sábado, 28 de fevereiro de 2026

Big Hour Antena 1 Vol. 4 (2016 / 2026)



O Big Hour Antena 1 Vol. 4 apareceu em 2016, sem muita inspiração pra procurar outra cidade, acabei recorrendo a cidade de Salvador/BA. Na capa, o registro da Orla da Praia da Barra, pertencente à Baía de Todos-os-Santos. A foto foi registrada sob o ponto de vista da Avenida Oceânica, logo no início da subida (ou descida, dependendo do sentido) em direção ao Farol. Na contracapa, está o Mercado Modelo, do ponto de vista do Elevador Lacerda. Quanto mais vejo esta imagem, mais sinto vontade de pisar nesta linda cidade!

Bom contém um desfile de músicas deliciosas, que relaxam e revigoram qualquer mente cansada. Várias das faixas passaram pelo processo de MvSep Matchering para descompressão sonora e aumento do alcance dinâmico. Mais algumas observações que faço: 

  • A versão de "How Do I Live" aqui é a do single, diferente da versão da trilha do filme Con-Air presente na coletânea Songbook A Collection of Hits da cantora Trisha Yearwood, lançado em 1997 pela MCA.
  • A canção "Love Letters" do cantor Ali, presente no album Crucial, lançado em 1998 pela Polydor, não consta até hoje em plataformas digitais, sendo necessário garimpar ela em Peer-to-Peer.

  • Até hoje o album California lançado pelo duo Wilson Phillips em 2004 de forma independente pela Bedrock II com distribuição em CD pela Columbia, não está disponível nas plataformas digitais. A canção escolhida para homenagear o Fleetwood Mac "Go Your Own Way" começou a ser tocada pela Antena 1 assim que o álbum foi lançado. Consegui a faixa pelos peer-to-peer da vida em CD rip.

  • O cantor Richard Marx disponibilizou uma versão Adult Contemporary Mix de "Chains Around My Heart" que resolve a questão da parte mais baixinha da canção antes da explosão do refrão, o que gerava uma performance de radiodifusão incômoda que motivava radialistas a não tocar ela. Ela tem um preenchimento sintético desde o início da música, junto com o violão. Além de ser uma versão esteticamente bonita!
  • A versão original de "Hard Woman" foi produzida por Mick Jagger e Nile Rogers. Entretanto aquela versão presente no single 7 polegadas, lançada em 1985 se trata de uma versão especial produzida por Rick Chertoff e William Wittman. Ela foi incluída no Lado B do Single 12 polegadas e foi redescoberta pela Antena 1, que substituiu a versão original a partir da década de 2000, alugando um triplex na nossa cabeça! A versão inclusive foi lançada no CD "The Best of Mick Jagger", mas o melhor registro ainda é o disco de vinil, que encontrei, limpei da melhor forma possível e disponibilizei nesta coletânea. 

  • As gravações de "Dreamin"" da banda Liverpool Express, "Mr. Robinson" do duo norte-americano Simon & Garfunkel, "Mrs. Cold" do duo norueguês Kings of Convenience e "Fallen Angel" da cantora britânica Gabrielle passaram por uma modernização sonora e limpeza do ruído excessivo com MVSep DeNoise, deixando o resultado mais coeso no repertório. 

Faixas: 
01. Search for the Hero - M. People
02. Last Year - Lucie Silvas
03. This Old Heart of Mine - Rod Stewart feat. Ronald Isley
04. How Do I Live - Trisha Yearwood
05. Dreamin' - Liverpool Express
06. Love Letters - Ali
07. Go Your Own Way - Wilson Phillips
08. Mrs. Robinson - Simon & Garfunkel
09. Mrs. Cold - Kings Of Convenience
10. I Always Was Your Girl - Everything But The Girl
11. What Else Is There - Royksopp
12. Innerst I Sjelen - Sissel
13. Separate Ways - Gary Moore
14. Chains Around My Heart (AC Mix) - Richard Marx
15. The Last Unicorn - In-Mood feat. Juliette
16. Baby You Belong - Faith Hill
17. The Most Beautiful Girl in the World (Single Edit) - Prince
18. Hard Woman (7'' Single Version) - Mick Jagger
19. Fallen Angel - Gabrielle

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Big Hour Antena 1 Vol. 3 (2014 / 2026)

 

O Big Hour Vol. 3 segue a mesma premissa dos volumes anteriores, destacando as músicas que tocam na grande hora da Antena 1, enquanto as pessoas estão no volante, saindo do trabalho, na hora do rush. Destaquei o por-do-sol do lindo Elevador Lacerda e a vista de cima para o Mercado Modelo, de Salvador/BA.  

A seleção é um desfile de canções charmosas que trazem a sofisticação e verve relaxante que o trânsito engarrafado precisa para manter a cabeça relaxada e conectada com a música!

Para a publicação no meu blog, algumas faixas passaram pelo processo de restauração de alcance dinâmico pelo método Matchering. Os grandes clássicos podem ser conferidos em uma qualidade de som imersiva!

Faixas:
01. Breeze On By - Donny Osmond
02. Beautiful Day - Hardage feat. Jocelyn Brown
03. Take Some Time - Joy Salinas
04. Don't Let Me Be Misunderstood - Robben Ford & The Blue Line
05. Really Wanna Know You - Gary Wright
06. You're In Love - Wilson Phillips
07. Virginia Moon - Foo Fighters feat. Norah Jones
08. Fools - Diane Birch
09. Why [12'' Edited] - Carly Siimon
10. Could It Be I'm Falling In Love - David Grant & Jaki Graham
11. I Saw The Light [Bossa Version] - Todd Rundgren
12. Nothing To Lose - Des'ree
13. Way To Mandalay [Edited] - Blackmore's Night
14. Falling In Love - Randy Newman
15. Count The Blessings - Ashford & Simpson
16. I.G.Y. - Donald Fagen
17. Is There Anybody Here But Me - Laura Branigan
18. Hero - David Crosby feat. Phil Collins

Para baixar a coletânea em FLAC, clique AQUI.

Big Hour Antena 1 Vol. 2 (2014 / 2026)

A proposta do Big Hour Vol. 2 já foi sair da esfera dos covers e pincelar os clássicos em novas roupagens no decorrer do repertório. E neste volume, a cidade que escolhi para representar o pôr-do-sol da grande hora foi Curitiba, capital do ParanáVerdade seja dita: o Jardim Botânico aceso à noite é um dos cartões-postais mais deslumbrantes desta metrópole.

Destaques Exclusivos

Vamos destacar alguns sons daqui que estão fora das plataformas digitais:

  • The Look of Love (Cláudio Gouldman & Cláudia Gomes)

  • It's Too Late (James Morrison)

  • All Good Things (Versão Inglês/Italiano) (Nelly Furtado feat. Zero Assoluto)

  • Riviera Life / Vivere (Caro Emerald feat. Giuliano Palma)

  • Get Lucky - Ao Vivo no Grammy Awards (Daft Punk feat. Stevie Wonder)

Alguns arquivos passaram pelo procedimento de matchering, para restauração de equalização e volume. Venha celebrar o melhor da música com essa seleção deliciosa!

Faixas:
01. You're Not Alone - Mads Landger
02. Another Day [Single Remix] - Buckshot Lefonque
03. I Want It All - Karmin
04. Rather Be - Clean Bandit feat. Jess Glynne
05. The Look Of Love - Cláudio Gouldman & Cláudia Gomes
06. Miles Away - Basia
07. It's Too Late - James Morrison
08. You Belong To Me - Chaka Khan & Michael McDonald
09. Why Aren't You In Love With Me? - Banderas
10. All Good Things - Nelly Furtado feat. Zero Assoluto
11. She's So Beautiful - Cliff Richard feat. Stevie Wonder
12. If I Hadn't God You - Lisa Stansfield
13. Out Of Goodbyes - Maroon 5 feat. Lady Antebellum
14. Seven Wonders - Fleetwood Mac
15. Riviera Life (Vivere) - Caro Emerald feat. Giuliano Palma
16. Moment Of Peace - Gregorian feat. Sarah Brightman
17. Back In The High Life Again - Steve Winwood
18. Get Lucky [Live] - Daft Punk feat. Stevie Wonder

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

Big Hour Antena 1 Vol. 1 (2014 / 2026)



Big Hour é uma das marcas registradas da programação da Rádio Antena 1 FM, durante o horário do rush. Vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 18h, com curadoria musical de alto nível. Em 2014 criei uma coletânea combinando grandes sucessos com releituras inusitadas.

A regra gráfica do projeto é clara: imagens de metrópoles brasileiras em fim de tarde, início do horário de rush. A cidade escolhida para o Vol. 1 é São Paulo, onde a Antena 1 começou suas atividades há 50 anos. 

Algumas faixas selecionadas estão fora das plataformas digitais: é o caso de Firework (Chris Sligh), "Upside Down (Valentina Parisse) e "On The Radio" (Hypnogaja), disponíveis em apenas no iTunes norte-americano e algumas plataformas locais, bem como "No Woman No Cry" (Ella Mental), disponível só em CD.

Faixas: 
01. Firework - Chris Sligh 
      (original: Katy Perry)
02. Upside Down - Parisse 
      (original: Diana Ross)
03. Walking On Sunshine - DEA 
      (original: Katrina & The Waves)
04. No Woman, No Cry - Ella Mental 
      (original: Bob Marley)
05. How Sweet It Is (To Be Loved By You) - Donna Gardier 
      (original: James Taylor)
06. The Captain Of Her Heart - Kurt Maloo vs. Double 
      (original: Double)
07. Tainted Love- Imelda May 
      (original: Gloria Jones)
08. Don't Get Me Wrong - Sam Lardner 
      (original: The Pretenders)
09. Take On Me - Graziela Schazad 
      (original: a-ha)
10. I'll Have To Say I Love You In A Song - Jay Durias 
      (original: Jim Croce)
11. Inside And Out - Feist 
      (original: Bee Gees)
12. Wanna Be Where You Are - Carleen Anderson & Paul Weller 
      (original: Jackson 5)
13. If I Ain't Got You [Live] - Maroon 5 
      (original: Alicia Keys)
14. Breakout - M.Y.M.P. 
      (original: Swing Out Sister)
15. All Night Long [Live] - Jason Mraz 
      (original: Lionel Richie)
16. Tarzan Boy - Ely Bruna 
      (original: Baltimora)
17. The Rhythm Of The Night - Acoustik Undo 
      (original: Corona)
18. On The Radio - Hypnogaja 
      (original: Donna Summer)

Para baixar a coletânea em FLAC, clique AQUI.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Biquini Cavadão - Múmias (Remix) (1986)

Relíquia de 1986 na área! Você sabia que a versão remix de "Múmias", do Biquini Cavadão, foi assinada por ninguém menos que o mestre DJ Memê?

Esse LP promocional da PolyGram é um registro histórico do auge do rock brasileiro. Enquanto a versão original (junto com clássicos como Timidez e Inseguro de Vida) brilhava no álbum Cidades em Torrente, esse remix trouxe uma pegada única para as pistas da época.

Diferencial técnico: O single foi remasterizado em julho de 2025 com a icônica agulha Shure M44G, garantindo aquele grave encorpado e a fidelidade que só o vinil proporciona. Em fevereiro de 2026, o áudio foi lapidado como uma joia, passando por um processo de limpeza e redução de ruídos no MVSep DeNoise.

Um material imperdível para colecionadores e fãs da New Wave brazuca!

A publicação contou com apoio cultural do Charles Portilho da loja 019 Discos de Nova Odessa/SP. Para comprar seu LP virtualmente, clique AQUI.

Faixas: 
01. Múmias (Remix por DJ Marcelo ''Memê'' Mansur))
02. Timidez
03. Inseguro de Vida

Para baixar este disco em FLAC, clique AQUI.

#BiquiniCavadão #RockNacional #Anos80 #Vinil #DJMemê #Remaster #Múmias

Os Sucessos de "O Povo na TV" (1982)

Lançado em meio ao sucesso do programa televisivo, o LP Os Sucessos de "O Povo na TV" traz a marca da Copacabana Discos ao capturar a popularidade e o impacto do formato criado por Wilton Franco. Exibido entre 1980 e 1984 na TVS (atual SBT), O Povo na TV misturava escândalos, defesa do consumidor, confrontos ao vivo e fofocas do mundo artístico — tudo embalado por uma audiência crescente que chegou a ameaçar a liderança da Rede Globo. O programa foi ao ar em rede nacional a partir de 19 de agosto de 1981, data de fundação do SBT, com um elenco de apresentadores que incluía Wagner Montes, Christina Rocha, Mara Maravilha, Sérgio Mallandro (em sua estreia na TV) e Roberto Jefferson — sim, aquele do Mensalão.

E pensar que tudo isso virou disco… e dos bons! Porque verdade seja dita: esse aqui atropela o Disco do Povo com um Fuscão Preto emprestado Almir Rogério, com Nahim comandando um Tacka-Tacka e sua uma Bonequinha Linda no banco do carona.

O repertório surpreende: Canção da Fraternidade, de Dom & Ravel, encerra o LP como um verdadeiro hino de união e esperança. Antes dela, Luiz Carlos Clay entrega Canção da Paz, uma oração em forma de música. Silvio Brito surge com uma faixa quase inspirada no próprio caos do programa — Do Jeito Que o Diabo Gosta fala sobre violência, desigualdade e os dilemas humanos com sua típica doçura crítica. Ovelha aparece em sua entrega dramática total, declarando em Te Amo que “sem você não viverei!”. Wagner Montes, além de apresentador, mostra que também podia ser cantor romântico — e dos bons, entregando a memorável Me Use, Abuse com seu verso bem cômico:

"Me use, abuse e lambuse,
meu sangue é todo pra dar,
faça de mim o seu gato e sapato,
eu sei que você vai gostar."

Diana, injustamente colocada na prateleira do popular, brilha numa deliciosa balada rock, enquanto Gretchen geme e encanta no frenético Mambo Mambo Mambo. Já Tony Damito entrega a mesma sonoridade que o consagrou, sem sair da zona de conforto. Marcos Roberto é revisitado em clima de guarânia sertaneja em A Partida, e Ângelo Máximo canta uma verdadeira moda rancheira em Bonequinha Linda.

É disco popular, sim — mas com memórias, intenções e detalhes que o tempo só fez valorizar.

O LP remasterizado com agulha Shure M44G em julho de 2025. Mas em fevereiro de 2026, decidi mexer de novo nos arquivos e aplicar uma camada de MVSep DeNoise sobre as faixas e reduzir o ruído do LP característico, sem abrir mão da qualidade do áudio original.

contou com apoio cultural da Loja 019 Discos. Quem quiser fazer sua compra, o site da loja está AQUI. A loja física fica na Rua Rio Branco, Rodoviária de Nova Odessa.

Faixas: 
01. Melô do ''Tacka-Tacka'' - Nahim
02. Mambo, Mambo, Mambo - Gretchen
03. A Partida - Marcos Roberto
04. Do Jeito que o Diabo Gosta - Sílvio Brito
05. Bonequinha Linda - Ângelo Máximo
06. Fuscão Preto - Almir Rogério
07. Me Use, Abuse - Wagner Montes
08. Te Amo... Que Mais Posso Dizer - Ovelha
09. Saudade Tão Fora de Hora - Diana
10. Volte pra Mim Meu Bem - Tony Damito
11. Canção da Paz - Luiz Carlos Clay
12. Canção da Fraternidade - Dom & Ravel

Para baixar essa coletânea em FLAC, clique AQUI.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Plebe Rude - Mais Raiva do que Medo (1993)

O álbum Mais Raiva Do Que Medo, quarto registro de estúdio do Plebe Rude, consolida a maturidade técnica e a integridade ideológica da banda brasiliense em um cenário de transição para o rock nacional. Gravado e mixado no emblemático estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro, o trabalho apresenta uma sonoridade mais densa e direta, distanciando-se das texturas do pós-punk oitentista em favor de um rock de guitarras robusto e visceral. Sob a produção, gravação e mixagem de Paulo Junqueiro, o disco captura a essência crua do grupo, unindo o discurso social contundente a uma execução técnica de alto nível.

Neste trabalho, o Plebe Rude apresenta-se como um duo, centrado na força criativa de Philippe Seabra (Voz, Guitarras, Violão e Teclados) e André X (Baixo e Backing Vocals). Essa configuração permitiu uma dinâmica de estúdio flexível, contando com a precisão rítmica de dois bateristas convidados: Kadú Menezes, que gravou as faixas 01, 02, 03, 04, 10 e 11, e Marcio Romano, responsável pelas faixas A4, 06, 07, 08 e 09. A viabilização do projeto contou com a produção executiva de Connie Lopes e Felippe Lierena, além da masterização de José São Paulo.

Um dos grandes diferenciais deste registro é a colaboração de músicos fundamentais da cena de Brasília, evidenciando o respeito mútuo entre as bandas da capital. A faixa Pressão Social promove um encontro histórico ao reunir os backing vocals de Renato Russo e as guitarras de Dado Villa-Lobos, da Legião Urbana. Outro momento de destaque é Mundo Real, versão autorizada de London Calling do The Clash, que ganha o reforço da guitarra de Fernando Magalhães, da percussão de Peninha e de um coro formado por músicos e colaboradores próximos à banda.

Lançado originalmente em 1993 pelo selo Natasha Produções, o álbum apresenta variações industriais que marcam sua época: o LP foi prensado pela Fonobrás (distribuição EMI-Odeon) e o CD fabricado pela VAT - Video Audio Tape do Amazonas S.A. Contudo, por entraves de licenciamento, o disco permanece fora das plataformas digitais até hoje, não estando disponível no Spotify, YouTube ou qualquer outro serviço de streaming. Essa ausência digital torna as prensagens originais de época os únicos registros acessíveis desta fase visceral da banda, elevando o álbum ao status de item de colecionador e relíquia histórica do rock brasileiro.

Faixas:
01. Não Nos Diz Nada (P. Seabra)
02. Sem Deus, Sem Lei (André X / P. Seabra)
03. Este Ano (André X / P. Seabra)
04. Se Lembra (André X / P. Seabra)
05. Quando A Música Terminar (André X / J. Dornellas / P. Seabra)
06. Mais Tempo Que Dinheiro (André X / P. Seabra)
07. Aurora (André X / P. Seabra)
08. Mundo Real (J. Strummer / M. Jones – Versão: André X / P. Seabra)
09. Exceção Da Regra (André X / P. Seabra)
10. Ação, Solidão, Adeus (André X / P. Seabra)
11. Pressão Social (André X)

CD cedido por Clavedesol Sustenido (Facebook).

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Funk, Acid & Rap (1990)

Lançada pela Som Livre em 1990 nos formatos LP e K7, a coletânea "Funk, Acid & Rap" destaca-se por uma curadoria notória e refinada. Diferente de outros lançamentos da época, o disco foca na força das pistas e dos bailes, fugindo do óbvio dos sucessos radiofônicos e entregando uma seleção que hoje é raridade absoluta.

O projeto contou com a seleção de repertório de Toninho Paladino, masterização original de Ieddo Gouvea e Sérgio Seabra, e arte de capa assinada por Marciso "Pena" Carvalho. Quase todo o repertório foi cedido pela Fermata (FIF), com exceção das faixas 04A e 04B, de selo Som Livre — o que reforça o caráter de produção nacional dessas faixas específicas.

O Processo de Remasterização

Como este título nunca recebeu um lançamento oficial em CD, este trabalho de preservação digital torna-se ainda mais essencial. O LP foi digitalizado utilizando uma agulha Shure M44G, garantindo o peso e a dinâmica originais. A restauração foi um processo em duas etapas: iniciada com o "De-noising" do site Tape It em maio de 2025 e finalizada com o aprimoramento de ponta do MVSep DeNoise em fevereiro de 2026.

O resultado final é surpreendente: mesmo partindo de um vinil, o áudio atingiu aquele padrão cristalino e encorpado característico dos melhores CDs da Som Livre da época, superando as limitações das masters originais.

A digitalização deste material só foi possível graças ao apoio de Charles Portilho, da 019 Discos. Se você busca LPs, CDs ou K7s com quem entende do assunto, visite a loja física na Rua Rio Branco (Rodoviária de Nova Odessa/SP) ou acesse a loja virtual clicando AQUI.

Faixas: 
01. Get Retarded (Now Go) - K.J. & Da Fellas
02. Roll It Up My Nigger - Success-N-Effect
03. Are You Looking for Love? - Rios Sisters
04. Copa Over Night - P.C.
05. Keep On Dancin' '90 - Gary's Gang
06. Squaredance In The House - L.A. 800 featuring Andy B
07. Christmas Rap - Toni Peret & J.MA. Castells
08. Adele Says Hit Me - Sartori & Jungle Jive

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

Furacão 2000 (1988)

A série 'Furacão 2000' chega em 1988 ao seu quarto volume, lançado pela Som Livre em LP e K7. Com gerência de produção de Toninho Paladino, seleção de repertório de Sérgio Motta e edição de Ieddo Gouvea, a coletânea apresenta 8 faixas no clássico estilo Freestyle, que inspirou a sonoridade do funk carioca atual. Este volume se aproxima de seus dois antecessores, lançados em 1983 e 1986, mas estabelece uma ponte precisa entre a sofisticação de Nova York e a batida pulsante de Miami.

Vale destacar que, quando a primeira coletânea surgiu, em 1982, a proposta sonora era uma mistura de Disco, Funk, Boogie, Soul, Go-Go e Jazz-Funk, seguindo uma linha muito próxima ao início da série Cash Box. Com os novos lançamentos, a Furacão 2000 trouxe uma nova perspectiva sonora para seu público, tornando-se pioneira ao introduzir os gêneros Freestyle, Bass Music e Hip Hop no Brasil.

A ilustração de capa é assinada por Mario Bag, trazendo aquela vibe de cores vivas e estética de grafitagem — um visual que saltava aos olhos nas gôndolas das lojas da época. O projeto conta ainda com a fotografia de José Luis Pederneiras e coordenação gráfica de Marciso 'Pena' Carvalho.

A remasterização deste LP utilizou uma agulha Shure M44G, garantindo a máxima fidelidade na captura original. Infelizmente, algumas faixas do álbum original já provinham de masters de outros LPs, o que acentuou o ruído em certos registros. A situação torna-se ainda mais complexa quando MCs ou DJs utilizam samplers extraídos diretamente do vinil, resultando em uma captura de 'três camadas'.

Ao observarmos atentamente as séries Clássicos dos Bailes (Spotlight Records), Melody Hits (Som Livre) e O Som dos Bailes (Som Livre), notamos diversas gravações com áudio comprometido pelo uso excessivo de filtros na tentativa de driblar esses ruídos. Contudo, com o uso do MVSep DeNoise, o problema foi sanado: o filtro não soa agressivo e os graves permanecem encorpados, sem prejudicar a pegada dos beats.

Esta publicação contou com o apoio cultural de Charles Portilho, da 019 Discos de Nova Odessa/SP — a melhor loja de LPs, CDs e K7s da região, situada na Rodoviária de Nova Odessa.

Faixas: 
01. Check It Out (Instrumental) - Big Time Fresh
02. Catch Me (I'm Falling) - Pretty Poison
03. Stay - The Controllers
04. The Fly - World Class Wreckin' Cru
05. It's Automatic - Freestyle
06. Dreamin' - Will To Power
07. I've Got To Be Tough - MC Shy D
08. Rap Will Never Die - MC Shy D

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Mama Africa (1989)

"Mama Africa" é uma coletânea da Som Livre lançada em 1989 nos formatos LP e K7, com seleção de repertório de Dom Pepe e Sérgio Motta, e edição de Ieddo Gouvea. A coordenação gráfica do projeto é de Marciso "Pena" Carvalho, com logo de Jair de Souza, foto de Paulo Rubens e lettering (desenho de letras à mão) de Ana Paula Guinle.

Dom Pepe foi um discotecário lendário, na ativa desde a década de 70 até sua morte em 2014, e mantinha uma sociedade com o jornalista Nelson Motta. Juntos, abriram no Shopping da Gávea o The Frenetic Dancin' Days Discotèque, que importava o estilo da Studio 54 de Nova York para o Rio de Janeiro. Nos anos 80, fundaram na Urca o Noites Cariocas, palco fundamental que pavimentou o caminho do rock brasileiro para as discotecas. No final daquela década, fundaram a boate Mama Africa.

Mas o que era a Mama África? Era uma versão mais acessível às massas do que era o African Bar, fundado em 1987 no Leblon. Em um projeto audacioso, o DJ Dom Pepe misturava o samba-reggae da Bahia (no estilo de Olodum e Banda Reflexu's) a diversos gêneros da música negra de matriz africana, contando com percussionistas que tocavam ao vivo enquanto ele operava os toca-discos. A coletânea é um apanhado fiel da sonoridade que definia essa icônica boate da Urca. Se você prestar atenção nas músicas deste álbum e imaginar a atmosfera que o saudoso Dom Pepe criava, certamente se transportará para o ambiente extasiante de uma época que não volta mais.

A digitalização deste LP foi realizada com o uso de uma agulha Ortofon Concorde Club em 19/02/2025. Recentemente, em 24/02/2026, foi aplicada a ferramenta MVSep DeNoise sobre as faixas, proporcionando um som limpo e cristalino, característico dos CDs da época. Vale ressaltar que esta é uma das raras coletâneas da Som Livre que nunca foram contempladas com um lançamento oficial em CD, tornando este resgate ainda mais especial para a memória da world music.

Faixas: 
01. Reckless - Afrika Bambaataa & Family Feat. UB40
02. Ye Ke Ye Ke - Mory Kanté
03. Hot Hot Hot - Arrow
04. Calipso Music - David Rudder
05. Mwin Ka Devine - Kassav
06. Mama Africa - Peter Tosh
07. Em'Ma (Live) - Toure Kunda
08. Rockers Tambourine - Shorty The President
09. Agent Double O'Soul - The Untouchables
10. Sex Machine (Live) - James Brown

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

Disco do Povo (1982)

Lançada em 1982 nos formatos LP e K7, a coletânea Disco do Povo foi produzida pelo selo Soma / Som Livre — gravadora pertencente ao Sistema Globo de Gravações Audiovisuais (SIGLA) — e reuniu 14 faixas de forte apelo popular, refletindo o cenário musical do início da década de 1980.

Na época, o SBT surgia como uma nova força na televisão brasileira, apostando em formatos ousados e populares, como o bem-sucedido O Povo na TV, que misturava jornalismo policial, espaço para reivindicações do povo e apresentadores irreverentes em sistema de rodízio. O programa logo ganhou uma trilha própria, lançada pela Copacabana Discos sob o título Os Sucessos de "O Povo na TV".

De olho no sucesso e buscando rivalizar com a proposta do SBT, a Som Livre — braço fonográfico do Grupo Globo — lançou O Disco do Povo, uma coletânea com artistas populares e canções que representavam o gosto da audiência da época, num movimento estratégico tanto musical quanto midiático. A seleção trazia faixas de vários selos fonográficos, mas, curiosamente, nenhuma da Copacabana Discos, mesmo com sua forte presença naquele contexto. A supervisão musical ficou a cargo de Sérgio Motta.

O LP foi todo remasterizado com uso de agulha Shure M44G em 29/06/2025. Entretanto, buscando a uniformização das faixas do mesmo LP, em 23/02/2026, os áudios deste álbum passaram por uma remoção de ruídoi residual através do MVSep DeNoise.

Faixas:
01. Praia e Sol – Bebeto
02. A Rua em que Você Morava – Gilberto Lemos
03. Ah! Esse Amor – Kátia
04. Fuscão Preto – João Alves
05. Amar É Viver – Altieris Barbiero
06. Criança Abandonada – Monalisa
07. La Chica – Harmony Cats
08. Carta Sobre a Mesa – Amado Batista
09. Filho Adotivo – Sérgio Reis
10. A Despedida – João Viola
11. A Banda Chegou – Roberto Leal
12. O Sequestro – Geraldo Nunes
13. O Travesseiro – Márcio Greyck
14. Mona Lisa – Serginho Meriti

Para baixar esta coletânea em FLAC, clique AQUI.

Disco do Povo Vol. 2 (1983)


“‘Disco do Povo – Vol. 2’, lançado pela Soma/Som Livre, seguiu o mesmo manual de sucesso do volume anterior: pegar um punhado de hits populares de vários selos e jogar tudo no mesmo caldeirão. Só que, claro, sem incluir nenhum artista da própria Copacabana — porque concorrência se combate com farofa própria. E que farofa: tem Sergio Mallandro convocando o ‘glu-glu’, Amado Batista sofrendo como sempre, Harmony Cats implorando por uma estrela amiga, e até Piu Piu de Marapendi avisando que hoje vai se dar bem… com a inesquecível revelação de que, sim, o nome dela é Valdemar. É brega, é cafona, é maravilhoso. Um retrato sem filtro do Brasil que ligava o rádio no AM e era feliz.. De novo, a supervisão musical ficou a encargo de Sérgio Motta.

O LP foi todo remasterizado com agulha Shure M44-G em 30/06/2025. No entanto, em 23/02/2026, os áudios passaram pelo processo de limpeza de ruídos residuais com MVSep DeNoise. 

Faixas: 
01. Vamos Dançar Mambolê - Los Angeles
02. Ah! Se Eu Pudesse - Amado Batista
03. Planta Sem Raiz - Odair José
04. Estrela Amiga - Harmony Cats
05. Funcionária da Calçada - Brenno Silva
06. Vai Cartinha - Monalisa
07. Vem Fazer Glu-Glu - Sergio Mallandro
08. Hoje Eu Vou Me Dar Bem - Piu Piu de Marapendi
09. Alegria de Viver - Sidney Magal
10. Tudo Dava Certo - Bianca
11. Mil Razões para Chorar - Gilberto Lemos
12. Já Me Esqueci - Ney Manoel
13. Marido da Enfermeira - Edson Frank
14. Pra Sempre - Claudia Telles

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Desprezo (1983)

Desprezo: De radionovela a sucesso do SBT

Desprezo (nome original Rina) é uma telenovela mexicana produzida por Valentín Pimstein e dirigida por Dimitrio Sarrás para a Televisa, exibida pelo canal Las Estrellas entre 3 de janeiro e 23 de setembro de 1977. Trata-se de uma adaptação de Luis Reyes De La Maza para a telenovela venezuelana La Italianita, produzida pela RCTV em 1973, que por sua vez foi baseada na radionovela Enamorada, original de Inés Rodena. O elenco principal contou com Ofelia Medina e Enrique Álvarez Félix, com participação especial de Carlos Ancira e antagonizada por María Rubio.

Rina foi a segunda telenovela mexicana exibida pelo SBT, sob o título Desprezo, entre 25 de janeiro e 31 de agosto de 1983, com 188 capítulos e média de 11,56 pontos no Ibope, às 18h. Substituiu Os Ricos Também Choram e foi sucedida pela novela brasileira O Direito de NascerFoi reprisada entre 12 de dezembro de 1983 e 20 de abril de 1984, às 13h, com 95 capítulos, substituindo Os Ricos Também Choram e sendo sucedida por Amor CiganoTeve uma segunda reprise entre 3 de junho e 16 de agosto de 1991, às 16h30, com 61 capítulos, substituindo A Vingança na sessão Novelas da Tarde, porém sem atingir o mesmo êxito.

A novela foi dublada pelo estúdio Elenco, que tinha Marcelo Gastandi no elenco, que inclusive gravou uma canção para a trilha sonora. Um dado curioso é que o Marcelo Gastaldi fundaria o Esútio Maga em 1984 para dublar episídios do Chaves e Chapolim e desenhos como "Snoopy e a A Turma do Charlie Brown (The Peanuts)".

Enredo

A trama acompanha Rina, uma moça corcunda que vende flores para sustentar seu pai e seus irmãos, já que a mãe os abandonou. Um dia, enquanto vendia flores, ela é chamada por Leopoldo, um senhor idoso, ranzinza, inválido, mas muito rico e viúvo. Ele a convence a se casar com ele para impedir que a herança vá para sua cunhada Rafaela. Rina aceita o pedido e casa-se, buscando resolver os problemas financeiros da família.

Pouco tempo depois, Leopoldo morre e Rina torna-se herdeira de uma grande fortuna. Ela se submete a uma cirurgia, deixa de ser corcunda e transforma-se em uma linda mulher.
Rafaela, inconformada por não ter ficado com a herança, arma um plano com seu filho Carlos Augusto, recém-viúvo. Ele se casa com Rina; ela se apaixona por ele, mas ele a despreza e se recusa a se deitar com ela.

Em determinado momento, os dois ficam embriagados, acabam dormindo juntos e Rina engravida. Aos poucos, Carlos Augusto passa a amá-la. Entretanto, Rafaela continua a conspirar contra Rina, fazendo com que ela seja considerada louca e internada em um sanatório, enquanto Rafaela assume a guarda do neto e o controle da fortuna.

Uma Trilha Sonora sob medida para o Brasil

No Brasil, foi lançado um LP pelo selo Fermata Indústria Fonográfica – FIF, contendo músicas originais da novela e outras gravadas exclusivamente para versão brasileira. A seleção de repertório é de Toninho Paladino. e sonoplastia de Aroldo Wosh. A trilha sonora traz grandes raridades da música que só sairam em compacto, como "Velho Jeans" (Regina), "Sonho Colorido" (Sol), "Tudo Dava Certo" (Bianca), "Lembranças Que Eu Guardei" (Julio Cezar), "Ânsia de Viver" (Marcelo Gastaldi) e "Nunca Mais Vou Te Esquecer" (Raul Marcos).

Remasterização

O LP foi remasterizado com uso de agulha Ortofon Concorde Mix, garantindo a máxima fidelidade sonora de áudio. Em fevereiro de 2026, a publicação ganha um caráter especial, com o tratamento das faixas no MVSep DeNoise e substituição da faixa "Amor Brincadeira" pela gravação do LP do grupo Shampoo lançado pela RCA em 1983, com qualidade muito superior.

Faixas:
01. Concerto para Uma Só Voz (Concerto Pour Une Voix) - Wanderley Cardoso part. esp. Silvinha
02. Vai Mais Coração - Marcelo
03. Velho Jeans - Regina Carvalho
04. Amor Brincadeira - Shampoo
05. Lembranças que Eu Guardei (Memory) - Julio Cesar
06. Sonho Colorido - Sol
07. Desprezo (Je Suis Malade) - Pierre Porte Orchestra
08. Minha Liberdade - Wando
09. Sinto a Falta Desse Amor - Beth Maia
10. Tempos Modernos - Lulu Santos
11. Ansia de Viver (Je Suis Malade) - Marcelo Gastaldi
12. Tudo Dava Certo (Living Next Door to Alice) - Bianca
13. Nunca Mais Vou Te Esquecer (Eye in the Sky) - Raul Marcos
14. Pedras de Cristal - Junior Mendes

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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Marcelo - Olhos Diamante (1987)

Marcelo Costa Santos é um cantor, compositor, violonista e ator brasileiro, nascido no Rio de Janeiro/RJ em 13/10/1954. Iniciou a carreira artística na década de 1970. 

Como ator, atuou no filme "Minha Namorada", sob direção de Zelito Viana e Armando Costa. e no filme "A Viúva Virgem", de 1972, dirigido por Pedro Carlos Rovai. 

Seu início na música se deu em 1976 com o compacto "Morena/ Lua Nova", lançado pela EMI Odeon. Entre os sucessos,de sua carreira musical destacam-se sua primeira gravação "Morena" (tema da novela "Tchan, a Grande Sacada" – TV Tupi), "De Fogo, Luz e Paixão" em dueto com Gal Costa (tema da novela "Pecado Rasgado" - Rede Globo), "Abre Coração" (tema da novela "O Amor É Nosso" – Rede Globo),  (composta por ele e Jim Capaldi), "Vai Mais Coração" (tema da novela "Desprezo" – SBT), "Nós Dois" (tema da novela "Voltei pra Você" – Rede Globo),  e "Estrela do Meu Clip".

Em 1987, grava seu 7º album "Olhos Diamante", 3º a ser lançado pelo selo EMI Odeon. O que acreditava-se ser seu úlltimo trabalho, "Nítido" foi lançado em 1994 pela gravadora CID até que entrou por um período de hiato por três décadas. 

Em 2008 integrou o projeto Doces Cariocas ao lado de Alvinho Lancellotti, Dadi, Domenico, Felipe Pinaud, Ingrid Vieira, Lancaster, Luis Carlinhos, Mauro Refosco, Pretinho da Serrinha, Rafael Nunes, Rogê e Silvia Machete. Em 2009 lançou o álbum "Ciclos", este mesclando releituras de algumas de suas canções com outras inéditas. Em 2026, declarando o amor por seu time do coração, lançou a canção "Fladengo", comprovando que Marcelo ainda está em sua plenitude criativa e com a voz inconfundível que o consagrou no final dos anos 70!

Nota de remasterização: O LP "Olhos Diamante" foi remasterizado em Maio de 2025, com uso de agulha Shure M44G. Entretanto em 21/02/2026 o áudio passou por tratamento e redução de ruídos residuais com MVSep DeNoise. 
A publicação contou com apoio cultural do amigo Charles Portilho, da loja 019 Discos de Nova Odessa/SP. Para comprar seu LP na loja pela internet, clique AQUI.

Faixas: 
01. Nosso Love Me Comove
02. Olhos Diamante
03. Doce Fantasia
04. Tempo de Prazer
05. Não Pare de Sonhar
06. Todo o Amor (Love's in Need of Love Today)
07. Gata Feiticeira
08. Graças a Deus
09. Meu Bom
10. Overdose
11. Mais Um Pouco

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Franco De Vita - Isto É América (1992)

Franco de Vita: O Arquiteto do Sentimento

Franco Atilio De Vita De Vito (Caracas, 1954) é um dos pilares da música latina. Filho de imigrantes italianos, ele fundiu o romantismo europeu com a força das baladas pop rock latinas, tornando-se um dos compositores da Venezuela mais respeitados pela indústria e gravados pelo mercado fonográfico hispânico. 

De Vita começou a carreira no trio Ícaro, ao lado de Javier Exposito e José Flores, gravando um único álbum em 1982 pelo selo local Top Hits. Seu primeiro registro fonográfico solo foi em 1984, com o lançamento do raríssimo álbum homônimo pela gravadora Philips (atualmente Universal Music), até assinar contrato com a Sonográfica, braço venezuelano da Sony Music

A Caneta por Trás dos Grandes Ícones

Franco de Vita é o nome por trás de canções que definiram carreiras. Sua capacidade de transitar entre o pop comercial, o romântico clássico e a música de prestígio é o que o diferencia:

  • Ricky Martin: Franco foi o mentor da fase mais madura de Ricky, escrevendo sucessos monumentais como "Vuelve", "A Medio Vivir" e a profunda "Tal Vez" — uma composição de sensibilidade ímpar que se tornou um dos maiores orgulhos de sua carreira como autor.

  • Luis Fonsi: No ano 2000, o então jovem Fonsi gravou "No Te Cambio Por Ninguna", comprovando que a nova geração de baladistas via em Franco a referência máxima de composição.

  • Mijares: O astro mexicano é um dos grandes intérpretes da obra de De Vita, tendo gravado versões poderosas de "Un Buen Perdedor" e "Vuelve".

  • Sin Bandera: O duo também rendeu homenagens ao mestre, trazendo suas harmonias vocais modernas para uma leitura marcante de "Un Buen Perdedor".

  • Ana Belén: Para a estrela espanhola, Franco compôs a elegante "Lía", uma canção que se tornou um marco na música popular da Espanha.

  • Mercedes Sosa: Em um encontro histórico, a "Voz da América Latina" legitimou a importância cultural de Franco ao dividir com ele a canção "Cántame", unindo o pop romântico às raízes do folclore continental.

O Elo com o Brasil: O único álbum em Português de De Vita

A relação de Franco com o Brasil foi construída por grandes adaptadores como Biafra, Aloysio Reis e Claudio Rabello. Antes de seu disco oficial em português, o Brasil já o conhecia:

  • "Te Amo": Na voz de Biafra, foi tema da novela Salomé (1991).

  • "Não Basta": Adaptação de "No Basta", gravada por Xuxa no Xou da Xuxa Seis (1991).

Em 1992, Franco lançou o álbum "Isto É América", com 10 versões em português, preservando um momento em que a equipe de talentos da composição brasileira emoldurou o talento de Franco para o nosso idioma, tornando este álbum um presente singular para os brasileiros. Anos mais tarde, Luiz Carlos Maluly, um grande produtor do rock, em busca de uma modernização para o sertanejo, acabou resgatando melodias de De Vita que fizeram sentido para o repertório de Bruno & Marrone transformando através das adaptações de Cláudio Rabello as canções "Será" e "Um Bom Perdedor" em hits obrigatórios da dupla.

Nota do Colecionador: Esta captura do LP original de 1992 preserva o calor dos arranjos e toda execução técnica com a precisão da agulha Ortofon Concorde Club. E mesmo que o álbum tenha sido lançado em CD, como documentado no LP – item considerado 'mosca branca', nunca encontrado em qualquer sebo que seja –, o uso do MVSep DeNoise garante a devolução do áudio cristalino das canções, garantido por um LP em excelente estado de conservação.

Inclusive, há tempos que eu queria conhecer as versões em português interpretadas pelo próprio De Vita; me emocionei demais com a qualidade indiscutível dos arranjos e a interpretação visceral do músico. A canção 'Te Amo' na voz dele tem algumas partes da letra alteradas para adaptação à realidade do cantor. No entanto, a canção 'Não Basta' tem a mesma letra interpretada por Xuxa, que todos poderão finalmente conhecer!

Faixas: 
01. Luís (Louis)
02. Te Amo (En Portugues)
03. Sexo (En Portugues)
04. Será (En Portugues)
05. Entre A Sua Vida E A Minha (Entre Tu Vida Y La Mia)
06. Isto É América (Esto Es América)
07. Não Basta (No Basta)
08. Desta Vez (Esta Vez) 
09. Ela Está Louca Por Mim (Ella Esta Loca Por Mi)
10. Nisso Eu Não Havia Pensado (No Lo Habia Pensado)

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Rosa Púrpura - Rosa Púrpura (1988)

Rosa Púrpura: A Sofisticação do Pop-Rock Oitenta em um Registro Único

No efervescente cenário musical de 1988, surgiu um projeto que se propunha a entregar algo além do óbvio: o Rosa Púrpura. Gravado e mixado nos lendários estúdios Sigla, no Rio de Janeiro, durante o verão daquele ano, o álbum homônimo de estreia do duo formado por Fred Nascimento e João Paulo Mendonça tornou-se, com o passar das décadas, um verdadeiro item de colecionador e um marco de bom gosto no pop rock progressivo brasileiro.

A proposta do Rosa Púrpura era fazer um pop ascendente para o rock progressivo com pretensão comercial, primando pela qualidade técnica e criatividade. O duo equilibrava letras românticas com arranjos modernos para a época. A faixa "Chuva de Mel", produzida por Alexandre Agra (então diretor musical da série Armação Ilimitada), ganhou uma versão alternativa para o programa, mas é neste LP que a canção atinge sua plenitude. O arranjo completo e sofisticado conta com as guitarras de Ari Mendes — que também toca o tema de abertura da série — e a cítara de Sérgio Dias (Os Mutantes).

A arquitetura sonora do disco foi construída por um time técnico e artístico minucioso. Fred Nascimento foi o responsável pela voz, violão e guitarra, enquanto João Paulo Mendonça assumiu os teclados, sax, voz e o controlador de sopro WX7. A instrumentação contou com as guitarras de Sérgio Dias, Ari Mendes e Cesar Mansueto; o baixo de Bruno Araújo e André Gomez; e a precisão de Kadu Menezes nos contratempos, pratos e timbales. O preenchimento harmônico foi elevado pelas chamadas "Vozes Púrpuras", compostas por Nina Pancevsky, Marisa Fossa, Pedrão, Ana Leuzinger e Márcio Lott.

O álbum também é atravessado por referências literárias e laços familiares. Na faixa "O Amor nos Tempos da Cólera", o renomado ator Mauro Mendonça, pai de João Paulo, participa declamando poesia, conferindo uma carga dramática singular à obra. No encarte, o duo ainda dedica um agradecimento especial às suas mães, Jandyra L. do Nascimento e Rosamaria Murtinho.

O álbum reserva seu momento mais impactante para o final. A faixa "Geração Popular" é uma poderosa homenagem à ancestralidade negra, lançada justamente no centenário da abolição da escravatura. Musicalmente, a faixa é uma "coisa fina": promove uma fusão audaciosa entre o AOR/Heavy Metal e o samba, unindo o peso das guitarras à rítmica brasileira em versos que evocam o "manto da África" e figuras como Clementina de Jesus.

Este LP foi remasterzado com agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica), garantindo a máxima precisão na leitura dos sulcos e a recuperação de frequências originais. Após as etapas de equalização, remoção manual de estalos e o ajuste de volume entre as faixas, o áudio passou pelo processamento do MVSep DeNoise, que eliminou ruídos residuais presentes no disco.

Faixas: 
01. No Final
02. Chuva de Mel
03. O Rosto do Anjo
04. Brim e Quepe
05. O Amor nos Tempos da Cólera
06. Rosa dos Ventos
07. A Menina e a Chuva
08. Mais Gás
09. Poucos Querem Mais
10. Geração Popular

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