domingo, 5 de abril de 2026

Adrian Gurvitz - Classic (1982)

Existem discos que ficam marcados por uma única canção avassaladora, mas que escondem, em sua totalidade, uma produção técnica impecável. É o caso de "Classic", álbum lançado em 1982 pelo cantor, guitarrista e compositor britânico Adrian Gurvitz. Embora a faixa-título tenha se tornado um standard das rádios Adult Contemporary e um sucesso massivo no Brasil (imortalizada na trilha sonora da novela "Sétimo Sentido"), o LP é uma obra coesa de Album-Oriented Rock e Sophisti-pop.

Este resgate, focado na preservação da dinâmica original e na clareza dos arranjos, joga luz sobre os bastidores técnicos deste clássico gravado nos lendários RAK Studios, em Londres.

A ficha técnica de "Classic" revela uma produção familiar e de altíssimo nível. O álbum foi produzido por Adrian e Paul Gurvitz (seu irmão e parceiro de longa data em projetos como o The Gun e o Baker Gurvitz Army). A direção de Paul nos baixos e vocais, somada ao talento multifacetado de Adrian (guitarras, sintetizadores, piano e vocais principais), garantiu uma unidade sonora ao disco.

O som característico da época, polido e espacial, foi captado pela engenharia de Greg Jackman, com mixagem assinada por Will Gosling. A base rítmica do disco é comandada por Charlie Charles, que assume a bateria em todas as faixas e contribui pontualmente com a gaita (harmônica) em momentos específicos do álbum.

Um detalhe crucial na sofisticação do arranjo da faixa-título e de outras passagens do álbum é a presença de Don Myrick no saxofone (creditado no encarte com a cortesia de The Phenix Horns, Esq., famosa seção de sopros associada ao Earth, Wind & Fire). Os sintetizadores, fundamentais para a textura AOR, foram divididos entre Adrian e o tecladista Adrian Lee.

Visualmente, a contracapa e o encarte trazem o clima noir e urbano, com fotografia de Gered Mankowitz e design da Cream, com a clássica silhueta de Gurvitz de jaqueta de couro contra as janelas grafitadas.

Nota sobre a remasterização: O LP foi digitalizado por Kostolino (Itália) e publicado no RuTracker em 26/10/2018, para download em Torrent. O responsável pela digitalização seguiu a seguinte linhagem: cápsula Denon DL-103R, toca-discos Technics SL-1610, amplificador Harman Kardon PM645 e placa de som Babyface RME. Em 05/04/2026, efetuei o download do arquivo em Lossless e realizei o processo de remasterização utilizando o Pinnacle Clean (Declicker) para remoção de estalos, leve equalização com U-he Satin e remoção pontual de micro-estalos com iZotope RX7 (Declick). Por fim, apliquei o algoritmo "DeNoise by aufr33" via MV Sep e finalizei com brilho de bateria através do iZotope Ozone 11 (Clarity: Bright Drums).

A necessidade deste resgate técnico torna-se evidente ao analisarmos a versão disponível em streaming pela Parlophone Records Ltd – que antes era parte da EMI, agora é da Warner Music Group. O arquivo oficial sofre de uma desregulagem na transcrição do áudio, o que resulta em uma saturação inaceitável. Para mascarar o clipping, aplicou-se o uso agressivo de compressão que destruiu a dinâmica original da obra. Muito provavelmente o selo oficial dos fonogramas, mesmo em posse da master original, tenha se apropriado preguiçosamente da edição remasterizada de 2000 lançada pelo selo francês Magic Records — conhecido por lançamentos em CD a partir de LPs — pois a Parlophone apresenta áudio idêntico a esta edição, incluindo a faixa bônus 'Runaway' (B-side original do single 'Classic'). Até existe uma edição em CD rara de 1990, prensada pela sueca CD Plant MFG para a EMI, com tracklist original, porém ela é praticamente impossível de encontrar, tornando o vinil o único caminho viável para recuperar a fidelidade sonora pretendida do LP de 1982.

Eu até tentei fazer a compra deste LP, mas uma cópia usada da prensagem original de 1982 nacional custa na faixa de R$ 250,00. Caro demais! A gravação encontrada em Torrent contem aquele ruido produzido por um LP bem surrado, ou não teve um processo de lavagem eficaz, resultando nos ruídos, que foram cancelados com o MVSep DeNoise. 

Faixas: 
01. No Fears In The Night
02. Living Ain't Easy Without You
03. Hello New York
04. Your Dream
05. Classic
06. Breakdown
07. No One Can Take Your Place
08. End The Story

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sábado, 4 de abril de 2026

Nómo - The Great Unknown (1985)


Nómo foi uma banda de synth pop formada nos Estados Unidos na década de 1980, tendo como integrantes David Batéau (vocal e violão), Tony Humecke (teclados, programação de bateria eletrônica Simmons e vocal de apoio) e Eric Nelson Pressly (baixo, baixo sintético e vocal de apoio).

O grupo contou com apoio dos músicos Scott Shelly na guitarra principal, sintetizador de guitarra), Andy Summers do Police na guitarra (faixa "Wailing Wall"), Michael Sembello  na guitarra e vocal de apoio (faixa "Red Lipstick", composição sua), Paulinho da Costa na percussão e Carlos Vega na percussão e bateria.

De acordo com o site Discogs, a banda contou como single do único e excelente album "Great Unknown" as faixas "Red Lipstick", famosa no Brasil pela coletânea Hits of the Hits (Som Livre) – disponível no Blog "Só Música" do Luiz Alberto "Bugrim" Gomes – e "We To Sleep Believing".

Nota sobre a remasterização: O album foi lançado pelo selo Atco Company, uma subsidiária da Atlantic Records, distribuída no mundo todo via Warner Music. Entretanto, ganhou uma edição não oficial em CD na Rússia no ano de 2017, pelo selo Dawn Music. Encontrei essa remasterização no Soulseek. Apesar da excelente remasterização feita pelo selo, careciade uma limpeza maior de estalos de vinil, que acabei realizando via Pinnacle Clean (Declicker). Ainda, em 04/04/2026, decidi aplicar mais uma camada standard de MVSep DeNoise sobre as faixas. Ficaram ainda melhores. Quento as artes, elas foram obtidas no Discogs, mas através do I Love IMG (Upscale Image) dei uma melhorada nelas.

Faixas: 
01. We Go To Sleep Believing
02. The Great Unknown
03. Dance The Dance
04. Let It Come Down
05. What A Little True Love Can Do
06. Wailing Wall
07. Killer Love
08. Red Lipstick
09. Slave For Love
10. Facts Of Life

Para download em FLAC, clique AQUI.

Neil Sedaka - In The Pocket (1980)

Neil Sedaka nasceu em 1939 no Brooklyn, filho de um pai taxista de origem judaica-libanesa e uma mãe judia de ascendência polonesa e russa. Criado em Brighton Beach, demonstrou um talento precoce que levou sua mãe a trabalhar dobrado para lhe comprar um piano, garantindo-lhe uma bolsa na Juilliard School. Embora incentivado à música clássica, foi após o sucesso financeiro das suas primeiras composições que encontrou apoio materno e seu destino na música pop.

Aos 13 anos, iniciou uma das parcerias mais prolíficas da história no Brill Building com Howard Greenfield. Juntos, não apenas consolidaram sucessos próprios como "Oh! Carol" (1959), "Calendar Girl" (1961) e "Breaking Up Is Hard To Do" (1962), mas também moldaram as carreiras de outros gigantes. Sedaka e Greenfield foram os nomes por trás de hits para Connie Francis e Jimmy Clanton. Mais tarde, em 1973, Sedaka teve um papel crucial na internacionalização do ABBA, auxiliando na versão em inglês de "Ring Ring", faixa que abriu as portas da língua inglesa para o grupo sueco.

No Brasil, suas músicas embalaram trilhas sonoras das novelas da Rede Globo como: "Stupid Cupid" (Escalada, 1975), "Breaking Up Is Hard To Do" (Estúpido Cupido, 1976), "Next Door To An Angel" (Bambolê, 1987), "The Diary" (Vamp, 1991 e Esplendor, 2000) e "Oh Carol" (Série Engraçadinha – Rede Globo, 1995); também emplacou o tema de novela na TV Bandeirantes "You're So Good To Me" (Um Homem Muito Especial, 1980). 

Infelizmente, Neil Sedaka nos deixou em 27 de fevereiro de 2026, Los Angeles, aos 86 anos.

O Resgate Técnico: In the Pocket (1980)

O álbum "In the Pocket", lançado pela Elektra, é um exemplar de luxo da produção de estúdio da época. Remasterizar este disco a partir das masters de vinil permite resgatar a profundidade dos arranjos e a performance de um time de elite.

Produção e Engenharia: O disco foi produzido e arranjado por Robert Appère e Neil Sedaka, registrado no The Village Recorder. A engenharia de som foi capitaneada por Appère com auxílio de Lincoln, Laura Livingston e Gary Starr. A masterização original ficou a cargo de Bernie Grundman (A&M Records).

Músicos e Participações Específicas: A estrutura rítmica do álbum conta com Russ Kunkel na bateria e o revezamento entre David Hungate e Leland Sklar no baixo. Nas guitarras, temos Dean Parks, Lee Ritenour, Mark Warner e Thom Rotella. Sedaka assume o piano e o Fender Rhodes, dividindo as teclas com William D. Smith.

Um destaque técnico fundamental ocorre nas faixas "You" e "Should've Never Let You Go" (dueto com sua filha, Dara Sedaka), que contam com a participação de Nigel Olsson na bateria e Jim Fielder no baixo, trazendo uma assinatura rítmica diferenciada para essas gravações.

Nota sobre a remasterização: Em 23/07/2024, encontrei no site RuTracker uma fonte em Lossless (FLAC) do álbum, o qual baixei por Torrent. Trata-se de um rip de vinil ocorrido em 08/07/2012, em toca-discos Garrard DD131, cápsula agulha Ortofon VMS 20 ED MkII, pré-amplificador Terretec PhonoPreAmp iVinyl USB, gravado pelo Audacity 1.2.6. A remasterização ocorreu na data em que encontrei o áudio, seguindo a seguinte linhagem: Pinnacle Clean (Decliker), U-he Satin, Izotope RX7 (Declick), Sound Forge 14 (Pincel Tools). Porém em 29/01/2026, apliquei sobre as faixas MVSep DeNoise, padrão Standard, resultando no melhor resultado possível do áudio do álbum.

Faixas: 
01. Do It Like You Done It When You Meant It
02. Junkie For Your Love
03. Letting Go
04. You Better Leave That Girl Alone
05. My Friend
06. It's Good To Be Alive Again
07. You
08. Should've Never Let You Go
09. You're So Good For Me
10. What A Difference A Day Makes

Para baixar em FLAC este álbum, clique AQUI.

Luciano Nassyn - Luciano (1992)

Em 1992, o cantor Luciano Alves do Nascimento – mais conhecido como Luciano Nassyn, ex-integrante do Trem da Alegria – dava o passo mais alto na sua carreira: o lançamento de seu 1º álbum solo. Intitulado "Luciano", foi lançado pela RCA/BMG Ariola

Atualmente com 52 anos de idade, o cantor, compositor e instrumentista iniciou sua carreira aos 3 anos, ao gravar em 1977 seu 1º compacto pelo selo independente Crazy Discos. Lançou em 1979 seu compacto duplo pela Continental e em 1982 aos 9 anos de idade, foi 4º colocado no "1º Festival Internacional da Criança" (SBT) defendendo a canção "Rock da Lanchonete. Não demorou muito para a RCA descobrir seu talento para formar ao lado de Patrrícia Marx, Xuxa e Carequinha o Clube da Criança. A partir daí surgiu a formação incicial do Trem da Alegria, grupo que Luciano permaneceu entre 1985 e 1988. Em sua saída, ainda registrou com a colega Patrícia a canção "Somos Um Só" para o filme Super Xuxa Contra Baixo Astral. Seu primeiro album solo surgiu somente em 1992, quando o cantor tinha 19 anos de idade, sendo lançado pelo mesmo selo que o consagrou como membro do Trem da Alegria, a RCA.

Com visual incrivelmente diferente – cabelos compridos, jaqueta e calças de couro – e voz madura e incrivelmente mais potente, lançou um disco com uma identidade própria do rock 'n' roll com referências do heavy metal e hard rock, mas mesclando com os ditames do mercado pop da época. Com isso, se tornou visita frequente nos programas de videoclipes da época, como Clip Trip (TV Gazeta) e Kliptonita (Rede Record), além de programas de auditório como Domingão do Faustão e Clube do Bolinha (TV Bandeirantes).

O álbum homônimo de Luciano, lançado em 1992 sob o selo BMG Ariola/RCA, é um desses exemplares que o tempo acabou tornando obscuro devido à ausência nas plataformas digitais. Com direção artística de Miguel Plopschi e produção executiva de Chico Roque e Ed Wilson, o disco marca uma tentativa de posicionar o ex-integrante do Trem da Alegria em uma sonoridade que flerta com o pop e o hard rock.

O time técnico mobilizado para este projeto foi imenso, contando com nomes de peso na engenharia de som como Cláudio Farias e Dalton Rieffel, além de arranjos divididos entre Ary Sperling e Júlio Teixeira. Visualmente, o trabalho de André Teixeira e Vittore Talone, com fotos de Louis Jay, reforça essa estética mais madura do artista na época.

No repertório, destacam-se "Tudo ou Nada" canção de Augusto César e Paulo Sérgio Valle, que tem como ingredientes a sofrência do pop sertanejo do Chrystian & Ralf com o hard rock do Scorpions, é ouvir pra entender; "A Nave" de Chico Roque e Paulo Sérgio Valle, que tem um apelo Album Oriented-Rock que foi a segunda canção de trabalho do álbum, "Tudo Para Ser Feliz" de Chico Roque e Serginho Bastos e "Não Devo Mais Ficar (Have You Ever Seen the Rain)", canção de John Fogerty (Creedence Clearwater Revival), com versão de Rossini Pinto, originalmente gravada pelos Fevers em 1971, mas retornada em roupagem rock com o drive e a potência vocal de Luciano que equipara-se ao country rock de Fogerty. Esta foi a primeira canção de trabalho do disco, que Luciano usou pra divulgar na mídia. 

Confesso que ouvindo música pop ao longo de todo esse processo de curadoria musical, dá pra destacar o trabalho dos compositores envolvidos no projeto que da mesma forma que formaram o que chamamos de repertório de metal melódico, tambem entregavam composições de amor açucaradas ou de amor sofrido para as duplas sertanejas. O álbum chegou a ser massacrado pla crítica especializada da época e é um álbum renegado pelo cantor até hoje, porque não foi um disco que abriu portas para novos discos, pois Luciano entrou em um hiato discográfico e só viria a fazer novos registros em 2005 e 2007 nas duas coletâneas ao vivo da Festa Ploc, o lançamento de seu 2º álbum solo em 2008 (pela Tratore) e o 3º álbum em 2024 (pela Warner Music). Toda essa trajetória prova que o cantor não teve uma carreira acidental e merece respeito a toda sua evolução discográfica em seus quase 50 anos de carreira, seja com trabalhos na infância, como na maturidade artística.

Nota de remasterização: O resgate desse "álbum renegado" é um serviço importante para a memória da nossa música. A remasterização feita em 05/10/2025contou com o envio do disco feito pelo meu amigo Élcio Padilha, que contou com uso da agulha Shure M44G, seguindo a seguinte linhagem: Sound Forge 14 (Ripagem), Pinnacle Clean (Declick), Izotop RX (Declick e De-Esser), U-he Satin e MVSep DeNoise. 

Faixas: 
01. Tudo ou Nada
02. A Nave
03. Viver pra Valer
04. Hey Mama
05. Não Devo Mais Ficar (Have You Ever Seen the Rain)
06. Jogo Certo
07. Deixe Acontecer
08. Ponto de Partida
09. Tudo pra Ser Feliz
10. Agora É pra Valer
11. Um Sonho
12. Tocando Guitarra

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Robertinho de Recife - Robertinho de Recife? Ah! Robertinho do Mundo! (1983)

O álbum "Robertinho de Recife? Ah! Robertinho do Mundo!", lançado em 1983 pela Ariola, traz Robertinho de Recife assumindo a produção e os arranjos, sob a direção artística de Mazola. O projeto gráfico e as fotografias são de Carlos Horcades, registrando o músico em cena com iluminação de Walmir Araujo.

Tecnicamente, o disco foi majoritariamente registrado nos estúdios Transamérica-RIO entre abril e maio de 1983, com o técnico Claudio Farias. A exceção fica para a faixa "Baby Doll de Nylon", gravada no estúdio Sigla-RIO por Edu e o assistente Jackson. Um detalhe curioso presente no encarte é o aviso: "Este disco não tem teclados!", reforçando a sonoridade baseada em cordas e percussão.

O time de músicos conta com Marcos Lessa no baixo e Edison Spindola na bateria e percussão, além da presença constante de Emilinha nos violões e vocais. O repertório é diverso, unindo parcerias com Fausto Nilo (em "Do Jeito Que Eu Sou"), Climério Filho (em "Rock da Guitarra Quebrada"), Abel Silva (em "Crioulos de Trindad"), Edinho e Marcos Lessa (em "Astucia"), Ronald Pinheiro e Papa Kid (em "Capitão Copacabana"), Capinam (em "Laser ou Blues"), Caetano Veloso (em "Baby Doll de Nylon") e Emilinha (em "Vou-Me Embora), além de uma interpretação instrumental de Heitor Villa Lobos.

A música "Baby Doll De Nylon" foi redescoberta quando o programa Pânico na TV criou um même com o video "Dancing in the Streets" de Mick Jagger e David Bowie, na ocasião substituindo a canção no dueto original pela música de Robertinho de Recife, provocando uma stuação cômica que viralizou no país. O fato é que a canção é referência do álbum, sendo um hit de 1983.

Nota de remasterização: O LP foi remasterizado 30/12/2022 com uso da agulha Ortofon Concorde Mix pelo programa Pinnacle Clean, a limpeza e tratameento de áudio seguiu a linhaagem Pinnacle Clean (Declick), Izotope RX7 (Declick), e U-He Satin. Audio reprocessado no MVSep DeNoise em 07/11/2025.

Faixas: 
01. Do Jeito Que Eu Sou
02. Rock da Guitarra Quebrada
03. Crioulos de Trindad-Partes I, II e III
04. Astúcia
05. Bachianas Brasileiras Nº 5
06. Capitão Copacabana
07. Laser ou Blues
08. Baby Doll de Nylon
09. Vou-Me Embora

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Robertinho de Recife - Satisfação (1981)

Lançado em 1981 pela Polygram sob o selo Philips, o álbum Satisfação apresenta Robertinho de Recife em um trabalho que divide a frente artística e a direção de produção com Fausto Nilo. O disco, registrado na série New Disc, traz uma estrutura técnica composta por Luis Claudio Coutinho na gravação, com o suporte dos auxiliares Carlinhos, Miguel e Charles.

A etapa de mixagem foi realizada por um trio: Jairo Gualberto, Luis Claudio Coutinho e João Moreira, enquanto o corte do vinil ficou a cargo de Ivan Lisnik. Visualmente, o projeto de capa foi assinado por Dado e Fausto Nilo, com fotografias de Frederico Mendes.

No repertório, o Lado A abre com "Seja o Meu Céu", parceria de Robertinho com Capinan, seguida por "Feliz Com Você" (com Emilinha), "Bom Bom" (com Fausto Nilo) e a autoral "Janga". O Lado B traz "O Elefante", "Frevo do Arrepia" (parceria com Abel Silva), a vinheta "Emilinha Dançando" e encerra com "Mina de Ouro", composta com Aninha Bird.

A base instrumental que acompanha Robertinho de Recife (guitarra e vocal) conta com Marcos no baixo e Edinho na bateria, além da participação especial de Emilinha nos vocais e na guitarra.

Nota de remasterização: O LP foi remasterizado 30/11/2023 com uso da agulha Ortofon Concorde Mix pelo programa Pinnacle Clean, a limpeza e tratameento de áudio seguiu a linhaagem Pinnacle Clean (Declick), Izotope RX7 (Declick), e U-He Satin. Audio reprocessado no MVSep DeNoise em 07/11/2025.

Faixas: 
01. Seja o Meu Céu
02. Feliz com Você
03. Bombom
04. Janga
05. O Elefante
06. Frevo do Arrepia
07. Emilinha Dançando
08. Mina de Ouro

Para baixar o álbum em FLAC, clique AQUI.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Sessão da Tarde Volume 1... o que acham?

Pessoal, eu tive a idéia de trazer pro blog uma série chamada Sessão da Tarde. O que vocês acham de levar pro Pen Drive do som do carro ou pra pasta Music do celular de vocês umas playlists que remetam cada canção a imagem de um filme da Sessão da Tarde?

Eu já pensei no volume 1, faço o anúncio porque está em fase de criação da arte pra acompanhar a capa. A seleção está pronta do Volume 1. Mas queria deixar essa publicação como spoiler para receber sugestões musicais. Cada sugestão dada bem vinda e uma canção pro Volume 2 e o nome do participante nos créditos seja nos Agradecimentos ou Seleção de Repertório.

Que tal começar essa jornada de lembrança comigo?

Segue o que vai ter no volume 1:

1. Back to School - Jude Cole (De Volta às Aulas)
2. Drive my Car - Breakfast Club (Sem Licença para Dirigir)
3. Summer Nights - John Travolta & Olivia Newton-John (Grease - Nos Tempos da Brilhantina)
4. (I've Had) The Time of My Life - Bill Medley & Jennifer Warnes (Dirty Dancing - Ritmo Quente)
5. Where Are You Baby - Betty Boo (Construindo Uma Carreira)
6. Thriller - Michael Jackson (De Repente 30)
7. Goonies 'R' Good Enough - Cyndi Lauper (Os Goonies)
8. Holiday Road - Lindsey Buckingham (Férias Frustradas)
09. Footloose - Kenny Loggins (Footloose - Ritmo Louco)
10. Something To Remember Me By - Jim Walker (Te Pego Lá Fora)
11. The Heat Is On - Glenn Frey (Um Tira da Pesada)
12. Nothing's Gonna Stop Us Now - Starship (Manequim)
13. Falling in Love - Randy Newman (Adorável Sedutora)
14. Bad Boy - Miami Sound Machine (3 Solteirões e um Bebê)
15. Bad to the Bone - George Thorogood (O Pestinha)
16. Vogue - Madonna (O Diabo Veste Prada)

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