quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Faffy - Sabotagem/ Frescuras (1981)

Fafy Siqueira, nome artístico de Fátima de Figueiredo, nasceu na Tijuca, no Rio de Janeiro, em 17 de outubro de 1954. Atriz, humorista, imitadora, cantora, compositora e produtora, tornou-se conhecida pela versatilidade de sua carreira, com trabalhos no teatro, na televisão, no cinema e também na música.

Na televisão, destacou-se especialmente na comédia, participando de programas como Escolinha do Professor Raimundo e Zorra Total, além de integrar o elenco de novelas como Hipertensão, Mandala, Quem É Você?, Zazá, Cobras & Lagartos e Sangue Bom. No cinema, tornou-se conhecida também pelo público infantojuvenil como a governanta Dona Sofia, em Sonho de Verão, filme que ganhou grande exposição com suas reprises na Sessão da Tarde, da TV Globo.

Na música, após o álbum Posso Falar?, lançado em 1979 pela CBS, Fafy participou, em 1981, do Festival Shell de Música Popular Brasileira com “Sabotagem”, composição de sua autoria em parceria com Fhernanda Fernandes. Embora a canção não tenha chegado às semifinais, naquele mesmo ano a cantora lançou pela RGE um compacto simples contendo “Sabotagem” e “Frescuras”, esta última composta por Fafy em parceria com Sandra Sá.

As duas faixas do compacto foram remasterizadas a partir do vinil com o uso de agulha Shure M44G. Agora em agosto de 2026, os áudios ganham uma camada de limpeza de ruídos residuais com aporte do MVSep DeNoise.

Mais uma vez, deixo meu agradecimento especial pelo apoio cultural a esta publicação ao amigo Charles Portilho, proprietário da 019 Discos, em Nova Odessa. A loja fica na Rua Rio Branco, 698, Centro, Nova Odessa/SP, CEP 13380-003. Para comprar on-line, clique AQUI.

Para baixar o compacto em FLAC (Lossless), clique AQUI.

Quando preservar a música vira responsabilidade de ninguém

De tempos em tempos, quando se fala sobre discos antigos que continuam fora das plataformas digitais, álbuns disponibilizados de maneira incompleta ou gravações que chegam ao streaming sem qualquer cuidado aparente, surge a mesma crítica: “o artista deveria cuidar melhor da própria obra.”

Só que essa discussão já começa pelo lugar errado.

É muito fácil atribuir ao artista a responsabilidade pela preservação de um catálogo construído dentro de uma indústria que, durante décadas, concentrou gravações, masters, contratos, fabricação e distribuição nas mãos das gravadoras. E mesmo hoje, quando o mercado mudou completamente, colocar um álbum antigo nas plataformas não significa simplesmente encontrar uma fita, apertar um botão e enviá-la para uma agregadora.

Existe um trabalho no meio desse caminho.

Digitalizar uma fonte analógica, localizar a melhor master disponível, avaliar seu estado, restaurar quando necessário, corrigir problemas e preparar tecnicamente o áudio para uma nova publicação exige conhecimento e equipamento. É trabalho para profissionais especializados, especialmente engenheiros de áudio. Nem todo músico domina esse processo — e não existe motivo para presumir que deveria dominar.

Eu mesmo trabalho com recuperação e tratamento de áudio por hobby e não me apresento como engenheiro de áudio. Quanto mais se conhece esse processo, mais evidente fica que existe um caminho técnico, demorado e muitas vezes caro entre possuir uma gravação e ter uma master adequadamente preparada para publicação.

Do outro lado estão as gravadoras.

Hoje, o mercado fonográfico está fortemente orientado para distribuição digital, volume de reproduções e arrecadação de royalties. Dentro dessa lógica, recuperar cuidadosamente um álbum antigo, principalmente aquele de menor potencial comercial, nem sempre parece justificar investimento. Se existe uma master pronta para ser colocada no catálogo, ótimo. Ela entra no sistema. Quando não existe — ou quando a fonte disponível necessita de restauração — a qualidade pode acabar ficando no último plano.

Também não se pode esquecer da questão econômica.

Quando uma gravadora disponibiliza uma obra cujo fonograma está sob seu controle, o artista participa da remuneração conforme os contratos e direitos envolvidos. Quando o próprio artista tenta assumir a distribuição de determinado material, aparece outro universo: agregadoras, titularidade dos fonogramas, custos de preparação, acesso às fontes, documentação e divisão das receitas.

Portanto, a pergunta talvez não devesse ser “por que esse artista não cuidou da própria obra?”

Talvez devêssemos perguntar: quem possui essa obra, quem possui a master, quem pode explorá-la comercialmente e para quem seria economicamente interessante investir na sua recuperação?

São perguntas muito diferentes.

E ajudam a explicar por que tantos trabalhos permanecem no limbo: alguns incompletos nas plataformas, outros disponíveis a partir de fontes questionáveis e muitos simplesmente inexistentes no catálogo digital.

É justamente nesse espaço que surgem iniciativas de colecionadores, pesquisadores e entusiastas.

Não porque pretendam substituir gravadoras, engenheiros de áudio ou os próprios artistas. Muito menos porque possuam estrutura equivalente à de um estúdio profissional. Muitas vezes é simplesmente alguém diante de um LP, uma boa cápsula, equipamentos, softwares e disposição para gastar horas tentando recuperar uma gravação que a indústria deixou para trás.

É importante também estabelecer essa diferença: o que fazemos aqui é hobby.

Não existe a pretensão de assumir o papel de uma gravadora nem de transformar esse trabalho em exploração comercial de catálogo alheio. A proposta é outra: recuperar, pesquisar, contextualizar e compartilhar gratuitamente músicas e discos pelos quais existe interesse histórico, afetivo ou simplesmente musical.

Talvez por isso seja tão cansativo transformar toda discussão sobre um álbum ausente em julgamento sobre quem “se importou” ou “não se importou” com determinada obra.

A situação é muito mais complexa.

Às vezes o artista se importa e não possui a master. Às vezes possui material, mas não dispõe dos recursos técnicos necessários. Às vezes os direitos pertencem a terceiros. Às vezes a gravadora possui a gravação, mas não enxerga retorno em recuperá-la. E às vezes ninguém sequer sabe ao certo onde foi parar a melhor fonte daquele fonograma.

No final, sobra uma contradição curiosa do nosso tempo: nunca foi tão fácil distribuir música e, ao mesmo tempo, parte considerável da história da música gravada continua dependendo de alguém se importar o suficiente para preservá-la.

É exatamente aí que começa o nosso trabalho.


terça-feira, 25 de agosto de 2026

Paula Fernandes - 2 Em 1 (2026)

 

Prestes a completar 42 anos, em 28 de agosto de 2026, e 33 anos de carreira, iniciada com o lançamento de seu primeiro LP, a cantora Paula Fernandes de Souza, mais conhecida como Paula Fernandes, natural de Sete Lagoas/MG, finalmente disponibilizou nas plataformas digitais alguns dos trabalhos que ainda faltavam chegar ao conhecimento do grande público.

A cantora parece viver um verdadeiro turbilhão de emoções ao revisitar uma parte da própria carreira que permaneceu durante décadas no limbo, recuperando gravações de diferentes fases de sua formação artística e permitindo que o público conheça uma trajetória muito anterior àquela que a consagrou nacionalmente.

Somente em agosto, a cantora lançou em formato de EP uma versão remasterizada do álbum que gravou aos 9 anos de idade.

Também chegou às plataformas “Voarei”, ou pelo menos parte do álbum que Paula lançou em 1995, aos 11 anos, sob o nome artístico de Ana Rayo, pelo selo MCK. O nome, aliás, foi adotado na esteira do grande sucesso da novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, exibida pela TV Manchete.

A Jeito de Mato, editora de Paula Fernandes, disponibilizou o trabalho nas plataformas digitais, mas ficaram de fora as faixas “Peão de Boiadeiro”, de Paula Fernandes e Diogo Angélica, com locução de Serginho Viola, e “Você Me Faz Bem”, de Carlos Randall e Jefferson Farias.

Como se não bastasse, o público ainda foi surpreendido com a chegada de gravações do álbum que Paula Fernandes realizou aos 17 anos, pelo selo Number One, de Eduardo Araújo, cujo catálogo privilegiava uma vertente sertaneja bastante ligada à country music. Foram disponibilizadas nove faixas, em lançamento mundial pela Universal Music, que adquiriu os direitos para essa edição.

Nesse caso, porém, permanece um mistério. Como o público praticamente não teve acesso ao CD na época, pouco se conhece sobre sua configuração original. Sabe-se que, em 2001, “Quem É o Cara?” e “Fotografia” chegaram a ser lançadas em um single promocional pela Number One, mas são escassos os vestígios do álbum completo. É possível que existam outras faixas e que elas não tenham integrado o lançamento atual por questões relacionadas aos direitos de publicação, mas, sem informações oficiais, isso permanece apenas como hipótese.

É um feito e tanto. Victor & Leo, por exemplo, também possuem dois álbuns lançados pela Number One, mas esses trabalhos continuam fora das plataformas digitais. No caso de Paula Fernandes, o público vinha pedindo justamente o resgate dessas gravações antigas — e foi atendido. É um passo importante para revelar uma fase de sua carreira que permaneceu durante décadas praticamente desconhecida.

Afinal, para grande parte do público, a trajetória anterior de Paula Fernandes só começou a ganhar visibilidade nacional com “Dust in the Wind”, versão de inspiração celta incluída na trilha da novela Páginas da Vida.

E há ainda uma curiosidade: o público poderá ouvir uma primeira versão de “Não Precisa”, canção que seria registrada oficialmente ao vivo em 2011, e perceber como a Paula Fernandes daquela fase apresentava uma interpretação bastante próxima da estética vocal de Sandy, cantora que ela própria já apontou como uma de suas referências. A semelhança, especialmente em alguns momentos da interpretação, chama bastante a atenção.

Como forma de comemorar esses lançamentos e considerando a quantidade de faixas disponibilizadas, compilei em um 2 em 1 os dois trabalhos que compreendem a fase adolescente de Paula Fernandes: “Voarei”, lançado em 1995, quando tinha 11 anos, e “Quem É o Cara?”, gravado aos 17 anos e do qual se conhecem registros lançados em 2001. A proposta é reunir dois momentos distintos dessa fase inicial e acompanhar também seu amadurecimento vocal durante a adolescência, especialmente no segundo trabalho, em que sua interpretação já se aproxima muito mais do registro que marcaria sua carreira adulta.

Nas faixas que ficaram de fora da remasterização disponibilizada pela Universal Music, realizei um trabalho de recuperação tonal a partir dos arquivos de uma edição que circulou de forma não oficial em 2024, ainda sob o pseudônimo Ana Rayo e, ao que consta, sem a participação ou ciência da cantora. O tratamento permitiu recuperar essas gravações e reuni-las às demais faixas neste projeto, preservando da melhor forma possível as características do material disponível.

Faixas:
01. Voarei
02. Peão de Boiadeiro
03. Você Me Faz Bem
04. O Boxeador (The Boxer)
05. Amar, Te Amar e Te Amar
06. Sanfona Chora
07. A Voz do Silêncio
08. Me Leva Contigo
09. Sonho Sem Fim
10. Tô Saindo Fora
11. Quem É o Cara?
12. Fotografia
13. Feito Dois Anjos
14. Baby
15. Não Precisa
16. Miragem
17. Será Que É Paixão
18. Depois de Amar
19. Me Telefona

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

TransRemix (1986)

 

TransRemix vai além de uma mera coletânea de sucessos do pop rock nacional dos anos 1980 ao reunir versões especiais de seu repertório, em sua maioria remixadas pelo DJ Iraí Campos. As exceções são "Nós Vamos Invadir Sua Praia" de Ultraje A Rigor, remixada por Pena Schmidt, e "Seu Olhar", apresentada em registro ao vivo extraído do show 20 Anos, de Gilberto Gil.

O projeto foi lançado pela WEA nos formatos LP e K7, com repertório preparado pela Equipe Transamérica de Produções. O projeto gráfico ficou a cargo da Estúdios Unidos, com criação de Flávio G. Ferreirao LP teve sua fabricação e distribuição realizadas pela RCA, sob encomenda da gravadora.

Mais do que reunir músicas conhecidas da programação da época, TransRemix registra uma proposta particular da Rádio Transamérica ao apresentar parte desse repertório em versões especialmente remixadas, transformando a coletânea em um registro da relação entre o rádio, os DJs e a produção musical brasileira daquele período. Parte dessas versões chegou posteriormente ao formato digital por meio da série e-Collection de cada artista, porém com qualidade de áudio aquém do esperado. Nesse contexto, a remasterização direta do LP busca recuperar, com maior fidelidade, a sonoridade original dessas versões.

Faixas:
01. Zoraide - Ultraje A Rigor
02. Lágrimas e Chuva - Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens
03. Núcleo Base - Ira!
04. Seu Olhar (Ao Vivo) - Gilberto Gil
05. Os Outros (Versão Longa) - Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens
06. Televisão - Titãs
07. Brigas (Meu Benzinho) - Lulu Santos
08. Nós Vamos Invadir Sua Praia - Ultraje A Rigor

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

domingo, 23 de agosto de 2026

José Augusto - José Augusto (1986)

José Augusto, lançado em 1986, é o 13º álbum da carreira do cantor e marcou sua estreia pela RCA Victor, com edições em LP e K7. O disco teve produção executiva de Miguel Plopschi e Michael Sullivan e contou com arranjos e regências de Lincoln Olivetti.

Do álbum saíram sucessos como “Fantasias”, posteriormente regravada por Leonardo em 2003, e a balada “Quero Dormir Cansado”, versão de Márcio Antonucci para “Quiero Dormir Cansado”, composição de Manuel Alejandro e Ana Magdalena que havia alcançado sucesso na voz de Emmanuel no início da década de 1980.

Outro destaque é “De Repente o Amor”, versão em português de “De Repente El Amor”, de Albert Hammond e Anahi van Zandweghe. A composição original foi gravada por Lani Hall, esposa de Herb Alpert, em dueto com Roberto Carlos. No Brasil, a canção ganhou versões de José Augusto e de Jane & Herondy, esta incluída no álbum Todas as Formas de Amor. As duas gravações chegaram ao mercado praticamente no mesmo período, criando uma situação incomum: a RCA, gravadora de José Augusto, também realizava a prensagem dos discos da 3M, responsável pelo lançamento de Jane & Herondy. A coincidência acabou interferindo na estratégia de divulgação das duas versões.

Entre as demais faixas estão “Deus, o Que Fazer?”, com participação especial de Sérgio Reis; “Estela”, de Joe e Tavinho Paes; e “Linda Estrela”, uma das quatro composições de Maurício Duboc e Carlos Colla presentes no álbum.

Apenas “Fantasias”, “Deus, o Que Fazer?”, “Relógio” e “O Que Você Quiser” chegaram a ser disponibilizadas em formato digital, permanecendo grande parte do repertório do álbum fora das plataformas. Considerando que a master integral do disco nunca foi revisitada e preparada para lançamento digital, este trabalho buscou recuperar o álbum em sua totalidade, utilizando uma agulha elíptica Ortofon Concorde Club e preservando ao máximo as características da gravação original. Para esta postagem, também restaurei as imagens da capa e contracapa do LP com o OpenAI.

Na minha opinião, este é um dos trabalhos mais bonitos de José Augusto, por reunir um repertório predominantemente formado por canções não autorais, evidenciando sua qualidade como intérprete para além de sua reconhecida trajetória como compositor.

Faixas:
01. Fantasias (José Augusto / Paulo Sérgio Valle) 
02. O que Você Quiser (Ed Wilson / Carlos Colla) 
03. Me Dá (Maurício Duboc / Carlos Colla) 
04. Linda Estrela (Maurício Duboc / Carlos Colla)
05. Quero Dormir Cansando (Manuel Alejandro / Ana Magdalena - Versão: Márcio Antonucci)
06. Estela (Joe / Tavinho Paes)
07. De Repente o Amor (Albert Hammond Jr. / Anahi van Zandweghe - Versão: José Augusto)
08. Doce Tentação (Maurício Duboc / Carlos Colla) 
09. Relógio (Prêntice / Paulo César Barros)
10. Deixa Acontecer (Michael Sullivan / Paulo Massadas)
11. Deus, o que Fazer? (part. esp. Sérgio Reis) (José Augusto)
12. Perdoa (Maurício Duboc / Carlos Colla)

Para baixar o album em FLAC, clique AQUI.

Patrícia Marx - Patrícia (1988)

“Patrícia” é o segundo álbum solo de Patrícia Marx, na época ainda creditada apenas como Patrícia, lançado em 1988 pela RCA/BMG Ariola. O disco dá continuidade à transição iniciada em Paty (1987), afastando gradualmente a cantora do universo infantil do Trem da Alegria e direcionando seu repertório para o público adolescente.

O álbum repetiu o bom desempenho comercial do trabalho anterior, alcançando mais de 250 mil cópias vendidas no Brasil e rendendo à cantora mais um Disco de Platina.

A produção executiva ficou a cargo de Michael Sullivan e Paulo Massadas, dupla que já acompanhava Patrícia desde os tempos do Trem da Alegria. Musicalmente, o disco contou ainda com arranjos e regências de Roupa Nova, Sérgio Sá e Lincoln Olivetti, nomes bastante presentes na produção fonográfica brasileira daquele período.

Entre as músicas de maior destaque está “Amor É Sempre Amor (As Time Goes By)”, versão em português de As Time Goes By, canção eternizada pelo filme Casablanca, que integrou a trilha sonora da novela Vida Nova, da Rede Globo. O repertório também traz “Pra Quê Se Complicar? (Let's Wait a While)”, versão brasileira do sucesso de Janet Jackson, cuja gravação original havia feito parte da trilha internacional da novela Brega & Chique.

“Certo ou Errado” e “Doçura” também se destacaram no repertório. Esta última chama atenção pela sonoridade bastante identificada com o pop adolescente internacional da segunda metade dos anos 1980, remetendo ao universo musical que naquele período projetava artistas como Debbie Gibson, Tiffany e Madonna.

Embora o álbum também esteja disponível nas plataformas digitais em uma edição disponibilizada pela própria cantora, que não é proveniente da master oficial da RCA, esta versão foi remasterizada a partir do LP original, com uso de agulha elíptica Ortofon Concorde Club e tratamento de ruído com MVSep DeNoise, preservando ao máximo as características da gravação original. Para esta postagem, também restaurei as imagens da capa e contracapa do LP com o OpenAI.

Faixas:
01. Certo ou Errado (Paulo Massadas, Michael Sullivan)
02. Quando Estou com Você (Paulo Sérgio Valle, José Augusto)
03. Doçura (Mauro Motta, Cláudia Olivetti, Lincoln Olivetti, Robson Jorge)
04. Cedo Demais (Chico Roque, Ed Wilson, Carlos Colla)
05. Não Quero Perder (Ulisses Tavares, Sérgio Sá)
06. Amor É Sempre Amor (As Time Goes By) (Herman Hupfeld; Versão: Sérgio Sá)
07. É Tempo de Amar (Paulo Massadas, Michael Sullivan)
08. Pra Quê Se Complicar (Let´s Wait a While) (Janet Jackson, J. Harris III, T. Lewis, M. Andrews; Versão: Sérgio Sá)
09. Desejo Secreto (Paulo Massadas, Michael Sullivan)
10. Meu Diário (Paulo Massadas, Michael Sullivan)
11. Todos os Sentidos (Mazinho Turle, Dilson Gunani)
12. Labirinto de Sonhos (Sérgio Sá)

Para baixar o album em FLAC, clique AQUI.

Patrícia Marx - Paty (1987)


"Paty" é o primeiro álbum solo de Patrícia Marx, lançado em 1987 justamente no período de transição entre sua participação no Trem da Alegria e o início da carreira individual. Produzido em meio a essa mudança, o LP ainda guarda algumas ligações bastante evidentes com o repertório do grupo.

Uma delas é a presença de “Abra a Boca e Feche os Olhos”, reaproveitada do terceiro álbum do Trem da Alegria, também lançado em 1987. Outra curiosidade é “Sonho Adolescente”, que utiliza a mesma melodia de “Meu Pequeno Tommy”, faixa do primeiro álbum do Trem da Alegria, mas com uma nova letra escrita por Michael Sullivan e Paulo Massadas. A comparação entre as duas gravações é curiosa, especialmente porque Patrícia interpreta ambas: enquanto a primeira pertence claramente ao universo infantil do grupo, “Sonho Adolescente” reposiciona a mesma melodia em uma temática já voltada à adolescência, acompanhando a própria transição artística da cantora.

O álbum tem como principal destaque “Festa do Amor”, que ganhou grande projeção ao integrar a trilha sonora da novela Bambolê, aproveitando justamente a ambientação inspirada nos anos 1960 da produção. O repertório também trouxe “Te Cuida Meu Bem” e “To Be Or Not To Be” entre as músicas de maior destaque. Todas as canções são assinadas por Michael Sullivan e Paulo Massadas, com exceção de “Vivo Sonhando”, composição de Antonio Carlos Jobim.

Embora o álbum tenha chegado às plataformas digitais na segunda quinzena de janeiro de 2025, em uma edição disponibilizada pela própria cantora e que não é proveniente da master oficial da RCA, optei por realizar uma nova remasterização integralmente a partir do LP original de Patrícia. A captura foi feita com agulha elíptica Ortofon Concorde Club, preservando ao máximo as características da gravação original. A única exceção é “Vivo Sonhando”, extraída do CD “As Melhores da Patrícia”, lançado pela BMG Ariola em 1991. Ao final, todas as faixas passaram por um processo de limpeza de ruído residual com o MVSep DeNoiseA capa e a contracapa do LP também foram restauradas com o OpenAI para esta postagem.

Faixas: 
01. To Be Or Not To Be
02. Quem Me Dera...
03. Coração na Mão
04. Vivo Sonhando
05. Festa do Amor (tema da novela Bambolê)
06. Te Cuida Meu Bem
07. Raio de Luar
08. Sonho Adolescente
09. Abra a Boca e Feche os Olhos

Para baixar o arquivo em FLAC, clique AQUI.