos fatos:

  1. O Gato por Lebre: Muitos de vocês chegaram a gastar R$ 69,90 para comprar CDs "Fan Made" em vitrines da Shopee (especialmente de vendedores do Paraná), mas receberam um material com áudio sofrível, ripado de YouTube ou com uso de compressor que deixa o áudio uma chiadeira só.

  2. O Desvio de Finalidade: De uns meses para cá, percebi um movimento cínico. Pessoas como o senhor Tharso Moreira Gomes (Paranaguá/PR) surgem aqui pedindo "uma caralhada" de álbuns, agindo como robôs, tentando ganhar no grito. O objetivo? Pegar os meus rips de alta fidelidade para substituir o áudio lixo que vendem nessas lojas. Querem "lavar" a mercadoria deles com o meu suor.

  3. A Hipocrisia Financeira: É de entristecer ver gente que já pagou caro em CD-R pirata do Paraná, mas que aqui na Gazeta do Som — onde o áudio é gratuito, superior e fruto de investimento real em LPs originais e restauração técnica — vir apenas exigir e baixar sem apoiar a causa com um centavo que seja.

O ESPERTALHÃO VAI FICAR AVISADO:

A Gazeta do Som é um espaço de paixão e preservação, não um prestador de serviço para atravessador.

  • Vou postar o que eu quiser, quando eu tiver vontade. Não sou máquina!

  • Quem só baixa e não investe na fonte, não tem direito de exigir absolutamente nada. Não sou fornecedor de 'matéria-prima' para quem já vem lucrando há uma década, lesando a vida dos outros, entregando áudio porco em fan-made só com embalagem bonita e acha que agora vai colocar áudio bom e resolver a contenção de pós-venda às minhas custas.

  • Quero que façam como eu e baixem sem pagar pirateiro de luxo! Querem música fora de catálogo com qualidade de verdade? Parem de financiar as lojinhas de desapego de internet e valorizem quem realmente compra o disco e faz o trabalho honesto sem exigir um vintém — porque aqui é de graça!"

O acesso aqui agora é para quem soma. Para quem quer apenas sugar para revender, se tiver na sua lista e eu atender, sorte sua, mas sua listagem de pedidos será pura métrica algorítmica de engajamento. E aos que já sabem, NÃO APÓIEM esses caras. Dêem a comunidade o gosto de ter um trabalho de graça, se possível investindo em discos raros. O pedido pago do outro pode ser o atendimento gratuito do seu. Funciona! Mas se não quer apoiar, só aproveita o que vier.

E você, Tharso, vem com seu formulário, que estou te esperando, pra todo mundo ver o tipo de encrenca que você é. Já tem um tempo que você vem causando incômodo da platéia. Agora o holofote do palco está sobre você!

Sá & Guarabyra - Cartas, Canções e Palavras (1987)

"Cartas, Canções e Palavras" é o 7º álbum de estúdio da dupla Sá & Guarabyra, lançado pelo selo RCA. A obra foi produzida por Renato Corrêa (dos Golden Boys) e teve direção executiva de Miguel Plopschi.

Todas as faixas do disco são compostas por Luiz Carlos Sá e Guttemberg Guarabyra, com exceção de:
"Barqueiro de Vela", assinada por Guarabyra, Tadeu Franco e Sérgio Santos
"O Apito do Valpor", composta por Luiz Carlos Sá, Quintinho e Gervásio Horta

Já procurei detalhes sobre artistas que tocaram nesse álbum que é primoroso em técnica e arranjos. Acredito que é senão meu favorito dos discos dos anos 80, uma das maiores jóias que já ouvi da música popular brasileira! Mas por descuido, ou até birra, a RCA não divulgou os músicos participantes, porque sequer imprimiu folheto interno no LP.

O álbum traz a faixa "Tabuleiro", que obteve sucesso radiofônico ao ser incluída em cenas de locação da novela Fera Radical.

A versão digital foi remasterizada a partir do vinil em  março de 2025, utilizando uma agulha Shure M44G, garantindo maior fidelidade e suavidade na leitura do áudio original. No entanto, em fevereiro de 2026 a remasterização ganhou uma aplicação de MVSep DeNoise sobre as faixas, garantindo uma limpeza de ruídos residuais, que já eram poucos, resultando em uma sonoridade perfeita!

Faixas: 
01. Cartas, Canções e Palavras
02. Barqueiro de Vela
03. O Apito do Vapor
04. Serena
05. Pés nos Chão
06. Muge o Boi
07. Parar de Correr
08. Rosto de Atriz
09. Tabuleiro
10. Os Meninos dos Abrolhos
11. Fazer o Céu

Para baixar o album em FLAC, clique AQUI..