sábado, 4 de abril de 2026

Luciano Nassyn - Luciano (1992)

Em 1992, o cantor Luciano Alves do Nascimento – mais conhecido como Luciano Nassyn, ex-integrante do Trem da Alegria – dava o passo mais alto na sua carreira: o lançamento de seu 1º álbum solo. Intitulado "Luciano", foi lançado pela RCA/BMG Ariola

Atualmente com 52 anos de idade, o cantor, compositor e instrumentista iniciou sua carreira aos 3 anos, ao gravar em 1977 seu 1º compacto pelo selo independente Crazy Discos. Lançou em 1979 seu compacto duplo pela Continental e em 1982 aos 9 anos de idade, foi 4º colocado no "1º Festival Internacional da Criança" (SBT) defendendo a canção "Rock da Lanchonete. Não demorou muito para a RCA descobrir seu talento para formar ao lado de Patrrícia Marx, Xuxa e Carequinha o Clube da Criança. A partir daí surgiu a formação incicial do Trem da Alegria, grupo que Luciano permaneceu entre 1985 e 1988. Em sua saída, ainda registrou com a colega Patrícia a canção "Somos Um Só" para o filme Super Xuxa Contra Baixo Astral. Seu primeiro album solo surgiu somente em 1992, quando o cantor tinha 19 anos de idade, sendo lançado pelo mesmo selo que o consagrou como membro do Trem da Alegria, a RCA.

Com visual incrivelmente diferente – cabelos compridos, jaqueta e calças de couro – e voz madura e incrivelmente mais potente, lançou um disco com uma identidade própria do rock 'n' roll com referências do heavy metal e hard rock, mas mesclando com os ditames do mercado pop da época. Com isso, se tornou visita frequente nos programas de videoclipes da época, como Clip Trip (TV Gazeta) e Kliptonita (Rede Record), além de programas de auditório como Domingão do Faustão e Clube do Bolinha (TV Bandeirantes).

O álbum homônimo de Luciano, lançado em 1992 sob o selo BMG Ariola/RCA, é um desses exemplares que o tempo acabou tornando obscuro devido à ausência nas plataformas digitais. Com direção artística de Miguel Plopschi e produção executiva de Chico Roque e Ed Wilson, o disco marca uma tentativa de posicionar o ex-integrante do Trem da Alegria em uma sonoridade que flerta com o pop e o hard rock.

O time técnico mobilizado para este projeto foi imenso, contando com nomes de peso na engenharia de som como Cláudio Farias e Dalton Rieffel, além de arranjos divididos entre Ary Sperling e Júlio Teixeira. Visualmente, o trabalho de André Teixeira e Vittore Talone, com fotos de Louis Jay, reforça essa estética mais madura do artista na época.

No repertório, destacam-se "Tudo ou Nada" canção de Augusto César e Paulo Sérgio Valle, que tem como ingredientes a sofrência do pop sertanejo do Chrystian & Ralf com o hard rock do Scorpions, é ouvir pra entender; "A Nave" de Chico Roque e Paulo Sérgio Valle, que tem um apelo Album Oriented-Rock que foi a segunda canção de trabalho do álbum, "Tudo Para Ser Feliz" de Chico Roque e Serginho Bastos e "Não Devo Mais Ficar (Have You Ever Seen the Rain)", canção de John Fogerty (Creedence Clearwater Revival), com versão de Rossini Pinto, originalmente gravada pelos Fevers em 1971, mas retornada em roupagem rock com o drive e a potência vocal de Luciano que equipara-se ao country rock de Fogerty. Esta foi a primeira canção de trabalho do disco, que Luciano usou pra divulgar na mídia. 

Confesso que ouvindo música pop ao longo de todo esse processo de curadoria musical, dá pra destacar o trabalho dos compositores envolvidos no projeto que da mesma forma que formaram o que chamamos de repertório de metal melódico, tambem entregavam composições de amor açucaradas ou de amor sofrido para as duplas sertanejas. O álbum chegou a ser massacrado pla crítica especializada da época e é um álbum renegado pelo cantor até hoje, porque não foi um disco que abriu portas para novos discos, pois Luciano entrou em um hiato discográfico e só viria a fazer novos registros em 2005 e 2007 nas duas coletâneas ao vivo da Festa Ploc, o lançamento de seu 2º álbum solo em 2008 (pela Tratore) e o 3º álbum em 2024 (pela Warner Music). Toda essa trajetória prova que o cantor não teve uma carreira acidental e merece respeito a toda sua evolução discográfica em seus quase 50 anos de carreira, seja com trabalhos na infância, como na maturidade artística.

Nota de remasterização: O resgate desse "álbum renegado" é um serviço importante para a memória da nossa música. A remasterização feita em 05/10/2025contou com o envio do disco feito pelo meu amigo Élcio Padilha, que contou com uso da agulha Shure M44G, seguindo a seguinte linhagem: Sound Forge 14 (Ripagem), Pinnacle Clean (Declick), Izotop RX (Declick e De-Esser), U-he Satin e MVSep DeNoise. 

Faixas: 
01. Tudo ou Nada
02. A Nave
03. Viver pra Valer
04. Hey Mama
05. Não Devo Mais Ficar (Have You Ever Seen the Rain)
06. Jogo Certo
07. Deixe Acontecer
08. Ponto de Partida
09. Tudo pra Ser Feliz
10. Agora É pra Valer
11. Um Sonho
12. Tocando Guitarra

Para baixar este álbum em FLAC, clique AQUI.

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