O Ciclone foi um grupo vocal masculino que surgiu no cenário pop brasileiro de 1985. Formado por Marcelo, Ricardo, Arthur Coimbra, Sérgio e Eduardo, o quinteto foi fruto de uma estratégia da gravadora Polygram, que em 1984 iniciou testes para selecionar jovens que pudessem competir com o fenômeno internacional do Menudo (Porto Rico) e do Tremendo (Argentina), além de rivalizar com as apostas da CBS, o Dominó e o Bombom.
Lançado oficialmente no programa do Chacrinha em março de 1985, o grupo rapidamente alcançou o topo das paradas de rádio em todo o país. O sucesso foi consolidado com a presença na trilha sonora da novela A Gata Comeu e a participação no álbum Xuxa e Seus Amigos.
A Engenharia do Som: Arranjos e Ficha Técnica
O grande diferencial do Ciclone era o suporte de músicos e arranjadores de alto escalão. O trabalho de arranjo e regência foi distribuído de forma minuciosa entre vários profissionais, conforme os créditos oficiais:
Reginaldo Francisco: Assinou os arranjos e teclados de "Vem que a hora é boa", além de dividir a regência com Fernando A. Souza em "Pede Mais" e "Só o Amor Constrói".
Fernando A. Souza: Foi o responsável pelos arranjos de "Honolulu" e dividiu a regência com Reginaldo Francisco em "Dança Comigo".
Joe (Ex-Euthanasia): Além de tocar guitarras, assinou os arranjos, regência e solos de "Delícia", "Gatinha Carente" e "Secretária Eletrônica".
Ricardo Cristaldi: Assinou os arranjos e teclados de "Tipo One-Way" (junto com Joe e Ribeiro José Francisco).
Jaime Além: Ficou responsável pelo arranjo vocal da faixa "A Todo Vapor".
Sobre "Inflamável" (Easy Lover): A versão da letra é de Ribeiro José Francisco, enquanto a adaptação musical e as guitarras ficaram a cargo de Claudio Stevenson.
O suporte instrumental foi garantido por:
Teclados: Jota Moraes (inclusive no DX7), Reginaldo Francisco, Fernando A. Souza, Ricardo Cristaldi e Danielle.
Guitarras: Joe e Claudio Stevenson.
Baixo: Ricardo Villas Boas, Fernando A. Souza e Otávio Coelho Fialho.
Bateria: Fernando Moraes, Paulo C. Ferreira e Marcelo Castro da Costa.
Sax: José Carlos.
A engenharia de som foi realizada nos estúdios Transamérica e Polygram (RJ) por técnicos como Ary Carvalhaes, Jairo Gualberto e João Moreira. O encarte ainda registra um tributo especial: os solos de sax são dedicados a Oberdan Magalhães, da Banda Black Rio.
O Grupo Hoje Com o fim das atividades, os integrantes seguiram carreiras fora da música. Eduardo, Ricardo e Sérgio moram no Rio de Janeiro, enquanto Marcelo e Coimbra residem nos Estados Unidos há mais de 30 anos. Apesar da curta trajetória, o Ciclone permanece como um registro importante da produção pop brasileira da década de 80.
Nota de remasterização: O resgate deste álbum contou com o apoio cultural do meu amigo Israel Castro de Campina Grande/PA, que fez a aquisição do LP para a remasterização, que foi feita em 15/04/2026, utilizando-se de agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica) e seguindo a cadeia de processamento: Sound Forge 14 (Ripagem e edição), Pinnacle Clean (Declick), iZotope RX (Declick), u-he Satin e MVSep DeNoise (Modo Standard).
Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

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