Queen Dance Traxx I é um projeto idealizado por Helmut Fest e produzido pela Akropolis Musik und Film em parceria com a EMI Electrola (Alemanha), com direção de arte assinada pela Werbe Pleth GmbH. Lançado em CD em 1996 e distribuído pela EMI Music, o álbum surgiu em um momento em que o Eurodance dominava as pistas de dança europeias, propondo uma ousada releitura do repertório do Queen sob a estética eletrônica característica da década.
Ao longo de suas 16 faixas, clássicos da banda britânica recebem novas interpretações influenciadas pelo Eurodance, Bubblegum Pop e Happy Hardcore, estilos que marcaram profundamente a música eletrônica dos anos 90. O projeto também chama atenção pela impressionante reunião de artistas pertencentes a gravadoras concorrentes, como BMG Ariola, Edel, Intercord, Motor Music, Polydor, Sony Music e Virgin. Essa articulação, registrada nos agradecimentos do encarte, demonstra a dimensão da iniciativa e o prestígio que o catálogo do Queen exercia na indústria fonográfica.
Outro aspecto marcante é a apresentação gráfica do livreto, que hoje funciona como uma verdadeira cápsula do tempo. Além das informações sobre o projeto, o material reúne fotografias promocionais de alguns dos maiores nomes da cena dance da época, entre eles Scatman John, E-Rotic, Mr. President — em sua fase de maior sucesso — e o projeto Music Instructor, preservando visualmente um dos períodos mais populares da música eletrônica europeia.
Entre os destaques do repertório está "Radio Ga Ga", construída a partir dos vocais originais de Freddie Mercury e enriquecida com a participação do suíço DJ Bobo. Produzida pelo próprio René Baumann, nome verdadeiro do artista, a faixa incorpora elementos característicos do euro-rap, aproximando um dos maiores sucessos do Queen da linguagem das pistas de dança dos anos 90. A boa recepção da gravação fez com que ela também fosse incluída em algumas edições do álbum World In Motion. No Brasil, a PolyGram lançou uma edição sob o catálogo nº 011 238-2, promovendo "Radio Ga Ga" à faixa de abertura, em vez de mantê-la como bônus.
O encerramento fica por conta do supergrupo Acts United, reunindo praticamente todos os artistas participantes para interpretar "We Are The Champions". A gravação funciona como uma celebração coletiva do legado do Queen, remetendo ao espírito de grandes encontros beneficentes da música pop e encerrando o álbum de forma grandiosa.
Mais do que um simples álbum de versões, Queen Dance Traxx I representa um curioso registro de uma época em que o universo dance reinterpretava repertórios consagrados do rock com criatividade e personalidade. Independentemente das preferências por esta ou aquela releitura, o projeto evidencia a versatilidade das composições do Queen e sua capacidade de atravessar estilos musicais sem perder sua identidade.

meu amigo fred mercury era foda! era o cara, fantástica coletânea, rapaz, digna de se colocar em um salão daqueles tipo os clubes de danças mais badaladas. até mesmo a IA em uma pesquisa que eu fiz aqui a um tempo atrás, chamou jessé de fred mercury brasileiro, o cara lembrava mesmo em certos aspéctos da voz o grande lider do queen um dueto entre esses dois monstos seria fabuloso, tenho uma raríssima gravação de jessé interpretando love of my life aquela do álbum de 1975 do queen fantástica interpretação de jessé, apesar do áudio precário, tirado de uma fita k-7 em um show realisado no paraná. denis, mais uma vez, fantástica postagem, os djs dos anos 90, 80, e 70, sabiam como produzir verdadeiras obras de arte. mestres nisso, ressentimente, perdemos o grande MR san, aquele que produziu a maioria dos álbuns da gretchen.
ResponderExcluirGostei do seu relato. Eu preparei para publicação mais 2 álbuns que se concebem como "tributo", que você vai gostar muito de conferir: Um deles é So Amazing, em tributo a Luther Vandross. O outro é Conception, um álbum de releituras do Stevie Wonder. Ambos maravilhosos, com faixas que tocam na Rádio Antena 1.
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