Intelligence (1986): O Supergrupo de Hard Rock que Conectou os EUA ao Brilhantismo da RCA
O Intelligence foi um quarteto de Hard Rock/AOR formado em 1986, liderado pelo guitarrista multi-instrumentista Claudio Celso. O projeto, que nasceu originalmente nos Estados Unidos, desembarcou em São Paulo para uma apresentação decisiva nos estúdios da RCA Victor, sob a direção artística de Miguel Plopschi e produção de Guti Carvalho.
O destino do álbum mudou na passagem de som: Simbas estava no comando do áudio e, ao "dar uma canja" com o grupo, impressionou tanto o produtor que o contrato foi condicionado à sua entrada definitiva. O resultado é um disco de sofisticação técnica internacional, sob a produção executiva de Frankye Arduini e a gerência de Reinaldo B. Brito.
Nivaldo Naves Horas, ou Simbas, é cantor consagrado do rock nacional paulistano. Foi membro das bandas Hydra – a primeira a gravar "Homem Com H" em 1974", Casa das Máquinas, Tutti Frutti. Já usou o pseudônimo Roger Scott, artefato de falso gringo para gravar um compacto pela Copacabana. Nos últimos anos, Simbas também atuou com a banda Dr. Fritz, além de ser empresário no ramo de sonorização e diretor técnico da rede de bares Brahma de São Paulo. Fez parte dos jurados do programa "Canta Comigo" (Record TV) no anos 2018 e 2019.
A Cozinha de Elite: Os Irmãos Infantozzi
A força do Intelligence reside na simbiose entre músicos que já eram referência absoluta no cenário brasileiro:
Claudio Celso: O arquiteto das cordas, trazendo a bagagem do Fusion e do Hard Rock americano para as composições. Residindo vários anos nos Estados Unidos, tocou com diversas lendas da música internacional como Jaco Pastorius, Chet Baker, e Roberta Flack, foi guitarrista do trombonista Raul de Souza de 1986 a 1989 e, no início dos anos 90, tocou com Marisa Monte na turnê "Mais" quando ela excursionou pelos Estados Unidos. No período que fixou residência no Rio de Janeiro, compôs o tema para a Eco 92 e, ao lado de Phillipe Neiga compôs e produziu diversos jingles para a Coca-Cola, Texaco, Amil e Bob's. Outro grande marco seu na história do rock nacional foi a formação com Vera Negri em 1991 o duo Comando Negri.
Pedro Infantozzi (In Memoriam): Um dos baixistas mais precisos do país, cuja linha melódica é a espinha dorsal do álbum, ao lado do irmão integrou a banda Mona e Joelho de Porco.
Albino Infantozzi: Pela sua precisão ritmica e habilidade técnica, é um dos bateristas mais requisitados do país, tendo trabalhado em estúdio para álbuns de artistas como Chitãozinho & Xororó, Raul Seixas, Conrado, Zezé di Camargo & Luciano, Gang 90 & The Absurdetes, Pedro Mariano, Leandro & Leonardo, Família Lima, Ângela Maria, Guilherme Arantes. Marlon & Maicon, Gino & Geno, Milionário e José Rico e muitos outros. É fundador da banda Mona (existente até hoje), foi membro das bandas Assim Assado, Ponto Chic e Joelho de Porco. Segue ativo tocando com Alex Moretti (baixista e vocalista) e Jordan Motta (guitarrista e backing vocal) na Banda Cosa Nostra Rock e segue dando palestras e workshops de bateria pelo país.
O Convite para Simbas para assumir os vocais acabou trazendo mais um parceiro para as composições do disco, pois sete das nove músicas são compostas com ele: "Manhê", "Homem do Fogo", "Você Está Sempre em Mim", "Saudades de Você", "Pode Ter Certeza" e "Sonho Louco".
Embora a banda tenha gravado apenas um álbum e seus membros tenham seguido caminhos diferentes, a balada "Saudade de Você" demonstrou certa força comercial, pois em 1987, foi regravada por Byra Nunes em seu LP lançado pela gravadora 3M. Já a canção debochada "Manhê" que abre o disco, anos mais tarde foi repescada por Cláudio Celso para o repertório do único álbum do Comando Negri.
Nota Sobre a Remasterização
Este material é fruto de um rip de um LP original de 1986, tratado como um documento histórico de preservação. A restauração foi conduzida para corrigir o desequilíbrio tonal da masterização original, que sacrificava a dinâmica em favor dos padrões de rádio da época.
Captura de Precisão: Para a gravação do LP, utilizei uma agulha Ortofon Concorde Club (Elíptica), garantindo um registro fiel e detalhado dos sulcos originais.
Tratamento de Ruído: A remasterização contou com a redução de ruídos residuais e impurezas através do MVSep DeNoise (Standard), preservando a integridade dos transientes.
Engenharia de Presença (Ozone 11): Utilizei o Master Rebalance do iZotope Ozone 11 para uma reestruturação cirúrgica da mixagem:
O Resgate do Baixo: Apliquei um ganho crítico de 9 dB para devolver ao baixo de Pedro Infantozzi a massa sonora e a presença que estavam suprimidas na master de 1986.
Presença Vocal: A interpretação de Simbas recebeu um acréscimo de 1,9 dB, trazendo a crônica e o deboche das letras para o primeiro plano.
Acabamento Final: O processamento foi finalizado com ajustes de De-Esser e Bright Drums, garantindo o equilíbrio entre a sibilância e a definição da bateria de Albino Infantozzi.

Gazeta do Som, por favor, por gentileza, e se for possível, você teria os quatro LPs, originais e raros do samba de raiz, lambada e pop rock nacional das antigas dos anos 80:
ResponderExcluir"Dunga - Sem Pintura" (1987, EMI-Odeon).
"Malakacheta - Malakacheta - Vol. 2" (1987, RGE).
"Criolo Doido - Vol. 2" (1987, Nova Copacabana).
"Hanói-Hanói - Fanzine" (1988, SBK GPA).
Assinatura: Tharso Moreira Gomes.
Eu destaco as músicas brasileiras mais antigas dos anos 80 que eu mais gosto da minha época:
"Chô Sabiá (Sabiá Laranjeira)", "Mexe Mainha", "A Melô da Vovó" e "Fanzine".
Foi cronometrado como de praxe. Metodologia de stalking, né sr. Tharso?
ExcluirVamos la, hmmm "posta aí" foi removido. Editou o "quatro". Tá revisando e saindo do modo automático.
Tô Gostando de ver!
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Vai passando, grato por engajar!