"Mama Africa" é uma coletânea da Som Livre lançada em 1989 nos formatos LP e K7, com seleção de repertório de Dom Pepe e Sérgio Motta, e edição de Ieddo Gouvea. A coordenação gráfica do projeto é de Marciso "Pena" Carvalho, com logo de Jair de Souza, foto de Paulo Rubens e lettering (desenho de letras à mão) de Ana Paula Guinle.
Dom Pepe foi um discotecário lendário, na ativa desde a década de 70 até sua morte em 2014, e mantinha uma sociedade com o jornalista Nelson Motta. Juntos, abriram no Shopping da Gávea o The Frenetic Dancin' Days Discotèque, que importava o estilo da Studio 54 de Nova York para o Rio de Janeiro. Nos anos 80, fundaram na Urca o Noites Cariocas, palco fundamental que pavimentou o caminho do rock brasileiro para as discotecas. No final daquela década, fundaram a boate Mama Africa.
Mas o que era a Mama África? Era uma versão mais acessível às massas do que era o African Bar, fundado em 1987 no Leblon. Em um projeto audacioso, o DJ Dom Pepe misturava o samba-reggae da Bahia (no estilo de Olodum e Banda Reflexu's) a diversos gêneros da música negra de matriz africana, contando com percussionistas que tocavam ao vivo enquanto ele operava os toca-discos. Estes gênero incluiam funk, soul, reggae, zoulk francófono, soca music, calipso, entre outros. A coletânea é um apanhado fiel da sonoridade que definia essa icônica boate da Urca. Se você prestar atenção nas músicas deste álbum e imaginar a atmosfera que o saudoso Dom Pepe criava, certamente se transportará para o ambiente extasiante de uma época que não volta mais.

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