sexta-feira, 17 de julho de 2026

Grupo Cantamor - Roberto Carlos Com Amor (1980)

O Grupo Cantamor foi um quinteto vocal brasileiro formado na década de 1980, criado exclusivamente para gravar projetos da gravadora Som Livre. O conjunto era formado por Jane Duboc, Sonia Burnier (também conhecida como Sonia Bonfá), Edgardo, Jaime Luiz e Raymundo Bittencourt.

Seu repertório privilegiava releituras de grandes sucessos românticos da MPB, conduzidas por harmonias vocais elaboradas e arranjos refinados, características que fizeram dos álbuns uma opção voltada ao público apaixonado da época.

Apesar de sua breve trajetória, o Cantamor esteve longe de ser um grupo formado ao acaso. Três de seus integrantes já haviam compartilhado experiências profissionais antes mesmo da criação do projeto, enquanto os demais também possuíam carreiras consolidadas na música brasileira, reunindo diferentes vivências em estúdio e nos palcos.

Jane Duboc iniciou sua carreira em 1971 no duo Fein, ao lado de Gay Vaquer, seu primeiro marido. Em 1974, passou a integrar a banda de rock progressivo Bacamarte. Após sua participação no Cantamor, consolidou uma bem-sucedida carreira solo, gravando discos pela Continental que emplacou canções nas rádios e em trilhas de novelas da TV Globo.

Sonia Burnier integrou, nos anos 1970, a banda Aquarius, que teve uma canção incluída na trilha sonora internacional da novela O Casarão. Também fez parte de Ronnie e a Central do Brasil, grupo liderado por Ronald Mesquita, atuando como vocalista de apoio. Como cantora solo, interpretou os temas de abertura das novelas Te Contei? e Duas Vidas. Na década de 1980, passou a integrar a banda Sempre Livre sob o nome artístico de Sonia Bonfá.

Raymundo Bittencourt desenvolveu carreira como cantor, compositor, produtor, maestro e arranjador, assinando trabalhos para Antonio Carlos & Jocafi, Maria Creuza, Agepê, Silvio César, João Bosco, Quarteto em Cy e Burnier & Cartier. Também foi responsável por produções e arranjos da banda Aquarius e de Ronnie e a Central do Brasil, grupos dos quais Sonia Burnier fez parte, estabelecendo uma parceria profissional entre ambos antes da criação do Cantamor.

Jaime Luiz também possuía ampla experiência como músico de estúdio, realizando trabalhos de vocal de apoio e instrumentação para artistas como Jorge Ben Jor, Luiz Gonzaga e Ruy Maurity. Assim como Sonia Burnier, integrou Ronnie e a Central do Brasil, reforçando outra ligação profissional que antecedia a formação do Cantamor.

Quanto a Edgardo, as fontes consultadas foram escassas, não sendo possível identificar com segurança sua atuação artística fora do Cantamor. Ainda assim, sua participação no quinteto integra um projeto que reuniu músicos experientes e com reconhecida atuação no mercado fonográfico brasileiro.

Ao todo, o Cantamor realizou dois lançamentos: Roberto Carlos Com Amor e Amor Canto Primeiro Vol. 2. Ambos tiveram produção executiva, direção e arranjos vocais de Raymundo Bittencourt que, além de integrar o quinteto, foi o principal responsável pela concepção musical dos discos. A breve discografia do grupo evidencia o cuidado da Som Livre em reunir intérpretes tecnicamente preparados e profissionalmente conectados para um projeto que privilegiava a qualidade dos arranjos vocais e das interpretações.

O projeto Roberto Carlos Com Amor foi gravado em 24 canais nos Estúdios Sigla, no Rio de Janeiro, com direção de produção de Guto Graça Melo, criação da produção de Ramalho Neto, direção de estúdio, arranjos e regência de Marcos de Castro, arranjos de metais de Alberto Arantes e engenharia de gravação e mixagem de Carlos Eduardo de Andrade.

Faixas:
01. Um Jeito Estúpido de Te Amar / Vou Ficar Nú pra Chamar Sua Atenção
02. Café da Manhã / Falando Sério
03. Detalhes / Outra Vez
04. Pra Você / De Tanto Amor
05. Eu Disse Adeus / Se Você Pensa
06. Seu Corpo / Tente Esquecer
07. Olha / Como Vai Você
08. O Portão / Existe Algo Errado
09. Debaixo Dos Caracóis Dos Seus Cabelos / Abandono
10. O Show Já Terminou / Proposta

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.

6 comentários:

  1. muito bom! adorei! me faz lembrar aqueles grupos que usavam nomes diferentes, mas, diziam que se tratava de músicos e cantores conhecidos, como os super quentes, que diziam ser trio esperança e gowlden boys, e também, os carbonos, que faziam naquela época covers de sucessos, a banda som bateal, orquestra brasileira de espetáculo, e outros, nos faz lembrar desses grupos, que faziam covers, e que era uma coisa bem interessante, pois, era inédito naquela época, fazer esse tipo de coisa. os artistas, que queriam um lugar ao sol, se dispunham a cantar o que as gravadoras propunham, e muitas vezes, esses grupos de estúdio gravavam o que as gravadoras mandavam, e muita coisa, como o cantamor ficava bom, não sei se foi o caso deste grupo, gravar o que lhes eram imposto. mas, é um disco para se ouvir com carinho, parabéns meu amigo denis, e mais uma vez, melhoras aí, forsa na peruca rapaz.

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    1. O projeto Cantamor leva um repertório de 20 canções interpretada por Roberto Carlos, que inclui composições de canções suas com Erasmo e as de outros compositores que ele gravou.
      As músicas são divididas em 10 pot-pourris de 2 canções cada, em arranjos que ume bolero e bossa nova. É bastante interessante!
      Eu acho que você elogiou mas não havia ouvido Escute e depois fale o que achou!

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  2. acabei de ouvir aqui, esse eu fiz questão, de ouvir todas as faixas, gostei muito, fantástico! nossa, antes de ouvir, já sabia que ia gostar, eu curto muito esses grupos que gravam esses clássicos de forma tão diferente do que o cantor original gravou. fica diferente e bonito. e como você falou, 20 canções que foram gravadas por roberto carlos, algumas gravadas pelo erasmo também, muito bom mesmo!

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  3. correção: o primeiro marido da Jane Duboc é Jay Vaquer, e pai do também cantor e compositor que também se chama Jay Vaquer, da música "Longe Aqui"

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    1. Para esclarecer em definitivo: o nome do primeiro marido da Jane Duboc é Gay Vaquer (apelido de seu nome de registro americano, Gaylord Thomas Vaquer).
      Ele é um guitarrista norte-americano que construiu carreira no Brasil nos anos 1970 (conhecido também por tocar nos discos históricos de Raul Seixas). O grande registro da parceria musical dele com Jane Duboc é o cultuado LP solo de Gay, The Morning of The Musicians (RCA Victor, 1973), onde ela grava os vocais principais. A assinatura em todas as fichas técnicas e créditos de lançamento é estritamente Gay Vaquer.
      O que ocorre é apenas uma confusão fonética: em inglês, a pronúncia de 'Gay' soa como 'Gêi'. Por causa dessa sonoridade, no cotidiano brasileiro as pessoas o chamavam informalmente de 'Jay'. Sabendo disso, o casal decidiu registrar o filho diretamente com a grafia Jay Vaquer (com J), homenageando o som do apelido do pai. Portanto, as fichas técnicas e a história da nossa música confirmam: o pai é Gay Vaquer e o filho é Jay Vaquer.

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    2. Aliás eu já notei um movimento participativo seu. Você parece irritar-se com a pesquisa dos outros e faz questão de inferir com dados nos comentários, mesmo que eles não sejam factuajs. Eu não sei porque você tem essa necessidade, mas noto que não é só no meu blog.

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