terça-feira, 14 de abril de 2026

Ciclone - Delícia (1985)

O Ciclone foi um grupo vocal masculino que surgiu no cenário pop brasileiro de 1985. Formado por Marcelo, Ricardo, Arthur Coimbra, Sérgio e Eduardo, o quinteto foi fruto de uma estratégia da gravadora Polygram, que em 1984 iniciou testes para selecionar jovens que pudessem competir com o fenômeno internacional do Menudo (Porto Rico) e do Tremendo (Argentina), além de rivalizar com as apostas da CBS, o Dominó e o Bombom.

Lançado oficialmente no programa do Chacrinha em março de 1985, o grupo rapidamente alcançou o topo das paradas de rádio em todo o país. O sucesso foi consolidado com a presença na trilha sonora da novela A Gata Comeu e a participação no álbum Xuxa e Seus Amigos.

A Engenharia do Som: Arranjos e Ficha Técnica 

O grande diferencial do Ciclone era o suporte de músicos e arranjadores de alto escalão. O trabalho de arranjo e regência foi distribuído de forma minuciosa entre vários profissionais, conforme os créditos oficiais:

  • Reginaldo Francisco: Assinou os arranjos e teclados de "Vem que a hora é boa", além de dividir a regência com Fernando A. Souza em "Pede Mais" e "Só o Amor Constrói".

  • Fernando A. Souza: Foi o responsável pelos arranjos de "Honolulu" e dividiu a regência com Reginaldo Francisco em "Dança Comigo".

  • Joe (Ex-Euthanasia): Além de tocar guitarras, assinou os arranjos, regência e solos de "Delícia", "Gatinha Carente" e "Secretária Eletrônica".

  • Ricardo Cristaldi: Assinou os arranjos e teclados de "Tipo One-Way" (junto com Joe e Ribeiro José Francisco).

  • Jaime Além: Ficou responsável pelo arranjo vocal da faixa "A Todo Vapor".

  • Sobre "Inflamável" (Easy Lover): A versão da letra é de Ribeiro José Francisco, enquanto a adaptação musical e as guitarras ficaram a cargo de Claudio Stevenson.

O suporte instrumental foi garantido por:

  • Teclados: Jota Moraes (inclusive no DX7), Reginaldo Francisco, Fernando A. Souza, Ricardo Cristaldi e Danielle.

  • Guitarras: Joe e Claudio Stevenson.

  • Baixo: Ricardo Villas Boas, Fernando A. Souza e Otávio Coelho Fialho.

  • Bateria: Fernando Moraes, Paulo C. Ferreira e Marcelo Castro da Costa.

  • Sax: José Carlos.

A engenharia de som foi realizada nos estúdios Transamérica e Polygram (RJ) por técnicos como Ary Carvalhaes, Jairo Gualberto e João Moreira. O encarte ainda registra um tributo especial: os solos de sax são dedicados a Oberdan Magalhães, da Banda Black Rio.

O Grupo Hoje Com o fim das atividades, os integrantes seguiram carreiras fora da música. Eduardo, Ricardo e Sérgio moram no Rio de Janeiro, enquanto Marcelo e Coimbra residem nos Estados Unidos há mais de 30 anos. Apesar da curta trajetória, o Ciclone permanece como um registro importante da produção pop brasileira da década de 80.

Nota de remasterização: O resgate deste álbum contou com o apoio cultural do meu amigo Israel Castro de Campina Grande/PA, que fez a aquisição do LP para a remasterização, que foi feita em 15/04/2026, utilizando-se de agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica) e seguindo a cadeia de processamento: Sound Forge 14 (Ripagem e edição), Pinnacle Clean (Declick), iZotope RX (Declick), u-he Satin e MVSep DeNoise (Modo Standard).

Faixas:
01. Vem Que A Hora É Boa (Pi / Ronaldo Barcellos)
02. Delícia (Joe / Tavinho Paes)
03. Gatinha Carente (Paulinho de Tarso)
04. Pede Mais (Tavinho Paes / Michel)
05. Secretária Eletrônica (Joe / Ronaldo Santos)
06. A Todo Vapor (Michel / J. Ribamar)
07. Só O Amor Constrói (Michel / Ronaldo Malta)
08. Honolulu (Ronaldo Barcellos)
09. Dança Comigo (André Monteiro)
10. Tipo One-Way (Joe / Tavinho Paes)
11. Inflamável (Phil Collins / Phil Bailey / Nathan East (Versão: Ribeiro José Francisco)

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Para pedidos de conteúdo, utilizem exclusivamente o formato:
Artista – Nome do Álbum (Ano).
Qualquer solicitação fora desse padrão será ignorada.
Comentários desrespeitosos não serão respondidos.
Este espaço está aberto a contribuições que acrescentem à discussão. Não sou dono da razão, mas procuro sempre pesquisar antes de escrever e valorizo comentários que complementem ou ampliem a ideia apresentada.
Caso a intenção seja apenas apontar o que deixei de abordar em um tema que você domina, este não é o espaço adequado. Fique à vontade para criar seu próprio blog e tratar do assunto — sempre com respeito.